Doenças crônicas e tabagismo são o foco da campanha estadual para a saúde do homem

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou nesta quinta-feira (1º) a campanha estadual Agosto Azul para a conscientização da população masculina da importância em manter hábitos de vida mais saudáveis.

Com o tema “Prevenção de Doenças Crônicas e Tabagismo”, a iniciativa reforça o quanto a prevenção e promoção da saúde contribuem para melhorar as condições de vida do homem e o acesso aos serviços de saúde para enfrentamento dos fatores de risco e redução da mortalidade por doenças crônicas.

No Paraná, do total de óbitos por doenças crônicas em 2023, na faixa etária de 20 a 59 anos, 55,7% foram de homens e 44,3% de mulheres. Neste ano, apesar de números ainda preliminares, do total de 4.351 mortes, 54,7% foram de homens. Dentre elas estão as doenças cardíacas, respiratórias, diabetes e doenças do aparelho circulatório.

“Esta iniciativa reforça o compromisso do Paraná em promover a saúde do homem, os convidando a priorizarem sua saúde não apenas neste mês, mas durante todo o ano”, ressaltou a chefe da Divisão de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas e Tabagismo da Sesa, Rejane Cristina Teixeira Tabuti.

Considerado uma doença crônica, o tabagismo é responsável por várias enfermidades. Estudo conduzido por pesquisadores da Fundação do Câncer aponta que o tabagismo responde por 80% das mortes de câncer de pulmão, seja em homens ou mulheres. Ele também constatou que na Região Sul o hábito de fumar é intenso, sendo a região do país com maior índice de mortalidade entre homens por esta causa.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, levantamento mais recente do Ministério da Saúde, estima-se que 17,2% dos homens acima de 18 anos são fumantes no Paraná.

PREVENÇÃO - Os homens tendem a acessar os serviços de saúde de forma tardia, o que faz com que algumas doenças já estejam em estados mais avançados quando diagosticadas. Essa demora acarreta consequências graves à saúde, encaminhamento para atendimento especializado e uma oneração e sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em uma série histórica de 2019 a 2003, o número de consultas realizadas pela população masculina nas Unidades Básicas de Saúde correspondeu, em média, a 34% do número total de atendimentos, com pouca variação ao longo dos anos.

“Nossa intenção é que os homens utilizem as UBS como porta de entrada preferencial do SUS, contribuindo para melhores condições de saúde não só individualmente, mas também para toda a família”, complementou Rejane.

Instituída pela Lei Estadual nº 17.099, em 2012, a campanha Agosto Azul chama a atenção para as ações já existentes, como aquelas previstas pela Política Estadual de Promoção da Saúde (PEPS), alinhada com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH).

Elas abordam temas como o acesso e acolhimento, sexualidade responsável e planejamento familiar, paternidade e cuidado, doenças prevalentes na população masculina, prevenção ao uso de tabaco e derivados, de violências e acidentes, além de promoção da cultura de paz, da alimentação adequada e saudável e de práticas corporais e atividades físicas.

 

 

 

 

 

Por- AEN

 Paraná é o segundo principal exportador de suínos reprodutores de raça pura

A projeção paranaense na suinocultura não se restringe à criação e exportação de carne. No primeiro semestre deste ano o Paraná, juntamente com São Paulo, se destacou também na venda ao exterior de suínos reprodutores de raça pura.

Foram os dois únicos estados a se dedicarem a essa atividade. Dados do Agrostat, plataforma que acompanha o setor no comércio exterior, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que São Paulo liderou as receitas do segmento com US$ 314 mil, o que representa 79% do valor total. O Paraná ficou com 21%, ou US$ 83 mil.

Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 26 de julho a 1º de agosto, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, aponta que neste ano dois países adquiriram os suínos brasileiros para aprimoramento genético de rebanhos: Argentina e Paraguai.

A Argentina investiu 89% dos recursos destinados a suínos reprodutores de raça pura no Estado de São Paulo (US$ 314 mil) e o restante (US$ 39,7 mil) no Paraná. Já os paraguaios concentraram 100% de suas compras no plantel paranaense, deixando US$ 43,3 mil no Estado.

No sentido contrário, o Brasil investiu US$ 2,3 milhões na importação de suínos de alto valor genético no primeiro semestre de 2024. São Paulo também liderou esse ranking com US$ 918 mil na compra de animais dos Estados Unidos, Canadá e França. Minas Gerais pagou US$ 831 mil por suínos da Dinamarca, enquanto o Paraná buscou alta genética na Noruega e Canadá, por US$ 627 mil.

“O Brasil investe continuamente no setor devido ao aporte de granjas especializadas em genética, que trazem ao País suínos reprodutores com características aprimoradas de desempenho, qualidade da carne e reprodução”, disse a veterinária Priscila Cavalheiro Marcenovicz, analista de suinocultura do Deral. “Esse investimento é essencial para melhorar a produtividade do rebanho nacional e manter a competitividade do país na produção global de suínos”.

PERU – O Agrostat também mostrou que no primeiro semestre o Brasil exportou 29.571 toneladas de carne de peru, o que resultou em US$ 74,3 milhões em receitas. Comparativamente com o mesmo período do ano anterior, a queda é de 16,7% em volume (35,5 mil toneladas) e de 32,2% em valores (US$ 109,8 milhões).

Neste ano a liderança na exportação ficou com Santa Catarina, que vendeu 13.164 toneladas e arrecadou US$ 32,8 milhões. Rio Grande do Sul, com 10.121 toneladas e US$ 25,5 milhões, ficou em segundo; e o Paraná foi o terceiro, com 6.269 toneladas e US$ 15,9 milhões em receitas.

LEITE – O boletim relata que julho foi um mês de preços mais altos no varejo, em média. A pesquisa mensal feita pelo Deral mostrou que a maioria dos derivados lácteos teve aumento significativo, oscilando entre 0,96%, no caso do leite pasteurizado, e 7,73%, em queijo prato.

O aumento refletiu a estação climática e a redução nas importações do Mercosul. Já o leite em pó e o leite longa vida apresentaram queda de 2,27% e 3,81%, respectivamente. Segundo o documento, por serem produtos de vida mais longa em prateleira, é possível que as redes varejistas estejam trabalhando com estoques já formados ou se adequando à demanda.

FEIJÃO – Mais de 10% dos mil hectares de feijão da terceira safra 2023/24, a menor do Paraná, já está colhido. Ela deve acrescer 1,2 mil toneladas à safra total de feijão no Estado, estimada em 821 mil toneladas. O volume é 20% superior às 682 mil toneladas do ciclo anterior.

O plantio da primeira safra 24/25 deve ganhar ritmo no último decênio de agosto, quando os municípios de diversas regiões paranaenses estarão aptos dentro das recomendações do Ministério da Agricultura e Pecuária. O plantio dessa safra deve se estender até dezembro.

MILHO – A colheita do milho da segunda safra 23/24 avançou durante a semana, atingindo 85% dos 2,5 milhões de hectares. A expectativa é que o trabalho esteja encerrado ainda na primeira quinzena de agosto.

TOMATE – O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do IBGE, referente a junho, contabilizou 56,8 mil hectares plantados com tomate no Brasil. A produção esperada é de 4,3 milhões de toneladas. Goiás, com 14,9 mil hectares e 1,4 milhões de toneladas, e São Paulo, com 12 mil hectares e 1 milhão de toneladas, lideram a exploração da cultura.

O Paraná cultiva nas safras de verão e das secas 4,2 mil hectares, com colheita de 255,8 mil toneladas. De acordo com o documento do Deral, o Estado se posiciona como o quarto produtor e responde por 6 % da oferta de tomate. A primeira safra 2023/24 está praticamente toda colhida, enquanto o mesmo trabalho se estende por 84% dos 1,7 mil hectares da segunda safra.

CAFÉ – Detalhes sobre a produção paranaense de café também podem ser conferidos no boletim Cafeicultura Paranaense. A safra deste ano foi marcada por florações uniformes, que facilitam a colheita. Pelo menos 76% dos 25,3 mil hectares já foram colhidos. Mas as condições climáticas desfavoráveis resultaram em presença de grãos miúdos.

Nesta safra a estimativa atual deste o Estado aponta para uma produção de 675 mil sacas (40,5 mil t), em uma área de 25,3 mil hectares, 1% da safra nacional e bastante aquém das produções de aproximadamente 21 milhões de sacas obtidas em 1,8 milhão de hectares ocupados pela cultura na década de 60. Em relação ao VBP paranaense, a cultura teve renda de R$ 562,9 milhões em 2023, equivalente a 0,3% de toda renda gerada no território estadual.

O Norte Pioneiro hoje é a maior região produtora do Estado, e tem inclusive certificação de Indicação Geográfica. Apenas o município de Carlópolis representa 22% da produção estadual, de acordo com o VBP de 2023.

Quanto às exportações paranaenses, elas totalizaram 12,5 mil toneladas de café verde no primeiro semestre de 2024, superando os 5,8 mil toneladas exportados em todo 2023. Porém, o forte das exportações paranaenses é o café solúvel, que totalizou 34,3 mil toneladas em 2023 e continua em ritmo similar neste primeiro semestre. 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná adota IA para aprimorar ensino de matemática nas escolas da rede estadual

A partir deste mês de agosto, o recurso digital Khanmigo, ferramenta de Inteligência Artificial já utilizada pela Khan Academy, será definitivamente incorporado como apoio no ensino da matemática nas escolas da rede estadual.

Inovadora, a plataforma é pioneira no Brasil e foi desenvolvida para enriquecer o processo educacional por meio do uso de Inteligência Artificial (IA) como um ‘tutor digital’ na resolução de exercícios matemáticos.

O sistema proporciona suporte individualizado aos alunos, respondendo dúvidas em tempo real e adaptando estratégias de ensino às necessidades específicas de cada estudante. Inicialmente, o Khanmigo será disponibilizado para aproximadamente 7 mil estudantes de 98 escolas pertencentes aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Apucarana, Londrina, Ponta Grossa, Maringá, Goioerê, Francisco Beltrão, Wenceslau Brás, além de Curitiba e Região Metropolitana (RMC).

De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o diferencial do Khanmigo é a utilização da IA como ‘tutor digital’, que guia o processo de resolução de problemas e criação de textos, sem fornecer respostas diretamente, mas incentivando a reflexão e a compreensão dos conceitos. Mecanismo que, como ferramenta auxiliar à educação, pode alavancar importantes enriquecimentos do processo aprendizagem.

"A adoção permanente dessas novas tecnologias pode proporcionar um ensino mais individualizado e eficiente, permitindo que os estudantes progridam em seu próprio ritmo e recebam apoio imediato quando necessário", afirma.

SUPORTE AOS PROFESSORES – Enquanto para os alunos a plataforma atua como ‘tutor digital’, para os docentes o Khanmigo funciona como assistente que auxilia no planejamento de aulas, atividades, avaliações e acompanhamento do desempenho dos alunos, tanto em nível de turma quanto individualmente.

"Este é outro ponto positivo. Com o Khanmigo, os docentes terão à disposição ferramentas mais avançadas para monitorar o progresso dos alunos, identificar áreas de dificuldade e ajustar suas estratégias pedagógicas, tornando o processo educacional mais abrangente e inclusivo", reforça Miranda.

O programa possibilita, ainda, múltiplas aplicações em sala de aula, como revisão de conceitos, apoio na elaboração de planos de aprendizagem, avaliação da compreensão dos alunos, e suporte em projetos de grupo, pesquisa e escrita criativa.

“O forte impacto que a aliança entre tecnologia e aprendizagem tem exercido no processo educacional dos alunos da rede estadual evidencia que a educação no Paraná está alinhada às práticas pedagógicas mais modernas, disponíveis em nível global, empregando a inovação tecnológica como meio de aprimorar a qualidade do ensino e promover um aprendizado cada vez mais forte”, finaliza o secretário.

PLATAFORMAS – A educação gamificada e o uso das plataformas pedagógicas como métodos essenciais ao apoio da aprendizagem dos estudantes e na mensuração do desempenho escolar foram destaque da rede estadual de ensino do Paraná no primeiro semestre de 2024. O investimento feito até agora, em 2024, foi de R$ 9,64 milhões.

Viabilizadas para facilitar a prática pedagógica, as plataformas digitais de aprendizagem incorporam variedade de recursos interativos, como vídeos e quizzes, ampliando as oportunidades educacionais e tornando a jornada de aprendizado mais envolvente, flexível e personalizada.

Atualmente a rede estadual de ensino conta com recursos digitais, que vão de suporte à leitura, redação e inglês, até capacitação em tecnologia e ensino de matemática, além de sistemas de avaliação da aprendizagem.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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