O Paraná registrou na madrugada deste domingo dia 06, a 14ª morte por afogamento desde o início do verão, no final de dezembro. O episódio mais recente aconteceu em Apucarana, no norte do Paraná, no Lago Jaboti. É a segunda morte no local em nove dias.
A tragédia aconteceu por volta das 5 horas da manhã, quando a vítima se desentendeu com algumas pessoas e resolveu entrar na água. Segundo testemunhas, ele estava alcoolizado.
Já o outro episódio registrado nesse mesmo lago ocorreu em 29 de dezembro.
Nas praias
No litoral do Paraná, a tragédia mais recente envolvendo afogamentos ocorreu na tarde de ontem (05 de janeiro), em Coroados. A vítima e mais duas pessoas nadavam em uma área não protegida por guarda-vidas e sinalizada por bandeira preta. Dois dos envolvidos sofreram afogamentos leves, mas o outro teve afogamento grave e acabou falecendo após uma parada cardiorrespiratória. (Com Bem Paraná)
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Uma funcionária do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Curitiba foi afastada pela prefeitura por dificultar o atendimento a um homem ferido na cabeça, no sábado (5). "Se ele quiser morrer o problema é dele", diz ela.
Na ligação feita pelo empresário Valdecir Mikuska, que encontrou o homem caído em um canteiro central de uma via, ela afirma que era preciso autorização do ferido para que fosse enviada uma ambulância até a Avenida Santa Bernadete, entre os bairros Fanny e Lindóia.
O áudio, segundo ele, foi gravado por meio de um aplicativo de celular.
Atendente: Samu, bom dia!
Valdecir: Bom dia!
Atendente: Quem está falando?
Valdecir: É o Valdecir.
Atendente: O que está acontecendo?
Valdecir: Tem um rapaz caído aqui no canteiro da Avenida Santa Bernadete, com a cabeça sangrando.
Atendente: O senhor conhece ele?
Valdecir: Não
Atendente: O senhor perguntou se ele quer ajuda?
Valdecir: Não, não perguntei.
Atendente: Tá, mas tem que perguntar senhor, porque às vezes ele não quer.
Valdecir: Mas deixa morrer ali?
Atendente: Se ele quiser sim.
Valdecir: Mas que tipo né.
Atendente: Tem que perguntar para ele, porque a gente não pode pegar ele a força. Se chegar aí e ele não quiser, a ambulância faz o quê?
Valdecir: Mas e se morre o caboclo ali?
Atendente: Senhor, se ele não quiser e se quiser morrer aí o problema é dele. O senhor tem que perguntar se ele quer atendimento.
Valdecir: Mas se ele nem responde por ele. Vou ver se ele consegue, só um minuto.
Valdecir: oi, oi?
O empresário conta que no tempo em que foi tentar conversar com o homem caído, para perguntar se ele queria ajuda, a ligação caiu ou foi desligada.
“É um ser humano, como é que vou deixar ali caído, né? Eu estava com o meu sobrinho, pedi para ele ligar novamente e insistir no atendimento. Ficamos uns 20 minutos esperando o Samu, dei um bolinho que tinha no carro, água e lavamos um pouco do rosto”, explica.
Segundo ele, o homem era um venezuelano, que aparentava ter entre 35 e 40 anos, e contou ter sido alvo de agressões. Na segunda ligação, a atendente pegou as informações básicas e passou para um médico conversar com o empresário.
Conforme a assessoria da prefeitura, a vítima foi atendida na ambulância e liberada, pois não havia necessidade de encaminhamento para um hospital.
Em nota, a prefeitura disse que o atendimento não foi correto e que medidas administrativas serão tomadas para apurar o caso.
A secretária municipal de Saúde Márcia Cecília Huçulak afirma que a funcionária foi afastada do cargo e responderá a um processo interno.
"Determinei a instauração de um processo administrativo. Ela [atendente] vai poder se manifestar, vai se constituir uma comissão e essa comissão vai determinar se é o caso de dar uma advertência, ou uma suspensão, ou uma exoneração. É essa comissão que vai avaliar o caso e determinar a medida imposta contra essa funcionária", afirmou.
Leia o posicionamento da prefeitura na íntegra:
“O primeiro atendimento do Samu não foi o correto. A Secretaria Municipal da Saúde informa que retirou a atendente do plantão, por não atender os protocolos do Samu. Ela também irá responder a processo administrativo.
A Prefeitura lamenta o episódio e pede desculpas ao cidadão que fez a ligação para ajudar a pessoa que estava precisando de atendimento.
A atitude da funcionária foi incorreta porque cobrou escolhas de uma pessoa inconsciente.
O protocolo de atendimento do Samu prevê que se tenha o maior número de informações possíveis da pessoa que será atendida. Se está ferida, qual o tipo de ferimento, se está consciente, se consegue falar e explicar como está se sentindo.
Essas informações são decisivas para saber que tipo de ambulância será enviada ao local.” (Com G1)
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Uma menina de 10 anos morreu após cair dentro do banheiro de casa, na noite de sábado dia 06, em São Pedro do Ivaí. Segundo familiares, Julia Gabriela da Silva teria subido em um vaso sanitário que quebrou, causando ferimentos graves na criança.
Ela estava em um sítio na casa de uma prima, quando foi tomar banho. Os familiares creditam que ela subiu o vaso para ligar registro de água. Julia foi encaminhada rapidamente ao hospital com ferimentos no tórax e na região virilha do lado direito e não resistiu e acabou morrendo.
A tragédia chocou moradores do município e região. (Com TN Online)
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A Secretaria de Estado da Saúde emitiu recomendações – e também, um alerta -, sobre os efeitos adversos das altas temperaturas em todo o Paraná. A maior preocupação é a conjugação de clima quente e baixos índices de umidade. Assim, a secretaria recomenda que a população tome medidas de proteção para o enfrentamento das temperaturas muito elevadas.
As orientações devem ser reforçadas principalmente para as crianças, idosos, doentes crônicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade em ambientes abertos, praticantes de atividade física e pessoas que vivem isoladas.
Confira as dicas abaixo
Aumento da ingestão de água ou sucos de fruta natural, sem açúcar, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Assegurar-se que as crianças se mantenham hidratadas e bebam bastante água ou sucos de frutas sem açucar;
Evitar a exposição direta ao sol principalmente entre as 11 e as 17 horas, procurar ambientes frescos e arejados ou climatizados; bebês até seis meses não devem estar sujeitos à “exposição solar, direta ou indireta”;
Utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos na praia ou piscina;
Usar “roupa solta, opaca e que cubra a maior parte do corpo”, chapéu de abas largas, óculos de sol e a evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer ao ar livre;
Para quem tem de viajar de carro, a recomendação é para o fazer nas horas de menor calor e não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;
No caso de doentes crônicos, seguir a recomendação do médico assistente ou procurar serviços de saúde mais próximo;
Acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas”, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado. (Com RSN)
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O Corpo de Bombeiros do Paraná criou uma plataforma inédita para informação e serviços ao cidadão, por celular. O aplicativo é capaz de informar, em tempo real, as condições climáticas, a localização de postos guarda-vidas das praias e a balneabilidade das águas do Litoral. Está disponível para download no Google Play e no App Store, gratuitamente.
Lançada em dezembro de 2018 para os sistemas Android e iOS, a plataforma é resultado de estudo que envolveu integrantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), para ser utilizado a partir da Operação Verão Paraná 2018/2019. O aplicativo é pioneiro no Brasil ao se basear no Protocolo de Alerta Comum (Common Alerting Protocol - CAP), desenvolvido pela Organização Meteorológica Mundial, a qual estabelece parâmetros de alertas sobre as condições de clima que podem ser compreendidos em todo o planeta. É com os dados computados por esta organização que os alertas são emitidos e repassados aos usuários da região que será afetada.
"É um diferencial para a temporada de verão, pois as pessoas podem baixar o aplicativo gratuitamente e terem acesso a informações importantes, que facilitam o contato com o Corpo de Bombeiros em casos de emergência", disse o coordenador operacional da Operação Verão e Comandante do 8° Grupamento de Bombeiros, tenente-coronel Gerson Gross.
GEOLOCALIZAÇÃO
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o aplicativo utiliza uma tecnologia de geolocalização que informa ao usuário os alertas, contendo o tipo de fenômeno (chuva, granizo, ressaca, ventos fortes), data e hora de início e fim da condição climática, para que o cidadão possa ter mais tempo de se preparar e se proteger. Além de cobrir o Litoral, o mapa de alertas abrange a Região Metropolitana, Curitiba e o Interior do Estado, de acordo com a localização do smartphone do usuário.
GUARDA-VIDAS
Além dos alertas também há o serviço de localização de quartéis, postos de guarda-vidas e informações sobre as condições de balneabilidade das praias. Todos os pontos são atualizados em tempo real e contém informações complementares, como no caso do endereço dos quartéis, que também indica um telefone fixo para o contato. "O veranista tem mais comodidade para saber os locais onde há postos de guarda-vidas, os pontos próprios para banho, para que possa curtir o verão com mais tranquilidade", explicou o tenente-coronel Gross.
Também há orientações para que o cidadão tenha uma noção básica de situações de emergência, como crises de asma, controle de hemorragia externa, crise convulsiva, desobstrução de vias aéreas em crianças, fraturas, manobras de desobstrução de vias aéreas e queimaduras. Além disso, está disponível dicas de segurança para situações de alagamentos, prevenção de afogamentos e cartilhas de segurança.
GOVERNO DIGITAL
O sistema do aplicativo Bombeiros Paraná é interligado à plataforma do Governo Digital, ou seja, permite que o cidadão tenha acesso a outros serviços do Estado. Para baixar o aplicativo não é preciso fazer cadastro, somente fazer o download no Google Play e no App Store gratuitamente. (Com AEN)
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A falta de chuvas e as altas temperaturas estão interferindo na qualidade da soja no Paraná.
O clima também influencia na colheita do grão, que vai começar mais cedo em 2019.
Conforme o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), é esperada uma quebra de safra de 3% no estado devido às condições climáticas irregulares. (Com G1)
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