Foi dada a largada para o Ganhando o Mundo França, programa que vai levar 40 alunos da rede estadual de ensino para uma experiência imersiva de seis semanas no país europeu com objetivo de ampliar o repertório cultural e acadêmico, desenvolvendo a autonomia e aperfeiçoando o aprendizado do idioma. Os selecionados já deram início ao processo de retirada dos passaportes. Eles embarcam no dia 6 de novembro e permanecem na França até 15 de dezembro.
O programa de intercâmbio é do Governo do Estado, viabilizado por meio da Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Os participantes selecionados desta edição, que é a primeira do programa a incluir a França, são estudantes matriculados no Colégio Estadual do Paraná (CEP) e Colégio Estadual Julia Wanderley (Curitiba); Colégio Estadual Ana Vanda Bassara (Guarapuava); Colégio Estadual Vicente Rijo (Londrina) e do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal (Maringá).
Gabriela de Matos (16) foi uma das selecionadas. A jovem é aluna do 2° ano do ensino médio no CEP. Cada vez mais perto de realizar o sonho de fazer um intercâmbio, ela deu entrada na documentação para retirada de seu passaporte junto a outros onze estudantes da capital paranaense, que compareceram juntos, nesta semana, ao posto de emissão de passaportes da Polícia Federal (PF), no bairro Batel, em Curitiba. “A ficha ainda não caiu. Eu nunca saí do Brasil, estou muito animada para conhecer uma outra cultura e aprender coisas novas”, disse.
Já para Guilherme da Cunha (16), também aluno do CEP, a ideia de morar por seis semanas na França nasceu depois de assistir uma palestra sobre o programa no Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem), do Governo do Estado. Para ele, o sonho começa a tomar forma concreta. “Enquanto estiver lá, farei o máximo para absorver o maior aprendizado possível, principalmente da língua francesa. Sei que essa experiência será fundamental para minha formação e para meu futuro posicionamento no mercado de trabalho”, afirmou.
Assim como em Curitiba, selecionados dos municípios de Guarapuava, Maringá e Londrina também deram entrada na documentação para retirada dos passaportes nesta semana. “A expectativa maior é a de conhecer as pessoas e viver novas experiências. Pensar em conviver no dia a dia com os cidadãos franceses e em todo o aprendizado que essa vivência vai proporcionar é muito empolgante. De zero a dez, meu nervosismo é nível seis", disse Emanuel Carvalho da Silva, aluno do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, em Maringá.
"Sei que ao voltar estarei capacitado a alcançar conquistas ainda maiores graças a tudo que vou poder aprender por lá”, celebrou.
“Aos participantes do Ganhando o Mundo França esta é a oportunidade de vivenciar a rotina no país europeu de forma inédita, com a possibilidade de enriquecer não somente o repertório acadêmico, por meio da aprendizagem de um novo idioma, como também de participar de uma imersão cultura única que amplia horizontes e promove um entendimento global mais profundo”, destacou o secretário de Estado de educação do Paraná, Roni Miranda.
PROGRAMA
Pela primeira vez com destino a um país de língua francesa, o Ganhando o Mundo França selecionou 40 alunos do Ensino Médio de colégios estaduais do Paraná. Com duração de seis semanas, os intercambistas estudarão na França na modalidade equivalente ao ensino médio. O objetivo do programa é possibilitar a ampliação do repertório cultural e acadêmico dos alunos, além do desenvolvimento da autonomia e o aperfeiçoamento da língua francesa.
Ao retornar, os participantes se tornam embaixadores do programa, compartilhando a experiência com a rede estadual de ensino por meio de diversas atividades.
O investimento da Secretaria da Educação nesta edição é de R$ 1,2 milhão. A pasta é responsável pelos custos dos estudantes paranaenses passagens aéreas e emissão de passaportes).
O aluno que fizer o intercâmbio receberá ainda três bolsas no valor de R$ 800: a primeira e a segunda (bolsa instalação) estarão disponíveis antes do embarque e serão destinadas à cobertura das despesas iniciais. A terceira bolsa (de manutenção) será depositada nos cartões pré-pagos internacionais dos intercambistas após 30 dias. Os estudantes desta edição também terão seguro de viagem e de saúde durante o período que estiverem residindo na França.
Em 2024, outros mil alunos selecionados irão para Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia. Eles passarão um semestre fora do País. Já no mês que vem 99 professores selecionados no programa vão para Finlândia e Canadá, onde participarão de cursos de formação continuada. Durante o período de intercâmbio, os educadores terão vários cursos em instituições de ensino locais, como gestão de sala de aula, metodologias ativas, currículo por habilidades e competências, orientação pedagógica e avaliação de aprendizagem.
Por AEN/PR
O setor de serviços cresceu 12,1% no Paraná nos últimos primeiros sete meses do ano, segundo levantamento da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o melhor resultado da região Sul no período e o terceiro melhor do País, atrás apenas de Mato Grosso (17%) e Paraíba (13%). A média nacional ficou em 4,5% no período. A comparação é entre janeiro a julho de 2023 com janeiro a julho de 2022.
A PMS também aponta um crescimento de 13,7% na variação mensal, entre julho do ano passado e julho desse ano, no Paraná, também o melhor resultado do Sul (o setor de Santa Catarina cresceu 8,9% e o do Rio Grande do Sul, 5,2%). No Brasil, o crescimento foi de 3,5%.
Os resultados ainda são expressivos no acumulado dos últimos doze meses. O setor que engloba atividades cotidianas como transporte, alimentação, salões de beleza e viagens alcançou crescimento de 8,6% de agosto de 2022 a julho de 2023 (comparativo com os mesmos doze meses anteriores), nono melhor resultado do País, atrás apenas de Mato Grosso (17,8%), Tocantins (14,1%), Paraíba (13,3%), Minas Gerais (10,4%), Roraima (10%), Maranhão (9,9%), Alagoas (9,5%) e Santa Catarina (9%). A média nacional ficou em 6% no período.
Os resultados dos primeiros sete meses foram influenciados pelo crescimento de serviços profissionais e administrativos, como publicidade, engenharia, arquitetura e agências de viagens (18,2%), serviços de transporte, como passagens aéreas, estacionamento de veículos, táxi, entre outros (14,1%), serviços de informação e comunicação, como operadoras de TV, programas de computador, atividades de rádio, edição de publicações impressas (5,5%), outros serviços, como manutenção e reparo, aluguel de imóveis e reciclagem (4,5%) e serviços prestados às famílias, como hotéis, cabeleireiros, parques temáticos e lavanderias (3,4%).
Em todo o território nacional, o setor de serviços alcançou em julho resultado 12,8% acima do patamar pré-pandemia de Covid-19, registrado em fevereiro de 2020, mas ainda 0,9% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em dezembro do ano passado.
TURISMO
Outro grande indicador do setor de serviços é o turismo. O segmento cresceu 11,3% no Paraná no acumulado do ano, melhor resultado do Sul (Santa Catarina fechou o período com 7,8% e o Rio Grande do Sul com 4,1%) e terceiro melhor do País, atrás apenas de Minas Gerais (18,7%) e Bahia (13,7%). A variação nacional ficou em 8,4% nos sete meses. No acumulado dos últimos doze meses, o setor registra 13,8% de aumento no Paraná e no comparativo de julho (mesmo mês de 2022 com o mesmo mês de 2023), a evolução foi de 2,8%.
Um dos grandes destaques do crescimento é o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Ele recebeu 855.382 visitantes no primeiro semestre, 54% a mais do que em 2022 e quase igual ao mesmo período de 2019, melhor ano de visitação da história. A visitação do mês de junho em 2023 foi a melhor de todos os tempos, com 124.118 pessoas.
Para estimular ainda mais o setor a investir, a Fomento Paraná e a Secretaria do Turismo do Paraná estão percorrendo 31 cidades com a Caravana de Crédito Fomento Turismo. O lançamento foi no dia 12, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais. Nesta quinta as equipes estão em Sengés. A caravana ainda passa por Carambeí, Castro, Tibagi, Guaíra, Medianeira, Mercedes, Guaratuba, Pontal do Paraná, Pinhais, União da Vitória, Antonina, Morretes, Paranaguá, Faxinal, Marilândia do Sul, Mauá da Serra, Piraquara, Quatro Barras, Carlópolis, Rio Azul, Capanema, Palmas e Sulina.
Segundo o IBGE, o segmento se encontra 6,2% acima do patamar de fevereiro de 2020 (começo da pandemia de Covid-19) e 1,4% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.
Por AEN/PR
Os produtores de soja paranaenses já estão liberados desde o último domingo (10) a terem a planta emergida do solo.
Com o fim do vazio sanitário, pelo menos 1% da área estimada de 5,8 milhões de hectares já está semeada, com expectativa de que sejam colhidos 21,9 milhões de toneladas, volume pouco inferior às 22,4 milhões de toneladas da safra anterior, que foi recorde.
O período do vazio sanitário iniciou em 10 de junho. Nesse prazo de 90 dias ficou proibido ter qualquer planta viva de soja nos campos paranaenses. A medida tem como principal finalidade a redução dos riscos associados à proliferação do fungo responsável pela ferrugem asiática.
A análise sobre esse produto e outros do agronegócio paranaense está no referente à semana de 6 a 14 de setembro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
MILHO E FEIJÃO – A colheita da segunda safra de milho evoluiu durante a semana e chegou a 89% da área total, estimada em 2,37 milhões de hectares. Restam apenas 260 mil hectares a serem colhidos, sobretudo na região Norte do Estado, onde o plantio acontece mais tarde.
As condições climáticas estão favoráveis e o plantio da primeira safra de feijão 2023/24 já atingiu 20% dos 112 mil hectares previstos. Nesta safra predomina o tipo preto. O feijão de cores prevalece na segunda safra, que tem plantio a partir de janeiro. O atual ciclo deve render 216 mil toneladas.
TRIGO E CEVADA – A colheita dos cereais de inverno transcorre normalmente no Estado, apesar de breve interrupção pelas chuvas. A do trigo alcançou 35% da área de 1,4 milhão de hectares, enquanto a cevada já foi retirada de 1% dos 86,4 mil hectares.
Ainda que haja desafios pela frente, como incidência da doença brusone no trigo e eventual geada para a cevada, as produções de ambos podem ser recordes. No trigo a previsão é de superar o maior volume registrado de 3,83 milhões de toneladas de 2014, chegando a 4,5 milhões. Já a cevada tende a superar o recorde de 335 mil toneladas do ano passado, alcançando 394 mil toneladas.
FRUTAS – A fruticultura paranaense ainda tem participação diminuta, entre 1% e 2%, no Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária paranaense. Dos R$ 191,2 bilhões levantados em 2022 em todas as culturas do Estado, R$ 2,5 bilhões correspondem às 35 frutas cultivadas no Paraná. O cultivo dos citros é a principal atividade no segmento. As frutas, em geral, se estendem por 54,2 mil hectares e renderam 1,3 milhão de toneladas em 2022. Laranjas, tangerinas e limões foram cultivados em 29,1 mil hectares, proporcionando colheita de 842,4 mil toneladas.
SUÍNOS E LEITE – O Paraná é o segundo maior produtor de carne suína do Brasil, com 564,5 mil toneladas no primeiro semestre de 2023. Como o segundo semestre é normalmente o período em que mais se consome esse produto, a expectativa é de que haja crescimento.
A pesquisa trimestral de leite do IBGE mostrou que a captação paranaense no segundo trimestre de 2023 foi de 814 milhões de litros. Somada aos 831 milhões de litros adquiridos no primeiro trimestre, reverte a queda que vinha se observando este ano. O Paraná registrou 14% da captação nacional de 5,72 bilhões de litros no trimestre e se mantém como segundo no ranking.
FRANGO E OVOS – Nos sete primeiros meses de 2023, as exportações brasileiras de carne de frango cresceram 8,1% em faturamento, atingindo US$ 5,9 bilhões, contra US$ 5,4 bilhões em 2022. Em quantidade, houve crescimento de 10,9% – saindo de 2,7 milhões de toneladas para 2,9 milhões. O Paraná exportou 1,2 milhão de toneladas e arrecadou US$ 2,3 bilhões. Nos sete primeiros meses do ano passado tinha exportado 1,1 milhão de toneladas e arrecadado US$ 2,2 bilhões.
A pesquisa trimestral feita pelo IBGE apontou que a produção de ovos de galinha ultrapassou 12,5 bilhões de unidades no segundo trimestre de 2023. Crescimento de 2% frente às 12,2 bilhões do mesmo período do ano passado. Em plantel de poedeiras, o Brasil registrou 184,9 milhões de galinhas. O Paraná tem 20,3 milhões.
Por - AEN
Pequenos produtores do Paraná terão a oportunidade de divulgar e comercializar seus produtos em uma plataforma própria na Shopee.
A parceria entre um dos maiores sites de vendas eletrônicas do mundo e a Invest Paraná, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado, beneficiará produtores atendidos pelo Programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS).
O programa valoriza as qualidades econômicas de cada região do Estado, inserindo valor comercial à produção de pequenos empreendedores, sem deixar de lado processos tradicionais e até históricos de como os produtos são feitos.
A iniciativa que promoverá a divulgação e comércio de produtos regionais do Paraná foi anunciada durante o Primeiro Encontro de Parceiros do VRS Mata Atlântica. O evento no Palácio das Araucárias, em Curitiba, reuniu empresas e secretarias parceiras do programa, além de representantes dos municípios de Antonina, Morretes e Guaraqueçaba no Litoral paranaense, região atendida pelo VRS Mata Atlântica, que atua com produtos de banana, palmito pupunha, açaí juçara, frutas sazonais e turismo.
O VRS também atua na região Centro-Sul, com erva-mate e pinhão, e no entorno da futura Represa do Miringuava, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, na produção agrícola local. O programa também está em fase de implantação no Vale do Ribeira, área que é grande produtora de tangerina e com grande potencial turístico.
Bruno Banzato, gerente de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, explica que haverá um microsite na plataforma da Shopee destinado especificamente para o VRS, em que pequenos produtores poderão comercializar seus produtos, além de receber suporte e mentoria exclusivos.
“Vai ter uma turma, com os 30 primeiros que vão ingressar, com uma incubação da própria Shoppee, em que eles vão fazer todo um trabalho de treinamento e também de acompanhamento da performance desses pequenos empreendedores dentro da plataforma”, afirma.
Além da procura dos consumidores, Banzato acredita na adesão dos produtores paranaenses e destaca a concretização do projeto como um dos bons resultados do Vocações Regionais Sustentáveis. “A gente sempre se esforça e luta muito para fechar uma parceria dessas que realmente tenha vantagens para o nosso público”, define.
Na oportunidade, foi lançado um e-book sobre o trabalho e resultados da primeira fase do VRS na região atendida pelo VRS Mata Atlântica. Os dados e ações realizadas até agora também foram expostos pelo professor Luiz Rogério Oliveira da Silva, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Litoral, que apresentou aos parceiros um panorama da primeira fase, dos produtos e produtores atendidos. Na sequência, os parceiros debateram possibilidades e estratégias para a segunda etapa do VRS Mata Atlântica.
INCLUSÃO DIGITAL – O diretor de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Rogério Chaves, afirma que a oportunidade de modernizar processos e digitalizar a venda e divulgação ajudarão a promover e levar os produtos regionais do Paraná para locais muito distantes, os quais sem o auxílio da internet não seria possível. “Pessoas do outro lado do País, ou até de outros países, quem sabe, poderão consumir produtos paranaenses que até agora só estão disponíveis se comprados diretamente do produtor”, destaca.
Além disso, Chaves avalia a iniciativa como uma ação de inclusão digital e até mesmo financeira. “Sabemos que muitos dos produtores atendidos pelo VRS têm pouca ou nenhuma experiência com vendas online. Então eles irão aprender mais sobre o assunto, além de contar com toda uma plataforma de gerenciamento de processos, desde o pagamento, até a logística do envio dos produtos”, complementa.
EM BREVE – A novidade receberá inscrições em breve e estará disponível online até o ano que vem. Atualmente o projeto está em fase de desenvolvimento do edital de inscrição e seleção de produtores, que será publicado no próximo mês.
Por - AEN
Estão abertas as inscrições para o XXIII Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná, que será realizado nos dias 24 e 25 de março em escolas e reservas indígenas, além de universidades públicas do Estado.
O vestibular é direcionado a estudantes de comunidades indígenas do Paraná, que podem se inscrever para estudar nas sete universidades estaduais e na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ao todo, são ofertados mais de 500 cursos, em nível de bacharelado, licenciatura e tecnologia
A inscrição é gratuita e poder ser feita até 6 de novembro no portal da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL. Também é possível realizar o preenchimento impresso. Nesse caso o candidato deverá procurar uma das universidades participantes. Equipes das instituições também irão visitar comunidades indígenas para efetuar as inscrições de estudantes com dificuldade de enviar a documentação de forma eletrônica. O edital completo pode ser acessado AQUI.
O concurso oferece 52 vagas totais, sendo seis em cada uma das sete universidades estaduais – UEL, UEM, UEPG, Unioeste, Unespar, UENP e Unicentro – e 10 na UFPR, para ingresso no ano letivo de 2024. Este ano, o concurso será realizado pela equipe da Cops da UEL, responsável pelas inscrições, preparação e aplicação das provas e logística.
As provas serão aplicadas em oito municípios: Curitiba, Cornélio Procópio, Tamarana, Mangueirinha, Manoel Ribas, Nova Laranjeiras, Santa Helena e Ortigueira. No primeiro dia de prova, os candidatos fazem a prova oral, em Língua Portuguesa. No segundo dia será aplicada a prova de Conhecimentos Gerais (Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química), além da Redação, interpretação de texto e língua estrangeira (Inglês, Espanhol, Guarani ou Kaingang). A divulgação dos aprovados será no dia 18 de abril, no portal da Cops.
O Vestibular indígena é garantido pela Lei Estadual nº 13.134/2001 e Lei Estadual nº 14.995/2006, que prevê vagas suplementares para comunidades indígenas nas universidades públicas do Paraná.
Por - AEN
Profissionais de diferentes áreas do conhecimento iniciaram nesta semana as atividades práticas da nova edição do Programa de Residência Técnica em Inovação, Transformação Digital e E-Gov.
O programa é uma iniciativa do Governo do Estado, desenvolvido por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e das universidades estaduais do Paraná.
Foram selecionados, inicialmente, 149 residentes de diferentes áreas para nove secretarias estaduais e 16 órgãos da administração pública, em Curitiba e 17 cidades do Interior. Mais 54 profissionais estão em fase de apresentação de documentos para iniciar as atividades nos próximos dias.
Os programas de Residência Técnica (Restec) são considerados política pública de Estado, com amparo na Lei nº 20.086/2019. Semelhantes às residências médicas e de outras áreas da saúde, a iniciativa consiste na seleção de recém-graduados, com o objetivo de proporcionar conhecimento técnico-científico aplicado e apresentar o serviço público como possibilidade de carreira.
Como modalidade de ensino, a Restec envolve um curso de pós-graduação lato sensu (especialização) na modalidade do ensino a distância (EAD), com duração de dois anos e totalmente custeado pelo governo estadual. Parte das vagas nos cursos é reservada para servidores e empregados públicos estaduais. A Especialização em Inovação, Transformação Digital e E-Gov é ofertada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Os residentes recebem bolsa mensal no valor de R$ 2.375 e R$ 220 para o auxílio-transporte, além de um seguro que cobre acidentes pessoais e sinistros que possam ocorrer no desempenho das atividades práticas.
Segundo a assessora da Coordenadoria de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão da Seti, Fátima da Cruz Padoan, que coordena os programas de Restec, os residentes contribuem para ampliar a capacidade de solução para os desafios no setor público. “O despertar vocacional para o serviço público é o grande objetivo impulsionador do programa, criando condições para que a prática profissional se estabeleça nos órgãos ligados ao governo. É importante destacar que os residentes são sempre acompanhados por supervisores qualificados no processo da formação prática”, explica.
Para o residente David Joseph Rodrigues de Santana, lotado na Assessoria Técnica da Seti, a expectativa é contribuir com as políticas públicas e aproveitar a oportunidade para ampliar o aprendizado. “Como essa residência é voltada para a gestão e a transformação digital da coisa pública, espero colaborar na formulação de políticas que possam impactar positivamente a população, e que esse programa contribua para a minha formação no âmbito profissional e acadêmico”, afirma o bolsista, graduado em Gestão Pública.
A residente Heloize Zentil da Silva Gonçalves, lotada na Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), no Núcleo de Comunicação Setorial (NCS), acredita que o programa representa um diferencial para o início da carreira profissional. “Esse programa é uma oportunidade para se preparar para o mercado de trabalho e desenvolver um portfólio com base no aprendizado técnico”, salienta a bolsista, que tem formação em Publicidade e Propaganda.
PROGRAMAS – Atualmente, são 1.170 residentes distribuídos em 14 programas nas áreas de ciências forenses, cultura, gestão ambiental, gestão pública, inovação, obras públicas, saúde pública, segurança pública e turismo. Além desses bolsistas, os cursos de pós-graduação somam 150 servidores e empregados públicos estaduais. Os cursos de especialização são desenvolvidos pela Unicentro, UEM, UEPG e Unespar.
Ainda em setembro, será publicado um novo edital para o preenchimento de vagas remanescentes do programa de Inovação, Transformação Digital e E-Gov, com oportunidades para instituições localizadas na Capital e em cidades do interior do Paraná.
Por - AEN



























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