Os estudantes do ensino médio das escolas paranaenses obtiveram as melhores notas de língua portuguesa do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), cujos resultados interferem diretamente no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O bom desempenho ajudou o Paraná a alcançar a liderança como a melhor educação do Brasil no ranking geral do Ideb, divulgado nesta quarta-feira (14).
Os dados detalhados foram elaborados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação. Neles, a nota geral dos estudantes do Paraná no Saeb em língua portuguesa foi de 288,80, à frente de Goiás, com 287,46, e Espírito Santo, com 287,16.
O Paraná também lidera na disciplina quando são consideradas apenas as notas dos estudantes do ensino médio das escolas estaduais. A nota entre esse grupo para o Estado foi de 284,82, acima dos 284,54 obtido pelos alunos de Goiás e dos 282,72 do Espírito Santo.
Na prova de matemática do Saeb, que possui peso igualitário na definição da nota do Ideb dos estados, o desempenho do corpo estudantil paranaense também se manteve no topo do Brasil. Na classificação geral, que engloba escolas públicas e privadas, o Paraná obteve nota 283,89, a terceira maior do País, atrás apenas do Espírito Santo, com nota 286,96, e Goiás, com 284,64.
A terceira colocação também se mantém no recorte específico das instituições de ensino estadual, com o Paraná somando 278,04 pontos. Os estados de Goiás e Espírito Santo se invertem na primeira e segunda posição com 280,06 e 279,91, respectivamente.
ENSINO FUNDAMENTAL – Nas provas do Saeb voltadas aos últimos anos do ensino fundamental, que compreende os estudantes do 6º ao 9º ano (ainda que as provas sejam aplicadas no 9º ano), o Paraná também se destacou.
O desempenho foi especialmente notável em matemática, disciplina em que os estudantes do Estado lideraram no ranking geral com nota 269,26, à frente dos pares de Santa Catarina (268,68) e Goiás (268,63). No segmento das escolas estaduais, o Paraná ficou na vice-liderança, com nota 264,55, enquanto Goiás liderou com 266,83.
Os alunos paranaenses que também ocupam o pódio na avaliação do ensino fundamental em língua portuguesa com nota 268,10 no âmbito geral e de 264,47 entre as escolas estaduais. Goiás aparece em primeiro nos dois recortes (269,09 e 267,10), enquanto o Ceará ocupa a segunda colocação (268,80 e 264,65).
SAEB – As provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica foram criadas em 1990 com o objetivo de avaliar a qualidade da educação básica no Brasil. Inicialmente, o Saeb tinha como foco principal as disciplinas de língua portuguesa e matemática, buscando aferir o desempenho dos estudantes e identificar áreas que necessitavam de melhorias, sendo posteriormente incorporadas à avaliação do Ideb, criado em 2007.
Atualmente, o Saeb é aplicado de forma censitária em escolas públicas e por amostragem nas instituições privadas, abrangendo estudantes do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. As provas avaliam habilidades de leitura, escrita e resolução de problemas matemáticos, oferecendo um panorama detalhado do desempenho dos estudantes em diferentes etapas da educação básica.
Os resultados das provas são padronizados e combinados às taxas de aprovação dos alunos nas unidades escolares para cálculo do Ideb, criando um indicador que mede a qualidade do ensino em todo o país. Os dados são aferidos a cada dois anos e usados de base para o planejamento de políticas educacionais e o monitoramento das metas de melhoria da educação pública no Brasil.
Os dados completos do Saeb por estado, nível de ensino e tipo de instituição educacional podem ser consultados no site do Inep.
Por - AEN
A exportação de mel natural do Paraná cresceu 113% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023.
Foram 2.191 toneladas em 2024, contra 1.026 toneladas de janeiro a junho do ano passado. O crescimento do volume também foi acompanhado pelo aumento na receita, com US$ 5,5 milhões nos primeiros seis meses deste ano, 77% a mais que os US$ 3,1 milhões de 2023.
O levantamento é do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O Paraná foi o quarto maior exportador de mel do País no período de janeiro a junho. O Piauí aparece em primeiro lugar, com US$ 14,4 milhões e 5.920 toneladas; Minas Gerais em segundo, com US$ 7,7 milhões e 2.918 toneladas vendidas ao Exterior; e Santa Catarina, na terceira posição, vendeu US$ 6,3 milhões e 2.522 toneladas.
De acordo com o levantamento do Ipardes, os Estados Unidos figuram como o principal mercado do mel do Paraná, representando 75% das exportações. Houve incremento do volume neste ano. Foram 1.646 toneladas, com receita de US$ 4,1 milhões, ante 569 toneladas e US$ 1,7 milhão em exportações no mesmo período do ano passado.
Além dos Estados Unidos, 22 países compraram mel do Paraná no primeiro semestre deste ano, com destaque também para Canadá (US$ 739 mil e 302 toneladas); Alemanha (US$ 300 mil e 119 toneladas); e Austrália (US$ 288 mil e 121 toneladas). Desde o início da série histórica, em 1997, o mel paranaense já chegou a 54 países.
Outro dado relevante é a abrangência do mercado. O mel produzido no Estado chega a países da Europa, Ásia, África, Oceania e América, demonstrando a força da apicultura do Paraná no comércio internacional. Entre os 23 países que compraram o produto no primeiro semestre deste ano estão Singapura, na Ásia, que importou 12 quilos, e a Turquia, localizada entre Europa e Ásia, que obteve apenas dois quilos do Estado.
BRASIL – Segundo o Agrostat Brasil, base de dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, no primeiro semestre de 2024 as empresas nacionais exportaram 17.683 toneladas de mel in natura, volume 18,65% maior do que as 14.903 toneladas em igual período de 2023. O faturamento em dólares foi de US$ 45 milhões, 9,5% menor que nos primeiros seis meses de 2023 (US$ 49,2 milhões).
Assim como no Paraná, o principal destino para o mel brasileiro exportado nos seis primeiros meses de 2024 foram os Estados Unidos, com 80,2% de todo volume vendido, com 14.181 toneladas e receita cambial de US$ 35,7 milhões.
Confira
a relação de países de destino do mel paranaense no primeiro semestre deste ano e da série histórica, a partir de 1997.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta sobre a oscilação nas temperaturas e orienta como manter o corpo mais protegido e saudável.
Além do desconforto que sentimos na pele, essas quedas ou altas bruscas nos termômetros podem favorecer o aparecimento de infecções respiratórias e de crises alérgicas, afetar os batimentos cardíacos e a pressão arterial, assim como desencadear a baixa imunidade.
As vias aéreas costumam dar sinal de alerta, causando uma crise de asma em quem já tem o diagnóstico, com tosse, falta de ar, chiado no peito, entre outros sintomas. Resfriados e gripes também são comuns. As recomendações dos profissionais de saúde da Sesa são dirigidas à população em geral, mas crianças e idosos devem ter atenção redobrada nesse cenário. Dentre elas estão evitar ambientes com aglomerações de pessoas, manter ambientes ventilados com livre circulação de ar, higienização das mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.
“Quando o ambiente aquece ou esfria repentinamente, o equilíbrio térmico do corpo será afetado e a imunidade diminuirá. Como resultado, o corpo fica suscetível a gripes e resfriados, bem como a infecções causadas por bactérias. Os cuidados básicos e a vacinação são fortes aliados na proteção da saúde”, alerta a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Acácia Nasr. “Ambos os extremos, calor e frio, afetam a qualidade e a velocidade da capacidade do corpo de se defender".
Outro cuidado significativo, segundo Acácia, é com a hidratação e alimentação, sendo ainda mais importante o consumo de água e alimentos in natura, evitando os ultraprocessados. Frutas, verduras, legumes, arroz e feijão em geral possuem alto teor de nutrientes importantes para garantir uma boa imunidade, diferente dos ultraprocessados, que são ricos em sódio, aditivos e escassos em água. “Os refrigerantes, néctares e refrescos, apesar de possuírem alto teor de água, são ricos em açúcar ou adoçantes e aditivos, não sendo uma fonte adequada para hidratação”.
De acordo com a nutricionista da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, Cristina Klobukoski, a quantidade de água que precisa ser ingerida por dia é muito variável e depende de vários fatores, como a idade, o peso, a atividade física, bem como o clima e a temperatura do ambiente. “Para alguns, a ingestão de dois litros por dia pode ser suficiente, outros precisarão de um litro e meio ou três litros. Uma forma de verificar se a ingestão hídrica está adequada é prestando atenção à coloração da urina, que deve estar sempre bem clarinha”, afirma.
Veja os cuidados que devem ser adotados com as oscilações de temperaturas:
- Ingerir água, independente da temperatura. Em dias muito frios a ingestão de líquidos quentes, como chás sem adição de açúcar ou adoçante, pode ajudar a manter o corpo aquecido, porém não devem substituir totalmente a ingestão de água, que precisa ser mantida.
- Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos.
- Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele.
- Evite exposição prolongada a ambientes com ar-condicionado, quente ou frio.
- As pessoas com alergia devem ficar atentas a cobertores que soltam pelos.
- Pacientes com antecedentes como bronquite e rinite costumam ter crises nesta época. É importante procurar um médico e seguir suas recomendações.
- Atenção ao sol. Mesmo com o frio é importante manter o cuidado com o sol, utilizando protetores.
Por - AEN
Paraná tem a melhor educação do Brasil tanto no ensino médio quanto no ensino fundamental (anos iniciais e finais).
É o que apontam os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília.
Entre 2021 e 2023, o Paraná aumentou de 4,8 para 4,9 a sua nota no Ideb no ensino médio, o que inclui as escolas públicas, sob gestão do Governo do Estado, e as escolas privadas e institutos federais. Com isso, o Estado manteve a liderança nacional alcançada em 2021, permanecendo à frente de Goiás e do Espírito Santo, ambos com nota 4,8. A média nacional é de 4,3.
Apenas na rede estadual a nota do Ensino Médio do Paraná é de 4,7, muito próxima de Goiás, com 4,8. Houve uma evolução de 0,1 em relação ao ranking de 2021.
Nos últimos anos do ensino fundamental, que engloba estudantes do 6º ao 9º ano, o Ideb do Paraná passou de 5,4 para 5,5. A alta fez com que o Estado, que era 3º colocado na avaliação de 2021, assumisse a liderança também neste recorte, empatado com os estados do Ceará e Goiás, que também obtiveram índice 5,5. A média nacional ficou em 5.
O Paraná também lidera a classificação de rede pública nessa faixa etária, com 5,4, acima de Ceará e Goiás.
Durante a divulgação dos dados, o Paraná foi citado pelo MEC como exemplo por ter adotado uma estratégia de forte estadualização das escolas responsáveis pelos últimos anos do ensino fundamental. A medida segue tendência contrária à boa parte do restante do País, em que a gestão da maioria das unidades é feita pelos municípios.
“Novamente o desempenho dos estudantes paranaenses colocaram o Estado como melhor do País no ranking geral, reflexo da competência e dedicação dos diretores, professores, pedagogos e funcionários das escolas, principalmente das estaduais”, afirmou Ratinho Junior.
“Mesmo entre os líderes em todos os segmentos, queremos continuar melhorando os nossos índices no Ideb para que o Paraná seja uma referência de ensino público na América Latina”, acrescentou.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, cuja gestão é feita pelos municípios, o Paraná também aparece na liderança do Ideb com nota 6,7, acima do Ceará, que teve um índice de 6,6, e de São Paulo, com 6,5. O resultado é reflexo do programa Educa Juntos, no qual a Secretaria de Estado da Educação orienta as gestões municipais com materiais didáticos, formação de professores e seminários.
Segundo o Ministério da Educação, os dados estratificados do Ideb e os dados individuais de cada escola devem ser divulgados ao longo desta quarta-feira (14).
ÍNDICE – Criado em 2007 pelo MEC, o Ideb é o principal indicador de qualidade da Educação do Brasil, sendo divulgado a cada dois anos pelo Inep. A avaliação considera o índice de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), conjunto de avaliações aplicadas pelo Inedp em larga escala que permite traçar diagnósticos sobre a educação brasileira. O índice é calculado a partir da multiplicação entre os indicadores de desempenho e rendimento, no intervalo de 0 a 10.
Em 2021, o Inep estabeleceu novas diretrizes para o Saeb que previam aplicação digital da avaliação, ampliação das séries abrangidas a partir do 2º ano do ensino fundamental e avaliação das quatro áreas do conhecimento da Base Nacional Comum Curricular: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Até a edição mais recente do Saeb, no entanto, apenas as áreas de conhecimento avaliadas foram alteradas.
Confira os resultados do Ideb Paraná (todas as redes, estadual, municipal, federal e privada):
Ensino Médio – 4,9
Últimos anos do Ensino Fundamental – 5,5
Ranking nacional dos estados:
Ensino Médio
1º – Paraná – 4,9
2º – Espírito Santo – 4,8
2º – Goiás – 4,8
Média nacional – 4,3
Últimos anos do Ensino Fundamental
1º – Paraná – 5,5
1º – Ceará – 5,5
1º – Goiás – 5,5
Média nacional – 5,0
Evolução do Ideb do Paraná
Últimos anos do Ensino Fundamental
2017 - 4,9 (8º lugar)
2019 - 5,3 (4º lugar)
2021 - 5,4 (3º lugar)
2023 - 5,5 (1º lugar)
Ensino médio
2017 - 4,0 (9º lugar)
2019 - 4,7 (3º lugar)
2021 - 4,8 (1º lugar)
2023 - 4,9 (1º lugar)
Por - AEN
Mais mil profissionais da saúde já foram capacitados para aplicar a vacina BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, em bebês nascidos em maternidade de alto risco.
O objetivo é vacinar os recém-nascidos na própria maternidade, de forma a irem para casa já imunizados. Normalmente, a aplicação da BCG é feita nas Unidades de saúde e habitualmente até nos 30 primeiros dias de vida.
As equipes materno-infantil são treinadas com aulas teóricas e práticas para garantir que a criança receba a vacina o mais precocemente possível, ficando protegida logo nas primeiras semanas de vida.
“Estamos dando um novo passo no fortalecimento de uma rede assistencial, garantindo maior proteção e cobertura vacinal”, diz o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves. “A tuberculose é uma das mais antigas ameaças à saúde pública. Após a aplicação da vacina demora algum tempo para que o sistema imune esteja apto, por isso é importante essa nova dinâmica”.
A ação atende a proposta feita pela Secretaria estadual da Saúde (Sesa) na Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) aos municípios para a implementação da vacina nas 24 maternidades de alto risco pertencentes ao Estado ou que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 15 delas os profissionais já passaram pela qualificação e estão aptos a vacinar. A medida abrange também a Mater Dei, que não é de alto risco mas faz grande número de partos.
Somente 13 maternidades, sendo cinco de alto risco, já aplicavam o imunizantes na própria unidade antes dos 30 dias.
A vacina BCG tem uma característica bem conhecida, deixando uma pequena cicatriz no braço. O tempo habitual da evolução da cicatrização é de 6 a 12 semanas, podendo prolongar-se raramente até a 24ª semana. Porém, a ausência de uma cicatriz de BCG não é indicativa de não proteção e nem constitui indicação de revacinação. Estima-se que aproximadamente 10% dos vacinados não desenvolvam cicatriz.
REGIONAIS EM AÇÃO – A 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho já realizou a capacitação. Nesta segunda-feira (12) ocorreram as primeiras vacinações no Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina. Dezoito bebês deixaram a unidade já protegidos contra a tuberculose.
Nesta terça-feira (13), a 1ª Regional de Paranaguá ofertou o aprendizado e qualificação a 28 profissionais do Hospital Regional do Litoral, que também faz parte da Linha de Cuidado Materno Infantil. As egionais Metropolitana, Guarapuava, Pato Branco, União da Vitória, Francisco Beltrão, Cianorte, Maringá, Londrina já realizaram a capacitação das equipes das maternidades para a implementação desta nova fase.
Confira as maternidades que aplicarão a vacina BCG antes da alta hospitalar do bebê:
- Hospital Regional do Litoral – Paranaguá
- Complexo do Hospital de Clínicas da UFPR – Curitiba
- Hospital Angelina Caron – Campina Grande do Sul
- Hospital Universitário Evangélico Mackenzie – Curitiba
- Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais – São José dos Pinhais
- Hospital do Rocio – Campo Largo
- Santa Casa de Irati – Irati
- Hospital de Caridade São Vicente de Paulo – Guarapuava
- Instituto Virmond – Guarapuava
- Associação de Proteção a Maternidade e a Infância – União da Vitória
- Hospital São Lucas – Pato Branco
- Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecóits – Francisco Beltrão
- Hospital Santa Casa de Misericordia – Campo Mourão
- Norospar – Umuarama
- Hospital São Paulo – Cianorte
- Santa Casa de Paranavaí – Paranavaí
- Santa Casa de Maringá – Maringá
- Hospital Universitário Regional de Maringá – Maringá
- HNSG Hospital Providencia Materno Infantil – Apucarana
- Hospital Evangélico de Londrina – Londrina
- Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná – Londrina
- Santa Casa de Cornélio Procópio – Cornélio Procópio
- Hospital Bom Jesus – Ivaiporã
- Hospital Nossa Senhora das Graças/Maternidade Mater Dei – Curitiba
Por - AEN
O Paraná registrou nesta terça-feira (13) o dia mais frio de 2024, com -5,3°C em General Carneiro, além de sensação térmica de -9,2°C. Em vários municípios as temperaturas foram as menores do ano, como no caso de Curitiba, que teve mínima de 1,4°C, chegando à máxima a 12°C. Veja a lista de mínimas
.É o que aponta o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Temperaturas negativas foram observadas principalmente nas cidades mais ao Sul do Estado. Os cinco municípios que apresentaram as menores temperaturas foram General Carneiro, na região Sul (-5,3°C); Palmas, no Sudoeste, (-3,6°C); São Mateus do Sul, também no Sul (-3,4°C); Castro, nos Campos Gerais (-2,8°C); e Pinhão, no Centro-Sul (-2,6°C). Quinze cidades, entre as 57 com estações, registraram temperaturas abaixo de zero no Paraná. No começo da manhã a temperatura mais alta foi registrada em Paranaguá: 8,6°C.
Como explica o meteorologista William Max de Oliveira Romão, do Simepar, a queda drástica dos termômetros nesta semana tem relação com um fenômeno climático específico. “Atualmente, nós temos um anticiclone passando por cima do Paraná. É uma massa de ar de alta pressão que joga o ar frio de níveis mais altos da atmosfera para a superfície. Assim, as temperaturas ficam mais baixas por conta da retenção desse ar”, destaca.
PRÓXIMOS DIAS – O Simepar também aponta que essa pressão do ar se afastará do continente a partir desta quinta-feira (15), dando espaço para a entrada de um sistema de baixa pressão, fazendo com que as temperaturas se elevem gradualmente.
Para os próximos dias, a previsão é que no Litoral, na Região Metropolitana de Curitiba e no Leste do Paraná as temperaturas fiquem com mínima de 7°C e máxima de 24°C. Já no Sul, a mínima será de 10°C e a máxima de 24°C, enquanto no Sudoeste de 13°C e 25°C, respectivamente. Mais ao norte do Estado, a mínima será de 11°C e a máxima baterá os 33°C. No Noroeste, a mínima fica em 14°C e a máxima em 30°C, e o Norte Pioneiro terá mínima de 10°C e máxima de 29°C.
Antes dos termômetros subirem, entretanto, há previsão de geada. Nesta quarta (14), o fenômeno ocorrerá com mais intensidade em Guarapuava, no Centro do Estado, Palmas e Pato Branco, no Sudoeste, e em União da Vitória, no Sul. Ela deve ocorrer de forma moderada em Curitiba e Região Metropolitana, Lapa, Jaguariaíva, Ponta Grossa e Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, em Cascavel, na região Oeste, e em Palmital, na região Central. Já na quinta-feira, o fenômeno será mais brando, com possibilidade de geada apenas na Lapa e União da Vitória.
INFORMAÇÃO EM TEMPO REAL – No site do Simepar estão disponíveis informações atualizadas sobre as condições do tempo no quadro Palavra do Meteorologista. Pode ser consultada a previsão para até 15 dias por município e região do Paraná. Também é possível visualizar imagens de satélite, radar, raios, modelo numérico e telemetria (temperaturas e chuvas).
ALERTA GEADA – O Simepar disponibiliza também, até o final do inverno, previsões de geadas para todas as regiões por categorias de intensidade (fraca, moderada ou forte) com antecedência de até 72 horas. Avisos são lançados no serviço Alerta Geada, mantido em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e disponível nos seguintes canais: aplicativo IDR Clima, site do IDR-Paraná e pelo telefone (43) 3391-4500 (WhatsApp).
De acordo com o IDR-Paraná, no caso de geadas é recomendável a proteção das lavouras passíveis de cuidados preventivos no campo e nos viveiros. Os cafeeiros até dois anos devem ser protegidos com palhada (mistura de palha e farelo) ou terra. Os canteiros e estufas de hortaliças em geral necessitam de aquecimento, irrigação ou cobertura. Também devem ser protegidas as mudas recém-plantadas de frutíferas e espécies florestais tropicais. Em caso de forte resfriamento, as granjas de aves e suínos também precisam ser aquecidas.
Por - AEN