Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 564,3 bilhões para 2019

O valor bruto da produção agropecuária (VBP) está estimado em R$ 564,3 bilhões para este ano, de acordo com dados de janeiro. O resultado está pouco abaixo do total registrado em 2018, quando foi tingido o valor de R$ 570,3 bilhões.

 

José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, observa que, embora as projeções de produção das lavouras e da pecuária sejam boas, os preços mais baixos de diversos produtos têm conduzido a um desempenho menos favorável do que o do ano passado.

 

As lavouras apresentam queda real de 3,1 %, e, a pecuária, aumento de 2,2 %. Com produção de R$ 372 bilhões, as lavouras representam 66% do VBP. Já a pecuária produz R$ 192,2 bilhões e responde por 34% do índice.

 

Os produtos que têm sustentado o VBP são, soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e café. Na pecuária, os destaques são para a forte redução de preços de ovos e a queda por anos consecutivos dos preços do leite. A contribuição mais positiva deve ser dada por carne bovina, suína e de frango. Esses oito produtos devem gerar R$ 447,3 bilhões e representam 79 % do VBP.

 

Destaques


O melhor desempenho neste início de ano é observado no algodão herbáceo, que apresenta aumento real de 1,7 % no valor da produção. O acréscimo se deve especialmente à produção mais elevada neste ano.

 

A produção de amendoim cresceu 2,2 %, de banana, o aumento é de 3,4 % e, milho, 15%. No caso da batata-inglesa, o aumento foi maior, de 40,9%, assim como o do feijão, que atinge 53,6 %. Nos casos do feijão e da batata-inglesa, o aumento decorre exclusivamente dos preços, que tiveram aumentos de 55,9 % e 51,6 %, respectivamente.

 

Há um grupo grande de produtos com redução do valor da produção. Alguns desses têm forte impacto na geração de renda na agricultura como o arroz, café, cana-de-açúcar, mandioca, soja, tomate, trigo e uva. Em muitos casos, a redução se refere não apenas a preços mais baixos em safras consecutivas, mas também à redução da quantidade produzida.

 

A região Centro-Oeste continua na liderança do VBP, com volume de R$ 159,9 bilhões em janeiro. A área central é seguida pelo Sul, que atingiu produção de 142,4 bilhões e o Sudeste com R$ 135,4 bilhões. O Nordeste registrou o valor bruto de R$ 50,7 bilhões e o Norte, R$ 34,7 bilhões. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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INSS alerta idosos sobre fraudes em crédito consignado

O crédito consignado é um empréstimo feito por meio de convênio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com bancos.

 

O aposentado ou pensionista não pode comprometer mais de 35% de sua renda. Para a contratação do crédito, é preciso apresentar documentos pessoais do aposentado ou pensionista na instituição financeira escolhida, inclundo os documentos de identidade ou Carteira de Habilitação (CNH) e Cadastro de Pessoa Física (CPF).

 

Além disso, é obrigatório que o contrato seja assinado pelo próprio segurado. “O empréstimo, de nenhuma maneira, pode ser concedido por telefone, sem o comparecimento do segurado ao banco ou financeira”, alerta o INSS.

 

O INSS orienta que, caso exista interesse na contratação do consignado, o segurado deve procurar bancos ou financeiras. “Vale destacar que o segurado nunca deve passar informações pessoais e de benefícios por telefone, pois este tipo de conduta pode facilitar a ação de criminosos e acarretar em fraudes no benefício”.

 

Para coibir fraudes contra aposentados e pensionistas, o INSS reforça que o beneficiário ou representante legal pode fazer o bloqueio ou desbloqueio do benefício para a contratação de empréstimos consignados ou até mesmo o cartão de crédito, por meio de sistema eletrônico. “Esse processo, por sua vez, precisará ser autenticado e o sistema deve ser disponibilizado pelas próprias instituições financeiras e sociedades de arredamento mercantil que mantenham Acordos de Cooperação técnica com o INSS”, explicou.

 


Denúncias


O segurado que for vítima de algum golpe ou detectar irregularidades nos descontos em folha deve cadastrar imediatamente sua manifestação na Ouvidoria do INSS por meio da Central de Teleatendimento 135 ou pelo portal (inss.gov.br). Em caso de perda, furto ou roubo, a pessoa deve fazer imediatamente um boletim de ocorrência, para se resguardar de eventuais fraudes no benefício.

 

“Vale destacar que as denúncias sobre consignado serão apuradas pela Ouvidoria e repassadas a Dataprev, para o bloqueio imediato do desconto ou contato com a instituição financeira para solução do problema e, se for o caso, devolução dos valores. Além disso, a partir do momento da detecção das fraudes, os envolvidos serão alvo de apuração por parte do Governo Federal”.

 

Os segurados também podem consultar o site Extrato de Empréstimos Consignados pela internet ou ter acesso a esse serviço em uma unidade do INSS. Assim, é possível conferir mensalmente se há irregularidades no benefício.

 

Por meio desse extrato é possível ao segurado conferir todo histórico de créditos consignados realizados com desconto no benefício previdenciário, além de outras informações como a margem da consignação atual, valores de parcela e prazo. O cadastro no Meu INSS é feito de três maneiras: pela internet, comparecendo a uma agência do INSS ou nos bancos autorizados. Até agora, mais de 20 milhões de usuários já se registraram no sistema, informou o órgão. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Mãe de piloto que faleceu em acidente com Boechat morre três dias após o filho

Três dias após a morte do piloto Ronaldo Quattrucci em um acidente de helicóptero que também matou o jornalista Ricardo Boechat na última segunda dia 11, a mãe dele, Philomena, faleceu.

 

A informação foi publicada pela filha do piloto, Amanda Martinez, em seu perfil no Instagram.

 

Segundo o relato, Philomena tinha uma doença terminal e não recebeu a notícia da morte do filho. Na postagem, a jovem ainda cita o tio, Rogério, que era piloto e morreu em um acidente aéreo em 1998. (Com Extra)

 

 

 

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Helicóptero que transportava Boechat sofreu pane mecânica, diz Polícia Civil

O helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, sofreu uma pane mecânica antes de cair na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, apontam informações preliminares da Polícia Civil. O inquérito policial não deve responsabilizar criminalmente nenhum dos envolvidos.

 

O piloto Ronaldo Quattrucci, de 56 anos, também morreu no acidente. A queda aconteceu na última segunda-feira, 11. "Houve uma pane mecânica. Quer dizer, não há de se falar que o cara ia por um remold lá no motor ou sei lá onde, montar na aeronave e subir", afirmou ao Estado o delegado Luiz Roberto Hellmeister, responsável pelo inquérito na Polícia Civil.

 

Os investigadores aguardam laudos para confirmar as circunstâncias do acidente. Quattrucci era sócio majoritário da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados, com sede em São Paulo. "Ele era dono da aeronave e único piloto da empresa. Ficou comprovado por profissionais da área que ele fez todo procedimento de pouso de emergência", disse Hellmeister.

 

Para o delegado, as investigações, até o momento, apontam para possível responsabilidade administrativa - e não criminal - de pessoas vinculadas à empresa. Dois dias após a tragédia, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a RQ Serviços Aéreos por haver "indícios" que ela prestava serviços de táxi-aéreo sem autorização. A versão foi confirmada à Polícia Civil nesta sexta-feira, 15, pelo filho e sócio do piloto, o nutricionista Rodrigo Quattrucci, de 23 anos, detentor de menos de 2% das ações da RQ Serviços Aéreos. Segundo as investigações, ele só teria ido quatro vezes na empresa desde a fundação, em março de 2004. Na delegacia, ele informou que a aeronave não tinha seguro.

 

Havia apenas seguro para os tripulantes, que teria sido posto à disposição de familiares das vítimas e do motorista do caminhão em que o helicóptero colidiu. Boechat morreu por politraumatismo Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Boechat morreu em decorrência de politraumatismo provocado pela queda do helicóptero. De acordo com o documento, o jornalista sofreu traumatismos torácico e abdominal, "caracterizando politraumatismo, com carbonização secundária".

 

O exame não apontou indícios de que Boechat inspirou fuligem ou fumaça antes de morrer. "(Foi detectada) uma concentração abaixo de 10% de carboxihemoglobina (intoxicação por monóxido de carbono) no sangue, o que indica que a vítima já se encontrava em óbito antes da exposição ao gás", afirma o laudo. O corpo do jornalista foi reconhecido pela arcada dentária.

 

 

Horário de verão termina neste domingo no Paraná e outros nove estados

Motivo de alegria para uns e de tristeza para outros, o horário de verão termina à zero hora deste domingo dia 17. Com isso, os relógios terão que ser atrasados em uma hora (voltarão para 23h) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

 

O horário de verão de 2018 começou no dia de 4 novembro para moradores de 10 estados e do Distrito Federal. Até 2017, o horário de verão tinha início no terceiro domingo de outubro, mas atendendo um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então presidente Michel Temer alterou o início do horário para que não coincidisse com o primeiro e o segundo turno da eleição.

 

Viagens

 

Com o fim do horário de verão, é comum a confusão nos primeiros dias, por isso, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) emitiu um comunicado alertando passageiros para que fiquem atentos aos horários nos bilhetes aéreos. Vale o que está escrito no bilhete, pois eles são emitidos conforme a hora local vigente na data da viagem.

 

Segundo a entidade, a informação da partida se refere ao horário na cidade de origem e a da chegada ao horário da cidade de destino. Dessa forma, os bilhetes emitidos sempre consideram, além das diferenças de fuso, as diferenças resultantes do início ou fim do horário de verão. Em caso de dúvida, os passageiros devem buscar informações no site da companhia aérea ou por meio dos canais de atendimento telefônico.

 

Celulares

 

As operadoras de telefonia alteram automaticamente os relógios dos aparelhos celulares. Mas o usuário deve ficar atento se a alteração foi de fato realizada.

 

Horário de verão em 2019

 

Este ano, a adoção do horário de verão ainda é uma incógnita, e cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir.

 

No ano passado, estudos da Secretaria de Energia Elétrica (SEE), do Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontaram que em termos de economia de energia, a medida não tem sido eficiente, já que os resultados alcançados foram próximos à “neutralidade”. O horário de verão foi criado no país com o intuito de economizar energia, a partir do aproveitamento de luz solar no período mais quente do ano. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Homem é condenado a mais de 1 mil anos de prisão por estuprar enteada

Acusado de ter abusado sexualmente da enteada menor de idade durante cinco anos, um homem foi condenado a 1.008 anos de prisão pela Justiça de Fernandópolis, no interior de São Paulo.

 

Os abusos tiveram início quando a menina tinha seis anos de idade e só cessaram aos 11 anos, quando a mãe dela rompeu o relacionamento com o acusado. O cálculo da pena levou em conta as 63 vezes em que o estupro aconteceu, multiplicado pela pena de 16 anos prevista para o crime hediondo. Também houve agravantes, por se tratar de crime continuado e contra menor de 14 anos. 

 

A pena, divulgada nesta quinta-feira, 14, é uma das mais altas já aplicadas pela Justiça de São Paulo. A título de comparação, o médico Roger Abdelmassih, condenado por 56 estupros contra 39 mulheres, recebeu pena inicial de 278 anos de prisão, depois reduzida para 181 anos - desde o ano passado ele está em regime de prisão domiciliar. O caso julgado no Fórum de Fernandópolis envolve um sitiante de Bálsamo, cidade da região, que não teve o nome divulgado para preservar a vítima. 

 

O processo tramita em segredo de justiça. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-SP), o acusado morava com a menina e a mãe dela numa propriedade rural, onde aconteciam os abusos. No ano passado, uma tia materna da criança desconfiou e relatou suas suspeitas à polícia. Os exames confirmaram o estupro. 

 

A mãe da menina rompeu o relacionamento com o homem, mas alegou que desconhecia o que se passava. 

 

Ouvida no inquérito, a criança deu detalhes de como aconteciam os abusos. Pela legislação brasileira, o tempo máximo de cumprimento de penas privativas de liberdade não pode superar os 30 anos. No caso do sitiante, uma pena tão elevada impede que ele seja beneficiado pela progressão para um regime mais brando no cumprimento da pena. Por ser crime hediondo, para fazer jus ao benefício da progressão, ele teria de ter cumprido ao menos dois quintos da pena, equivalentes a 403 anos de prisão.

 

Assim, se a sentença for mantida no tribunal, o réu ficará os 30 anos preso em regime fechado. A defesa do sitiante informou que já entrou com recurso, mas não faria comentários devido ao sigilo judicial.

 

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