A cada dia, uma média de 3.230 trabalhadores lamentam a perda do emprego, ao passo que outras 3.193 celebram ter conseguido uma colocação no mercado. Ao menos foi assim nos últimos cinco anos, entre janeiro de 2015 e março de 2019, quando o mercado formal de trabalho no Paraná registrou um total de 4,95 milhões de demissões e 5,01 milhões de desligamentos.
Os dados, que constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado mensalmente pelo Ministério da Economia, apontam que desde o início da crise econômica, conforme noticiou na última semana o Bem Paraná, 56.527 postos de emprego foram fechados, considerando-se o total de demissões e admissões. Além disso, contudo, apontam para o alto nível de rotatividade no mercado de trabalho.
Segundo pesquisas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), historicamente a taxa de rotatividade global no mercado de trabalho celetista brasileiro varia entre 52,4% e 64,5%. Traduzindo, isso significa que mais da metade dos postos de trabalho são ‘renovados’ anualmente, com a troca do funcionário que ocupava o posto.
Voltando aos dados do Caged, pode-se verificar isso pelo fato de os setores que mais demitiram nos últimos anos terem sido também os que mais contrataram. No setor de serviços, por exemplo, foram 1.851.922 desligamentos entre 2015 e 2019. Por outro lado, 1.891.243 pessoas foram admitidas, o que indica a criação de 39.321 novas vagas.
Em seguida vem o comércio, que no período analisado promoveu 1.333.262 demissões e realizou 1.326.456 – nesse caso, portanto, foram fechados 6.806 postos; e a indústria de transformação, com 1.107.778 demissões e 1.050.838 contratações – e novamente saldo negativo, com o fechamento de 56.940 vagas de emprego.
Informalidade atinge 33,14% do pessoal ocupado
Além dos dados do Caged, referentes ao mercado formal de trabalho, outra importante estatística sobre emprego no Brasil é a PNAD Contínua, cujos dados por estado são divulgados trimestralmente pelo IBGE. No Paraná, há um total de 6,023 milhões de pessoas ocupadas, o equivalente a 64% da população em condições e idade para trabalhar. A informalidade, contudo, é grande.
Desses 6 milhões de pessoas ocupadas, 1,84 milhões são considerados trabalhadores informais (33,14% do pessoal ocupado), ou seja, trabalham sem carteira assinada ou então são pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). E aí o salário chega a ser menos da metade do que ganha um funcionário CLT. No Setor Público, por exemplo, a remuneração média de alguém com carteira assinada é de R$ 3.660. Os sem carteira, contudo, recebem, em média, R$ 1.630.
Quatro em cada dez paranaenses estão fora do mercado
Para um grande número de paranaenses, a dificuldade não é só em conseguir se estabelecer numa boa vaga de emprego, mas simplesmente conseguir colocação em algum lugar. E a prova disso é que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente quatro em cada dez paranaenses estão fora do mercado de trabalho.
De acordo com a PNAD Contínua do último trimestre de 2018, dos 9,39 milhões de paranaenses em idade para trabalhar, 3,84 milhões (40,89% do total) estavam sem emprego ou mesmo haviam desistido de procurar uma vaga. O número de desocupados (pessoas em busca de uma colocação e prontas para assumir de imediato a vaga) é de 471 mil. Entretanto, há ainda 3,37 milhões de paranaenses classificados como fora da força de trabalho (sem emprego, mas que também não estão procurando vaga), dos quais 109 mil são classificadas como ‘desalentadas’ (aqueles que já desistiram de procurar emprego).
O mercado de trabalho no Paraná
Dados de janeiro de 2015 a março de 2019
Admissões 4.949.542
Desligamentos 5.006.069
Saldo -56.527
Admissões por setor
Extrativa mineral 6.291
Indústria de transformação 1.050.838
Serviço industrial de utilidade pública 16.306
Construção civil 428.099
Comércio 1.326.456
Serviços 1.891.243
Administração pública 16.521
Agropecuária 213.788
Desligamentos por setor
Extrativa mineral 7.012
Indústria de transformação 1.107.778
Serviço industrial de utilidade pública 16.824
Construção civil 461.412
Comércio 1.333.262
Serviços 1.851.922
Administração pública 16.392
Agropecuária 211.467 (Com Bem Paraná)
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Um exame do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi morta por esganadura. O pai dela, que foi preso em flagrante neste domingo dia 28, por ocultação de cadáver, é o principal suspeito do crime, de acordo com a Polícia Civil. O caso foi registrado em Rolândia, no Norte do Paraná.
O delegado Bruno Silva Rocha, responsável pelas investigações, explicou que o laudo contradiz a versão do pai da menina sobre o que aconteceu. “Ao ser detido, ele falou que encontrou a filha enforcada no quarto, que ficou desesperado e com medo de ser acusado pela morte dela. Por isso, decidiu enterrar o corpo em um terreno”, afirmou em entrevista à Banda B.
Segundo ele, o laudo indica, no entanto, que a menina não morreu enforcada com uma corda, mas sim esganada. “Foram encontradas marcas de mão no pescoço dela e o caso agora é tratado como um homicídio. O pai é o principal suspeito, até porque, pelas filmagens registradas por câmeras de segurança, a vítima não teve mais contato com ninguém além dele”, completou o delegado.
Eduarda estava desaparecida desde a última quarta dia 24. Ela chegou em casa da escola por volta das 12h, conforme mostram as imagens das câmeras. Cerca de uma hora e meia depois, o pai dela saiu da residência em um carro preto.
O Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento foi registrado pela avó paterna na quinta dia 25. A polícia acredita, no entanto, que ela também sabia que o corpo havia sido enterrado.
O suspeito está preso por ocultação de cadáver e, no decorrer das investigações, deve ser indiciado também por homicídio.
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A Adapar liberou que a venda da vacina contra a febre aftosa seja iniciada hoje, terça-feira (30). A iniciativa é tomada para que os pecuaristas possam aproveitar o feriado e vacinar os animais.
A médica veterinária da Adapar, Daian Loiola Campa, comentou em entrevista a Rádio Educadora que a vacina já está a disposição e lembrou que neste ano a dose será diferenciada.
A médica ressaltou ainda que o ministério da Agricultura já confirmou que essa deverá realmente ser a ultima vacinação no estado.
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Um homem foi atropelado pelo próprio carro na manhã desta segunda dia 29, em Coronel Vivida, no sudoeste do Paraná. Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem estava tentando consertar um problema mecânico no veículo.
De acordo com os bombeiros, o veículo começou a andar e atropelou o homem enquanto ele estava verificando problemas na bateria.
O Corpo de Bombeiros informou que a vítima não tinha nenhuma fratura aparente, mas se queixou de dores no corpo.
Por segurança, o homem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade para uma avaliação. Conforme a UPA, ele passa bem e foi liberado. (Com G1)
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A colheita de pinhão terminou em tragédia no interior de Mangueirinha, no Sudoeste do Estado, na tarde deste domingo dia 28.
O jovem Dielson Robson Resmini, de 29 anos, morreu eletrocutado depois de receber uma descarga elétrica na comunidade de Ita, interior do município. Ele estava colhendo “pinhas” com uma vara e acabou tocando na rede elétrica de alta tensão.
O jovem sofreu queimaduras em todo o corpo. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O corpo foi recolhido ao IML de Pato Branco. (Com RBJ)
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O crime bárbaro que chocou a região Norte do Paraná ainda é apurado pela Polícia Civil da 21ª SDP (Subdivisão Policial) de Arapongas.
O corpo da menina de 11 anos, Eduarda Shigematsu, foi encontrado na noite de domingo dia 28, em uma residência da família. A vítima teve os pés e mãos amarrados e na cabeça um saco plástico foi colocado e então foi enterrada em uma garagem.
O delegado responsável pela investigação, Dr. Ricardo Jorge, afirma que o depoimento do pai durou aproximadamente 20 minutos. O homem não apresentava sentimentos e extremamente frio ele confessou que ocultou o cadáver da filha. "Ele não confessou que matou a criança, disse que a encontrou enforcada no quarto e em ato de desespero, amarrou a criança com a corda e a enterrou no local", descreve.
As câmeras de monitoramento da rua mostram a criança chegando em casa na manhã de quarta-feira (24) - dia do desaparecimento - por volta das 11h52 e não sai mais da casa. O pai da menina deixa a residência em um Gol de cor preta por volta das 13h30, já as 13h37 ele estaciona de ré o automóvel na casa onde o corpo foi localizado.
O boletim de ocorrência foi registrado pela Avó - que era quem tinha a guarda da criança - o registro foi feito no dia 25, por volta das 11 horas da manhã. "Ela prestou um depoimento bastante desencontrado, estava muito nervosa e muito provavelmente já sabia da morte da criança quando fez o registro da ocorrência".
O delegado descreve que a cena do crime foi descoberta pela polícia, pois vizinhos denunciaram barulhos na casa da família no dia do desaparecimento de Eduarda.
Uma carta foi encontrada na residência - supostamente escrita pela criança de 11 anos - que relata o descontentamento com o convívio que tinha com a avó paterna.
O pai está preso pelo crime de ocultação de cadáver, considerado crime permanente.
O corpo da vítima passou por exames no IML (Instituto Médico-Legal) de Londrina que devem apontar a forma como a menina foi morta.
A criança foi enterrada na manhã desta segunda-feira (29), a família optou por não fazer velório, apenas orações. (Com Catve)
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