Frente fria no Estado: menor temperatura do Paraná é registrada em Palmas Frente fria no Estado: menor temperatura do Paraná é registrada em Palmas

Com apenas 3° C, Palmas amanheceu com a menor temperatura do dia no Paraná, de acordo com o Simepar.

A frente fria que cobre o Estado também impactou os termômetros de Inácio Martins (3,5° C), Laranjeiras do Sul (4,8° C), Guarapuava (4,9° C), Cascavel (5,4° C), Pato Branco e Santa Maria do Oeste (5,6° C), Guaíra (6,3° C), Francisco Beltrão (6,4° C) e São Mateus do Sul (6,9° C). Na segunda-feira (27), a menor temperatura também foi registrada em Palmas, mas de 8,2° C. 

As temperaturas caíram após uma segunda-feira bastante chuvosa no Paraná. Segundo Elizandro Jacobsen, meteorologista do Simepar, o frio marca os três estados do Sul nesse momento. "Apesar do frio da manhã, o declínio ficará mais evidentes à tarde, mais para o fim do dia, com mínimas ainda mais severas. Há uma massa de ar polar na região, provocada por um ciclone extratropical que atua no litoral gaúcho, e a sensação fica mais fria em função dos ventos. As máximas não passam de 18° C no Norte Pioneiro nesta terça", afirma.

De acordo com o Simepar, essa condição permanece em todo o Estado nos próximos dias. Há chance de geada na quarta-feira (29) em uma área que vai da Capital a Cascavel, abrangendo também a região Sul, os Campos Gerais e o Centro-Sul. As máximas giram em torno de 21° C em Paranaguá e 19° C em Jacarezinho, Londrina e Paranavaí.

Na quinta-feira (30), feriado de Corpus Christi, o frio ainda permanece em todo o Estado, mas os riscos de geada são pequenos porque as temperaturas não ficam tão baixas (na média). A perda radiativa de calor em áreas de poucas nuvens, pode favorecer, de forma mais pontual, maior declínio no período noturno, até o amanhecer, com alguma geada fraca em regiões mais baixas nos Campos Gerais. As mínimas ficam em torno de 5° C em Rio Negro e União da Vitória e as máximas atingem 22° C em Paranavaí. Na Capital, a variação será entre 6° C e 17° C.

Confira a lista das mínimas do dia AQUI . Confira outras informações e as previsões dos municípios no site do Simepar.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Polícia Científica promove encontros para atualizar peritos sobre crimes ambientais

A Seção de Crimes Ambientais (SCA) da Polícia Científica do Paraná (PCP), por meio da Academia de Ciências Forenses (ACF), promove no mês que vem a quarta edição do Curso de Reciclagem em Perícias Ambientais.

 A capacitação, voltada para servidores, aborda a parte teórica e prática dos exames feitos pela SCA, os equipamentos utilizados e a estrutura da seção, além de conceitos de legislação aplicadas na área: crimes contra a fauna e flora, bem-estar animal e crime de poluição.

O curso também apresenta as principais bases cartográficas utilizadas, contando com treinamento básico da ferramenta Google Earth Pro e Avenza. Além dos conhecimentos teóricos, há atividades práticas para elaboração de mapas e análise histórica de imagens de satélite, aplicação do protocolo de bem-estar animal para casos de maus-tratos e do formulário para classificação do estágio sucessional da vegetação do Bioma Mata Atlântica.

A terceira edição do curso aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, apresentando aos participantes novos exames, como a necropsia de animais e a identificação de espécies florestais por meio de análise macroscópica da madeira, realizados na Capital e também em vestígios advindos do Interior. A parte teórica foi na Unidade de Execução Técnico-Científica do Tarumã, e a prática no Museu de História Natural de Curitiba.

A chefe da seção, Angela Andreassa, explica que o objetivo é padronizar o conhecimento para o atendimento em todo o Paraná. “Essa capacitação visa nivelar os conhecimentos na área, capacitar os peritos oficiais para a realização de exames periciais em locais de crimes ambientais, buscando um atendimento de excelência por parte da Polícia Científica do Paraná”, diz.

A perita oficial Omolabake Arimoro ressalta a importância da atualização constante. “É importante sempre nos atualizarmos e conhecermos as técnicas em diferentes tipos de perícias, como a de crimes ambientais, uma vez que os meios e modos de atuação divergem dos demais exames realizados rotineiramente, proporcionando maior segurança e autonomia aos peritos durante suas análises”, afirma.

SCA – A Seção de Crimes Ambientais atua desde 2019 realizando exames periciais em locais de crimes contra a flora, incluindo exames complementares (identificação de espécies arbóreas por análises dendrológicas e de anatomia da madeira); crimes contra a fauna, incluindo necropsias animais; crimes contra a administração ambiental; poluição; mineração; microvestígios de solo, dentre outros. No final de 2023 alcançou o seu milésimo laudo.

 

 

 

 

 

 

 

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 IAT divulga dados da compensação pela exploração de recursos minerais no Paraná

O Paraná apresentou em 2023 a segunda maior taxa de crescimento do País na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

No ano passado, foram reunidos R$ 30,88 milhões com atividades de exploração mineral, em especial pela produção de minerais não metálicos como areia, brita, calcário para produção de cimento, corretivo agrícola e cal. O aumento foi de 13,8% se comparado aos R$ 27,14 milhões do ano anterior – apenas São Paulo, com incremento de 15,1%, apresentou desempenho superior.

O levantamento consta no primeiro Informe Mineral de 2024, produzido pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), divulgado nesta segunda-feira (27).

O valor arrecadado é dividido entre o Governo do Estado, os municípios locais produtores e órgãos do governo federal, como a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Nessa divisão, aproximadamente 53% dos recursos de 2023 foram repassados ao Paraná, totalizando R$ 16,52 milhões. Deste valor, R$ 3,3 milhões foram destinados ao Governo do Estado e o restante foi dividido por 191 municípios. Juntando essa quantidade com os royalties pela exploração de petróleo e gás, o Estado e os municípios receberam R$ 99,94 milhões pela exploração de recursos minerais no ano passado – R$ 16,4 milhões do Executivo Estadual e R$ 83,53 milhões transferidos aos municípios.

O montante é repassado ao governo para ações com caráter ambiental coordenadas pelo IAT aos municípios que possuem exploração de recursos minerais em seus territórios e também a localidades que são atingidas, de alguma maneira, pela atividade, como, por exemplo, pelo transporte de carga ou pelo recebimento de rejeitos da mineração, entre outras ações. No caso das cidades, os recursos são destinados a projetos que revertam em benefício da comunidade local.

O Informe Mineral é emitido pela Divisão de Geologia do IAT. O documento apresenta dados sobre quais setores mais representam a exploração mineral no Estado, assim como os produtos que mais influenciam nestes valores no Paraná. “No Paraná, os bens minerais explorados são principalmente encaminhados para o abastecimento da indústria da construção civil e para atender demandas da indústria agrícola”, apontou o geólogo do IAT, Marcos Vitor Fabro Dias.

MUNICÍPIOS – Apesar do total distribuído pela CFEM estar dividido entre 191 municípios, a maior parte do valor está concentrado em torno das grandes aglomerações urbanas, principais demandantes de bens minerais produzidos – as 20 cidades que mais arrecadaram responderam por 71,5% do total.

Os sete principais municípios arrecadadores foram: Rio Branco do Sul, com R$ 4,97 milhões (16,1%), Campo Largo com R$ 3,56 milhões (11,5%), Almirante Tamandaré, com R$ 1,89 milhão (6,1%), Figueira com R$ 1,47 milhão (4,8%), Adrianópolis, com R$ 1,27 milhão (4,1%), São José dos Pinhais, com R$ 1,13 milhão (3,7%) e Cerro Azul, com R$ 998 mil (3,2%).

O recolhimento é oriundo de 523 empresas de mineração, em 1.176 títulos concedidos pela ANM, que resultou num Valor da Operação de Venda, correspondente ao Valor de Comercialização, de R$ 2,34 bilhões, um aumento de 19,4% se comparado com o ano anterior.

Entre as 30 principais empresas mineradoras que recolheram CFEM em 2023, destacam-se a Votorantim Cimentos S.A., que participou com 12,1%, e a Cia de Cimento Itambé, com 6,3%.

Em termos de arrecadação da CFEM, a mineração de rochas carbonáticas liderou com 35,8%, seguida de rochas para produção de brita e revestimento (28,4%) e areia (9,8%). Destaca-se, ainda, a água mineral explorada para envase (consumo) e a estância hidromineral (turismo), com 7,2%, o carvão mineral (4,8%) e o ouro (4,2%).

ROYALTIES – No ano passado, o Paraná recebeu R$ 13,10 milhões de royalties pela exploração do xisto, petróleo e gás, e seus municípios outros R$ 70,31 milhões, totalizando R$ 83,41 milhões.

Araucária concentrou boa parte da arrecadação: R$ 56,36 milhões (80,2%). Na sequência, aparecem Guaratuba, com R$ 7,96 milhões (11,3%), São Mateus do Sul, com R$ 3,68 milhões (5,2%), Campo Largo, com R$ 1,2 milhão (2,4%), e Pitanga, com R$ 612 mil (0,9%).

Nesse ranking, Araucária, Guaratuba e Campo Largo receberam os royalties por possuírem estruturas ligadas ao petróleo, como terminais de tancagem e armazenamento, e instalações de embarque e desembarque. Já nos outros dois municípios, os royalties são pela exploração de minérios, sendo eles o xisto, em São Mateus do Sul, e o gás natural em Pitanga.

 

 

 

 

 

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