A Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 11h30 desta segunda dia 13, no km 82 da BR 376, em Guairaça, abordou uma carreta bitrem imobilizada sobre a pista, por problemas mecânicos.
Ao iniciarem a fiscalização para verificar o que havia ocorrido, os agentes da PRF perceberam problemas no veículo.
O bitrem, cujo peso total era de 57 toneladas, estava carregado com milho, com destino a armazéns da região de Paranavaí e somou mais de 10 infrações de trânsito, dentre elas a de manter os sistemas de freio tanto do cavalo trator, como de uma das composições, isolados (sem freios). O veículo ainda tinha vários pneus sem condições de segurança, ou "carecas".
O condutor não fez declarações.
A PRF alerta sobre o iminente risco de transitar com o veiculo sem condições de trafegabilidade. O risco de se envolver em acidentes se potencializa exatamente pela falta de manutenção adequada, pontuou um dos agentes responsáveis pela fiscalização.
A PRF atendeu entre Nova Londrina e Ortigueira , do quilômetro 30 ao 348 da BR-376, rota do escoamento da safra de grãos sentido Porto de Paranaguá, somente nos três primeiros meses de 2019, 49 acidentes envolvendo caminhões, resultando em 2 caminhoneiros mortos, além de outros 4 encaminhados em estado grave aos hospitais.
Após multas, os agentes apreenderam a carreta e recolheram a um pátio conveniado. O veículo poderá ser liberado após a total regularização dos problemas identificados.
Manifestações em defesa de recursos para a educação foram convocadas para capitais e grandes cidades em todo o país nesta quarta dia 15, após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reduzir o orçamento das universidades federais e bloquear bolsas de pesquisa.
Organizadas por sindicatos de professores e servidores das universidades, os protestos devem ter a adesão de estudantes e também de trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio. Dezenas de escolas particulares em São Paulo, no Rio e em outros estados planejam parar no dia de protesto.
O principal objetivo da mobilização, segundo os organizadores, é mostrar à população a importância das universidades no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços à sociedade.
As manifestações ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo Ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro. Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.
O bloqueio total de despesas do MEC anunciado até agora é de R$ 7,4 bilhões. Nas universidades federais, chega a R$ 2 bilhões, o que representa 30% da verba discricionária (que não inclui salários, por exemplo). Nesta terça-feira (14), Weintraub disse que não descarta novos bloqueios no orçamento da pasta após previsão de crescimento menor da economia.
Na véspera dos protestos, oposição e centro conseguiram impor uma derrota ao governo e aprovar a convocação de Weintraub para explicar os cortes no plenário da Câmara nesta quarta. Partidos como PP, MDB, PRB, Podemos e PTB votaram favoravelmente à convocação do ministro, que deve ser questionado sobre os bloqueios de verbas do MEC.
Cientistas têm alertado também para o efeito dos contingenciamentos do governo Bolsonaro sobre a pesquisa feita no país.
Os dois principais órgãos que financiam pesquisas no país, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao Ministério da Educação, foram atingidos.
Mais de 40% do orçamento do Ministério da Ciência foi contingenciado, e quase 3.474 bolsas de mestrado e doutorado da Capes foram cortadas, ou 4% do total de benefícios financiados pelo MEC, que representam gasto de em torno de R$ 50 milhões ao ano.
Em São Paulo, o protesto, marcado para as 14h na avenida Paulista, conta com o apoio da UNE e da Apeoesp, o sindicato dos professores da rede estadual.
A entidade aderiu à greve e diz que espera uma mobilização grande. A secretaria estadual de Educação afirma que a orientação é que as escolas públicas funcionem normalmente. A pasta municipal afirma que não tem informação prévia sobre paralisação de unidades.
Escolas particulares da cidade de São Paulo, como Equipe, São Domingos e Santa Cruz, vão suspender as aulas nesta quarta.
Segundo o secretário-geral do sindicato dos professores de escolas particulares da cidade de São Paulo (Sinpro-SP), Walter Alves, a mobilização nos colégios vai ser bastante variada.
“Alguns vão tirar grupos de representantes para participar dos atos, outros vão conversar com alunos e pais, outros vão suspender as aulas”, diz.
O sindicato orientou os professores a participar das manifestações. “Além da mobilização contra a reforma da Previdência, precisamos defender as instituições públicas de ensino superior e o professor mesmo, que tem sofrido com gravações e ameaças.”
Já os reitores da USP, Unesp e Unicamp criticaram em nota na segunda-feira (13) os cortes de verba das universidades e convocam a comunidade acadêmica a “debater problemas da educação e da ciência” nesta quarta. Os reitores criticam os cortes de verba na área, que chamam de “equívoco estratégico”.
A nota divulgada pelo Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) faz referência indireta à participação de seus professores, funcionários e alunos nos atos. A Unicamp recomenda ainda que professores evitem, se possível, dar provas nesse dia.
No Rio de Janeiro, grupos de manifestantes devem se espalhar por diversos pontos da cidade, em locais públicos, para mostrar à população o que se faz nas universidades.
Na Praça 15, serão realizadas aulas, palestras, performances e oficinas em tendas montadas no local, sobre assuntos que vão de textos gregos a transplante de medula óssea.
A comunidade do Museu Nacional, por exemplo, que sofreu um grande incêndio há oito meses, vai distribuir panfletos com informações sobre projetos e esclarecer que a instituição depende do orçamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
À tarde, por volta das 15h, os grupos vão se reunir para um ato conjunto que deve percorrer a Praça 15, a Igreja da Candelária e a Central do Brasil –estação ferroviária por onde passam cerca de 600 mil pessoas por dia.
“Vamos mostrar o que é feito dentro da universidade e os riscos desse bloqueio do governo, que pode matar todo um patrimônio desenvolvido em décadas”, afirma Eduardo Raupp, vice-presidente do sindicato de docentes da UFRJ.
Em Belo Horizonte, manifestantes vão panfletar em pontos movimentação da cidade, como estações de ônibus, Praça da Rodoviária e Praça Sete. A partir das 9h30, saem em passeata em direção à Praça da Estação para um ato unificado com outras categorias.
Em Vitória (ES), trabalhos de ensino, pesquisa, assistência e extensão serão exibidos na “Mostra Balbúrdia Universitária”, enquanto em Salvador, o ato irá se concentrar na Praça do Campo Grande. Em Manaus, haverá uma aula pública de filosofia.
Em Curitiba, os protestos ao corte federal de verbas começaram nesta terça-feira (14). Grupos de professores e estudantes se dividiram em pontos de maior movimento da capital e em cidades do interior para apresentar projetos da universidade para a população.
“Temos que nos aproximar da população para esclarecer o que fazemos, para onde está indo a verba e qual será o impacto do corte de gastos”, afirma o secretário-geral do DCE da UFPR, Matteus Oliveira.
Nesta quarta, a mobilização começará às 8h30, em frente ao prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, em Curitiba.
As manifestações também começaram mais cedo em Campo Grande (MS), onde estudantes ocuparam um dos blocos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e criticou a falta de posicionamento da reitoria sobre os cortes de verbas.
“Vamos mostrar para a população a justificativa para o corte de verbas é um discurso ideológico para justificar o fim da universidade pública gratuita no Brasil”, explica o aluno de Ciência Sociais Tui Boaventura.
Em Santa Catarina, além das universidades, a mobilização é feita também pelos alunos dos institutos federais.
Em Brasília, o ato está marcado para ter início às 10h em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. A manifestação foi convocada pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UnB contra o congelamento de recursos das federais.
Os manifestantes devem marchar até o Congresso. O MEC solicitou segurança da Força Nacional, que já estava presente na frente da sede da pasta na manhã desta terça-feira. (Com Banda B)
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Um caminhoneiro flagrou, nesta terça dia 14, três ciclistas ‘pegando rabeira’ atrás de uma carreta na BR-277 sentido Ponta Grossa. Segundo Anselmo Gequelin, de 40 anos, essa é uma prática bastante comum nas rodovias do estado.
“Isso acontece todos os dias e hoje deu certo de eu gravar. Esse tipo de coisa é mais frequente no trecho da serra, que liga Curitiba e Paranaguá, principalmente nos fins de semana. É raro eu seguir viagem sem ver nenhum ciclista pegando rabeira em caminhão”, comentou Anselmo, que é caminhoneiro há 22 anos, em entrevista à Banda B.
Ele defende que as rodovias são lugares muito perigosos para os ciclistas, que se arriscam compartilhando as estradas com carros e caminhões. “Volta e meia eles ultrapassam pela faixa dos automóveis e a gente tem que fazer manobras arriscadas para evitar acidentes. Eu acho que falta conscientização, porque também sou ciclista nos fins de semana, mas procuro andar mais no interior, longe das rodovias”, completou.
A Associação de Ciclistas Cicloiguaçu concorda que pegar rabeira ou vácuo em outros veículos é uma atitude perigosa e desnecessária. O técnico de edificações Josué Valério, de 50 anos, que integra o grupo, defende que o ciclista deve priorizar a segurança sempre. “No caso flagrado, o trio está atrás de uma carreta que pode estar a 90 ou 100 km/h. Se, por um momento, o caminhoneiro pisar no freio, eles serão engolidos. É muito perigoso”, afirmou.
De acordo com ele, no entanto, esse tipo de prática é feita apenas por alguns ciclistas, enquanto a maioria não se arrisca e segue as regras de trânsito. “Nós sempre passamos as orientações de segurança, mas claro que sempre haverá pessoas que tomam ações inadequadas. Apesar disso, acredito que as coisas já melhoraram muito, com as discussões sobre mobilidade e os carros dando espaço para a bicicleta nas ruas, e devem melhorar ainda mais”, comentou.
Dicas de segurança
O policial rodoviário federal Fernando Oliveira alertou sobre os perigos de pegar rabeira, principalmente nas rodovias. “É uma situação que acontece eventualmente, não apenas o ciclista pegando rabeira, mas também o vácuo de alguns veículos em alta velocidade. Isso quer dizer que, com qualquer frenagem abrupta, a pessoa corre o risco de colidir contra a traseira do caminhão. Ou até mesmo uma pedra ou buraco no caminho podem derrubar o ciclista”.
A orientação, então, é usar o acostamento sempre o mais próximo à direita possível. “Além disso, é melhor evitar que grupos grandes andem lado a lado, mesmo no acostamento, porque quem estiver mais à esquerda corre maior risco de ser atingido por um carro”.
É preciso prestar atenção também em saídas ou alterações das rodovias, onde o acostamento se confunde com as alças de acesso, ou em trechos em que as margens viram faixas adicionais de trânsito. “Embora não haja multa ou uma forma efetiva de coibir esse tipo de ação, é preciso tomar cuidado”, finalizou. (Com Banda B)
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Uma denúncia levou a Polícia Militar e a Saau até o bairro Jardim Nova América (região do São Cristóvão), em Umuarama, por volta das 10h30 desta terça dia 14.
De acordo com o denunciante, em um imóvel havia um cachorro pendurado por cima do muro, já morto.
Quando a PM e a Saau chegaram, constataram que o animal realmente estava morto. Segundo relatos o cachorro fica preso a uma corrente, sozinho no terreno, onde está sendo construído um salão.
“Provavelmente ele quis pular o muro para fugir do tempo ruim. Do lado de dentro o muro é baixo, para pelo lado de fora é bem alto. Nisso deve ter ficado pendurado e se enforcado sozinho”, conta Ana, presidente da Sociedade de Amparo aos Animais de Umuarama (Saau).
Conforme relatos feitos por pessoas que passam pelo local, este é o terceiro caso de cachorro que morre da mesma forma, no mesmo imóvel. Ana explica que na localidade, um bairro novo, há poucas casas. Por isso, mesmo que o animal latisse provavelmente ninguém teria ouvido.
Agora, Saau e PM buscarão pelo proprietário do terreno – que não estava no local na hora em que o corpo do cachorro foi recolhido. “Vamos ver na Prefeitura se conseguimos através do registro do local do imóvel ou com o dono do loteamento”, disse Ana. Ela acrescenta que a intenção é evitar que outro caso semelhante aconteça.
“Este caso se caracteriza como maus tratos. Não pode deixar cachorro amarrado em corrente, sozinho e sem cuidados, pois este tipo de tragédia acaba acontecendo mesmo”, argumenta a presidente da Saau. Ela lembra que de acordo com a legislação não é permitido manter animais presos em correntes. (Com O Bem Dito)
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O homem de 32 anos foi detido ao ferir o irmão na Rua Eiffel no Bairro Interlagos em Cascavel na noite desta terça dia 14.
Durante a discussão, ele atingiu o irmão com golpe de faca.
O homem foi abordado pela equipe UPS (Unidade Paraná Seguro) Norte e encaminhado à 15ª SDP (Subdivisão Policial). A faca foi apreendida. (Com Catve)
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A Polícia Federal, em ação conjunta com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, deflagrou nesta terça dia 14, a Operação Octopus, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa (Orcrim) especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte.
Cerca de 70 policiais federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e duas de prisão temporária, expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba, com o apoio de 10 servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. As medidas judiciais estão sendo cumpridas nas cidades paranaenses de Curitiba, Araucária e Pontal do Paraná, além de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, Erechim e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. Foi determinado, ainda, o arresto de bens e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos, bem como o afastamento dos servidores do INSS, de cargos de chefias e das atividades de concessão de benefícios previdenciários.
As investigações iniciaram em 2017 a partir de notícias recebidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (COINP) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, sendo identificado que a organização criminosa atuava pelo menos desde 2013.
Para o cometimento dos crimes, foram criados cerca de 800 vínculos empregatícios fictícios para mais de 500 trabalhadores. Os vínculos fraudulentos inseridos nos sistemas do INSS cobrem uma faixa de tempo de serviço de 1 a 15 anos.
As investigações revelaram que a organização estava sendo chefiada por um agenciador de aposentadorias, reincidente em crimes contra a Previdência. Há fortes indícios de que o esquema criminoso conte com a participação de dois servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), três contadores, dois advogados e outros intermediários de benefícios previdenciários.
Os criminosos criaram vínculos falsos para seus próprios familiares, de primeiro e segundo graus. Os que obtiveram benefícios irregularmente terão suas aposentadorias revisadas pela autarquia previdenciária.
A COINP estima o prejuízo em cerca de R$ 3,7 milhões com o pagamento de 52 benefícios obtidos de forma fraudulenta. Contudo, com a deflagração desta operação e o consequente desmantelamento da ORCRIM, o valor do prejuízo evitado à nação é de aproximadamente R$ 25,6 milhões, levando-se em consideração a expectativa de sobrevida da população brasileira.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato majorado e inserção de dados falsos em sistemas corporativos do Governo Federal, com penas previstas de até 20 anos de prisão se somadas.
O nome Octopus foi escolhido em alusão aos tentáculos do polvo, assemelhando-se ao modus operandi utilizado pela ORCRIM para alcançar seus objetivos.
Os presos e o material apreendido foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, onde permanecerão à disposição da justiça.
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