O juiz Sérgio Moro aceitou o convite para assumir a superpasta da Justiça no futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). A informação é do Estadão.
Os dois se reuniram na manhã desta quinta-feira, 1º, no Rio de Janeiro. Na saída, o juiz estava acompanhado de Paulo Guedes, guru econômico do próximo presidente e futuro ministro da Economia.
O ministério pensado pelo próximo chefe do Executivo nacional prevê pasta mais abrangente, incluindo a área de Segurança Pública - que tem sob seu comando a Polícia Federal -, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
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Mega-Sena pode pagar hoje dia 31, o prêmio de R$ 5,5 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2.093. O sorteio será realizado às 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Arapiraca, em Alagoas.
Segundo a Caixa, o valor do prêmio principal, aplicado na poupança, renderia cerca de R$ 20,4 mil por mês.
As pessoas poderão fazer suas apostas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50. (Com Agência Brasil)
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O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou na segunda dia 29, que pretende convidar o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo julgamento de casos da Operação Lava Jato, para ser ministro da Justiça ou para ocupar, quando surgir, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele informou que em breve vai conversar com o magistrado, que mora em Curitiba. Não disse quando será o encontro.
Em entrevista o presidente eleito destacou que seu governo terá uma “conversa harmônica” com o Judiciário. Bolsonaro contou que conversou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, neste domingo dia 28, e terá novo encontro. “Todos nós somos responsáveis pela nação”. Ele afirmou que não pensa mais em ampliar o número de ministros da Corte.
Bolsonaro afirmou que irá visitar o presidente Michel Temer para agradecer as felicitações que recebeu. “Será a primeira pessoa que irei procurar”, disse. De acordo com ele, os dois meses finais do governo Temer vão ser da “mais perfeita harmonia”.
A seguir, os principais trechos da entrevista:
Nomes de governo
Nos próximos dias, ele disse que deve confirmar o nome do astronauta e major da reserva Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Já foram confirmados os nomes do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil, o general da reserva Augusto Heleno para Defesa e o economista Paulo Guedes para a Economia.
Minorias
Segundo o presidente eleito, é preciso buscar meios para que todos tenham as mesmas condições econômicas e financeiras e, não tratar determinados grupos como minorias. “Certas minorias podem achar que tem superpoderes por serem diferentes dos demais”, disse. “Somos iguais, Artigo 5º da Constituição: sem diferença de gênero, cor da pele e região onde nasceu. O que se tem de fazer é procurar a igualdade de patrimônio para todos e aí todos ficam satisfeitos”.
Mercosul
Bolsonaro afirmou que o Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, que está suspensa temporariamente) foi supervalorizado e que tal tratamento tem de ser modificado. De acordo com ele, isso ocorreu por questões ideológicas, que protegiam determinados países que, na sua opinião, “burlavam” regras. “Nós queremos nos livrar de algumas amarras do Mercosul”, disse.
Venezuela e imigrantes
O presidente eleito disse que vários líderes estrangeiros pediram que o Brasil mantenha a ajuda à Venezuela e também aos imigrantes. Ele negou a possibilidade de intervenção externa, apoiada por seu governo, na Venezuela. “O PT não fez a lição de casa com a Venezuela, sempre admirou o [o ex-presidente Hugo] Chávez e [o atual presidente Nicolás] Maduro e agora estamos vendo os mais pobres vindo a pé para o Brasil, sem ter o que comer”.
Estados Unidos e Trump
Bolsonaro confirmou que sua conversa com o presidente norte-americano, Donald Trump, foi mais longa do que a que teve com os demais líderes - e trataram de iniciativas comerciais e militares. “Pretendo ir aos Estados Unidos para ampliar a pauta sobre comércio e área militar”, disse o presidente eleito, informando que deverá viajar na companhia do general Heleno e o economista Paulo Guedes.
Líderes estrangeiros
O presidente eleito disse ter conversado com líderes da América Latina e da Europa, o que para ele indica a importância do Brasil. “Estou muito feliz porque, apesar de protocolares, essas conversas mostram que nós podemos estar juntos com esses países”.
Vice-presidente da República
Segundo ele, o general Hamilton Mourão, seu vice, é um homem “muito qualificado e preparado”. “Nem eu quero um vice decorativo. Agora não sou capitão, nem ele general. Eu disse para ele: ‘General, nós somos soldados do Brasil’”, disse o presidente eleito, negando atritos com o oficial. “Será um conselheiro de primeira hora”.
Governo de transição
De acordo com o presidente eleito, os dados “são estarrecedores”, como a quantidade de funcionários e os gastos. “Não vamos fazer maldade com servidores. Não vamos simplesmente desfazer deste capital”.
Cargos na Câmara
Bolsonaro disse que não irá interferir no processo de sucessão na Mesa Diretora da Câmara, que inclui a presidência da Casa. Ele disse que se o presidente da República interfere “ganha um inimigo para o resto da vida”. O atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Bolsonaro, tenta a reeleição e aguardava seu apoio. Para o presidente eleito, é preciso que os partidos políticos definam os cargos, não ele. “Eu gostaria que nós [o PSL] não lutássemos pela presidência da Câmara. Seria um início de gesto de humildade. Pela governabilidade, seria bom diversificarmos os partidos”.
Homens honestos
Lembrando que tem 28 anos de Parlamento, Bolsonaro disse que se relaciona bem com 95% dos parlamentares. “Eles têm consciência do que foi essa campanha e acreditam em mim. Eu acredito que a maioria quer o bem do Brasil. A maioria é de pessoas honestas e decentes”.
Estatuto do Desarmamento
Ele defendeu o direito de um cidadão acima de 21 anos - e não mais 25 anos - comprar arma de fogo, sem ter de renovar o porte rotineiramente. O presidente eleito disse ser favorável ao porte definitivo.
“Há um estado de guerra. A efetiva necessidade está comprovada pela violência”. Também afirmou que é preciso flexibilizar o porte de arma para que as pessoas possam se proteger melhor da insegurança presente em todos os locais. “Quem tiver uma arma vai ser responsabilizado por ela. Quem quer fazer a maldade não precisa comprar a arma, é fácil comprar a arma de fogo. Temos de abandonar o politicamente correto. Achar que não ter armas melhora o país, não é isso. Arma de fogo garante a liberdade de uma pessoa”.
Pacotão de Medidas
Sem detalhar, o presidente eleito mencionou que uma série de medidas específicas para o agronegócio, homem do campo e a segurança serão encaminhadas na sua gestão. “Todos se beneficiarão”.
Faxina e MST
Bolsonaro prometeu fazer uma “faxina” no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo ele, os integrantes da entidade desrespeitam a lei e não podem por isso querer dialogar.
“Eu vou fazer a faxina. A faxina será em cima dos que não respeitam a lei, como o pessoal do MST”, afirmou. “O movimento social que invade, depreda e faz barbaridade não tem conversar. Por isso eu quero armar o fazendeiro”.
Adversários políticos
Bolsonaro afirmou que está “pronto para conversar” com os candidatos à Presidência Ciro Gomes, Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), derrotados nas eleições. “Converso com eles apesar da campanha que fizeram para me desconstruir”.
Mais Médicos
Ele defendeu que os profissionais estrangeiros que quiserem atuar no Brasil se submetam à revalidação do diploma, fazendo provas para verificar suas habilidades. O presidente eleito afirmou que vai mudar o programa como está. Na sua opinião, o programa foi criado para favorecer os médicos cubanos.
Controle da Imprensa
O presidente eleito negou que pretenda controlar a mídia. Segundo ele, é favorável à liberdade de expressão. “Quem vai impor limite é o leitor. O controle é o controle remoto, nada além disso. O cidadão na ponta da linha é quem vai decidir”.
TV "Oficial"
Bolsonaro disse que pensa em privatizar ou extinguir a TV "oficial". “Não queremos propaganda, não vamos usar TV oficial. Não podemos gastar R$ 1 bilhão para audiência traço; prefiro contar com a mídia tradicional”. (Com Agência Brasil)
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O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar nesta terça feira (30) pela manhã, em Brasília, em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carre
Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.
O presidente eleito deve passar esta segunda (29) em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.
Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.
O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).
A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro. Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.
Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.
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A Presidência da República aguarda o envio dos 50 nomes que vão compor a equipe de transição por parte do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A assessoria do Palácio do Planalto confirmou na segunda dia 29, que representantes do presidente Michel Temer já se reuniram, por duas vezes, para tratar de transição, em Brasília.
De acordo com o Planalto, as reuniões ocorreram nas duas últimas semanas. O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para a Casa Civil, confirmou ter participado de reuniões em Brasília.
O governo de transição vai trabalhar em uma estrutura já organizada, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), localizado a 4 quilômetros do Palácio do Planalto. Pelo atual governo, o coordenador da equipe será o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
A equipe completa deverá ser nomeada nos próximos dias por meio de decreto presidencial.
De acordo com o Planalto, não há por enquanto solicitações, por parte de assessores de Bolsonaro, para disponibilizar a residência oficial da Granja do Torto.
Até a posse do presidente eleito, em 1º de janeiro de 2019, a segurança de Bolsonaro ficará sob responsabilidade da Polícia Federal. Só depois de empossado, ele terá sua segurança sob a responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
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A vitória de Bolsonaro é a maior mudança de rumo na política brasileira desde a redemocratização, em 1985. Representa a volta dos militares ao centro do poder e a ascensão da “nova direita”, liberal na economia e conservadora nos costumes.
Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do Brasil. A vitória de Bolsonaro não é apenas uma derrota do PT – partido vitorioso nas últimas quatro eleições presidenciais, desde 2002. Ele representa a chegada ao poder da “nova direita” brasileira (também chamada por muitos de extrema-direita): liberal na economia e conservadora nos costumes.
Trata-se da maior mudança de rumo na política brasileira desde o fim da ditadura e a redemocratização, em 1985. Essa percepção é reforçada pela volta dos militares ao centro da política. Bolsonaro, um admirador do regime militar (1964-1985), é capitão da reserva; seu vice é o general Hamilton Mourão; e o futuro governo possivelmente terá vários outros oficiais das Forças Armadas em seu primeiro escalão.
Há controvérsia, dependendo da ideologia de quem faz a análise, se o Brasil teve governos efetivamente de direita desde a redemocratização. A esquerda costuma colocar no outro lado do espectro ideológico os governos de José Sarney (1985-1990), Fernando Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1994), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Michel Temer (2016-2018). Muitos analistas dizem que esses foram governos centristas – pois, embora tenham adotado políticas de direita, não abriram mão de uma boa dose de intervencionismo econômico e de estatismo. E há, dentro da nova direita, quem diga que esses governos foram de esquerda.
Um dos elementos para definir a posição de um governo no espectro político-ideológico é a economia. Bolsonaro se converteu ao liberalismo às vésperas da campanha eleitoral, apesar de ter tido posições nacional-desenvolvimentistas (associadas à esquerda) em matéria econômica durante toda a sua trajetória como deputado federal. Mas agora ele promete “tirar o Estado do cangote do produtor”. Seu futuro ministro da Economia, o ultraliberal Paulo Guedes, defende privatizar estatais num ritmo nunca antes visto.
A grande novidade do governo de Bolsonaro, nesse sentido, tende a ser a introdução do conservadorismo de costumes nas políticas públicas, numa reação à agenda “progressista” associada à esquerda. O conservadorismo é uma pauta de direita que não era articulada como agora e que tampouco teve um governo deliberadamente favorável a ela desde a redemocratização.
Bolsonaro conseguiu captar um sentimento popular de rejeição ao “progressismo” da esquerda – associado a pautas como a defesa do direito ao aborto, a valorização de minorias, a ampliação dos direitos dos homossexuais, a defesa da teoria de que os gêneros masculino e feminino são construções sociais e não imposições da natureza (a chamada ideologia de gênero), a defesa dos direitos humanos (vistos pela nova direita como uma defesa de criminosos).
Por Fernando Martins (Gazeta do Povo)
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