Para incentivar e facilitar a conversão de veículos para o uso do Gás Natural Veicular (GNV) no Paraná, o Detran-PR emitiu a Portaria nº 508/2023, que dispensa vistoria para autorizar a mudança de característica do veículo e autorização prévia para emissão do CSV – Certificado de Segurança Veicular.
A medida também garante uma economia de mais de R$ 100 nos custos no processo e soma-se a uma série de outras ações coordenadas pela Companhia Paranaense de Gás (Compagas) para promover maior competitividade ao GNV no Estado, como, por exemplo, a alteração na base de cálculo dos tributos que incidem sobre a comercialização do combustível e a redução de mais de 20% na tarifa desde o início do ano.
Na prática, as mudanças começam logo no início do processo. Antes, os interessados em fazer a conversão precisavam ir com o veículo até o Detran para duas vistorias veiculares. Somente após esse passo e com a autorização em mãos era possível se dirigir até a oficina e iniciar a conversão.
Agora o processo está facilitado: o primeiro passo é solicitar a autorização para alterar a característica do veículo e a autorização prévia para emissão do CSV. Com os documentos em mãos, o consumidor pode ir a uma oficina especializada para a fazer a conversão do veículo. O passo seguinte é a inspeção obrigatória que deve ser realizada em um organismo credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para obtenção do CSV, do Selo GNV e do licenciamento anual.
SIMPLIFICADOS - De acordo com o diretor-presidente do Detran-PR, Adriano Furtado, os processos que envolvem a área de veículos estão sendo simplificados. Foi editada a portaria que elimina a necessidade de vistoria veicular para o primeiro emplacamento de motocicletas e veículos pequenos, o que envolve 82% dos casos no Detran; e também a necessidade de vistoria nos pedidos de alterações de características, como por exemplo, a conversão dos veículos para GNV.
“A alteração de característica, exceto cor e espécie do veículo, exigem o Certificado de Segurança Veicular, feito em um instituto técnico. Com este certificado registramos a alteração de característica. Isso torna o processo mais célere, mais econômico, mais acessível e estimula que sejam feitas as conversões de veículos de etanol ou gasolina, ou veículo flex, para o GNV”, comenta.
IMPORTÂNCIA - A dispensa das vistorias era uma das solicitações da Compagas junto ao Departamento de Trânsito do Estado com o objetivo de incentivar o uso do GNV no Paraná. “O mercado veicular é de grande interesse e importância para a Companhia. Por isso, temos desenvolvido diversas ações com órgãos públicos e privados para viabilizar cenários de melhor competitividade para aqueles que já usam veículos automotivos como meio de trabalho, em especial os frotistas, taxistas e motoristas de aplicativo, mas também para aqueles que desejam ter mais economia e segurança com o uso do GNV”, destaca o diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Jr.
A conversão para o GNV pode ser feita em qualquer veículo movido a gasolina ou etanol. O custo médio é de R$ 5 mil e o investimento pode ser recuperado em um curto período graças à competitividade e à economia proporcionada ao usuário que percorre longos trajetos diariamente.
Uma das principais vantagens do uso do GNV é o maior rendimento. Isso se justifica pela maior capacidade média de rodagem – com o GNV é possível percorrer 14 quilômetros (km) por metro cúbico. Já com o etanol essa distância é de 7 km por litro e com a gasolina, o motorista faz, em média, 10 km por litro. Considerando também o menor preço de venda, o GNV pode proporcionar uma economia de até 40% para aqueles que o utilizam.
Importante destacar, ainda, que os motoristas paranaenses que possuem o kit GNV instalado e a documentação em dia têm um desconto de 70% no IPVA, pagando alíquota de 1% sobre o valor do veículo, enquanto para os demais é de 3,5%.
No quesito ambiental, ainda que o GNV tenha origem fóssil, ele emite menos poluentes do que os combustíveis líquidos, especialmente por ter uma queima mais limpa, com menos fuligem e menor geração de dióxido de carbono, gás que mais contribui para o efeito estufa no planeta. Comparado à gasolina, por exemplo, com o uso do GNV a emissão chega a ser até 30% menor. Também é de fácil dispersão na atmosfera, o que reduz os riscos de acidentes e vazamentos.
OFICINAS - No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas e organismos de inspeção credenciados para fazer a instalação do kit GNV. O consumidor também pode acessar o Simulador de Economia e calcular o tempo de retorno do investimento e a economia que o GNV proporciona em relação ao etanol e à gasolina.
Por - AEN
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 191,2 bilhões em 2022, de acordo a análise preliminar publicada nesta quarta-feira (21) no site da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Os números representam um crescimento de 6% em relação ao VBP de 2021 (R$ 180,6 bilhões), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), responsável pelo levantamento.
O VBP contempla aproximadamente 350 itens diversificados, incluindo grãos, proteínas animais, fruticultura, floricultura, silvicultura e uma ampla gama de produtos da agropecuária paranaense. Os dados são levantados pelos técnicos do Deral ao longo do ano com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, diz que o VBP serve de referência para a repartição do ICMS com os municípios, além de mostrar a grandeza do que é produzido no campo. Ele também explica que a agricultura paranaense enfrentou dificuldades no ano passado. Sob a permanência dos efeitos da La Niña, as condições climáticas impactaram a safra 2021/2022, prejudicada pelo frio e pela seca.
“Tivemos uma quebra de mais de 13,5 milhões de toneladas, considerando o feijão, milho, soja e trigo. Se não fossem as perdas, teríamos alcançado cifras ainda maiores”, completa.
A expectativa inicial era que a produção de feijão (1ª e 2ª safras), milho (1ª e 2ª safras), soja e trigo poderia superar 46 milhões de toneladas. No entanto, dadas as adversidades, a colheita dessas culturas somou 33 milhões de toneladas.
Segundo a economista Larissa Nahirny, do Deral, apesar das perdas nos grãos, a produção pecuária, que se manteve em patamares elevados, e a valorização dos preços foram fatores relevantes para que o resultado final do VBP fosse satisfatório. “No Paraná, os preços recebidos pelos produtores dos itens pesquisados no VBP aumentaram, em média, 21% em 2022. Das 55 culturas mais expressivas, 39 tiveram variação positiva no período”, diz.
DESTAQUES – Mesmo com a quebra, a soja continuou com o maior valor entre os produtos, alcançando R$ 35,78 bilhões; seguida do frango de corte, com R$ 34,6 bilhões; do milho, com R$ 20,2 bilhões, e do leite, que rendeu aos produtores R$ 11,4 bilhões.
O relatório confirma a liderança da produção pecuária na formação do VBP. O setor representa 51% do valor gerado nas propriedades rurais do Paraná em 2022, com R$ 96,7 bilhões. “Isso significa que estamos agregando mais valor à soja e ao milho, que são a base da alimentação animal”, analisa o secretário Norberto Ortigara. Embora a cifra tenha sido bastante elevada, o valor não cresceu em termos reais.
O setor da avicultura como um todo, incluindo produção de frango de corte, para recria, ovos férteis e ovos para consumo, é o primeiro produto na geração de valor nas propriedades rurais no ano passado, com R$ 45 bilhões.
O segundo grupo mais representativo no valor total (40%) corresponde aos grãos, com R$ 76,06 bilhões. A soja, que rendeu R$ 35,78 bilhões, é o produto com maior representatividade. Esse rendimento do grão é 37% menor do que em 2021, o que se explica pela quebra na safra, bastante prejudicada pelos fatores climáticos.
A produção florestal ampliou sua participação no valor total, de 3% em 2021 para 5% em 2022. O setor somou rendimentos de R$ 9,44 bilhões no Paraná em 2022, um crescimento real de 37% com relação ao ano anterior (R$ 6,2 bilhões). “O destaque absoluto foi a receita oriunda das toras para papel e celulose, a qual dobrou de valor e totalizou R$ 1,8 bilhão”, completa a economista do Deral.
Na produção de hortaliças, que rendeu R$ 6,3 bilhões, um crescimento real de 22% comparativamente a 2021 (R$ 4,65 bilhões) os principais produtos foram a batata inglesa (R$ 1,58 bilhão) e o tomate (R$ 1,04 bilhão).
O setor de frutas atingiu aproximadamente R$ 2,5 bilhões em VBP, valor 7% superior ao registrado em 2021 (R$ 2,10 bilhões). Os destaques foram a laranja (R$ 619,6 milhões), o morango (R$ 389 milhões) e as uvas (R$ 291,2 milhões).
MUNICÍPIOS – A partir da publicação das informações preliminares no Diário Oficial, os técnicos e gestores municipais analisam os números e, caso desejem, podem entrar com recurso fundamentado para questionar dados do desempenho agropecuário. “O prazo é de 30 dias a contar da publicidade oficial. Depois desse período, o Deral divulga o resultado final do VBP de 2022”, explica o chefe do Deral, Marcelo Garrido.
Por - AEN
O inverno iniciou nesta quarta-feira (21) e os modelos climáticos utilizados pelos pesquisadores indicam que o fenômeno El Niño — aquecimento das águas do Oceano Pacífico que tem reflexos no padrão de chuvas e temperaturas do Brasil e de várias partes do mundo — está em atividade.
O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) aponta que os produtores de cereais de inverno, como trigo, aveia e cevada, devem ficar atentos à possibilidade de prejuízos com geadas tardias na fase de florescimento e espigamento das lavouras.
Chuvas irregulares e ocorrência de geadas podem prejudicar o desenvolvimento e a colheita do milho segunda safra.
O quadro climatológico indica a ocorrência de poucas ondas de ar frio e um regime de precipitações dentro do esperado para a estação, mas com possibilidade de haver episódios de veranicos (sequência de vários dias sem chuvas), de acordo com a meteorologista Ângela Costa, do IDR-Paraná.
ALERTA GEADA – Em operação até setembro pelo IDR-Paraná e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o Alerta Geada é um serviço que publica diariamente um boletim sobre as condições meteorológicas e a evolução de massas polares pelo Estado.
Ele pode ser acompanhado no aplicativo Iapar Clima — disponível gratuitamente na App Store e no Google Play —, nas páginas doIDR-Paraná, do Simepar, com uma ligação para o telefone (43) 3391-4500 e, ainda, por mensagens via Telegram.
Além do boletim diário, alertas de geada são emitidos e amplamente divulgados quando há aproximação de massas de ar frio com potencial para causar danos à agropecuária.
Em caso de previsão de ocorrência do fenômeno, o IDR-Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para prevenir ou reduzir danos às culturas sensíveis a baixas temperaturas.
Recomenda-se o cuidado com as lavouras de café de até dois anos, hortaliças, mudas de frutíferas tropicais recém-plantadas e viveiros de plantas sensíveis. Entre as opções de proteção aplicáveis, conforme a cultura, estão aquecimento, irrigação e cobertura das mudas. Granjas de aves e suínos também devem ser aquecidas.
Por - AEN
A quarta-feira (21) termina de maneira trágica no município de Sulina, na região Sudoeste do Paraná. Um acidente de trânsito na rodovia PR-570, a cerca de dois quilômetros da cidade, deixou quatro vítimas fatais. Um Fiat Uno bateu de frente com Vectra, ambos de Sulina.
A violência do impacto matou na hora o motorista do Vectra, Gilvan Portella de Camargo, de 30 anos, e os ocupantes do Uno, Sérgio Gonçalves, de 48 anos, e Ivonete Gaspar da Rocha Gonçalves, de 45 anos. A passageira do Vectra, Elisa Gabriela de Camargo, de seis anos, foi socorrida ao hospital de Chopinzinho, mas devido à gravidade dos ferimentos não resistiu e veio a óbito pouco depois.
A Polícia Militar de Sulina fez o isolamento do local e orientou o trânsito até a chegada da Polícia Rodoviária Estadual e Criminalística. Após o trabalho de perícia, os corpos foram recolhidos ao IML de Pato Branco. Segundo informações, Nelson e Ivonete estavam deslocando à casa do filho para visitar o netinho de apenas cinco meses. Gilvan e a filha retornavam de Chopinzinho. A esposa dele, Rosinéia, que está no hospital. Ela ganhou neném na manhã desta quarta-feira (21).
O prefeito de Sulina, Paulo Horn, consternado com o ocorrido decretou luto oficial de três dias no município. Também nesta quinta-feira (22) não haverá aula na escola Arnaldo Busato, onde Elisa era aluna.
Por - Nossa FM
O programa que está modernizando a operação do sistema de distribuição de energia elétrica no Paraná já chegou a 500 mil medidores digitais inteligentes instalados em casas, comércios, indústrias e propriedades rurais.
A troca dos medidores convencionais pelo novo modelo não tem custos para o consumidor e é acompanhada de investimentos em equipamentos de comunicação e de automação na rede elétrica, com o objetivo de reduzir desligamentos e agilizar o atendimento aos clientes, seja em serviços comerciais ou de emergência.
A primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente, na região Sudoeste, está na reta final de implantação e já tem 462 mil medidores em contato com a central de operações da Copel. Isto significa que, em casos de falta de luz, a empresa começa e identificar automaticamente a abrangência do desligamento e consegue estimar o local de origem da interrupção, religando mais rapidamente os domicílios afetados.
Os consumidores dos municípios atendidos também já contam com a funcionalidade de controle do consumo em tempo real através do aplicativo da Copel, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
A segunda fase do Rede Elétrica Inteligente foi iniciada recentemente em municípios da Região Metropolitana de Curitiba e já conta com 38 mil medidores instalados. A cidade de Contenda já tem 84% das ligações de energia atendidas com medidores digitais inteligentes e em Araucária, o equipamento chegou a 44% dos domicílios. Os trabalhos estão tendo início também em Fazenda Rio Grande, e será estendido a outros 25 municípios e Ilha do Mel.
MAIS EFICIÊNCIA - O orçamento previsto para o programa em suas três primeiras fases, que cobrem toda a faixa ao Sul do Estado, é da ordem de R$ 820 milhões. De acordo com o presidente da Companhia, Daniel Pimentel Slaviero, o objetivo é aplicar tecnologia para aumentar a eficiência no atendimento ao cliente. “O Paraná saiu mais uma vez à frente, e hoje temos o programa de redes inteligentes mais avançado do Brasil. É o que existe de melhor em soluções para o sistema de distribuição de energia”, afirma.
LEITURA REMOTA – Além da maior agilidade na recomposição do fornecimento em casos de desligamentos acidentais, os medidores inteligentes possibilitam também redução no tempo de atendimento a serviços rotineiros ligados à energia elétrica. A leitura do consumo, assim como o desligamento por inadimplência e a religação após o pagamento das contas são feitos à distância, sem a necessidade de deslocamento de um profissional até o domicílio do cliente. “São ganhos na gestão de custos e na redução do risco de acidentes no deslocamento, que o cliente irá sentir lá na frente. E o ciclo se torna completo quando ele escolhe a fatura digital”, avalia o presidente.
Até o momento, o recebimento da conta de luz por e-mail é a opção de 53% dos consumidores na região da primeira fase do programa. Para auxiliar os moradores no cadastro e no entendimento do funcionamento do sistema, agentes contratados pela Copel têm visitado os domicílios que permanecem recebendo a conta em papel.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (21) o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, que está no Paraná para apresentar o processo de realização do Censo 2022.
Os primeiros resultados serão divulgados na próxima quarta-feira (28). Ratinho Junior destacou a importância das informações do Censo para subsidiar o planejamento das políticas públicas do Estado em diferentes áreas.
A primeira divulgação, na semana que vem, vai apresentar os novos dados demográficos do País, mas a ideia do IBGE é fazer diferentes recortes das informações captadas pela pesquisa, que serão divulgados quinzenalmente até o final do ano. Uma das novidades desta edição é georreferenciamento de todos os domicílios brasileiros, o que facilita a identificação exata das moradias para direcionar as políticas públicas conforme necessidades específicas. Isso se reflete em áreas como habitação e saneamento, por exemplo.
“Os dados do Censo são primordiais para orientar qualquer política pública, porque é um levantamento que chega a praticamente 100% dos domicílios brasileiros”, salientou Ratinho Junior. “Como a última edição foi em 2010, esperamos agora uma mudança substancial nos dados do Paraná, com crescimento populacional, mudanças demográficas que refletem no dia a dia das cidades e também um envelhecimento da população”.
Informações preliminares do Censo 2022 divulgados no início do ano pelo IBGE apontavam um crescimento populacional em 62% dos municípios paranaenses na comparação com o levantamento de 2010. Somente a Região Metropolitana de Curitiba havia ganhado, até então, quase 125 mil novos habitantes.
“Trabalhamos com esses dados para direcionar os investimentos e planejar as ações do Estado a curto, médio e longo prazo”, explicou o governador. “A mudança da faixa etária da população, por exemplo, é essencial para planejarmos políticas para os idosos. Também estamos estruturando os pequenos municípios para que as pessoas continuem nessas cidades, evitando o êxodo a outras maiores. Questões relacionadas à saúde, educação, moradia, tudo isso passa pela análise dessas pesquisas”.
O presidente do IBGE salientou que o Censo é construído a muitas mãos e agradeceu o apoio do Governo do Estado para garantir e facilitar a coleta de dados no Paraná, no ano passado. “Viemos hoje ao Estado para mostrar ao governo o Censo que o IBGE está fazendo, uma pesquisa diferenciada, que recebeu um aporte tecnológico diferente. O IBGE tem uma proposta de divulgação muito rápida e precisamos preparar os estados para receber esses dados”, explicou Azeredo.
“Também viemos agradecer o apoio do Estado para que o IBGE pudesse realizar esse grande levantamento. O Censo não é uma atividade apenas do IBGE, ele é de todo o Brasil”, salientou o presidente. “É a única pesquisa que vai a todos os domicílios. Você tem o Paraná em detalhes, ele coloca uma lupa em cada área. Com isso, damos oportunidade a todos os gestores de trocar a narrativa por evidências, e isso permite que tenhamos uma construção e um monitoramento de políticas públicas muito melhor”.
EXPECTATIVA – O secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, destacou a expectativa com os novos dados, já que há um hiato de 12 anos desde a última pesquisa. Ele explicou que esses dados servem de base para a elaboração do Plano Plurianual (PPL), que tem prazo de quatro anos, e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “O que provavelmente teremos agora será um novo Paraná, porque o Censo vai mostrar que a população cresceu, envelheceu e que há também um fluxo migratório das pequenas para as médias cidades”, disse.
“É nítido que haverá uma mudança profunda na nossa realidade socioeconômica e na questão demográfica. Teremos que fazer agora um estudo aprofundado, identificando oportunidades e corrigindo alguns rumos orçamentários para planejar e atender a nova realidade que será apresentada”, explicou Silva. “O objetivo é que esse novo Paraná que se apresenta no neste Censo possa estar refletido no orçamento que está sendo construído em diálogo com a sociedade”.
IPARDES - Um dos órgãos vinculados à Secretaria do Planejamento é o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Social e Econômico (Ipardes), que faz as análises estatísticas do Estado tendo como base, entre outros dados, as pesquisas do IBGE.
“Após a divulgação do Censo pelo IBGE, teremos projeções demográficas diferenciadas, que vão ter impacto em diversas áreas, como no Plano Estadual de Saúde, nas iniciativas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e em vários programas do Estado que são diretamente ligados a essa projeção demográfica”, explicou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
“Possivelmente teremos novos indicadores, novos números, que vão balizar o fortalecimento dos programas estaduais e também os ajustes quando necessários. São bases de dados firmes e sólidas que vão orientar as tomadas de decisão dos gestores”, ressaltou Callado.
EVENTOS – Nesta quinta-feira (22), a diretoria do IBGE se reúne com diversos setores do governo para apresentar a metodologia do Censo 2022. Além disso, na sexta-feira (23), um evento acadêmico vai comemorar os 50 anos do Ipardes, com uma palestra do presidente Cimar Azeredo Pereira e da coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, falando sobre o Censo e as demais pesquisas do instituto.
PRESENÇAS – Acompanharam a reunião o vice-governador Darci Piana; o assessor da presidência do IBGE, Sinval Dias dos Santos; os superintendentes do IBGE do Paraná, Elias Guilherme Ricardo; de Santa Catarina, Roberto Kein Gomes; e do Rio Grande do Sul, José Renato Braga de Almeida; e o chefe de Gabinete da Governadoria, Darlan Scalco.
Por - AEN








-PortalCantu-11-01-2026_large.png)
-PortalCantu-10-01-2026_large.png)




-PortalCantu-11-01-2026_large.png)
-PortalCantu-11-01-2026_large.png)
-PortalCantu-11-01-2026_large.png)
-PortalCantu-11-01-2026_large.png)
-1-PortalCantu-10-01-2026_large.png)
-PortalCantu-10-01-2026_large.png)
-PortalCantu-10-01-2026_large.png)
-PortalCantu-10-01-2026_large.png)








_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)