Oito funcionários da Vale são presos; mandados são cumpridos em MG, SP e RJ

Oito funcionários da Vale foram presos na manhã desta sexta dia 15, em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão, e oito de prisão. O pedido foi do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

 

Entre os presos, estão quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes das respectivas equipes técnicas. Segundo o MPMG, todos são diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da Barragem 1, rompida no dia 25 de janeiro. As prisões temporárias foram decretadas pelo prazo de 30 dias.

 

Foram, ainda, alvos de busca e apreensão, em São Paulo e Belo Horizonte, 4 funcionários (um diretor, um gerente e dois integrantes do corpo técnico) da empresa alemã TÜV SÜD, que prestou serviços para a Vale, referentes à estabilidade da barragem rompida. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede da empresa no Rio de Janeiro.

 

A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil do Estado de Minas Gerais e, ainda, com atuação dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Todos os presos serão ouvidos pelo Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte. Também são apurados crimes ambientais e de falsidade ideológica.

 

O número de mortos identificados chega a 163. (Com Estadão Conteúdo)

 

 

 

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Febre amarela: estados do Sul e Sudeste têm vacinação abaixo da meta

Dados divulgados nesta quinta dia 14, pelo Ministério da Saúde revelam que cerca de 36,9 milhões de pessoas no Sudeste e 13,1 milhões no Sul do país ainda não se vacinaram contra a febre amarela.

 

“Apesar de os estados do Sul e Sudeste já fazerem parte da área de recomendação para a vacina, todos os estados ainda registram coberturas abaixo da meta 95%”, informou a pasta.

 

Em nota, o ministério destacou que quem não mora no Sul, mas vai viajar para esta região, ou para o Sudeste, também deve ser imunizado contra a febre amarela. Nesse caso, a orientação é tomar a dose pelo menos 10 dias antes da viagem. O reforço na recomendação se dá porque, atualmente, há registro da circulação do vírus nessas regiões.

 

A vacina


A dose contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente a todos os estados. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), respaldada por estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

 

O público-alvo são pessoas de 9 meses a 59 anos de idade que nunca tenham se vacinado ou que não dispoõem do comprovante de vacinação. Atualmente, fazem parte da área de recomendação todos os estados do Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, além do Maranhão, alguns municípios da Bahia, do Piauí e de Alagoas.

 

Casos


Dados do Ministério da Saúde mostram que, de julho de 2018 a 7 de fevereiro deste ano, foram notificados 834 casos suspeitos de febre amarela, sendo que 679 foram descartados, 118 permanecem em investigação e 37 foram confirmados. Destes, nove foram óbitos.

 

Apresentaram casos confirmados os estados de São Paulo (35) e do Paraná (2). A maior parte dos casos ocorreu na região do Vale do Ribeira (litoral sul de São Paulo, perto da divisa com o Paraná). Todos os óbitos ocorreram no estado de São Paulo, nos municípios de Caraguatatuba (1), Iporanga (2), Eldorado (3), Jacupiranga (1) e Sete Barras (1). O local provável de infecção de um dos óbitos permanece em investigação.

 

Alerta


Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado nesta semana pela OMS.

 

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

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Com proposta de Bolsonaro, economia no INSS pode chegar a R$ 700 bi, diz Safra

A nova idade mínima para aposentadoria chancelada pelo presidente Jair Bolsonaro, de 65 para homens e 62 anos para mulheres, tem potencial para economizar R$ 400 bilhões em doze anos nas contas de Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra.

 

O cálculo leva em consideração o período de transição estabelecido pela equipe econômica e aprovado pelo presidente, de 12 anos, e supera, segundo Kawall, os R$ 330 bilhões que seriam economizados na versão final da proposta apresentada por Michel Temer.

 

Com isso, prevê o economista, a proposta de mudança nas regras de aposentadoria de Bolsonaro pode gerar uma economia total entre R$ 600 bilhões e R$ 700 bilhões somente no regime geral de Previdência, o que é considerado por Kawall como algo "muito positivo".

 

A versão de Temer também previa a criação de uma idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres).Mas essas faixas etárias seriam alcançadas em 20 anos.

 

Para Kawall, a expectativa agora gira em torno da divulgação da regra de cálculo do benefício e do tempo mínimo de contribuição. O economista espera que ele suba para 20 anos.

 

Bolsonaro decidiu nesta quinta-feira (14) que a nova reforma previdenciária estabelecerá idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

 

Em reunião com a equipe econômica, ficou acertado também que haverá um período de doze anos de transição para se chegar aos pisos para recebimento da aposentadoria.

 

A expectativa é de que na próxima quarta-feira (20) o presidente assine o texto e, no mesmo dia, ele seja divulgado publicamente e enviado à Câmara dos Deputados.

 

Apesar da decisão anunciada, o texto do projeto ainda pode sofrer alterações até a quarta dia 20. Ele será submetido até o dia do anúncio à área jurídica do Palácio do Planalto.

 

 

Atrase seu relógio! Horário de verão termina neste fim de semana

O Horário Brasileiro de Verão termina neste final de semana, à meia-noite de sábado dia 16, para domingo dia 17, em dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. Nestas regiões, os consumidores deverão atrasar o relógio em uma hora.

 

O principal objetivo do horário de verão é a redução da demanda por energia elétrica no final da tarde durante os dias em que anoitece mais tarde. A ação beneficia o sistema de geração de energia brasileiro e, consequentemente, o consumidor final. A matemática é simples: com o dia mais longo, é possível aproveitar a luz do dia por um período maior de tempo.

 

Uma das vantagens está em retardar o acionamento da iluminação pública. Desta forma, a carga das usinas é aliviada em pelo menos quatro meses do ano, evitando assim o acionamento de térmicas e o aumento no valor da conta de luz. (Com AEN)

 

 

 

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