Quase ¾ dos municípios do Paraná apresentaram desmatamento ilegal zero da Mata Atlântica em 2024, aponta o Relatório Anual do Desmatamento (RAD) do MapBiomas.
De acordo com o levantamento, divulgado no dia 15 deste mês, 284 das 399 cidades do Estado (71%) não tiveram alertas de supressão vegetal identificados pela plataforma, uma iniciativa multi-institucional envolvendo universidades, ONGs e empresas de tecnologia.
A pesquisa indicou ainda que o Paraná teve a terceira maior redução de desmatamento do Brasil no ano passado, com queda de 64,9%. Números a se comemorar no Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado nesta terça-feira (27).
Secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca destacou que o Paraná abriga atualmente a segunda maior área do bioma do País – cerca de 27% do território é coberto pela vegetação. Segundo ele, reflexo do trabalho implementado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior a partir de 2019, que mira chegar o mais próximo possível do desmatamento ilegal zero.
“A Mata Atlântica há de permanecer. Queremos e vamos multiplicar essa magnífica área de patrimônio natural, seja por reflorestamento ou por conservação. A nossa casa comum merece, o nosso mundo merece, o nosso Paraná merece”, afirma o secretário.
Diversos fatores ajudam a explicar o desempenho positivo do Estado na preservação ambiental. Entre eles, explica Greca, está a consolidação de políticas públicas voltadas para o setor, como o ICMS Ecológico por biodiversidade. Em 2024, dos 284 municípios que não registraram alertas de supressão, 146 foram beneficiados com o repasse de recursos do programa. “É a mudança de paradigma ambiental, de valorizar que preservas nossas áreas verdes”, diz.
Implementado em 1991, o ICMS Ecológico é um mecanismo de repartição tributária que transfere parte da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a localidades que possuem unidades de conservação da natureza e mananciais de abastecimento em seus territórios. A lógica é simples e eficaz: quanto maior o compromisso ambiental do município, maior será a fatia do recurso que ele receberá.
Na prática, essa política funciona como um incentivo direto à proteção do meio ambiente, estimulando as gestões locais a criarem e manterem áreas protegidas, a implementarem Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e a fortalecerem suas estruturas de fiscalização e planejamento ambiental.
Além disso, o programa busca premiar não apenas a existência de áreas preservadas, mas também a qualidade da gestão dessas unidades — fator medido por técnicos regionais do Instituto Água e Terra (IAT) por meio de tábuas de avaliação anuais que consideram aspectos como a ocorrência de desmatamentos ilegais, a manutenção da biodiversidade e a adoção de práticas sustentáveis. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
“Preservar o meio ambiente é uma maneira de garantir qualidade de vida às gerações futuras. As Reservas Particulares são importantes instrumentos de conservação da biodiversidade como um todo, cuidando da fauna e da flora existente no Estado”, afirma o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
De acordo com a chefe da Divisão em Incentivos para a Preservação do IAT, Natália Corrêa, esse tipo de programa complementa as ações de fiscalização. “É uma ferramente que tem se mostrado eficaz não apenas na compensação, mas também como incentivo à proteção e ampliação das áreas remanescentes de Mata Atlântica”, explica.
A técnica diz acreditar que a medida também ajuda a promover uma mudança de mentalidade em gestores municipais, tornando-se essencial para a preservação ambiental em municípios com economias baseadas em atividades de alto impacto, onde a conservação é vista como pouco rentável.
“É fundamental fortalecer políticas de educação ambiental e programas de capacitação técnica voltados à gestão pública municipal para que os gestores reconheçam a importância da conservação como estratégia de desenvolvimento sustentável e legado para as futuras gerações”, afirma Natália.
METODOLOGIA – Para identificar uma área desmatada, o MapBiomas compila uma série de outras bases de dados voltadas para a identificação do desmatamento no Brasil, como o Sistema de Alerta do Desmatamento da Mata Atlântica (SAD) da Fundação SOS Mata Atlântica, por exemplo. Assim que o alerta é computado, especialistas do MapBiomas utilizam imagens de satélite de antes e depois do aviso para validar e refinar o que essa outra base de dados checou.
A organização não-governamental verifica se o alerta não consta também em bases de dados territoriais públicas, verificando se há autorização para desmatar ali, ou se a área de vegetação suprimida faz parte de alguma Unidade de Conservação, território indígena ou quilombola. Nessa etapa de verificação, os especialistas do MapBiomas também identificam o município onde ocorreu o desmatamento, entre outros limites geográficos.
A plataforma, por meio de satélites, chega a detectar desmatamentos a partir de 0,2 hectare, utilizando imagens de maior resolução espacial.
CRIME – Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.
O valor arrecadado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.
COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.
No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.
Confirma a lista com os municípios que tiveram desmatamento ilegal zero em 2024:
Carlópolis
Ivatuba
São João do Ivaí
Doutor Camargo
Floresta
Flórida
Ângulo
Lidianópolis
Jardim Alegre
Maringá
Santo Inácio
Brasilândia do Sul
Primeiro de Maio
Itambé
Nossa Senhora das Graças
São Carlos do Ivaí
Rancho Alegre
Cafeara
Pitangueiras
Godoy Moreira
Ivaiporã
Assaí
Itambaracá
Cruzeiro do Oeste
Alvorada do Sul
Iguaraçu
Alto Piquiri
Rondon
São Pedro do Ivaí
Sarandi
Rosário do Ivaí
Mirador
Quarto Centenário
Barracão
São Sebastião da Amoreira
Assis Chateaubriand
Arapuã
Perobal
Grandes Rios
Ourizona
Moreira Sales
Quinta do Sol
Cruzmaltina
Fênix
Farol
Nova Fátima
Alto Paraná
Cruzeiro do Sul
Planaltina do Paraná
Juranda
Munhoz de Melo
Tamboara
Centenário do Sul
Engenheiro Beltrão
Kaloré
Porecatu
Paiçandu
Paraíso do Norte
Colorado
Cambé
Terra Rica
Astorga
Tapejara
Lobato
Janiópolis
Sulina
Andirá
Umuarama
Lupionópolis
Nova Olímpia
Ibiporã
Mandaguaçu
Tomazina
Pinhais
Maria Helena
Mandaguari
Cafezal do Sul
São Jorge do Ivaí
Rancho Alegre D'Oeste
Xambrê
Nova América da Colina
Nova Aliança do Ivaí
Ariranha do Ivaí
Cambará
Araruna
Congonhinhas
Tapira
Floraí
Conselheiro Mairinck
Boa Esperança
Nova Esperança
Lunardelli
Formosa do Oeste
Jaguapitã
Sabáudia
Santa Mônica
Guaraci
Ubiratã
Goioerê
Faxinal
Maripá
Londrina
Jardim Olinda
Japira
Amaporã
Jaboti
Pinhalão
Bom Sucesso
Paranacity
Atalaia
Palotina
Rolândia
Capitão Leônidas Marques
Sapopema
Leópolis
Santo Antônio do Paraíso
Prado Ferreira
Saudade do Iguaçu
Ibaiti
Barra do Jacaré
Santa Fé
Sertanópolis
Paranavaí
Santa Inês
Joaquim Távora
Esperança Nova
Laranjal
Arapongas
Uraí
Guaporema
Santana do Itararé
Ouro Verde do Oeste
Jussara
Peabiru
Marmeleiro
Lindoeste
Siqueira Campos
Salgado Filho
Santa Cecília do Pavão
São João do Caiuá
Manoel Ribas
Itapejara d'Oeste
Toledo
Japurá
São José das Palmeiras
Renascença
Francisco Beltrão
Jesuítas
Indianópolis
Guairaçá
Cornélio Procópio
Salto do Itararé
Santo Antônio do Caiuá
Presidente Castelo Branco
Bom Jesus do Sul
Miraselva
Mariópolis
Ribeirão do Pinhal
Realeza
Francisco Alves
Campo Mourão
Paula Freitas
Ribeirão Claro
Jundiaí do Sul
Quatiguá
Jataizinho
Mamborê
Bandeirantes
Florestópolis
Pato Branco
Nova Santa Rosa
Santa Mariana
Bela Vista do Paraíso
Campina da Lagoa
Boa Vista da Aparecida
Cianorte
Ivaté
Santa Lúcia
Vera Cruz do Oeste
Jandaia do Sul
Anahy
Ibema
Tuneiras do Oeste
São Tomé
Vitorino
Nova Cantu
Santa Helena
Wenceslau Braz
Três Barras do Paraná
Itaguajé
São Manoel do Paraná
Foz do Jordão
Guapirama
Marumbi
Boa Ventura de São Roque
Apucarana
Mauá da Serra
Terra Boa
Mato Rico
Tupãssi
Catanduvas
Quatro Pontes
Santa Terezinha de Itaipu
Entre Rios do Oeste
Rio Bom
Arapoti
Iracema do Oeste
Abatiá
Novo Itacolomi
Tamarana
Santo Antônio da Platina
Contenda
Terra Roxa
Douradina
Loanda
Salto do Lontra
Santa Amélia
Missal
Rio Branco do Sul
Santa Tereza do Oeste
Jacarezinho
Capanema
Boa Esperança do Iguaçu
Quatro Barras
Morretes
Cambira
Nova Londrina
Braganey
Altamira do Paraná
Balsa Nova
União da Vitória
Clevelândia
Matelândia
Porto Vitória
Paulo Frontin
Antonina
Céu Azul
Serranópolis do Iguaçu
Marilena
Marechal Cândido Rondon
Piraquara
Guaraqueçaba
Califórnia
Cruzeiro do Iguaçu
São Jorge do Patrocínio
Mallet
Porto Amazonas
São Miguel do Iguaçu
Porto Barreiro
Icaraíma
Pontal do Paraná
Iguatu
Santa Isabel do Ivaí
Diamante do Norte
Alto Paraíso
Altônia
Corbélia
Itaipulândia
Uniflor
Campo Bonito
Guaratuba
Ventania
Cafelândia
São José da Boa Vista
Inajá
Santa Cruz de Monte Castelo
Porto Rico
São Pedro do Paraná
Diamante do Sul
General Carneiro
Sengés
Fernandes Pinheiro
Agudos do Sul
Mercedes
Matinhos
Itaúna do Sul
Virmond
Rio Azul
Espigão Alto do Iguaçu
Tunas do Paraná
Bocaiúva do Sul
Querência do Norte
Almirante Tamandaré
Adrianópolis
Por - AEN
O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) informam que uma intensa massa de ar polar deve atingir o Estado a partir dos próximos dias, provocando queda acentuada nas temperaturas em todas as regiões.
O frio intenso poderá causar prejuízos em diversas explorações agrícolas, como hortaliças, tomate, milho, café, pastagens e frutíferas tropicais. Para minimizar os danos, produtores podem adotar algumas medidas preventivas, conforme a orientação das equipes técnicas do IDR-Paraná.
Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada também é uma ferramenta que auxilia os produtores e hoje atende diversas atividades agropecuárias – avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo. Ele ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.
Durante a vigência do serviço, pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam diariamente boletins com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar no Estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, um alerta é emitido e amplamente divulgado com antecedência.
Confira as dicas:
CAFÉ – Em relação ao café, nos plantios novos, com até seis meses de campo, recomenda-se o enterrio das mudas para proteção contra o frio. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica ou com aquecimento, sendo possível adotar as duas medidas simultaneamente. A proteção deve ser retirada assim que a massa de ar frio se afastar e o risco de geada cessar.
Para lavouras com idade entre seis meses e dois anos, a orientação é amontoar terra no tronco das plantas, até o primeiro par de folhas. Esta proteção deve permanecer até meados de setembro, sendo posteriormente retirada manualmente.
PECUÁRIA DE LEITE – O frio intenso também afeta diretamente a disponibilidade de pastagem, principal alimento dos rebanhos leiteiros. Por isso, é fundamental reforçar a alimentação com volumosos, como o feno, e, principalmente, com concentrados, que ajudam os animais a manter a temperatura corporal e a compensar o maior gasto energético.
Atenção especial deve ser dada às bezerras recém-nascidas, que ainda não conseguem regular a temperatura corporal. Elas precisam ser mantidas em ambientes cobertos, sem correntes de vento, com feno forrando o piso e, se possível, com fontes adicionais de calor. Pode-se, ainda, utilizar mantas ou roupinhas confeccionadas artesanalmente para aquecer os animais.
As vacas próximas ao parto devem ser levadas para áreas cobertas ou, ao menos, piquetes maternidade com feno, devendo ser monitoradas especialmente à noite, para que os bezerros sejam rapidamente secos e aquecidos logo após o nascimento.
PECUÁRIA DE CORTE – A pecuária de corte também enfrenta desafios em função da falta de pastagem, agravada por estiagens e geadas. Nessas situações, é recomendado o uso de suplementação alimentar, com volumosos conservados (como silagem e feno) e concentrados (milho, farelo de soja, entre outros).
É importante que o pecuarista planeje essas ações com antecedência, considerando a viabilidade econômica, já que o custo da suplementação é maior do que o do pasto. Em regiões mais frias, o cultivo de gramíneas de inverno, mais tolerantes ao frio, pode ser uma alternativa viável.
FRUTICULTURA – Evitar a aplicação de produtos reguladores de crescimento para quebra de dormência; adotar técnicas de aquecimento com fumaça; manter a irrigação; e manter as áreas limpas são as principais recomendações para reduzir o risco de danos por baixas temperaturas.
HORTALIÇAS – Entre as medidas recomendadas estão o cultivo protegido, com fechamento adequado do entorno das estufas; a suspensão da irrigação alguns dias antes do frio mais intenso, para evitar formação de gelo sobre as folhas; e o aquecimento controlado das estufas, utilizando carvão, com monitoramento constante durante a noite e a madrugada.
Em áreas de cultivo a céu aberto, a proteção é mais complexa, mas ainda assim são possíveis algumas ações: cobrir os canteiros com manta de TNT, utilizar aquecimento com fumaça e realizar pulverizações foliares com soluções salinas, que, quando aplicadas com antecedência, podem ajudar a reduzir o ponto de congelamento das folhas.
MILHO – As possibilidades de proteção das lavouras de milho são limitadas. Assim, a recomendação é manter as lavouras devidamente seguradas e atentem ao zoneamento de risco climático, realizando o plantio na época recomendada, de modo a garantir a cobertura do seguro rural e reduzir os riscos de perdas.
As informações podem ser obtidas nos seguintes canais:
Canal “Alerta Geada Paraná” no WhatsApp e Telegram
Aplicativo IDR Clima, disponível no Google Play e na App Store
Disque Geada: (43) 3391-4500
Página do IDR-Paraná
Redes sociais do IDR-Paraná (Instagram, Facebook e LinkedIn)
Página do Simepar
Por - AEN
A Defesa Civil Estadual alerta para a ocorrência de tempestades severas e vendavais a partir desta terça-feira (27) no Paraná, seguindo até a madrugada de quarta-feira (28).
As tempestades antecedem o frio intenso que pode levar as temperaturas para a faixa de 0°C. A frente fria que provocará as condições está prevista para chegar ao Estado na tarde de terça-feira, com os primeiros impactos previstos na região Oeste, próximo às fronteiras com o Paraguai e a Argentina, progredindo depois para as demais regiões.
De acordo com as previsões, além das tempestades, os ventos podem chegar de 60 e 70 km/h, com rajadas ocasionais superiores a 70 km/h. Após a passagem do sistema, uma massa de ar polar provocará queda acentuada nas temperaturas, com frio intenso se estendendo até o fim de semana.
Na quinta (29) e sexta-feira (30), as temperaturas mínimas devem atingir valores próximos ou inferiores a 0°C nas regiões Sudoeste, Oeste, Centro, Campos Gerais, Sul e na Grande Curitiba, com possibilidade de geadas. No Norte do Estado, os termômetros devem registrar mínimas em torno de 5°C, com ocorrência de geada fraca.
Diante desse cenário, a Defesa Civil do Paraná reforça seu apoio aos municípios e já disponibilizou às prefeituras protocolos orientativos que podem auxiliar nesse momento.
A orientação para a população é permanecer atenta e se cadastrar para receber os alertas, disponíveis para WhatsApp, Telegram e SMS. Em qualquer situação de perigo o cidadão deve buscar se abrigar em local seguro e, em caso de emergência, acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil municipal pelo 199 ou outro telefone disponibilizado pela prefeitura.
FRIO – Na quinta-feira (29) os recordes de temperatura mínima para o ano devem ocorrer em todo o Estado. As mínimas vão variar entre 3°C e 7°C desde o Norte Pioneiro até o Noroeste do Estado, e também na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e no Oeste.
Já no Centro-Sul, Sudeste e Campos Gerais, as mínimas ficam próximas de 0°C, podendo pontualmente ficar negativas. O frio será ainda mais intenso na sexta-feira, principalmente na RMC, no Centro-Sul, Sudeste e Sudoeste. Na RMC temperatura deve chegar a 1°C, mas nas outras três regiões podem ocorrer temperaturas negativas, pontualmente.
“Na quinta-feira há previsão de geada de fraca a moderada intensidade nos Campos Gerais. Na sexta-feira o risco é elevado para a geada, principalmente na região Centro-Sul, com moderada intensidade pegando o Sudoeste, a região Central, os Campos Gerais, a região Sudeste e Metropolitana de Curitiba. No Oeste e na faixa Norte do Estado a chance é baixa, mas não está descartada”, afirma Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
A previsão fica mais precisa quanto mais próxima da data verificada. Por conta disso, o Simepar recomenda que todos acompanhem o Alerta Geada, na página inicial do site do Simepar, que traz as informações sobre locais e intensidade de geada com 72 horas de antecedência em todo o Paraná. O Alerta Geada é um serviço realizado desde 1995 em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) e a Secretaria da Agricultura e de Abastecimento (SEAB).
Por - AEN
O Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), já iniciou a entrega da terceira remessa de alimentos não perecíveis do cardápio da alimentação escolar para a rede estadual de ensino. As entregas para as mais de 2 mil escolas, nos 399 municípios paranaenses, começaram em maio e vão até a primeira quinzena de junho.
Ao todo, serão entregues 4.494 toneladas de alimentos que seguem para as escolas após terem sido inspecionadas pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O investimento neste lote é de R$ 23,5 milhões de produtos não perecíveis, usados nas grandes refeições do turno, como arroz e feijão (inclusive orgânico), farinhas, sal e temperos e massas.
Esses são produtos da remessa centralizada, em que os fornecedores entregam para o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), que os armazena e depois repassa a centros regionais de distribuição. Também há itens do Programa Mais Merenda, como biscoitos, chás e leite em pó, servidos nas refeições menores, na entrada e saída de cada turno.
Estão previstas mais duas entregas semelhantes a esta ainda neste ano. “O Fundepar segue focado em manter a qualidade dos alimentos que chegam às escolas da rede estadual de ensino, de acordo com a excelência do trabalho que o Governo do Paraná faz questão de entregar aos estudantes”, comenta o chefe do Departamento de Nutrição e Alimentação Escolar do Instituto, Angelo Marco Mortella.
PINHÃO NA MERENDA – Excelente fonte de energia, fibras e minerais, o pinhão também integra o cardápio da alimentação escolar. Em entrega paralela à 3ª remessa, cerca de 200 kg do alimento, provenientes da agricultura familiar, já foram entregues neste ano em escolas de algumas regiões do Estado, respeitando as produções regionais.
Além do pinhão, outros alimentos perecíveis, como ovos, carnes e pães, também estão sendo distribuídos conforme cronogramas específicos, com entregas a cada 15 ou 20 dias, conforme a demanda de cada escola. Esses itens são fundamentais para garantir proteínas de alta qualidade e diversidade nutricional nas refeições.
Complementando o conjunto, as frutas, legumes e tubérculos, provenientes de mais de 200 cooperativas da agricultura familiar, são entregues semanalmente, garantindo alimentos frescos e ricos em vitaminas, minerais e fibras para mais de 1 milhão de estudantes da rede estadual.
Por - AEN
O Paraná pediu e a população atendeu. Entre os dias 19 e 24 de maio, os hemocentros do Estado registraram 5.128 doadores de sangue, num aumento de 13,7% em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 4.510 doadores. Somente em Curitiba, onde está localizado o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) que coordena a Rede Estadual, foram 1.222.
O aumento foi impulsionado por um chamado da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última segunda-feira (19), que alertou sobre a necessidade de reforçar os estoques, especialmente na capital. Embora os níveis estejam atualmente dentro do esperado, o alerta agora é para a manutenção do hábito de doar.
“Mais do que um ato de solidariedade, a doação de sangue demonstra amor e leva esperança para quem mais precisa. Queremos agradecer aos mais de cinco mil paranaenses que doaram e reforçar que a doação de sangue é uma demanda diária. Para quem ainda não conseguiu doar, agende sua doação e ajude a salvar vidas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Para otimizar o atendimento e o uso das bolsas de sangue por tipo sanguíneo, o Hemepar reforça que as doações devem ser agendadas, por meio do site da Sesa.
Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.
O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).
Por - AEN
O Governo do Paraná enviou nesta segunda-feira (26) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) uma proposta de reajuste salarial para os professores do magistério estadual que pode chegar a 11,31% em algumas classes.
O objetivo da proposta é valorizar a carreira na rede estadual de ensino e reconhecer o empenho dos profissionais na formação dos estudantes paranaenses. Ela se soma à nomeação de mais de 3,4 mil profissionais do último concurso público, além da previsão de nomeação de mais 1,1 mil professores em junho deste ano.
Ao todo, a rede estadual de ensino do Paraná tem 68 mil professores ativos e 40 mil inativos, que também terão vencimentos reajustados. Além da nova tabela do salário-base, os profissionais ainda recebem auxílio-transporte (R$ 891,32) e gratificação de tecnologia e ensino (R$ 846,32). Com a mudança, que representa um acréscimo de até R$ 500, o menor salário para o primeiro nível na jornada de 40 horas será de R$ 6,6 mil para funcionários da ativa. O piso nacional para o mesmo período, na base da carreira, é de R$ 4,8 mil.
O projeto de lei prevê reajustes nominais para os professores que têm jornadas de 20 horas e para os profissionais que trabalham em jornadas de 40 horas, que são as referências – professores com cargos de 20h semanais podem trabalhar com aulas extras, recebendo o valor proporcional da carga horária trabalhada. Os profissionais do topo da carreira podem ter uma remuneração de mais de R$ 13,9 mil com a soma de salário, auxílio e gratificação.
Os valores serão aplicados para todos os níveis e todas as classes do Quadro Próprio do Magistério (QPM) e para o Quadro Único de Pessoal (QUP), que é mais antigo e será extinto porque os novos profissionais são incorporados ao QPM. O impacto da mudança será de cerca de R$ 456 milhões por ano.
VALORIZAÇÃO – O Paraná tem sido o estado brasileiro com maior investimento na educação em todo o Brasil. Em 2024, por exemplo, foram mais de R$ 17,5 bilhões destinados ao ensino de crianças, jovens e adultos, o que correspondeu a 32,28% da receita líquida de impostos, o maior percentual do País.
Este investimento faz parte de uma política de valorização da educação como motor do desenvolvimento do Estado. Como resultado disso, o Paraná é o atual líder nacional no índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com as melhores médias tanto no ensino médio, como no ensino fundamental, na soma dos ensinos público e privado.
Neste ano, o Estado também possibilitou que 2 mil professores da rede ampliem suas jornadas de 20 para 40 horas. A medida era uma demanda histórica da classe e impacta diretamente na previsibilidade profissional e financeira dos profissionais, além de oferecer um ensino ainda mais qualificado aos alunos.
O Estado ainda mantém o maior programa de intercâmbios das redes estaduais de ensino de todo o Brasil, com mais de 1,2 mil alunos participantes em 2025 e com previsão de 2 mil intercambistas previstos para 2026. Na semana passada, 75 intercambistas voltaram da Irlanda cheios de histórias. Outros 525 viajam no segundo semestre para a Austrália, Reino Unido, novamente para a Irlanda e também para os Estados Unidos, país que é destino de 100 alunos dos colégios agrícolas paranaenses, na primeira edição do Ganhando o Mundo Agrícola.
Por - AEN















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