A Secretaria da Segurança Pública do Paraná lançou no começo da noite desta quarta-feira (22) a Operação Vida Cidade Segura para intensificar o policiamento ostensivo em Cascavel, na região Oeste do Estado.
O reforço no policiamento também alcançará Medianeira, Toledo e Marechal Cândido Randon. A operação conta com mais de duzentos homens e mulheres e cinquenta viaturas.
Policiais civis e militares atuarão em diversos pontos das cidades para promover maior segurança com ações preventivas e repressivas, utilizando patrulhamento aéreo e terrestre, com cães policiais, bloqueios de trânsito, abordagens e fiscalizações de veículos e pessoas. Toda a atividade da Operação Vida Cidade Segura será acompanhada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR).
O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, explica que o objetivo da ação é aumentar cada vez mais a segurança do cidadão paranaense. “Vamos focar no policiamento ostensivo, unindo nossas forças com tecnologia e eficiência. Em 2023, tivemos uma redução significativa nos crimes violentos no Estado, o que se deve ao trabalho integrado das forças de segurança. A operação chega em Cascavel e região e vamos combater o crime nestas localidades”, disse.
As operações deste ano estão sendo planejadas há meses para atingir resultados positivos na diminuição de crimes, não só em Cascavel, mas em todo o Paraná. A ação envolve a colaboração entre diferentes órgãos de segurança pública e também incorpora uso de drones, monitoramento e atuação da polícia científica com equipamento de pesquisa para análises de drogas apreendidas, além da atuação da aeronave do projeto Falcão que opera em apoio aos policiais que estão patrulhando em solo.
“Os índices de criminalidade tendem a diminuir com estas atuações policiais, graças à ação integrada das forças de segurança”, comentou o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, que participou do lançamento.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes no lançamento da operação o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva; o delegado-chefe da Divisão de da Polícia Civil de Cascavel, Rubens Miranda Júnior; o representante da Polícia Científica do Paraná, Lenon Biancardi; o chefe de Segurança da Polícia Penal do Paraná, João Paulo Schlemper; e outras autoridades da região Oeste.
Por - AEN
Os portos paranaenses registraram um crescimento de 12% de movimentação total (importações e exportações) no primeiro quadrimestre de 2024. Foram 21.377.501 toneladas movimentadas de janeiro a abril deste ano, frente às 19.060.512 toneladas no mesmo período do ano passado. O desempenho está acima do ano do recorde de operação – em 2023 foram 65 milhões de toneladas.
O destaque em volume ficou com a exportação de açúcar, com 1.640.273 toneladas movimentadas no período, representando um crescimento de 119% em relação a 2023 (747.657 toneladas). Além do açúcar a granel, o açúcar em saca também registrou aumento: de 105.572 toneladas em 2023 para 206.740 toneladas em 2024 (96%).
“A Índia é nosso principal destino e segue com uma demanda crescente devido às questões climáticas vividas pelo país. A atratividade nos preços e a grande demanda do produto seguem em alta no Estado”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
“A capacidade operacional de Paranaguá também permite uma movimentação mais ágil e eficiente, o que atrai os olhares do mercado. Prova disso foram os oito meses de recordes de movimentação geral registrados entre agosto de 2023 e março deste ano", afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.
Além do açúcar, outras cargas apresentaram expressivo crescimento no volume movimentado neste quadrimestre em comparação a 2023. No sentido exportação, a soja passou de 3.703.668 toneladas para 4.985.019 toneladas (35%).
A movimentação de contêineres também aumentou de 368.718 TEUs (20 pés de comprimento de contêiner) para 509.230 TEUs (38%). O desempenho consolida o Porto de Paranaguá como segundo maior do Brasil em movimentação de contêineres, atrás apenas de Santos.
Em relação à importação, as operações com fertilizantes saltaram de 3.054.589 toneladas para 3.179.252 toneladas (4%). O Paraná é o principal canal de entrada da commodity utilizada na produção rural no País.
RECORDE DE PRODUÇÃO – O Paraná, que é o maior produtor de praticamente tudo o que o Porto de Paranaguá exporta, também bateu recorde no comércio internacional neste quadrimestre. O levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), utilizando os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostra que o Estado exportou US$ 7,47 bilhões no período. O Paraná superou em 1,6% as receitas registradas no mesmo período de 2023 (US$ 7,35 bilhões).
O açúcar bruto, que ficou na quarta colocação dos produtos mais vendidos ao Exterior, totalizou US$ 367,8 milhões, alta de 120,5% em relação aos quatro primeiros meses de 2023.
Por - AEN
Com objetivo de estabelecer estratégias para assegurar a organização no enfrentamento sobre Emergências de Saúde Pública (ESP) e dar andamento ao Plano de Preparação e Resposta da Saúde aos Desastres no Estado do Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta quarta-feira (22) uma reunião institucional envolvendo cerca de 30 profissionais de todas as áreas de atuação da Sesa e a Defesa Civil. O encontro aconteceu no auditório da Sanepar, em Curitiba.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as ESP são caracterizadas por uma situação que demande o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e de agravos à saúde pública em situações que podem ser epidemiológicas (surtos e epidemias), de desastres, ou de desassistência à população.
Uma das situações que podem resultar em uma ESP é um desastre, resultado de evento adverso (natural ou tecnológico), causando danos ambientais, materiais e humanos, e consequentes prejuízos econômicos e sociais, além da interrupção do funcionamento normal de uma comunidade ou sociedade, sobretudo no que se refere à saúde.
Neste contexto, e considerando o estado de calamidade pública identificado no Rio Grande do Sul e as chuvas observadas nos últimos anos no Paraná, por exemplo, é fundamental estabelecer um caminho para assegurar a organização dos serviços de saúde em todo Estado.
“Essa foi uma reunião muito importante porque precisamos aprimorar as práticas de detecção, notificação, investigação e resposta aos eventos e agravos de saúde pública para estabelecer as devidas intervenções e responsabilidades, oferecendo um atendimento eficaz à população diante dessas emergências”, disse o diretor-geral da Sesa, Cesar Neves.
Além do plano estadual, nos últimos anos a Sesa tem participado da articulação nacional da Vigilância de Populações Expostas aos Riscos Associados aos Desastres do Ministério da Saúde (Vigidesastres). A ideia é construir uma Matriz de Responsabilidades que reúna todas as iniciativas.
“A Matriz deve envolver todas as áreas da Secretaria, pois discutir de forma integrada as intervenções necessárias é crucial para estarmos preparados para garantir o atendimento em saúde da população”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Por - AEN
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite do Ministério da Saúde acontece entre 27 de maio e 14 de junho, com imunização em todo o Paraná – 8 de junho será o Dia D de mobilização estadual.
Pais e responsáveis devem reforçar a proteção das crianças menores de cinco anos contra a doença. As doses estarão disponíveis a partir de segunda-feira (27) nas mais de 1.850 salas de vacinação em todos os 399 municípios.
Os municípios terão autonomia para definir a estratégia mais adequada para a mobilização da imunização, de acordo com a realidade local.
No Paraná, a expectativa é que 717.915 crianças menores de cinco anos recebam a dose. Aquelas menores de um ano (139.732) deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal atual para o esquema primário (três doses da vacina inativada poliomielite — VIP). As crianças de um a quatro anos (578.183) devem ser vacinadas indiscriminadamente com a vacina oral poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido o esquema primário de três doses com VIP.
As vacinas VIP e VOP são diferentes entre si. Embora as duas imunizem contra a poliomielite, a VIP é injetável, com três cepas, poliovirus 1,2 3, feita apenas com partículas do vírus, enquanto a VOP, que é a de gotinhas, é feita com o vírus enfraquecido, com duas cepas, polivírus 1 e 3. Esta será a última campanha de vacinação contra a poliomielite com a vacina oral.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite tem como objetivos conter o risco de reintrodução do poliovírus, alcançar alta e homogênea cobertura vacinal e manter o País livre da doença, uma vez que recebeu a classificação de alto risco para a reintrodução do poliovírus selvagem pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), em 2023.
Para essa classificação foram considerados o desempenho das coberturas vacinais, dos indicadores de vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA), entre outros.
META – A cobertura vacinal da poliomielite ainda não alcançou a meta preconizada em todo o País (≥ 95%). O Programa Nacional de Imunizações (PNI) está trabalhando para melhorar os indicadores.
Nos últimos anos a cobertura vacinal da poliomielite (VIP) no Paraná em crianças menores de um ano de idade foi de 80,75% (2021), 84,12% (2022) e 89,96% (2023). No ranking nacional o Estado figura entre os cinco primeiros. Entre eles estão Ceará (93%), Piauí (92%), Santa Catarina (90%) e Rondônia, Paraná e Alagoas, com 89%.
PÓLIO - A poliomielite é uma doença grave caracterizada por um quadro de paralisia flácida causada pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3, que em geral acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. A vacina contra a Poliomielite é composta por três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, além das doses de reforço aos 15 meses e 4 anos de idade.
Por - AEN
Quatro estudantes ficaram com ferimentos graves após um ônibus escolar se envolver em um acidente com um caminhão no km 325 da BR-376, em Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná, no final da manhã desta quarta-feira (22).
As informações são do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que também afirmou que, ao todo, 17 pessoas ficaram feridas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o caminhão bateu na traseira do veículo de transporte escolar. Com o impacto, o ônibus caiu em uma pequena ribanceira e tombou.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o motorista do ônibus ficou preso às ferragens, e o Samu disse que nem ele e nem o caminhoneiro tiveram ferimentos graves.
Segundo a Prefeitura de Ortigueira, o ônibus pertence ao Município. A Secretaria de Estado da Educação do Paraná afirmou que o veículo transportava 17 alunos no momento acidente -12 da rede estadual e 5 da rede municipal de ensino - todos da localidade do Bairro dos Franças, de Ortigueira.
Conforme a pasta, os estudantes feridos no acidente foram encaminhados a unidades de saúde próximas. Três deles aguardam transferência para hospitais da região.
Até a última atuialização desta reportagem, o trânsito do local estava com interdição parcial, funcionando no sistema pare-e-siga.
Por - G1
A proporção da população que sabe ler e escrever aumentou em 270 dos 399 municípios do Paraná entre 2010 e 2022, anos em que foram realizados os mais recentes recenseamentos demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados mais recentes do estudo comprovam a melhoria do índice em 68% das cidades, fazendo com que a proporção de analfabetos no Estado alcançasse a mínima histórica, caindo de 6,3% para 4,3% no período analisado.
Curitiba é a cidade do Paraná com melhor índice de alfabetização. Na capital paranaense, apenas 1,5% dos residentes com 15 anos ou mais são analfabetos. O número também faz da cidade a segunda mais bem classificada no indicador entre aquelas com mais de 500 mil habitantes, atrás apenas de Florianópolis, onde a taxa é de 1,4%. A redução na Capital foi de 10,6 pontos percentuais.
Quatro Pontes, na região Oeste, é a vice-líder com 1,6% de analfabetos, seguida por Maringá, no Noroeste, com 2%. Rio Negro, na região Sul, e Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, completam o top 5 dos municípios com melhores índices no Estado ambas com uma proporção de 2,2% de analfabetos entre a população. No total, são 16 municípios com índices inferiores a 2%. Completam a lista Londrina, Mallet, Nova Santa Rosa, Araucária, Pato Branco, Paranaguá, Piên, Fazenda Rio Grande, União da Vitória, São José dos Pinhais e Ponta Grossa.
Quando a comparação é feita com os índices de 2010, o município que mais melhorou o seu desempenho em alfabetização foi Coronel Vivida, no Sudoeste, que registrou uma queda de 13 pontos percentuais no intervalo de 12 anos, caindo de 17,5% para 4,5% de analfabetos. As outras maiores quedas aconteceram em Quatro Pontes (de 13,8% para 1,6%), Itapejara d’Oeste (de 17,4% para 5,3%), Rio Negro (de 14,1% para 2,2%) e Londrina (de 14,7% para 2,8%).
São doze cidades com quedas superiores a dez pontos percentuais entre 2010 e 2022. Completam a lista São João, Francisco Beltrão, Matelândia, Laranjeiras do Sul, Jaguariaíva, Araucária e Curitiba.
POLÍTICAS PÚBLICAS – Para que os indicadores de alfabetização continuem melhorando até a erradicação do analfabetismo, o Governo do Estado instituiu em dezembro de 2022, via lei estadual, o programa Educa Juntos. A iniciativa tem como objetivo apoiar os municípios paranaenses na melhoria da aprendizagem e alfabetização dos estudantes desde a educação infantil.
Algumas das ações feitas desde então envolvem a distribuição de material didático de Língua Portuguesa e Matemática para professores e cerca de 180 mil estudantes, além da oferta do Sistema Educacional da Rede de Proteção para 296 municípios para monitorar a frequência dos alunos e combater o abandono escolar.
Em abril, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) promoveu o Seminário de Cooperação Pedagógica com Municípios. O evento reuniu cerca de 1.400 dirigentes municipais, coordenadores pedagógicos, articuladores regionais e equipes dos núcleos regionais de educação em Curitiba para tratar do Educa Juntos. O objetivo foi subsidiar os municípios na implementação de ações voltadas à aprendizagem, com foco especial nos métodos pedagógicos de alfabetização.
As prefeituras também passaram a usar o Registro de Classe Online (RCO), ferramenta que conta com quase 10 mil aulas editáveis (7,5 mil para ensino fundamental I e 2 mil para educação infantil) para os professores utilizarem o conteúdo da forma que preferirem, e a Prova Paraná, uma avaliação diagnóstica dos níveis de aprendizagem dos estudantes em relação aos conhecimentos considerados essenciais para cada etapa de ensino.
Outro incentivo do Estado é a Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade da Educação Básica que permite ao estudante retomar e concluir os estudos, promovendo, dessa forma, qualificação para conseguir melhores oportunidades no mercado de trabalho e os meios para uma melhor compreensão de sua condição enquanto cidadão. Ano passado foram impactados mais de 76 mil estudantes nas modalidades presencial e EaD.
As instituições com oferta da modalidade EJA propiciam a conclusão em dois anos do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) para pessoas a partir de 15 anos, além do Ensino Médio em um ano e meio para pessoas a partir dos 18 anos.
ANALFABESTISMO – O índice de analfabetismo do Paraná está abaixo do índice nacional, que é de 7% de acordo com o levantamento – uma queda de 2,6 pontos percentuais em 12 anos. Entre os estados brasileiros, o Paraná ocupa a 6ª colocação. O ranking é liderado por Santa Catarina, que registrou 2,7% de analfabetos entre a população com 15 anos ou mais, seguida pelo Distrito Federal (2,8%) e São Paulo (3,1%). Com isso, a taxa de alfabetização do Paraná saltou de 93,7% para 95,7%.
Confira o comparativo das taxas de analfabetismo nos municípios, a partir da variação entre os dois Censos, .
Por - AEN






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