O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realiza neste domingo (31) a primeira etapa do concurso para o cargo de Cadete Bombeiro Militar. As provas serão realizadas nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 13h. Os participantes terão 5 horas para realização das provas objetiva e discursiva.
Ao todo são 1.473 inscritos, incluindo homens e mulheres, com idades de 16 a 48 anos, do Paraná, de outros 26 Estados e do Distrito Federal. Os candidatos disputam 20 vagas e, nas etapas seguintes, passarão também por Heteroidentificação (para aqueles que se autodeclararam negros ou pardos), Exame de Capacidade Física (corrida, barra, abdominal, natação e teste de circuito de bombeiro), Exame de Sanidade Física (laudos médicos), Avaliação Psicológica e Investigação Social.
A chefe do Centro de Recrutamento e Seleção do CBMPR, capitã Tamires Silva Pereira, ressalta a importância da realização do concurso para a corporação e para a sociedade.
“É o processo de ingresso para os Oficiais do Corpo de Bombeiros, cujos cargos são responsáveis pela gestão e condução estratégica da corporação. É importante para a sociedade para que possamos ter uma instituição cada vez mais atualizada e tecnológica, com gestores capazes de adquirir os melhores materiais para atendimento, treinar o efetivo com as melhores técnicas e conduzir a corporação para uma atendimento de excelência para a corporação”, afirma.
O concurso para Cadete Bombeiro Militar é realizado por meio do Instituto AOCP, responsável pela organização e aplicação das etapas do certame. Mais informações sobre o concurso público neste link.
Por AEN/PR
O Governo do Estado ampliou a oferta à população de medicamentos gratuitos para a saúde mensal pelo SUS.
Os fármacos são destinados ao tratamento de ansiedade, depressão e esquizofrenia e representam um investimento per capta que soma R$ 30 milhões por ano. A expectativa é que os medicamento já estejam disponíveis pelo SUS no próximo ano. O anúncio da medida foi feito nesta sexta-feira (29) pelo secretário estadual da Saúde, Beto Preto, durante a XVI Jornada Paranaense de Psiquiatria, em Curitiba.
No componente básico da assistência farmacêutica, passam a ser ofertados escitalopram, sertralina e venlafaxina, indicados para tratamento de transtornos depressivos e de ansiedade, além da naltrexona, indicada para o tratamento da dependência ou transtorno por uso de álcool e opióides. Já no componente especializado, foram incluídos o zuclopentixol e a paliperidona, destinados ao tratamento complementar da esquizofrenia e do transtorno esquizoafetivo.
"Estamos investindo para garantir que mais paranaenses tenham acesso gratuito a medicamentos seguros e eficazes. Nosso objetivo é ampliar o cuidado, diminuir o sofrimento e oferecer mais dignidade às pessoas que enfrentam transtornos mentais”, afirmou o secretário.
De acordo com a coordenadora da Assistência Farmacêutica do Paraná, Deise Pontarolli, a ampliação representa também um processo de humanização. “Esses novos medicamentos trazem mais segurança e qualidade ao tratamento dos pacientes. Além de mais eficazes, apresentam menos efeitos colaterais, o que contribui para a adesão e para a humanização da assistência. Isso significa que estamos oferecendo alternativas modernas que realmente fazem diferença na vida das pessoas”, afirmou.
O presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria, Júlio Dutra, ressaltou a importância da medida. “A iniciativa do Governo do Estado é fundamental, porque amplia o arsenal terapêutico disponível aos pacientes e fortalece a rede pública de saúde mental. Esses medicamentos de última geração possibilitam tratamentos mais eficazes e com menos efeitos adversos, o que significa mais adesão e melhores resultados”, disse.
IDOSOS – A ampliação também traz benefícios diretos para a população idosa. A sertralina e o escitalopram são considerados de primeira linha no tratamento da depressão em pessoas com mais de 60 anos, devido ao perfil de segurança, baixa interação medicamentosa e boa tolerabilidade. Já a venlafaxina se apresenta como uma opção eficaz em casos mais resistentes, especialmente quando há dor e sintomas ansiosos associados.
Atualmente, 264.645 pessoas idosas estão cadastradas no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), o que representa quase 50% dos 537.036 pacientes atendidos pelo programa em todo o Estado. Além disso, 22.662 pessoas com mais de 60 anos recebem seus medicamentos por meio do programa Remédio em Casa.
Dados do Sistema de Informação da Pessoa Idosa do Paraná (SIPI-PR), que reúne informações de mais de 200 mil pessoas avaliadas, apontam que 23% apresentam sintomas depressivos, como desânimo, tristeza ou desesperança. Já os transtornos mentais ou psiquiátricos estão registrados em 5,19% desse público, reforçando a urgência de cuidados específicos.
Por - AEN
Apesar da primavera, no calendário tradicional, começar em 22 de setembro, no calendário meteorológico desde o dia 1° o mês de setembro já ocorre a mudança de estação.
O tempo fica mais quente, mais úmido. As massas de ar frio entram com menos intensidade no Paraná, e as massas de ar quente predominam com mais frequência. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), setembro de 2025 será muito característico com relação ao tempo: dias de calor seguidos de dias de chuva, com temperaturas mais amenas.
Historicamente, agosto é o mês mais seco do ano, e setembro é marcado pelo retorno das chuvas ao Paraná. “Em setembro o vento começa a predominar da região amazônica para o Sul do País, transportando calor e umidade. Os sistemas precipitantes se formam geralmente no Paraguai, Norte da Argentina, e faixa oeste da região Sul. Dessa forma as massas de ar frio não chegam com tanta força e as massas de ar quente e úmido começam a predominar com mais frequência, por isso na segunda quinzena de setembro chove com mais frequência”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
As regiões que registram menores acumulados de chuva em setembro, de acordo com a média histórica, são as cidades ao redor de Doutor Ulisses e Jaguariaíva, bem como as cidades próximas a Cambará, Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, que registram em média entre 75 mm e 100 mm de chuva no mês inteiro.
Na faixa que vai de Maringá e Londrina até a capital paranaense, a média de acumulado de chuva em setembro historicamente é de 100 mm a 125 mm. As áreas onde mais chove, com acumulados entre 175 mm e 200 mm no mês, ficam no Centro Sul e Oeste, abrangendo cidades como Cascavel, Guarapuava e Telêmaco Borba. Em todo o resto do estado, a média de acumulado de chuva fica entre 125 mm e 150 mm todo mês de setembro.
Já com relação as temperaturas, as regiões mais frias do Paraná no mês de setembro historicamente são as cidades mais próximas a Palmas, General Carneiro e Curitiba, com temperatura média de 12°C a 14°C. São as regiões mais altas do estado e por isso tem o predomínio do “frio de altitude” neste período do ano.
Em uma faixa que vai de Pato Branco, a Guarapuava, chegando até a Região Metropolitana de Curitiba, as temperaturas médias em setembro são de 14°C a 16°C. Já de Francisco Beltrão a Telêmaco Borba, incluindo a parte sul do Litoral paranaense e a cidade de Cascavel, as temperaturas médias em setembro são entre 16°C e 18°C.
Em todo o Oeste (com exceção de Cascavel), chegando a Maringá e a Guaraqueçaba, no Litoral, as temperaturas médias são um pouco mais altas em setembro, chegando a valores entre 18°C e 20°C. As temperaturas médias mais altas de todo o estado no mês historicamente são no Noroeste e no extremo norte, na área de divisa com São Paulo, chegando aos 22°C.
PREVISÃO – A virada do mês será marcada por uma divisão no tempo: a metade Leste segue com nebulosidade, e o Interior com sol, pelo menos até terça-feira (02). “Entre a capital e as praias, o vento predominante do oceano acaba transportando bastante umidade, por isso, o céu se mantém mais encoberto, com muitas nuvens durante o dia, pouca variação das temperaturas e possibilidade garoa de forma bem ocasional”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
As mínimas na Capital ficam em torno de 13°C e as máximas não devem passar dos 20°C. No Litoral, as máximas chegam a 24°C. Já no interior, o sol predomina e esquenta bastante. Não há indicativo de chuva. Entre o Oeste, Noroeste e o Norte, as temperaturas máximas devem ultrapassar os 30°C.
Por - AEN
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) anunciou nesta quinta-feira (28) a ampliação da vacinação contra o sarampo para a população de 20 a 29 anos, além de intensificar a busca ativa por crianças que ainda não receberam a segunda dose.
A medida tem caráter preventivo diante do aumento expressivo de casos em países da América do Sul e do risco de reintrodução da doença pelas fronteiras com Argentina e Paraguai. Além disso, há a proximidade com a Bolívia, que faz fronteira com os três países e vive um surto da doença.
Para alinhar estratégias, a Divisão de Imunização da Secretaria promove nesta sexta-feira (29) uma reunião com representantes municipais de imunização, vigilância epidemiológica e atenção primária, reforçando orientações diante do cenário regional.
“A doença está cercando o Brasil e cercando o Paraná. Mesmo com a maior cobertura vacinal de tríplice viral do país, precisamos manter vigilância constante e ampliar a proteção. Por isso, estamos abrindo a possibilidade de reforço vacinal para jovens adultos, que foram os mais afetados no último surto”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Paraná. Cidades de fronteira, como Foz do Iguaçu, e regiões estratégicas, como a área portuária no Litoral, estão entre os pontos de maior atenção da Sesa.
REFERÊNCIA EM VACINAÇÃO – O Paraná não registra casos de sarampo desde 2020 e é o estado com a maior cobertura vacinal de tríplice viral em segunda dose do Brasil, com 79,80%, superando São Paulo (79,50%), Distrito Federal (79,24%) e Minas Gerais (78,82%). Para a primeira dose, o Paraná figura entre as cinco melhores coberturas do país, com 93,43%.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu novamente a certificação de país livre de sarampo, após enfrentar a reintrodução da doença em 2018. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, há 24 casos registrados no país, todos importados.
SURTO – De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Américas (do Sul, Norte e Central) registraram 7.132 casos de sarampo entre janeiro e junho deste ano, com 13 mortes, número 29 vezes maior que o mesmo período de 2024, quando haviam sido contabilizados apenas 244 casos. Na América do Sul, a Bolívia vive um surto, com mais de 270 ocorrências; a Argentina soma 34 casos e o Paraguai, 21.
Por - AEN
A pouca participação de adolescentes de 15 a 19 anos na vacinação de HPV (Papilomavírus Humano) preocupa o controle e redução dos casos de câncer de colo de útero no Paraná. Iniciada em março deste ano, a vacinação alcançou pouco mais de 1% dos mais de 216 mil adolescentes dentro da faixa etária.
A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de outros tipos como o de ânus, de pênis, de boca e de orofaringe
A vacinação das pessoas entre 15 a 19 anos é um reforço excepcional para atender os mais de 200 mil adolescentes e é válida até o final do ano. A vacina contra o HPV está disponível em todos os 399 municípios do Paraná em Unidades Básicas de Saúde e salas de vacinação.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, tem reforçado a necessidade da vacinação em adolescentes. "A vacinação vai ajudar a combater o câncer de colo de útero nas meninas e reduzir o câncer de colorretal nos meninos. A baixa adesão na vacinação de HPV coloca em risco a meta de erradicação do câncer de colo no útero", lembrou.
A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) tem como meta erradicar o câncer de colo de útero até 2030 através de diferentes estratégias e faz parte do Plano para a Prevenção e Controle do Câncer do Colo de Útero, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) . A vacinação é uma das mais efetivas ações e, atualmente, crianças de 9 a 14 anos, têm disponibilidade gratuita de doses em todo o Paraná, através do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Paraná é um dos estados que mais vacinou contra o HPV, em 2024, na faixa etária de 9 a 14 anos. Foram aplicadas 90.529 doses da vacina contra o HPV em meninas e 116.201 doses em meninos da mesma faixa etária. O estado também está no programa de implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no SUS, que integra o novo sistema de rastreamento do câncer do colo do útero e identifica a doença de forma mais precoce.
INCIDÊNCIA – O câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente e é a quarta principal causa de morte entre mulheres no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são esperados 17.010 novos casos no Brasil durante o triênio 2023-2025.
Por - AEN
O Governo do Paraná conquistou uma importante vitória na Justiça Federal em uma ação movida contra a União para garantir o ressarcimento de valores gastos pelo Estado com medicamentos que deveriam ser financiados pelo governo federal.
A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) (veja ) e reconheceu a obrigação da União em devolver ao Paraná os recursos aplicados na compra de medicamentos de responsabilidade financeira do governo federal.
O processo foi iniciado em 2015 pela Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE-PR), após sucessivas situações em que a União não arcou com as despesas de medicamentos, obrigando o Paraná a custear diretamente os tratamentos. Agora, com a decisão definitiva, a PGE-PR vai calcular o montante exato a ser devolvido desde então.
Para se ter uma ideia da dimensão dos valores envolvidos, apenas entre 2010 e 2014, o Estado desembolsou mais de R$ 100 milhões em medicamentos que, de acordo com as normas do próprio Ministério da Saúde, deveriam ter sido custeados pela União. O valor atualizado, considerando anos posteriores, será pelo menos, três vezes maior.
“Essa vitória é resultado de uma luta de quase 10 anos e garante justiça ao povo do Paraná. São recursos que devem voltar para os cofres do Estado e que poderão ser aplicados em políticas públicas para melhorar o atendimento à população na área da saúde”, destaca a procuradora-geral em exercício, Lucia Helena Cachoeira.
No Brasil, os entes federados têm responsabilidades solidárias no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), mas no caso de medicamentos de alto custo ou tratamentos especializados a obrigação financeira é da União. Entretanto, em muitos casos, para garantir o tratamento de pacientes e também atendendo a decisões judiciais, o Estado se antecipa e adquire os medicamentos com recursos próprios e, até então, sem segurança jurídica de que receberia o montante novamente.
“Agora a Justiça declara esse direito ao ressarcimento por parte do Paraná e, com isso, iniciamos a criação de um fluxo para essa devolução. É um trabalho que será conduzido pela comissão de ressarcimento da PGE/PR em conjunto com a Secretaria da Saúde e que vai ajudar a recompor os cofres paranaenses”, explica o procurador-chefe da Procuradoria de Saúde da PGE/PR, Felipe Barros.
Desde 2019, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem acompanhado e analisado todas as demandas relacionadas à judicialização da saúde, com destaque para os medicamentos de alto custo, em parceria com a PGE. "Nos últimos anos, houve um aumento significativo nas determinações judiciais e cumprimos a nossa parte. Essa decisão restabelece a obrigação da União", complementa o secretário da Saúde, Beto Preto.
Por - AEN


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