A semana curta do feriado de Corpus Christi reúne 23.301 vagas de emprego com carteira assinada nas Agências do Trabalhador e postos avançados do Paraná. O número é da Coordenação do Trabalho e Emprego (COTE) da Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda.
As funções com maior número de vagas disponíveis são: alimentador de linha de produção (6.096 vagas), operador de caixa (1.044), repositor de mercadorias (772) e abatedor (768).
Entre as regiões com maior volume de oportunidades, destaque para Curitiba e RMC, Cascavel, Campo Mourão e Londrina.
Na Grande Curitiba são 5.967 vagas, sendo 404 para alimentador de linha de produção, 345 para cobrador interno, 338 para operador de caixa e 293 para faxineiro. Só na Agência da Capital são 918 vagas, com destaque para faxineiro (126), auxiliar nos serviços de alimentação (64) e atendente de lojas e mercados (58). Também há vagas que exigem mais qualificação, como analista fiscal, projetista de móveis, técnico em segurança do trabalho e contador.
Em Cascavel, que reúne boa parte da região Oeste, são 4.973 vagas, com destaque para as 1.582 oportunidades de alimentador de linha de produção, 497 para abatedor e 176 para operador de caixa. Em Campo Mourão, são 2.342 vagas, sendo 857 para alimentador de linha de produção, 290 para trabalhador volante da agricultura e 240 para magarefe.
Londrina conta com 2.384 oportunidades, das quais 563 são para alimentador de linha de produção, 111 para operador de caixa e 81 para faxineiro. Em Foz do Iguaçu são 1.901 vagas, incluindo 898 para alimentador de linha de produção e 116 para operador de caixa.
Nas demais regiões as vagas envolvem outros segmentos. Em Umuarama, por exemplo, as Agências do Trabalhador ajudam a contratar vendedor de comércio varejista; em Paranaguá, açougueiros; em Jacarezinho, costureiro de confecção em série; e em Guarapuava, auxiliares de escritório.
O secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, reforça que o alto número de vagas mostra a confiança do setor produtivo e o esforço da gestão em apoiar quem busca emprego. "São mais de 23 mil oportunidades que mostram a força da economia paranaense. Mas nosso papel não é só divulgar vagas, é garantir que o trabalhador esteja preparado para conquistá-las. Por isso, temos investido cada vez mais em qualificação profissional aliada à intermediação. Com esse tripé – emprego, capacitação e acolhimento –, o resultado aparece", diz.
ONDE PROCURAR – Quem busca uma vaga deve procurar a Agência do Trabalhador do seu município com documentos pessoais em mãos. Também é possível agendar o atendimento online pelo site oficial.
Confira as vagas detalhadas por regionais em todo o Estado.
Por - AEN
O mês de junho é marcado mundialmente pelas ações de conscientização contra a violência à pessoa idosa, o Junho Violeta. A data de 15 de junho, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, para combater os crimes e agressões praticadas contra essa parcela vulnerável da população. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indica os diferentes tipos de crimes e formas de violência praticados contra pessoas idosas, reforçando a importância da denúncia.
"A violência contra idosos é uma realidade complexa e dolorosa, que precisamos enfrentar com determinação. É fundamental que a população paranaense esteja atenta aos sinais e, acima de tudo, sinta-se segura para denunciar. Somente com a colaboração de todos podemos proteger nossos idosos", afirma a delegada Camilla Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
Dentre os crimes mais comuns contra idosos estão a violência financeira e a psicológica, que abrange violência verbal, abandono afetivo e maus-tratos emocionais. “Percebemos que muitos idosos sofrem abusos financeiros por parte de familiares, como a retenção das aposentadorias e a apropriação de bens, além de um crescimento preocupante nos casos de estelionato contra pessoas idosas", explica.
Confira os diferentes tipos de crimes e violência:
- Violência física: agressões que causam dor, lesões, incapacidades ou risco de morte.
- Violência psicológica: humilhações, ameaças, isolamento, intimidação emocional.
- Violência sexual: atos sexuais não consentidos, coerção sexual ou exploração.
- Violência financeira/econômica: exploração indevida de aposentadorias, bens e recursos.
- Abandono: ausência de cuidados e assistência obrigatórios.
- Negligência: omissão de cuidados essenciais à saúde, higiene e bem-estar.
ETARISMO – O preconceito contra a idade, conhecido como etarismo, conecta-se diretamente à violência estrutural contra idosos. A delegada complementa que se percebe uma violência estrutural contra a pessoa idosa em razão da sua posição na sociedade e de ele não estar mais no seu tempo de grande produtividade.
"A sociedade valoriza demais a produtividade e, por vezes, esquece de considerar que, após uma vida de dedicação ao trabalho, à família, após anos e anos de alta produtividade, todo ser humano merece ser respeitado, cuidado e amparado no momento em que as habilidades físicas já não estão mais tão presentes na mesma intensidade", diz.
Um dos maiores obstáculos no combate à violência contra idosos é a subnotificação dos crimes. Ela está normalmente relacionada com o perfil dos autores dos crimes contra a pessoa idosa. "Como a maioria das pessoas que cometem os crimes são filhos, parentes, pessoas que residem junto ou convivem com a pessoa idosa, a vítima muitas vezes não se sente à vontade em denunciar, porque sente que aquela pessoa que está sendo negligente ou cometendo um crime de violência financeira, por exemplo, é a única companhia ou dependência emocional que possui”, conclui.
AÇÕES – Durante o Junho Violeta, a PCPR intensifica as ações de conscientização da população quanto à necessidade de prover os cuidados necessários à pessoa idosa. Também são desenvolvidas ações de conscientização e alerta de que algumas condutas negligentes podem, sim, configurar crime. A polícia ainda promove campanhas educativas e orientações à população, encorajando a denunciar situações de maus-tratos, abandono, negligência ou qualquer outra forma de violência contra a pessoa idosa.
Além disso, há a atuação em parceria com o Ministério Público, assistência social e a Fundação de Ação Social (FAS), onde são realizados encaminhamentos necessários em situações de vulnerabilidade social da pessoa idosa. Também há parcerias com a vigilância sanitária, promovendo em determinadas ocasiões ações de fiscalização em casas de repouso.
Denunciar é crucial para iniciar as investigações e proteger as vítimas. O sigilo do denunciante é garantido, permitindo que as informações cheguem à polícia sem a identificação de quem denunciou. Os canais disponíveis para denúncias anônimas são:
- SESP (Secretaria de Segurança Pública): 181
- Polícia Civil do Paraná: 197
- DHPP (Disque Direitos Humanos e Proteção à Pessoa): 0800 141 0001
Por - AEN
Até 2027, o Paraná deve viver uma transformação demográfica histórica. Pela primeira vez, o Estado terá mais pessoas com mais de 60 anos do que jovens com menos de 15 anos, de acordo com as projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Antecipando-se a esta tendência, o Governo do Estado desenhou uma rede de políticas públicas visando o bem-estar e a proteção da pessoa idosa, fazendo do Paraná uma referência nacional em envelhecimento digno e ativo.
A previsão de inversão da pirâmide etária foi feita com base nos dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e apontam uma mudança estrutural na demografia estadual, já que a população idosa pode chegar ao dobro do número de jovens nos próximos 20 anos.
Por isso, hoje o Paraná conta com uma série de programas nas áreas de habitação, mobilidade, segurança, saúde, esportes e segurança social visando o cuidado e a cidadania de pessoas com mais de 60 anos.
“Estamos falando de uma transformação histórica e irreversível. Por isso, nós nos antecipamos e consolidamos as políticas públicas que respeitam, protegem e valorizam quem tanto já contribuiu com o nosso Estado. Cuidar da pessoa idosa é um compromisso permanente e uma prioridade do nosso governo”, afirmou a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.
A atenção a essa população fez do Paraná o primeiro estado da América do Sul reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Amigo da Pessoa Idosa. O título segue critérios técnicos que avaliam acessibilidade urbana, qualidade dos serviços de saúde, oportunidades de participação social, segurança, estruturas de apoio comunitário e ambiente físico adequado para o envelhecimento.
Além disso, o Paraná também é o estado com maior número de municípios nesta condição. Das 51 cidades brasileiros com este título, 38 são do Paraná.
“Entender estes movimentos auxilia no planejamento governamental e subsidiam informações importantes para a definição na oferta de serviços públicos. Por isso, o Paraná tem privilegiado uma série de ações de proteção aos idosos”, afirmou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
PROTEÇÃO - Neste domingo (15), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Atualmente, o Paraná conta com uma Rede Estadual de Atenção à Pessoa Idosa instituída por lei, o que garante a perenidade das ações de atenção a esta população pelos próximos anos como uma política de Estado.
A partir disso, o Paraná está desenvolvendo o Cadastro Estadual de Cuidadores, que coleta e sistematiza informações sobre os cuidadores familiares formais, informais e profissionais de idosos e deve conectar aqueles que cuidam com quem necessita de cuidado.
Para criar uma rede de denúncia a qualquer caso de agressão, o Paraná oferece através do Canal da Pessoa Idosa Paranaense o serviço de registro e encaminhamento de denúncias. O Disque Idoso pode ser acessado pelo número 0800 141 0001. As ligações são sigilosas.
HABITAÇÃO - Um dos programas mais inovadores de atenção à pessoa idosa é o Casa Fácil Paraná Terceira Idade. São R$ 80 milhões reservados pela Cohapar para que pessoas idosas com renda de até quatro salários-mínimos possam custear até R$ 80 mil no valor de entrada de imóveis.
Com a ajuda, os interessados conseguem reduzir o prazo total de pagamento das prestações, que é a principal barreira enfrentada por pessoas com mais de 60 anos nos processos de financiamento.
Para as pessoas idosas em situação de vulnerabilidade que não têm condições de bancar as prestações habitacionais, o Estado conta com O programa Viver Mais Paraná, que implementa condomínios habitacionais para pessoas Idosas no Estado. O Condomínio do Idoso possui moradias projetadas com acessibilidade, segurança e vivência comunitária, os beneficiários pagam um “aluguel-social”, que corresponde a 15% do valor de um salário-mínimo.
Ao todo, já foram entregues conjuntos em Jaguariaíva, Prudentópolis, Cornélio Procópio e Foz do Iguaçu. Outros 15 condomínios estão em execução e outros 13 estão com as obras para iniciar, em licitação ou em fase de projeto.
O Estado ainda conta com um projeto-piloto do Complexo Social Cidade do Idoso, estratégia inovadora pilotada em Irati, representa um conceito ainda mais amplo. Além da moradia, foi construído um ecossistema completo de atenção ao idoso, incluindo centro de saúde especializado, espaços de convivência, ateliês de atividades manuais, biblioteca, auditório e áreas de lazer.
Além disso, desde 2019 já foram transferidos mais de R$ 150 milhões aos municípios para investimento em obras que atendam políticas de direitos da pessoa idosa, englobando não apenas os Complexos Sociais, mas também Centros de Convivência, Centros Dia e Unidades de Acolhimento.
SAÚDE - Para dar um atendimento especializado e atento às pessoas idosas que buscam a estrutura estadual de saúde, todas as unidades de saúde do Paraná contam atualmente com a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, que funciona como um prontuário especializado com informações sobre fragilidade, vulnerabilidade social, nível de dependência e autonomia.
A cartilha também registra o estilo de vida, considerando alimentação, prática de exercícios, prevenção de quedas, hábitos de saúde e histórico clínico completo. O protocolo guia os atendimentos e orientações à população idosa, reforçando os cuidados especiais para esta faixa etária.
Além disso, os profissionais de saúde do Paraná são capacitados pelo projeto "Envelhecer com Saúde no Paraná" para atuar especificamente com a população idosa, recebendo formação sobre as particularidades do envelhecimento, desde aspectos fisiológicos até questões psicológicas e sociais.
MOBILIDADE – O Paraná conta, desde maio deste ano, com a lei da gratuidade em viagens intermunicipais para pessoas com 65 anos ou mais. A regra garante uma cota de passagens gratuitas e com 50% de desconto para idosos que recebem até dois salários-mínimos nacionais.
Para ter acesso ao benefício, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e criar a Carteira da Pessoa Idosa Paranaense. O cadastro é feito pela internet. Em menos de um mês em vigor, cerca de 3 mil carteirinhas já foram criadas.
A lei também garante que todos os ônibus adquiridos com recursos estaduais tenham acessibilidade, garantindo o conforto da população idosa nas viagens pelo Paraná.
TURISMO E LAZER – O Paraná ainda conta com programas de integração turística e esportiva para pessoas com mais de 60 anos, visando um envelhecimento saudável e sociável. Pelo programa Viaja Mais 60, milhares de pessoas têm acesso a roteiros acessíveis e seguros, com atrações pensadas para este público.
As viagens incluem destinos turísticos regionais e nacionais, sempre com acompanhamento de profissionais especializados e roteiros adaptados às necessidades da terceira idade.
O Estado ainda organiza os Jogos da Terceira Idade (JIIDOS), que reúnem participantes de todas as regiões em atividades que estimulam a convivência, o bem-estar e o envelhecimento ativo. O evento inclui modalidades esportivas adaptadas para atletas idosos, como caminhada, natação, dança, jogos de mesa e atividades de coordenação motora. Além da competição, os jogos promovem socialização e descoberta de novos talentos com mais de 60 anos.
Por AEN/PR
Mais de 1,2 tonelada de drogas foi apreendida e 116 pessoas foram presas em flagrante durante a Operação Sinergia, deflagrada nesta sexta-feira (13) pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná. A ação estratégica mobilizou mais de 3,7 mil policiais em todas as regiões para reforçar o combate à criminalidade.
A operação contou com a participação integrada da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Civil do Paraná (PCPR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR) e de Guardas Municiais. Com a utilização de mais de 1,3 mil viaturas, cinco helicópteros, dezenas de drones e cães de faro, as forças de segurança foram distribuídas em pontos estratégicos do estado.
os enfrentando a criminalidade com inteligência, tecnologia de ponta e integração total entre as forças policiais. É com esse trabalho coordenado que estamos alcançando os menores índices criminais já registrados no estado. O Governo do Paraná segue firme no compromisso de proteger a população e estar presente onde for preciso”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
A operação também contou com a atuação de todas as tropas de elite das polícias do Paraná. As equipes especializadas foram empregadas em missões de alto risco, reforçando o policiamento em áreas sensíveis e de maior complexidade criminal.
Os helicópteros das polícias Civil e Militar desempenharam papel estratégico durante a operação, especialmente em ações de monitoramento aéreo e apoio tático em regiões de difícil acesso. A tecnologia de ponta embarcada no Projeto Falcão, como a câmera termal, foi decisiva para localizar e capturar um homem que fugiu para uma área de mata após abandonar uma caminhonete carregada com cerca de 700 quilos de maconha, durante perseguição policial, em Céu Azul, no Oeste do Estado.
A operação terminou à meia-noite de sábado (14) com mais de 16 mil pessoas abordadas, 8,2 mil veículos fiscalizados, 116 veículos apreendidos e 115 pessoas presas. Também foi apreendida mais de 1,2 tonelada de drogas e realizadas revistas em 15 unidades prisionais. Mesmo após o encerramento, ações regulares de patrulhamento e fiscalização continuam em andamento em todo o Estado.
Por AEN/PR
A atuação integrada entre o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) e o 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), durante a Operação Sinergia, resultou na apreensão de aproximadamente 700 quilos de maconha e na prisão de um homem na tarde desta sexta-feira (13), na área rural de Céu Azul, no Oeste do Paraná.
A ação teve início por volta das 17h, quando a aeronave Falcão 13 realizava patrulhamento aéreo nas estradas rurais entre Céu Azul e Cascavel. Durante o sobrevoo, a tripulação visualizou uma picape Fiat Strada trafegando com a carroceria visivelmente baixa, o que gerou suspeita de que o veículo estivesse carregado com material ilícito.
Imediatamente, os tripulantes do helicóptero acionaram, via rádio, as equipes de solo do BPFRON para realizarem a abordagem. Ao perceber a aproximação das viaturas, o motorista iniciou fuga em alta velocidade e, logo depois, abandonou o veículo, tentando escapar a pé por uma área de mata fechada.
Graças à tecnologia embarcada na aeronave do Projeto Falcão, que inclui sensores de imagem de longo alcance, câmeras termais e comunicação em tempo real, a equipe aérea conseguiu acompanhar a movimentação do suspeito durante a fuga.
Utilizando o sistema de alto-falante externo do helicóptero, os policiais militares transmitiram orientações precisas às equipes terrestres, guiando-as até o local onde o indivíduo estava escondido. A coordenação entre ar e solo foi fundamental para a localização e a prisão do suspeito.
Os policiais localizaram cerca de 700 quilos de substância análoga à maconha, distribuída entre a caçamba e o interior do veículo. O suspeito, juntamente com a droga e o veículo apreendido, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Cascavel.
A ação reforça a importância da utilização das aeronaves do Projeto Falcão no enfrentamento ao crime organizado e no combate ao tráfico de drogas nas regiões de fronteira, ampliando a capacidade de vigilância, resposta rápida e apoio às equipes em solo.
Por AEN/PR
Casos recentes em granjas comerciais e aves silvestres reforçam necessidade de vigilância intensiva
Com a recente identificação de casos de influenza aviária em aves silvestres e granjas comerciais no Brasil, autoridades sanitárias e produtores rurais redobram a atenção em relação à doença, considerada uma das mais graves ameaças à avicultura comercial mundial. A presença do vírus em aves migratórias acende o alerta: a prevenção é a única forma eficaz de manter o status sanitário e proteger as cadeias de produção brasileira.
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é causada pelo vírus do tipo Influenza A, que afeta principalmente aves, mas pode ocasionalmente afetar mamíferos, conforme aponta Glaci Kasper Ertel, médica-veterinária da Primato Cooperativa Agroindustrial. “Os subtipos mais temidos são os H5 e H7, principalmente em sua forma de alta patogenicidade (HPAI), que causam elevada mortalidade entre as aves e podem desencadear surtos devastadores”, explica.
“A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com aves silvestres infectadas, especialmente espécies aquáticas migratórias, como patos e gansos, que carregam o vírus muitas vezes sem demonstrar sintomas”, salienta a especialista. Além disso, Glaci destaca que o vírus pode ser disseminado por objetos contaminados “como roupas, botas, veículos e equipamentos utilizados nas granjas. Também pela água e o vento, que podem carregar partículas virais por grandes distâncias”.
Diante dessa ameaça, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) intensificou ações de vigilância e reforçou as orientações de biosseguridade para todos os estabelecimentos avícolas e suinícolas do país. Entre as principais medidas de biosseguridade estão a instalação e manutenção de telas anti-pássaros para impedir a entrada de aves silvestres, controle rigoroso de acesso às granjas, desinfecção de veículos e equipamentos, uso de roupas e calçados exclusivos nas áreas de criação. Também é essencial a limpeza constante dos ambientes, bem como o monitoramento dos reservatórios de água quanto ao seu isolamento e dos silos de ração.
Conforme aponta Glaci, os suínos podem se tornar reservatórios do vírus, mesmo sem apresentar sinais clínicos. “Neste sentido, é extremamente importante que as propriedades que possuem as duas atividades não compartilhem materiais nem utilizem a mesma mão de obra”, enfatiza a médica-veterinária.
Prevenção e atenção
Na linha de frente da prevenção, as cooperativas agropecuárias têm papel fundamental na orientação de seus cooperados e na adoção de boas práticas. A profissional explica que a prevenção começa com a conscientização: “A biosseguridade precisa ser levada a sério. Na Primato, treinamos constantemente nossos colaboradores e cooperados sobre como manter o plantel isolado de qualquer risco. São cuidados diários, como barreiras sanitárias, uso correto de EPIs e controle de entrada, que fazem a diferença”.
Ela destaca que a detecção precoce de sinais clínicos pode evitar perdas maiores: “É importante observar sintomas como apatia, dificuldade respiratória e morte súbita. A notificação rápida ao serviço veterinário oficial é essencial para o controle de focos. Seguimos todos os protocolos do MAPA e, caso necessário, agimos prontamente com isolamento ou outras medidas recomendadas”, frisa.
Consumo seguro
Apesar do clima de cautela, autoridades reforçam que o consumo de carne de frango e ovos segue sendo seguro. Produtos inspecionados e devidamente cozidos não oferecem risco à população, como destaca o próprio MAPA. “A cadeia produtiva brasileira é uma das mais rigorosas do mundo em termos de inspeção sanitária. Não há razão para alarme quanto ao consumo”, afirma o órgão em nota.
O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, mantém rígidos protocolos sanitários para evitar a introdução e disseminação do vírus nas granjas comerciais. Atualmente, o impacto nas exportações se tornou expressivo, devido à confirmação do primeiro caso, ocorrido em uma granja comercial de Montenegro-RS.
Para Ertel, a luta contra a influenza aviária é coletiva. “Não é somente responsabilidade do produtor ou do médico-veterinário. É um trabalho em rede, que envolve cooperativas, serviços de inspeção, órgãos de governo e até mesmo a comunidade. Se cada um fizer a sua parte, conseguimos preservar nosso patrimônio sanitário”, enfatiza Glaci.
Por - Assessoria




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