Copel já tem mais de 820 mil medidores inteligentes instalados no Paraná

Um dos maiores programas de digitalização e melhoria da rede de distribuição de energia em andamento no Brasil, de responsabilidade da Copel, já instalou mais de 820 mil medidores inteligentes em residências, comércios, empresas e propriedades rurais de 94 municípios do Paraná.  

A troca de medidores de energia tradicionais por medidores inteligentes não tem custo para o cliente e permite uma leitura mais precisa e em tempo real do consumo de energia. O avanço tecnológico representa uma revolução na forma como os consumidores da Copel gerenciam o consumo de energia, trazendo uma série de benefícios diretamente ao alcance de seus smartphones e dispositivos móveis.  

Com uma interface intuitiva e fácil de usar, o aplicativo da Copel fornece ao cliente do Programa Rede Elétrica Inteligente informações detalhadas sobre o consumo diário, possibilitando aos usuários identificar padrões e fazer ajustes para otimizar o uso de energia e reduzir custos.  

Em Pato Branco, o programador Augusto Ross conta que, depois da instalação do medidor inteligente em sua casa, passou a consultar o aplicativo da Copel para acompanhar as funcionalidades. “Hoje acabo resolvendo tudo que preciso pelo aplicativo, antes do medidor inteligente eu nem utilizava tanto, mas depois que houve a troca eu acabei usando mais e até vendo outras funcionalidades, o app é sinônimo de praticidade na palma da sua mão”, comenta. 

FATURA DIGITAL – Os medidores inteligentes oferecem diversos benefícios, como a detecção automática de falhas e o monitoramento em tempo real do consumo. A modernização da rede também reduz a necessidade de visitas para leitura dos medidores e incentiva o uso de faturas digitais, contribuindo para a sustentabilidade e a praticidade.   

“Estamos acompanhando um crescimento de migrações para a fatura digital nos municípios onde existe a rede inteligente. Há municípios como Ipiranga, por exemplo, onde o projeto começou, em que 95% dos consumidores adotaram a conta digital, mostrando que é um sistema seguro e consolidado”, afirma o diretor de Operação e Manutenção da Copel Distribuição, Júlio Omori.  

As faturas digitais têm a mesma validade legal que as impressas, servindo como comprovante de endereço. Para cadastrar a fatura digital, basta acessar copel.com 

MEDIÇÕES – Os medidores inteligentes também são úteis para os projetos de geração de energia solar, por exemplo, por serem bidirecionais e possibilitarem medir tanto a energia consumida quanto a energia excedente produzida pelos sistemas de geração distribuída.  

O empresário Alobim Cesar Cordeiro mora em uma casa de 230 metros quadrados, no bairro Neves, em Ponta Grossa, e teve seu medidor de energia trocado por um modelo inteligente há cerca de seis meses. Ele tem painéis fotovoltaicos instalados em casa. “Como minha carga de geração é grande, eu faço esse acompanhamento, pois a energia gerada aqui produz créditos para poder abater cerca de 30% da conta de luz do meu filho e da minha filha”, conta Cordeiro.  

Os medidores inteligentes serão importantes também para o caso de o setor elétrico estabelecer outras modalidades tarifárias variáveis no futuro.   

REDE INTELIGENTE – O Programa Rede Elétrica Inteligente da Copel é o maior e mais ambicioso do gênero no Brasil. Ele visa à modernização da infraestrutura elétrica da empresa por meio da instalação de medidores inteligentes e sistemas de automação de rede. A expectativa é de chegar a um milhão de instalações no início de 2025.  

A tecnologia de smart grids, ou redes inteligentes, da qual os novos medidores fazem parte, tem mostrado resultados impressionantes em outros países. Por exemplo, na União Europeia e nos Estados Unidos, a adoção generalizada de medidores inteligentes tem contribuído para uma maior eficiência energética, redução de perdas e uma gestão mais ágil e responsiva das redes elétricas. Na Copel, o programa até agora evitou a emissão de 305 toneladas de CO2.  

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Por - AEN

 Comércio com 36 países: Paraná tem melhor semestre da história na exportação de ovos

A exportação de ovos e derivados cresceu 48,2% no Paraná no primeiro semestre de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior.

É o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1997. Foram 5.515 toneladas exportadas para 36 países, contra 3.721 toneladas no primeiro semestre de 2023, até então o melhor resultado. A receita também aumentou em 24,5%, passando de US$ 18,7 milhões no ano passado para US$ 23,3 milhões em 2024.

Os dados constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (08) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os itens que compõem o “complexo ovos” são os ovos férteis destinados à incubação e pintos (material genético), ovos frescos com casca, ovos cozidos e secos, gemas frescas e cozidas e ovoalbumina. O item mais representativo é de ovos de aves da espécie Gallus domesticus, para incubação, representando 98% da pauta total do Paraná.

Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o México foi o principal destino dos produtos do complexo ovo no primeiro semestre deste ano no Paraná. Foram 2.302 toneladas exportadas, com receita de US$ 10,1 milhões.

Dois países do continente africano aparecem na sequência. O Senegal importou do Paraná 1.109 toneladas, com receita de US$ 4,3 milhões, seguido de perto pela África do Sul, com 1.089 toneladas e US$ 4,7 milhões de receita cambial. Outros dois países da América do Sul completam o top cinco de maiores importadores. O Paraguai é o quarto destino dos ovos paranaenses, com 647 toneladas e US$ 2,4 milhões, e a Venezuela, com 294 toneladas e US$ 1,4 milhão, ocupa o quinto lugar.

O ovo paranaense também possui mercado em países menores do que o próprio Estado. Chipre, no Oriente Médio, por exemplo, comprou 375 quilos no primeiro semestre. O país tem uma população de 1,2 milhão de habitantes, quase dez vezes menor que o Paraná. Antígua e Barbuda, no Oceano Pacífico, tem 93 mil habitantes e comprou dos produtores paranaenses 158 quilos.

Além de estar entre os principais exportadores de ovoprodutos do Brasil, o Paraná também figura entre as principais portas de saída dos ovos e seus derivados para outros países. A Alfândega de Foz do Iguaçu registrou a saída de 1.157 toneladas no primeiro semestre deste ano, o quinto maior índice do Brasil. Ao todo, foram US$ 4,6 milhões em receita que passaram pela cidade do Oeste do Paraná.

Outra porta de saída é o Porto de Paranaguá. Foram exportadas por lá 55 toneladas de ovo e seus derivados, com receita de US$ 94 mil. É o 14º destino de saída do Brasil, dentre 35 que registraram esse tipo de exportação.

EXPORTAÇÃO NACIONAL – O Paraná é o segundo maior exportador de ovos do Brasil, ficando atrás somente de São Paulo, que no primeiro semestre de 2024 produziu 6.771 toneladas, com receita de US$ 30 milhões. Na sequência vêm Rio Grande do Sul (3.768 toneladas e US$ 8,9 milhões), Santa Catarina (2.360 toneladas e US$ 10,1 milhões) e Mato Grosso do Sul (1.287 toneladas e US$ 2,5 milhões).

Dentre os cinco principais exportadores de ovoprodutos, Mato Grosso do Sul (+66%), Paraná (+48,2%) e Rio Grande do Sul (+35,9%) tiveram os maiores crescimentos, enquanto que São Paulo (-30,9%) e Santa Catarina (-13,5%) registraram queda no período.

Assim como no Paraná, o México destacou-se como principal importador de ovoprodutos do Brasil, com volume de 5.654 toneladas e receita cambial de US$ 24,3 milhões, ou seja, quase metade do que foi comprado pelo país (2.302 toneladas) veio do Paraná. Entretanto, a nível nacional o México reduziu o volume de importação em 37,8% e em 49,2% a receita cambial.

Na sequência vem África do Sul (3.161 toneladas / US$ 14,1 milhões), Chile (2.854 toneladas / US$ 6,6 milhões), Senegal (2.461 toneladas / US$ 9.5 milhões) e Emirados Árabes Unidos (1.129 toneladas / US$ 1,9 milhão).

De acordo com o Agrostat Brasil, no primeiro semestre de 2024 a exportação nacional de ovos atingiu 22.925 toneladas, volume 22,4% menor que o verificado em igual período de 2023 (29.578 toneladas) e o faturamento correspondente caiu 24,6%, passando de US$ 110,3 milhões em 2023 para US$ 83,2 milhões nesse ano.

A região Sul do País é a segunda maior exportadora, com 11.370 toneladas enviadas e US$ 41,4 milhões em receita. Na sequência vêm o Sudeste, com 8.846 toneladas e US$ 34,6 milhões; Centro-Oeste, com 1.951 toneladas e US$ 4,7 milhões; Nordeste, com 248 toneladas e US$ 912 mil; e fechando a lista, Norte, com 192 toneladas e US$ 294 mil.

OVOS PARA CONSUMO – O Brasil ainda não tem tradição na exportação de ovos e ovoprodutos, já que quase a totalidade da produção é direcionada ao mercado interno, entre ovos férteis/reprodução, consumo in natura, indústria alimentícia e consumo institucional (merenda escolar e restaurantes, lanchonetes e foodservice). Há potencial para aumentar a participação no mercado internacional, à medida que a produção cresça.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que a produção de ovos no Brasil poderá chegar a 56,9 bilhões de unidades em 2024, o que significará um crescimento de até 8,5% se comparado ao ano passado, que atingiu 52,4 bilhões de unidades. Quanto ao consumo de ovos, deverá crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante/ano. O Paraná produziu 434 milhões de dúzias em 2023, aumento de 7,1% em relação a 2022, maior resultado já registrado na série histórica.

Confira a relação de países de destino dos ovos paranaenses​​​​​​​  e a evolução da exportação ano a ano.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná estuda legislação de biosseguridade específica sobre criação de porco moura

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) deve divulgar em breve uma portaria de biosseguridade básica para a criação do porco moura, ou também porco crioulo ou caipira.

A raça, originária da Espanha, se adaptou ao Sul do Brasil e é reconhecida por sua importância cultural e gastronômica, além do apelo comercial.

O porco moura é criado ao ar livre, sem confinamento, em pastagens e florestas nativas. Pequenos rebanhos desses animais já foram identificados em pelo menos 21 municípios paranaenses. Com peso adulto de até 300 quilos, o moura é uma das maiores raças em tamanho no Brasil.

O diretor do Departamento de Saúde Animal (DESA), da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, afirmou em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná nesta semana que a raça tem potencial para se desenvolver muito mais no Estado. “O desafio é estabelecer medidas de biosseguridade para evitar a entrada e propagação de doenças nas propriedades, pois o sistema de criação ao ar livre requer medidas específicas”, orientou.

Essa portaria será a primeira do Brasil sobre o assunto e foi redigida pela Adapar em conjunto com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). “Ela estabelece exigências básicas de biosseguridade para a suinocultura não tecnificada e de subsistência”, informou o chefe de Divisão de Sanidade dos Suínos da Adapar, João Humberto Teotônio de Castro.

A portaria de biosseguridade básica para a criação do porco moura estabelecerá níveis adaptados ao número de animais, permitindo uma melhor adequação das exigências para cada tipo de produtor.

A Adapar também está estudando e categorizando as criações de suínos em níveis de exigências sanitárias, conforme a quantidade e a forma de produção. Áreas sem regulamentação normativa estão sujeitas a instabilidades passageiras.

Na cadeia geral de suínos, o Estado produziu 12 milhões de unidades em 2023 e ocupa a segunda posição no ranking nacional, com 21,2% de participação, de acordo com dados divulgados em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

CRIAÇÃO – Entusiasta e criador da raça moura na região dos Campos Gerais, onde desenvolve uma reserva genética ao longo dos últimos dez anos por meio do manejo extensivo de alta qualidade, Herculano Lisboa disse que o Paraná está consolidando um legado no setor.

“Esta raça suína está no Brasil há mais de 500 anos e se adaptou. Nosso porco não fica doente, não é vacinado”, frisou Lisboa, também na audiência pública. Ele é farmacêutico e bioquímico de formação. A criação foi implementada em sua propriedade com o apoio e orientação do “Projeto Porco Moura” sob comando do professor Marson Bruck Warpechowski, da UFPR.

“O porco moura tem ótimo apelo comercial, é um patrimônio brasileiro que precisa ser preservado. É reconhecido como animal único, é um produto do nosso meio, com origem genética espanhola”, lembrou o docente, que também participou do debate.

A zootecnista Maria Marta Loddi, professora da UEPG, explicou o processo de resgate. “Fizemos um mapeamento no Paraná, onde existiam poucos núcleos de criadores, e introduzimos materiais genéticos de Santa Catarina, da Embrapa, e do Rio Grande do Sul. Dessa forma aumentamos o número de criadores no Estado e estamos salvando a raça da extinção”, informou.

“Valorizar a biodiversidade é de suma importância”, afirmou o agricultor Divo Molinnari, que preside a Associação Paranaenses de Criadores de Porco Moura. Para ele, é essencial que as instituições públicas ofereçam apoio técnico e financeiro para os criadores poderem dar continuidade às atividades em suas granjas. “Enfrentamos muitos desafios”, enfatizou, ao considerar o debate um momento histórico para o setor.

 

 

 

 

 

 

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 Paraná tem a maior taxa de crianças registradas em cartório da Região Sul, aponta IBGE

O Paraná tem a terceira maior taxa de crianças com até 5 anos com registro de nascimento em cartório. Segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 99,66% das crianças paranaenses nessa faixa etária foram registradas.

A taxa do Estado fica abaixo apenas das taxas do Espírito Santo (99,69%) e de Minas Gerais (99,71%), e é pouco maior que a de Santa Catarina (99,60%) e do Rio Grande do Sul (99,63%), sendo que a região Sul tem o melhor resultado nacional. No Brasil, o índice também é alto, chegando a 99,26% das crianças de até 5 anos com a certidão de nascimento, sendo que 24 das 27 unidades da Federação já atingiram pelo menos 98% de registros de nascimentos.

Em números absolutos, das 846.632 crianças nessa faixa etária no Paraná em 2022, 843.812 tinham sido registradas. Entre estas, 843.721 foram registradas em cartório, 91 são crianças indígenas, que têm o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), e apenas 1.759 não foram registradas.

IDADES – Quando se leva em conta o recorte por idade, 99,56% das crianças menores de 1 ano tinham registro de nascimento no Paraná, assim como 99,67% das com 1 ano de idade completo, 99,67% com 2 anos, 99,67% com 3 anos, 99,69% com 4 anos e 99,68% com 5 anos de idade.

Já pelo critério de raça do Censo 2022, 68,23% das crianças registradas no Paraná em 2022 eram brancas, enquanto que no Censo de 2010, eram 73,95%. As crianças pardas responderam por 28,8% dos registros em 2022 e por 23,29% em 2010; as pretas eram 2,19% em 2022, contra 1,67% em 2010; as amarelas representaram 0,44% do total em 2022 e 0,76% em 2010; e as indígenas 0,34% em 2022 e 0,33% em 2010.

MUNICÍPIOS – Entre os 399 municípios paranaenses, 102 chegaram ao Censo de 2022 com taxa de 100% no registro de crianças, o que equivale a 25% do total. E apenas 11 cidades tiveram índice menor de 99%, sendo que nenhuma abaixo dos 97%.

Em todo o Brasil, 1.098 municípios (19,7%) tiveram cobertura de 100% em 2022, quase o dobro do apresentado no Censo 2010, com 624 cidades (11,2%). Já o número de municípios com cobertura menor que menos de 95% caiu de 441 (7,9%) para 65 (1,2%) no mesmo período em todo o País.

SOBRE A PESQUISA – Os registros de nascimentos passaram a ser investigados no Censo Demográfico 2010 e voltaram a ser observados no ano de 2022. Isso possibilita investigar a evolução do estoque de pessoas que têm registro de nascimento lavrado em cartório ou Registro Administrativo de Nascimento Indígena.

O registro de nascimento, realizado em Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais do País, representa a oficialização da existência do indivíduo, de sua identificação e da sua relação com o Estado, condições fundamentais ao exercício da cidadania.

 

 

 

 

 

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 Com 3,5%, produção industrial do Paraná registrou 3º maior crescimento em junho

O Paraná registrou a terceira maior alta na produção industrial em junho, com aumento de 3,5% na comparação com o mês de maio.

As variações entre junho de 2024 e de 2023, o acumulado do primeiro semestre deste ano e dos últimos 12 meses também foram positivas para a indústria paranaense, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta quinta-feira (08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice paranaense de 3,5% na comparação entre junho e maio ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 34,9%, com a retomada das atividades industriais do estado após as fortes chuvas registradas em maio, e Pará, no Norte do Brasil, com índice de 9,7%. A média nacional na comparação entre os meses ficou em 4,1%. Entre os 15 locais pesquisados, cinco tiveram queda no período, com as mais acentuadas registradas em Goiás (-4,6%), Pernambuco (-5,2%) e Bahia (-5,4%).

O resultado do Paraná é ainda melhor na comparação entre junho de 2024 e o mesmo mês de 2023, quando a indústria paranaense registrou crescimento de 7,4%. É o sétimo melhor resultado do País entre os 18 locais pesquisados e o primeiro do Sul. Santa Catarina aparece na 7ª posição nacional, com 2%, e o Rio Grande do Sul teve recuo de 0,5%. O resultado do Estado é mais que o dobro da média do País, que ficou em 3,2%.

A PIM-Regional traz também dados do índice de média móvel trimestral, na qual o Paraná teve o melhor desempenho entre os meses de abril e junho. Enquanto que a média nacional ficou em 0,7%, o Estado registrou índice seis vezes superior, com 4,5%. Pará (3,2%), São Paulo (1,2%) e Mato Grosso (0,9%) completam a lista de melhores resultados. O Estado saiu da casa de -2,5% para 5,0%, segundo melhor ganho, atrás do Maranhão (de -0,3% para 10,7%).

No acumulado do primeiro semestre de 2024, a indústria local registrou crescimento de 1,3% na comparação com o mesmo período de 2023. Santa Catarina registrou 5,6% nos seis primeiros meses do ano, enquanto que o Rio Grande do Sul teve queda, com -1%.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre julho de 2023 e junho de 2024, a indústria paranaense cresceu 3,5%, bem acima da média nacional, de 1,5%. É o sétimo melhor resultado do País e novamente o melhor do Sul. Santa Catarina aparece na sequência, com 3,4%, e o Rio Grande do Sul registrou queda de -2,3%.

SETORES – Segundo a pesquisa do IBGE, os principais setores que puxaram a alta paranaense nos últimos 12 meses foram o de derivados do petróleo, com evolução de 19,8%, fabricação de produtos de madeira (11,4%), fabricação de bebidas (9,7%) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9%).

No acumulado do primeiro semestre, em comparação com o primeiro semestre de 2023, a alta média de 1,3% foi puxada principalmente pela fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (29,9%), fabricação de madeira (12,9%) e fabricação de bebidas (11,5%).

No comparativo entre junho de 2024 e o mesmo mês do ano anterior, as fabricações de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,4%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (17,5%), de móveis (13,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,1%) foram os principais responsáveis pela alta de 7,4% registrada pelo Paraná.

BRASIL – A produção industrial nacional cresceu 4,1% em junho, frente ao mês de maio. No acumulado do primeiro semestre, a indústria brasileira registrou aumento de 2,6%, enquanto que na comparação entre o mês de junho de 2024 e junho de 2023 o crescimento foi de 3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado crescimento de 1,5%.

Os dados completos da Pesquisa Industrial Mensal Regional estão no sistema Sidra, do IBGE.

 

 

 

 

Por- AEN

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