Os proprietários de veículos com placas terminadas em 7 e 8 devem ficar atentos: o prazo para o pagamento da quinta e última parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2025 termina nesta sexta-feira (23).
Quem optou pelo parcelamento em cinco vezes deve quitar a última cota do tributo ao longo desta semana para evitar acréscimos.
O calendário de vencimento varia conforme o número final da placa, e atrasos no pagamento geram encargos. A multa é de 0,33% ao dia, acrescida de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Após 30 dias de inadimplência, a penalidade passa a ser de 10% sobre o valor do imposto.
OPÇÕES DE PAGAMENTO – Assim como já ocorria em anos anteriores, as guias de recolhimento (GR-PR) não são enviadas pelos correios. A Secretaria de Estado da Fazenda e a Receita Estadual também não encaminham boletos por e-mail nem aplicativos de mensagens. Os contribuintes do Paraná devem gerá-las para pagamento por meio dos canais oficiais, como o Portal IPVA, os aplicativos Serviços Rápidos, da Receita Estadual, e Detran Inteligente, disponíveis para Android e iOS, ou Portal de Pagamentos de Tributos.
Uma alternativa de pagamento do IPVA é o pix, por meio do QR Code inserido na guia de recolhimento, a partir de mais de 800 instituições financeiras. O pagamento nessa modalidade é compensado em até 24 horas e pode ser feito nos canais eletrônicos dos bancos ou por meio de aplicativos, não limitados aos parceiros do Estado.
Além disso, é possível pagar o IPVA com cartão de crédito, que permite parcelar os débitos em até 12 vezes. Neste caso, a Fazenda e a Receita chamam a atenção para as taxas cobradas pelas instituições operadoras. A tabela dos juros aplicados por cada uma delas está disponível AQUI.
A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre a existência de sites falsos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é que as guias de pagamento sejam sempre geradas através dos sites oficiais, cujos endereços terminam com a extensão “pr.gov.br”, ou por meio dos apps da Receita Estadual e do Detran, que fornecem formas seguras de realizar os pagamentos.
Confira o calendário de pagamento da última parcela do imposto:
Finais 1 e 2: 20/05 (vencido)
Finais 3 e 4: 21/05 (vencido)
Finais 5 e 6: 22/05 (vencido)
Finais 7 e 8: 23/05
Finais 9 e 0: 26/05
Por -AEN
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), deu mais um passo importante para fortalecer o cuidado em saúde mais próximo da população. Foi liberada nesta sexta-feira (23) a primeira parcela de recursos para custeio da Atenção Primária à Saúde (APS) aos 399 municípios paranaenses, no valor de R$ 8,4 milhões.
A iniciativa visa apoiar a implementação das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção à Saúde (RAS), por meio do trabalho das equipes de APS em todo o Estado promovendo uma atuação territorializada e centrada nas necessidades da população.
O repasse faz parte do novo Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps), instituído pela Resolução Sesa nº 709/2025, e irá disponibilizar R$ 100,9 milhões em 12 meses. A proposta do programa é ampliar a qualidade e a capacidade de resolução da Atenção Primária, fortalecendo o cuidado em saúde próximo à residência das pessoas.
O novo programa disponibiliza mais que o dobro em recursos. “Investimos na manutenção, na ampliação da Atenção e do cuidado junto à saúde municipal. Para receber o recurso, os municípios precisam atingir metas que foram pactuadas com os gestores de saúde”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Entre os requisitos estão a realização da estratificação de risco conforme as Linhas de Cuidado; o envio regular de informações à Plataforma Paraná Saúde Digital; a promoção de ações de educação permanente, incluindo a participação no PlanificaSUS Paraná; e o registro adequado das ações de saúde.
“É um trabalho de mãos dadas. Quando nós colocamos mais dinheiro na mão dos secretários e secretárias municipais estamos fazendo funcionar o programa de agentes comunitários de saúde, o programa de saúde da família, o programa de saúde bucal, e todas aquelas ações da Atenção Primária em Saúde que conseguem ter mais viabilidade para acontecer e atender a nossa população”, acrescentou o secretário.
O Proaps Paraná foi lançado em março deste ano, durante o evento Saúde em Movimento, promovido pela Sesa em Foz do Iguaçu, no Oeste. O programa prevê os repasses na modalidade fundo a fundo, sendo R$ 70,9 milhões em recurso fixo, para apoio direto à implementação das diretrizes do SUS e da RAS, e R$ 30 milhões condicionados ao alcance de metas, com foco na qualificação do processo de trabalho das equipes da APS.
Por - AEN
A Secretaria da Fazenda do Paraná confirmou nesta quinta-feira (22) a destinação de R$ 1 bilhão em créditos acumulados de ICMS para empresas e cooperativas agrícolas que aplicarem no Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Paraná FIDC).
A medida, efetivada por meio da Resolução 450/2025, visa injetar recursos na cadeia produtiva do agronegócio paranaense, funcionando como um inovador "Plano Safra estadual".
Os créditos, liberados via Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred), e disponíveis a partir de janeiro de 2026, são parte de um programa pioneiro do Estado, como salientou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. "Na prática, isso significa a injeção de dinheiro na veia para financiar a instalação de aviários e chiqueiros, para ampliar a produção de leite e para a construção de indústria de processamento agroindustrial", afirmou.
O Decreto nº 9.951/2025 estabelece as diretrizes para a transferência desses créditos, que foram homologados pela Secretaria da Fazenda. A liberação do montante acumulado poderá ser iniciada após a integralização da aquisição da cota do FIDC – ou seja, quando os recursos forem aplicados no fundo de investimento – e será realizada em 24 parcelas mensais.
Com essa facilidade, os beneficiários poderão abater até 100% do saldo devedor próprio do ICMS no período de apuração. Contudo, é importante ressaltar que os créditos não poderão ser utilizados para liquidar o ICMS referente à substituição tributária.
FINANCIAMENTO INOVADOR – O FIDC Agro Paraná opera como um mecanismo abrangente, permitindo que cooperativas e empresas integradoras do Estado criem fundos vinculados e ofereçam condições de financiamento facilitadas a seus cooperados e integrados. Os recursos poderão ser aplicados na compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
Ortigara destacou o caráter inovador da iniciativa. "Os FIDCs são uma nova forma de financiar a necessária expansão de nossa produção agrícola e nosso processamento agroindustrial. E agora a possibilidade de transferir os créditos do ICMS vem para complementar e ampliar esse esforço de financiamento. É uma medida inteligente e inventada aqui no Paraná que está sendo copiada em todo o Brasil. É motivo de orgulho para todos nós".
Lançado em abril na B3 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Paraná FIDC surge como uma alternativa às condições de financiamento do Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural e agroindustrial. Com um aporte inicial do Estado de R$ 350 milhões, a expectativa é gerar R$ 2 bilhões em negócios no campo, impulsionando investimentos estratégicos.
Por - AEN
Apesar da chuva registrada em algumas regiões do Paraná entre esta quarta e quinta-feira (21 e 22), o Estado enfrenta desde dezembro de 2024 um período prolongado de estiagem, com chuvas abaixo da média e reservatórios em queda.
A situação preocupa autoridades e já afeta o abastecimento de água e a produção agrícola em diversas áreas, especialmente no Centro, Sudoeste e Oeste. Para ampliar a capacidade de resposta e prevenir impactos mais graves, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta-feira (22) o que declara Situação de Emergência em todo o território paranaense.
O documento mobiliza todos os órgãos estaduais, sob coordenação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, para atuarem em ações de resposta, reabilitação e reconstrução dos cenários afetados. A medida tem caráter preventivo e permite maior agilidade na resposta ao desastre, com dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras emergenciais, desde que concluídas em até 180 dias.
“Esse decreto é de extrema importância, de uma forma preventiva, que o Governo do Estado está trabalhando, de forma proativa”, afirmou o coronel Fernando Schünig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Temos um cenário de poucas chuvas até setembro ou outubro, com níveis de reservatórios baixos em grande parte dos rios do Estado. Esse decreto vai propiciar aos municípios a abertura de processos que permitem uma série de benefícios, facilitando a vida dos agricultores e da população urbana”, explica.
Segundo ele, a medida também facilita a atuação das secretarias e órgãos estaduais. “O decreto possibilita a aplicação de recursos financeiros de forma mais rápida e eficaz, para chegar a essas pessoas atingidas diretamente. Os municípios também podem adotar medidas para minimizar os problemas causados pela estiagem, como acesso a financiamentos de safra, liberação do FGTS, fornecimento de equipamentos e materiais”, completa.
O cenário de seca vem sendo monitorado desde o final de 2024. Em abril deste ano, o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), em parceria com o Simepar, já apontava aumento da seca moderada nas regiões Sudoeste e extremo Oeste. A situação se agravou com a persistência de chuvas abaixo da média, principalmente nas regiões de Pato Branco, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.
Segundo o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, o que se observa é uma irregularidade nas chuvas desde o verão. “O comportamento normal da estação seria a atuação de massas de ar quente e úmido, com grande disponibilidade de umidade na atmosfera e calor, fatores que favorecem a formação de nuvens e sistemas meteorológicos de chuva. Mas isso não aconteceu de forma regular”, explica.
Ele destaca que as precipitações dos últimos quatro a cinco meses não foram bem distribuídas ao longo do Estado. “Não há influência de fenômenos de grande escala, como a La Niña, que costuma reduzir drasticamente o volume de chuva. O que temos são efeitos locais, do Paraná e da América do Sul, que têm contribuído para esse cenário”, analisa.
A perspectiva, segundo o meteorologista, é de manutenção desse quadro. “O mês de maio já deve encerrar com chuvas abaixo da média histórica, e também não há previsão de precipitações significativas para os próximos três meses”, diz.
ALERTA – A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) acompanha continuamente a situação dos mananciais e reforça o apelo pelo uso racional da água. O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da empresa, Julio Cesar Gonchorosky, explicou que os níveis dos reservatórios vêm caindo desde fevereiro, quando estavam em sua capacidade máxima.
“Hoje os reservatórios estão com 91%, mas a tendência é de que cheguem a menos de 80% em setembro, por conta do tempo mais seco típico do outono e inverno. Por isso o sinal amarelo. O decreto serve para prevenir e alertar a população para a necessidade de economizar e usar racionalmente os recursos hídricos”, afirma.
Segundo ele, a Sanepar já investiu R$ 2,5 bilhões em infraestrutura de água – captação, reserva e distribuição – para garantir o abastecimento. “Contudo, com menos chuvas, os rios ficam mais baixos e tudo fica mais difícil. Por isso, a colaboração da população é fundamental”, reforça.
A Sanepar orienta que a água tratada seja priorizada para alimentação e higiene pessoal. Algumas atitudes simples ajudam a preservar esse recurso essencial: reduzir o tempo de banho; fechar a torneira enquanto escova os dentes ou lava a louça; aproveitar a água da chuva para tarefas como regar plantas e lavar calçadas; tratar adequadamente a água de piscinas para evitar trocas frequentes; e consertar imediatamente vazamentos em torneiras, chuveiros ou encanamentos.
Por - AEN
Nos primeiros quatro meses de 2020 a exportação de pescados no Paraná registrou um faturamento de US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025 a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos.
Esse é um dos assuntos apresentados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 15 a 21 de maio, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Esse aumento também se evidencia no volume, já que no primeiro quadrimestre de 2025 o Paraná registrou a exportação de 2,7 mil toneladas de peixes, um aumento de 1.300% em relação aos primeiros quatros meses de 2020, em que foram registradas 187 toneladas. O volume exportado no primeiro quadrimestre de 2025 também tem destaque quando comparado ao mesmo período do ano passado, no qual se observou um aumento de 43%.
No âmbito nacional o Paraná também vem mostrando um espaço maior nas exportações de pescados nos últimos anos, já que em 2020 o Estado representava pouco mais de 1% das exportações do país – em 2024 a participação subiu para 11,8%.
O analista do Deral, Edmar Gervásio, explica que o principal produto entre os pescados exportados pelo Paraná é a tilápia. “Corresponde a quase 90% de todo o volume que é exportado. E o principal mercado é o americano, que compra praticamente 90% de toda a nossa exportação”, afirma.
MILHO – A colheita da segunda safra de milho já começou no Paraná. Pouco mais de 16 mil dos 2,7 milhões de hectares dedicados à cultura já foram colhidos, com boas expectativas, apesar dos problemas climáticos. A tendência é que a colheita ganhe força entre junho e julho.
CEBOLA – O boletim destaca que ainda em maio é previsto que se inicie pelo menos 16% dos plantios da nova safra de cebola no Paraná, em uma área inicialmente projetada em 3,1 mil hectares e uma produção de 10 mil toneladas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2023 o Paraná respondeu por 6,3% da produção brasileira de cebolas. E para debater este assunto junto aos produtores da cultura do país será realizado, entre 27 e 29 de maio, o Seminário Nacional da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (Anace), em Uberlândia, Minas Gerais.
ARROZ – O Paraná tem uma participação discreta na cultura do arroz e deve colher neste ano 136 mil toneladas, uma produção 11% menor do potencial de 153 mil toneladas, que não foi atingido por conta das enchentes do Rio Ivaí, que prejudicaram as lavoras pelo segundo ano consecutivo.
Por outro lado, a oferta nacional maior tem puxado os preços para baixo, com a saca de arroz irrigado em casca no valor de R$ 99,33 na semana passada, uma queda de 38% em relação à média de maio de 2024, em que o valor encontrava-se em R$ 160,17. No varejo, o consumidor pagou, em abril deste ano, 5% menos no arroz agulhinha e 12% menos no arroz parboilizado quando comparado ao mesmo mês do ano passado, e a tendência é de uma retração ainda maior.
SUÍNOS – O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos, já que em 2016 ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.
FRANGO – Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (693,7 mil toneladas).
A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior (US$ 1,208 bilhão). Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada, que passou de US$ 1.741,45 em 2024 para US$ 1.855,35 em 2025, uma alta de 6,5%.
Por - AEN
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), lançou nesta quarta-feira (21) o Plano Estratégico de Enfrentamento à Hanseníase no Paraná 2025-2030.
Ele prevê integração entre promoção, atenção e vigilância em saúde, assistência farmacêutica e laboratorial, assim como ações de educação permanente, coordenando estratégias conjuntas para o controle da doença no Estado.
Apesar da diminuição do número de casos nos últimos anos, a hanseníase ainda é uma preocupação. Em uma série histórica de 10 anos a doença passou de 750 casos em 2014 para 399 em 2024, mas ainda persiste o diagnóstico tardio, quando a doença já está em formas avançadas, gerando incapacidades físicas irreversíveis e impactando a qualidade de vida das pessoas.
Nesse sentido, o objetivo do Plano é reforçar os compromissos do Estado para o controle com vistas à eliminação da hanseníase como um problema de saúde pública.
Algumas das metas são zerar a taxa de detecção anual de casos em menores de 15 anos, reduzir para menos de 5% a proporção de novos casos diagnosticados com grau 2 de incapacidade física, atingir mais de 90% de contatos examinados de casos novos, alcançar mais de 90% de cura, dentre outros.
“Essas ações refletem o compromisso contínuo do Paraná em fortalecer a assistência e promover a eliminação da hanseníase, alinhando-se às diretrizes nacionais e internacionais de saúde pública”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
TRABALHO INTEGRADO – O plano foi apresentado durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne secretários municipais de Saúde de todo o Paraná.
A coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, apresentou o novo plano aos representantes e gestores municipais e estaduais e ressaltou a importância de iniciativas já existentes e que devem ser intensificadas. Dentre elas, a TeleHansen – estratégia que permite aos profissionais da Atenção Primária solicitar teleconsultoria com especialistas, tanto sobre o diagnóstico da hanseníase quanto a respeito da avaliação de incapacidades físicas.
A Sesa ainda realiza a distribuição de testes rápidos para detecção da hanseníase aos municípios paranaenses. Esses testes apoiam a Atenção Primária à Saúde (APS) na vigilância às pessoas que estiveram em contato próximo e prolongado com casos confirmados da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o primeiro país no mundo a ofertar insumos para detecção da doença na rede pública.
DADOS – Segundo o Ministério, o Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência de hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2021 foram diagnosticados no Paraná 418 novos casos; em 2022, 396; em 2023, 470 e no ano passado, 399. Atualmente 744 pessoas acometidas pela doença estão em tratamento no Estado.
O Estado conta com o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Foi inaugurado em 1926, com o intuito de atender exclusivamente pessoas com hanseníase. Hoje, sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), é referência em dermatologia e feridas com oferta de serviços especializados com equipe multiprofissional.
VIGILÂNCIA LABORATORIAL – Nos dias 13 e 14 de maio, o Laboratório Central do Estado (Lacen) recebeu a visita técnica do Ministério da Saúde, da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) e do Instituto Lauro de Souza Lima – laboratório de referência nacional para hanseníase, com o objetivo de fortalecer a articulação entre as equipes e promover o alinhamento técnico das ações relacionadas ao diagnóstico da doença.
Foram discutidos os protocolos dos novos exames implementados, como a pesquisa de resistência medicamentosa e o teste de qPCR, além das rotinas de revisão de baciloscopias.
DATA ALUSIVA – A próxima segunda-feira, dia 26 de maio, é o Dia Estadual de Conscientização sobre a Hanseníase no Paraná. Esta data foi escolhida em homenagem ao médico hansenologista Germano Traple, que nasceu nesta data e foi uma referência no tratamento preventivo de incapacidades físicas no Paraná.
A data visa reforçar a importância das ações preventivas, do diagnóstico precoce e tratamento adequado, bem como de combate ao estigma e discriminação associados à doença.
HANSENÍASE – Trata-se de uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais. A hanseníase tem cura e cessa a transmissão assim que iniciado o tratamento.
O tratamento é feito exclusivamente pelo SUS e a medicação é fornecida gratuitamente nas unidades de saúde, com duração de 6 a 12 meses, podendo ser prorrogada de 9 a 18 meses, dependendo da forma de manifestação da doença.
Confira os sintomas mais comuns que indicam a necessidade de procurar o serviço de saúde:
- Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);
- Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
- Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés;
- Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
- Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
Por - AEN



























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