O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Roberto Campos Neto, disse hoje (11) que não é verdade que os bancos estão perdendo dinheiro com o Pix.
De acordo com ele, as instituições financeiras participaram do desenvolvimento da ferramenta de pagamento. Além disso, as eventuais perdas de receita nas transações são compensadas pela abertura de novas contas bancárias e pela menor circulação de papel moeda.

“Eu quero já dizer que não é verdade que os bancos perdem dinheiro com o Pix. Inclusive, a gente deve, em algum momento, soltar algum tipo de estudo mostrando isso. Você tem uma perda de receita em transferência, mas, por outro lado, novas contas são abertas, novos modelos de negócio são gerados, você retira dinheiro de circulação, o que é um custo enorme para o banco, você aumenta a transação, então o transacional aumenta”, disse, em palestra na 32ª edição da Febraban Tech, evento da Federação Brasileira de Bancos, na capital paulista.
O presidente do BC ressaltou que os bancos entenderam, no processo de construção do Pix, que o sistema seria de “ganha-ganha”, ou seja, todos os participantes sairiam no lucro, e ajudaram na divulgação da ferramenta. “O sistema foi construído por todo o sistema financeiro. Os bancos ajudaram muito, botaram propaganda bonita, fizeram um marketing muito bom.”
Campos Neto ressaltou que a intenção do BC é aumentar a participação da sociedade no sistema bancário nacional. “A gente quer 'bancarizar', a gente quer competição com inclusão, não é sobre se está ganhando ou está perdendo, todo mundo está ganhando.”
Por - Agência Brasil
Para garantir a segurança alimentar dos brasileiros durante a pandemia, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destinou mais de 1,7 milhão de cestas básicas para grupos como quilombolas, indígenas, pescadores e extrativistas em 2021 “Foi um trabalho que nós tivemos várias parcerias com alguns estados para fazer a logística porque não é fácil”, disse o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, em entrevista ao programa A Voz do Brasil desta quinta-feira (11). Neste ano, foram doadas mais de 875 mil cestas.

Outro ponto abordado pela entrevista foi a estimativa da safra de grãos deste ano, divulgada nesta quinta-feira. A estimativa chegou a 271,4 milhões de toneladas com destaque para o milho, que teve produção recorde nessa segunda safra. “Vale destacar que conseguimos fazer uma exportação de aproximadamente 40 milhões de toneladas, gerando economia, gerando receitas para o país em investimento e também no bolso do produtor”, disse.
Ribeiro falou também sobre como os dados coletados pela companhia podem ajudar o agricultor a planejar suas ações. Dados estes que estão no site da Conab e aplicativos.
Por - Agência Brasil
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançou hoje (11), em sua sede, na capital fluminense, o Anuário do Petróleo no Rio 2022.
O documento reúne informações qualificadas para pautar as empresas do setor em suas decisões de investimentos, bem como elaborarem seus planos de negócios no estado e no país.

Segundo o coordenador de Conteúdo Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Fernando Montera, o Rio de Janeiro, maior estado produtor do país, acaba sendo o local que mais atrai a atenção dos investidores. A análise dos dados do primeiro semestre revela que foi o único que teve aumento significativo de produção.
Enquanto os estados tiveram queda estimada de 15% no total, o Rio de Janeiro aumentou a produção em 130 mil barris/dia, ampliada em 5,5% nos seis primeiros meses deste ano. No Brasil, o crescimento foi de 1,5%
Alagoas também apresentou expansão na produção no semestre, embora mais modesta, de 400 barris diários. “Foi um aumento de produção suficiente para compensar a queda dos outros estados e, ainda, aumentar a produção total do país”.
“O Brasil vive atualmente um superciclo do petróleo. O preço ultrapassa a faixa dos R$ 600, valor nunca antes visto no país. Isso reflete, em receita, em ações governamentais, em apetite de investimento”, disse Montera à Agência Brasil.
Atividade exploratória
O anuário ressalta a queda na atividade exploratória offshore (no mar). Em comparação a dados de 2012 e 2022, ocorreu redução de 90% na perfuração de poços para fins exploratórios, que estão buscando novas reservas de óleo, indicou o coordenador.
“Se a atividade reduz, isso compromete a reposição das reservas no longo prazo”. Em 2012, a relação mostrava que as reservas podiam se sustentar por mais de 20 anos. Hoje, essa relação caiu para cerca de 13 anos. Montera comentou, porém, que um lado positivo da retração é que as áreas que estão sendo licitadas têm menor risco exploratório.
Carbono
Os companhias petroleiras trabalham para descarbonizar os processos de produção. O país tem grande participação de energias renováveis, ou energias limpas, na matriz energética. Como a energia nacional é limpa, em grande parte, o fornecedor no Brasil e no Rio de Janeiro tem processo produtivo menos poluente do que a média mundial.
“O Brasil emite seis vezes menos do que a China, 4,8 vezes menos que a Coreia do Sul e 4,6 vezes menos que a média mundial. Isso é um diferencial competitivo do fornecedor brasileiro e fluminense, que precisa ser destacado. É bom olhar para a capacidade competitiva que a gente tem e mostrar para o mundo que, no Brasil, você compra um produto que polui menos”.
O coordenador ressaltou que as questões de governança ambiental, social e corporativa são direcionadoras dos investimentos atualmente.
Pré-sal
Além de ter grandes volumes de petróleo e gás, a região do pré-sal brasileiro é altamente produtiva. Outro fator positivo é que as empresas acabam demandando ali menos investimentos para produzir a mesma quantidade de óleo de outros campos.
De acordo com Montera, antes eram necessário de 10 a 15 poços para encher uma plataforma. Hoje, no pré-sal, com cinco poços já é possível atingir o máximo de capacidade de produção, porque são reservatórios com um nível de produtividade maior.
O pré-sal representa 75% da produção nacional de petróleo e o Rio de janeiro vem expandindo seu papel na produção nacional, chegando a 83% em 2022 e retomando patamar semelhante ao ano de 2010. A maioria das áreas exploratórias do pré-sal se encontra nos limites geográficos dos mares fluminenses.
Competitividade
O presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio Caetano, defendeu a necessidade de se explicitar o diferencial competitivo do Brasil e do Rio de Janeiro.
“O petróleo que o Rio de Janeiro produz é de melhor qualidade, tem custo mais barato de produção, é mais produtivo, a indústria emite menos que outras localidades do mundo. A gente precisa ressaltar que é capaz de atender (a demanda), e de atrair mais investimentos. É preciso uma política de estado de longo prazo, que olhe para os diferenciais competitivos e consiga melhorar outras questões que não são ainda competitivas.”
Caetano destacou ainda a necessidade de rever o modelo de partilha adotado atualmente no Brasil, retornando ao modelo anterior de concessão, para o caso de leilão de novas áreas exploratórias do pré-sal que exijam mais investimentos e não apresentem o mesmo nível de produtividade, é uma das ações que devem ser consideradas.
Também indicou a importância de fornecedores e demandantes conversarem para entender os gaps (lacunas) de competitividade que podem ser solucionados sem necessidade de atuação governamental. A Firjan tem um programa denominado Rede de Oportunidades Óleo, Gás e Naval, que tem esse objetivo.
Por - Agência Brasil
A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou a antecipação do início da próxima edição da Copa do Mundo para o dia 20 de novembro.
Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (11), o jogo inaugural será disputado entre Catar e Equador, a partir das 13h (horário de Brasília) no estádio Al Bayt.

“A partida de abertura e a cerimônia do torneio deste ano no Estádio Al Bayt foram antecipadas um dia após uma decisão unânime tomada hoje pela Mesa do Conselho da Fifa”, diz a nota da entidade máxima do futebol mundial.
A programação inicial era de que fossem realizadas duas partidas antes do confronto envolvendo os donos da casa: Holanda contra Senegal, e Inglaterra versus Irã. Os três jogos estavam marcados para o dia 21, junto com a cerimônia de abertura, que teria início momentos antes de Catar e Equador.
“A mudança garante a continuidade de uma longa tradição de marcar o início da Copa do Mundo com uma cerimônia de abertura por ocasião da primeira partida entre os anfitriões ou os atuais campeões”, justifica a Fifa.
O Brasil estreia no Mundial no dia 24 de novembro, uma quinta-feira, a partir das 16h (horário de Brasília, contra a Sérvia.
Por - Agência Brasil
O índice do Consumo nos Lares Brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), encerrou o primeiro semestre com alta de 2,20%.
Na comparação de junho ante maio, o indicador apresentou alta de 0,10%. Em relação a junho de 2021, a alta é de 6,03%. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Abras, no primeiro semestre o consumidor optou por produtos de marca própria do supermercado, com preço de 20% a 30% mais baixo, trocou embalagens por aquelas que apresentavam maior economia ou melhor valor agregado e encontrou variedade de marcas nas gôndolas para compor sua cesta de consumo.
“A intensificação de ofertas nos supermercados e ampla variedades de marcas somadas aos recursos extras injetados na economia e a queda na taxa de desemprego impulsionaram o Consumo nos Lares Brasileiro no primeiro semestre”, avalia a Abras.
Para enfrentar a alta da inflação dos alimentos, o consumidor fez compras mais planejadas, trocou marcas e buscou mais promoções, e o varejo intensificou as negociações comerciais com os fornecedores, ampliou o número de marcas e fez mais promoções nas lojas, disse a Abras.
“Com renda mais restrita, o consumidor não pode errar e, por isso, ele tem mais resistência a trocar de marca. Porém, o produto de marca própria tem alta qualidade, preço competitivo e ajuda a compor a cesta de abastecimento”, explica o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Segundo ele, o pagamento do pacote de benefícios aprovados pelo Congresso Nacional deve aumentar o consumo nos lares nos próximos meses, com cerca de 50% a 60% dos valores liberados pelo governo sendo destinados à cesta de consumo.
De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) sofreu com o impacto da invasão da Ucrânia, clima adverso e altos custos de produção e transporte, e acumulou alta de 10,41%. Com isso, o preço médio da cesta nacional chegou a R$ 773,44 em junho. As altas mais expressivas no semestre foram puxadas por batata (55,81%), cebola (48,13%), leite longa vida (41,77%), feijão (40,97%) e queijo muçarela (36,10%).
Previsão
Com a melhora no índice de inflação, o aumento do emprego formal e dos recursos que começaram a ser injetados na economia nesta semana com o pagamento dos auxílios do pacote de benefícios aprovados pelo congresso nacional, a Abras revisou as projeções do Consumo nos Lares Brasileiros.
“Esse dinheiro vai movimentar o consumo nos lares, então, o crescimento em ritmo moderado do primeiro semestre deve ficar para trás. Daqui para frente, o consumo tende a ser mais intenso e estável porque cresceu o número de famílias, aumentou o valor do benefício e novos auxílios foram criados para outras categorias profissionais: caminhoneiros e taxistas”, avalia o vice-presidente da Abras.
Segundo a entidade, neste ano, o setor supermercadista que, previa crescimento de 2,80% no consumo nos lares, acredita em uma alta entre 3% e 3,30%. “Olhando para frente, o comércio tem ao menos três importantes datas para impulsionar as promoções e incentivar consumo nos lares: a Black-Friday, a Copa do Mundo e as festas de fim de ano”, disse Milan.
Por - Agência Brasil
A partir de amanhã (12), o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 5,41 para R$ 5,19 por litro, redução de R$ 0,22 por litro.

Segundo a companhia, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,87, em média, para R$ 4,67 a cada litro vendido na bomba.
“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o comunicado da empresa.
Por - AgÊncia Brasil










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