A Polícia Federal deflagrou nesta terça dia 12, a Operação Dealer para desarticular uma organização criminosa que negociava drogas por meio de uma rede social. São cumpridos 10 mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Minas Gerais.
As investigações indicam que o grupo responsável pelo mural atuava de forma organizada, com membros agindo com funções distintas, sujeitas a um comando centralizado.
Em 2018, começou o inquérito policial após a área de inteligência de a Polícia Federal identificar a atuação de um grupo que usava uma rede social para comercializar virtualmente drogas, como maconha, MDMA e LSD.
Os investigados serão indiciados pela prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, com penas de 3 anos a 15 anos de prisão e multa.
Os mandados foram expedidos, a pedido da PF, pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo nas cidades paulistas de Indaiatuba, Casa Branca, Osvaldo Cruz, Bauru e Birigui. Também houve diligências em Aracaju, Florianópolis, Curitiba e Divinópolis (MG). (Com Agência Brasil)
Veja Também:
O corpo do jornalista Ricardo Boechat deve ser cremado nesta terça dia 12, em cerimônia reservada para parentes e amigos próximos, segundo informações do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O velório começou ontem, por volta das 23h30, e vai até as 14h no Museu da Imagem e do Som (MIS), no bairro Jardim Europa, na capital paulista.
A esposa de Boechat, Veruska Seibel Boechat, acompanhada da família, chegou por volta das 22h25 ao local. Cerca de uma hora depois, o caixão com o corpo do jornalista foi levado por um carro do Serviço Funerário Municipal.
"Quando nós acabarmos de apurar esse caso, vamos encontrar um fio condutor entre essas tragédias que estão acontecendo. São sempre coisas que não estão adequadas. Uma barragem que não estava adequada, um dormitório que não estava adequado e, possivelmente, um helicóptero que não estava adequado", disse o presidente do Grupo Bandeirantes, onde Boechat trabalhava, João Carlos Saad.
Apenas a família e amigos próximos estavam autorizados ontem a entrar no local onde o corpo está sendo velado. Do lado de fora, aglomeravam-se fãs, ouvintes e telespectadores de Boechat, esperando a abertura ao público.
Acidente
O jornalista do Grupo Bandeirantes morreu na queda de um helicóptero na Rodovia Anhanguera, quando retornava de uma palestra em Campinas. O helicóptero caiu em cima de um caminhão no km 22 da rodovia, sentido interior, com o Rodoanel, e acabou explodindo. O motorista conseguiu escapar com vida.
O acidente ocorreu no início da tarde desta segunda dia 11. O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.
A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos "há mais de 30 anos" e que apelidou o jornalista de "Jacaré".
Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da Rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O jornalista nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores.
Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita. Autoridades dos três Poderes lamentaram a morte do jornalista.
Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho. (Com Agência Brasil)
Veja Também:
Na terceira semana após a tragédia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a Defesa Civil de Minas Gerais busca concluir o levantamento de quantas casas foram atingidas pelo acidente. O boletim mais recente mostra que, além dos 165 mortos e dos 155 desaparecidos, 138 pessoas estão desabrigadas.
Essas famílias foram acomodadas em hotéis e pousadas de Brumadinho e cidades vizinhas, incluindo Belo Horizonte. A mineradora assumiu a responsabilidade pelo custo com essas hospedagens.
Na lsita de desabrigados estão moradores das comunidades Vila Ferteco, Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira. A Agência Brasil pediu informações sobre o número de casas que foram destruídas, mas foi informada que o dado ainda não existe. "A individualização das residências atingidas está em andamento", informou a Defesa Civil.
De acordo com a prefeitura de Brumadinho, nem todos os desabrigados perderam suas casas. Há pessoas que foram acomodadas em hotéis e pousadas porque viviam na área que foi interditada após a tragédia ou por causa do mal cheiro provocado pela lama, entre outros motivos.
Pelos dados do município, cerca de 300 pessoas eram moradores do povoado de Córrego do Feijão. Nem todos precisaram deixar suas casas. Esse número inclui as pessoas que viviam na Vila Ferteco, que integra o povoado e é composta por poucas edificações.
Parque da Cachoeira, por sua vez, é um bairro de Brumadinho. No local, viviam aproximadamente 1,5 mil pessoas, segundo cálculos da prefeitura. O município informou que lá foi o local onde mais casas foram afetadas.
Vazamento
As causas do rompimento são investigadas em inquérito aberto pela Polícia Federal (PF). Houve oitivas e perícias no local do incidente. Em nota, a Polícia Federal informou que uma das linhas de apuração apontam para "a possibilidade de um acúmulo de água e saturação da barragem e para uma possível falha no sistema de drenagem como eventuais causas de saturação da barragem e de seu consequente rompimento".
Há quatro dias, a Vale também anunciou a contratação de quatro peritos externos para avaliar as causas técnicas do rompimento.
A barragem que se rompeu tinha capacidade para 12 milhões de metros cúbicos. Segundo a Vale, ela não recebia rejeitos desde 2014. De acordo com informações que a mineradora repassou à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), cerca de 10 milhões de metros cúbicos vazaram após o rompimento. Outros 2 milhões de metros cúbicos se mantiveram no que restou do reservatório. Os dados revelam que a barragem estava no limite de sua capacidade.
Considerando as informações que a Vale encaminhou ao órgão ambiental, o volume da lama que vazou em Brumadinho é cerca de quatro vezes menor ao total estimado no rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em novembro de 2015 no município de Mariana (MG). Na ocasião, 39 milhões de metros cúbicos se dissiparam pelo meio ambiente, causando 19 mortes e destruindo comunidades. Ficaram desabrigadas famílias dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, em Mariana, e do distrito de Gesteira, na cidade de Barra Longa (MG).
Atraso
Na região de Mariana, após três anos do rompimento da barragem, os desabrigados aguardam solução sobre suas casas e vivem em imóveis alugados pela Fundação Renova, entidade criada conforme acordo firmado em maio de 2016 entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governo de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Cabe à Fundação Renova, com recursos das três mineradoras, reparar todos os danos causadas pela tragédia, o que inclui também a reconstrução das comunidades.
A conclusão das obras de reconstrução das comunidades de Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira, que foram desvatadas na tragédia de Mariana era prevista originalmente para este ano. No entanto, o início dos trabalhos atrasaram e a entrega não vai ocorrer antes de agosto de 2020.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) chegou a ajuizar uma ação civil pública em que defende que as mineradoras devem indenizar os moradores pelos atrasos. (Com Agência Brasil)
Veja Também:
Mais uma equipe paranaense de bombeiros partiu para Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, nesta segunda dia 11.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Samuel Prestes, o grupo é formado por oito profissionais e um cão farejador, da raça Pastor Belga de Malinois.
“O cão específico para o faro de óbitos foi solicitado dessa vez. Já estão fazendo revezamento de cães em Brumadinho. Estamos mandando também os homens que vão render a equipe que está lá. Estamos mandando oito homens e mais um cão”, diz Prestes.
Uma equipe de seis bombeiros paranaenses, que está a uma semana em Brumadinho, retorna nesta terça dia 12, ao Paraná. Além do resgate de corpos, os profissionais que chegam a cidade vão atuar para tentar salvar um rio dos rejeitos de minério.
“O pessoal está sendo utilizado em ações de modificações do terreno. Para modificar o leito do rio para que o refugo de minério não caia em um determinado córrego”, explica o coronel.
Esta foi a quarta equipe de bombeiros do Paraná enviada a Brumadinho. Os profissionais têm tido êxito no resgate de corpos da lama, um trabalho extremamente exaustivo.
As buscas entraram nesta segunda no 18º dia. O novo boletim da Defesa Civil e do gabinete militar de Minas Gerais, divulgado neste domingo (10), aponta que o número de mortos na tragédia de Brumadinho subiu para 165. Entre os corpos já resgatados, nove ainda não foram identificados. Há ainda 160 desaparecidos e 138 desabrigados. (Com CBN Curitiba)
Veja Também:
O jornalista Ricardo Boechat, do Grupo Bandeirantes, morreu aos 66 anos em um acidente de helicóptero nesta segunda-feira (11), na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. A informação foi confirmada ao vivo, na Band, pelo apresentador José Luis Datena.
O piloto da aeronave, que tentava fazer um pouso de emergência quando foi atingida por um caminhão, também morreu no acidente. "Com profundo pesar, nesses quase 50 anos de jornalismo, queria informar a vocês que o jornalista, companheiro, o maior apresentador da TV brasileira morreu no acidente de helicóptero no Rodoanel, em São Paulo", disse Datena, sem conter o choro. Pela manhã, Boechat havia participado de um evento de um laboratório farmacêutico em Campinas e retornava para o heliponto da Band na hora da queda.
"É um momento muito triste para o Grupo Bandeirantes. O Boechat era o maior jornalista do país pela sua coragem, pela sua forma de combater a corrupção, as injustiças, era hoje uma das grandes referências da história da televisão brasileira. A gente se pergunta se era essa a forma de terminar", desabafou Datena.
O MEC (Ministério da Educação) deve anunciar nos próximos dias as ações para ampliar o número de escolas cívico-militares no país. Na semana passada, houve uma reunião da equipe responsável. A Agência Brasil apurou que faltam apenas os ajustes finais antes do lançamento da política.
Aumentar o número de escolas cívico-militares no país é uma das prioridades do MEC, que passou a contar com uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.
Atualmente, são 120 escolas em 17 estados do país com o modelo, a maior parte em Goiás, com 50 estabelecimentos de ensino, de acordo com levantamento da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Na conta ainda não estão incluídas as escolas do DF.
Em nota, no mês passado, o MEC informou que o modelo se justifica pelos altos índices de criminalidade brasileiros. "O Ministério da Educação buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia, tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais."
De acordo com o ministério, são considerados também o desempenho positivo dessas escolas e os "elevados índices nas avaliações".
O modelo de escola, segundo o MEC, "contará com a participação de vários segmentos da sociedade. Cada ente envolvido, dentro de sua esfera de competência, terá importância fundamental para a construção de um Brasil melhor. Essas unidades de ensino serão voltadas para as famílias que concordam com essa proposta educacional". Para ser implementado, o modelo precisa da participação de estados e municípios.
Moral e cívica
Com a ampliação das escolas cívico-militares, voltou ao debate a inclusão da disciplina educação moral e cívica em sala de aula, que é defendida pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez. No Distrito Federal, nas escolas cívico-militares, haverá aula de ética e cidadania.
Sob o nome educação cívica, moral e física da infância e da juventude, a disciplina tornou-se obrigatória no governo de Getúlio Vargas, em 1940. O objetivo era a formação da consciência patriótica.
A disciplina foi adotada também em 1969. Instituída por decreto, tinha como objetivos a preservação, o fortalecimento e a projeção dos valores espirituais e éticos da nacionalidade; culto à pátria, aos seus símbolos, tradições, instituições e aos grandes vultos de sua história; o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade, entre outros. (Com Agência Brasil)
Veja Também:









_large.jpg)
_large.jpg)



_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)




