As forças de segurança estaduais apreenderam 143,6 toneladas de drogas de janeiro a dezembro de 2019 no Paraná, um aumento de 38,8% em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira dia 15 em relatório do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria da Segurança Pública.
Houve acréscimo na quantidade apreendida de todas as drogas divulgadas no relatório estatístico: maconha ( 36%), cocaína ( 212%), crack ( 38,4%), ecstasy ( 76,7%) e LSD ( 147,2%).
"O aumento nas apreensões de drogas é decorrente das diversas operações que as polícias Militar e Civil desenvolveram. Com mais polícia nas ruas, maior fiscalização e, principalmente, maior investigação por parte dos setores de inteligência correspondentes, conseguimos aumentar esse dado ano a ano", salientou o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, o maior número de apreensões de entorpecentes colabora para a redução das outras estatísticas criminais, como de furto, roubo e homicídio. "Nós colocamos como prioridade o combate ao narcotráfico, em parceria com outros órgãos municipais, estaduais e federais. Quando atacamos a espinha dorsal que é o narcotráfico, todos os crimes satélites, aqueles que sustentam o narcotráfico, reduzem naturalmente", disse.
O delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, atribui o aumento à minuciosa investigação e à integração das forças policiais. "A Polícia Civil tem grande experiência na investigação de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas. Todo esse trabalho é realizado por todas as nossas unidades especializadas ou de área. Outro ponto chave é a integração e a troca de informações com outras forças de segurança federais, estaduais e municipais. Muitas das grandes apreensões são resultado do trabalho conjunto entre as polícias", explicou.
EM NÚMEROS - A cocaína foi a droga que teve maior aumento no volume apreendido no ano passado. De janeiro a dezembro de 2018 foi interceptada 1,6 tonelada, contra 5 toneladas durante 2019, um acréscimo de 212%. "Tivemos uma grande apreensão de cocaína no Litoral do Estado, em julho de 2019, quando foram interceptadas quase 3 toneladas em uma única operação", ressaltou o secretário Marinho.
O comandante-geral da Polícia Militar destaca que as ações no Estado colaboram também para a queda do tráfico de drogas internacional. "As grandes apreensões de cocaína do ano passado foram no Litoral. O trabalho de inteligência conjunta entre forças está impedindo o embarque da cocaína que é produzida na Colômbia, entra no território do Paraguai e, depois, passa pelo nosso território em direção ao Porto de Paranaguá e aos mercados europeu e americano. Nós estamos cortando essa logística", completou.
Além disso, o volume de crack apreendido cresceu 38,4% - 420 quilos a mais. Em 2019 foi apreendida 1,5 tonelada da droga. Somente em Maringá foram 325 quilos e em Curitiba 230 quilos.
DROGAS SINTÉTICAS - A quantidade de LSD apreendida também teve crescimento expressivo. Durante todo o ano de 2018 foram interceptados 14.539 pontos da droga, volume que subiu para 35.948 pontos em 2019 - são 21.409 pontos a mais, um aumento de 147%. Curitiba apreendeu 52% de todo o LSD retirado de circulação no Estado (18.844 pontos).
Em relação às apreensões de ecstasy, foram 40.408 comprimidos a mais em 2019, um aumento de 76,7%. No ano passado a polícia tirou de circulação 93.061 comprimidos. Os municípios que registraram maior volume apreendido foram São José dos Pinhais, com 43.231 comprimidos, e Curitiba com 32.853.
"Fazemos diversas operações para apreender cada vez mais entorpecentes no Paraná. As apreensões tem aumentado ano a ano porque o trabalho das unidades que compõem a secretaria também tem sido mais eficaz anualmente", completou o secretário.
MACONHA - No caso da maconha, foram apreendidas 137 toneladas em 2019, 36% a mais que as 100 toneladas em 2018. Quase 375 quilos da droga foram interceptados por dia em todo o Estado. Os municípios com maior volume apreendido foram Foz do Iguaçu (21,4 tonelada), Cascavel (11,4 tonelada), Santa Terezinha de Itaipu (7,2 tonelada), Alto Paraíso (5,3 tonelada), Guaíra (4,9 tonelada) e Curitiba (4,7 tonelada). (Com AEN)
A Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde aprovou nesta terça dia 14, 21 protocolos de pesquisas que envolvem ensaios clínicos com pacientes de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Os estudos fazem parte de um total de 76 pesquisas sobre a pandemia que foram aprovadas desde 23 de março, incluindo investigações epidemiológicas, trabalhos relacionados à saúde mental durante o confinamento e também pesquisas de ciências humanas.
Os 21 estudos com ensaios clínicos aprovados estão em cinco estados brasileiros, sendo 14 deles em São Paulo. Há também trabalhos em andamento no Ceará, Amazonas, Paraná e Rio de Janeiro. As pesquisas foram propostas por 17 instituições, e os tratamentos envolvem cerca de 8,7 mil participantes. Segundo a Conep, a maior parte dos proponentes é formada por universidades e hospitais brasileiros.
Se considerado o número total de 76 trabalhos, o que inclui os protocolos de estudos observacionais, há 53 em curso na Região Sudeste, nove no Sul, seis no Nordeste, quatro no Norte e mais quatro no Centro-Oeste.
Em três ensaios clínicos já aprovados pela Conep, pesquisadores avaliam o uso da cloroquina/hidroxicloroquina nos pacientes, e em sete essa substância é ministrada de forma associada à azitromicina. Entre essas pesquisas está a desenvolvida pela Fundação de Medicina Tropical e pela Universidade Estadual do Amazonas, que investigam o uso do medicamento em 81 pacientes graves. Nesses estudos, além de comprovar a eficácia, é preciso investigar a dose mais adequada, já que a substância pode causar efeitos colaterais como arritmia cardíaca devido à sua toxicidade.
Há ainda três estudos com uso de plasma sanguíneo de pessoas curadas de coronavírus, como o desenvolvido por pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em nota divulgada no início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que pesquisadores dedicados a análises semelhantes já têm obtido "resultados promissores", que ainda não podem ser encarados como "comprovação definitiva sobre a eficácia potencial do tratamento".
O coordenador da Conep, Jorge Venâncio, explica que qualquer pesquisa que envolva a observação ou experimentação em seres humanos deve ser aprovada pela comissão, que adotou um procedimento de urgência para avaliar em até 72 horas os estudos que investigam a pandemia de coronavírus. No trâmite normal, a avaliação teria um prazo de até 30 dias.
"Temos recebido uma quantidade grande. Chegaram à Conep mais de 400 pesquisas [relacionadas ao coronavírus]. Estamos recebendo o fluxo normal e mais essas 400", conta Venâncio. "A tendência é continuar tendo um fluxo grande".
Para dar conta desse trabalho, a Conep tem trabalhado em câmaras virtuais que funcionam sete dias por semana, e a prioridade tem sido pesquisas envolvendo ensaios clínicos, saúde mental ou com participação do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde. Para separar esse grupo das demais pesquisas, a comissão vai distribuir os outros estudos relacionados ao coronavírus para os mais de 800 comitês locais, que terão sete dias para dar um parecer.
Diversidade de pesquisas
Venâncio conta que já há cerca de 20 protocolos aprovados para serem incluídos no próximo boletim da Conep, que será divulgado na sexta dia 18.
Entre os 12 novos estudos divulgados no boletim de ontem, há pesquisas com diversos temas, como a análise da gravidade da covid-19 em soropositivos, a avaliação dos efeitos da quarentena na saúde física e mental, o contágio entre profissionais de saúde e pacientes e o uso de plasma convalescente para pacientes com infecção grave.
A maior parte das pesquisas relacionadas à covid-19 precisa também de aprovação da Anvisa para ser realizada, já que o uso de fármacos é regulado pela agência. A tarefa da Conep é avaliar se os direitos dos participantes das pesquisas estão sendo respeitados com informações claras e sem superestimação de benefícios ou subestimação de riscos.
"Geralmente, as pendências e cobranças que a gente faz são dessa ordem. Não pode prometer o que não vai entregar. Tem que colocar a realidade", afirma o coordenador, que conta que a comissão chegou a recusar poucos protocolos, por propostas sem fundamentação ou pesquisadores sem experiência em pesquisa clínica. "Quando a pessoa é chamada para uma pesquisa, muitas vezes está muito fragilizada. E a última coisa com que ela vai se preocupar é se os direitos dela estão sendo respeitados. É uma situação limite. Por isso, no Brasil e no mundo inteiro, temos esse sistema de proteção. das secretarias estaduais de saúde" (Com Agência Brasil)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 11,5 mil carteiras de cigarro em um carro na madrugada desta quarta-feira dia 15, em Palmeira (PR), na região dos Campos Gerais. A carga contrabandeada estava em um automóvel Chevrolet Vectra, que havia conseguido fugir de uma primeira tentativa de abordagem da PRF, em Guarapuava, na região centro-sul do estado.
Quase 150 quilômetros depois, o contrabandista, seguido por outra equipe de policiais rodoviários federais, perdeu o controle do veículo após quase atropelar um motociclista que esperava para cruzar a BR-277. Na sequência, o carro capotou, espalhando parte da carga de cigarro ao longo de aproximadamente 400 metros da rodovia.
O carro, que tinha vidros blindados, ficou inteiramente destruído.
Socorrido por uma equipe de resgate da concessionária Caminhos do Paraná, o homem, que sofreu lesões leves, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Santa Casa de Irati, onde foi atendido, sob custódia da PRF. Às 10 horas, recebeu alta médica.
A prisão ocorreu às 4h40 da madrugada, no quilômetro 172 da BR-277. A primeira tentativa de parar o veículo havia sido realizada no quilômetro 319 da rodovia, pouco mais de duas horas antes.
Durante a fuga, o contrabandista, de 24 anos de idade, dirigiu em velocidades próximas a 200 km/h, expondo dezenas de outras pessoas a risco de acidentes graves. Fez uma série de ultrapassagens em locais de faixa amarela contínua e pelo acostamento. Por ao menos duas vezes, quase colidiu frontalmente contra veículos que transitavam no sentido contrário.
Aos policiais rodoviários federais, o preso disse que saiu de Cascavel (PR) e que levaria o cigarro até Guaratuba, no litoral do Paraná.
A PRF encaminhou o veículo e o cigarro para a unidade da Receita Federal em Ponta Grossa. Levado para a Delegacia da Polícia Federal na mesma cidade, o preso responderá a princípio pelos crimes de contrabando e direção perigosa. (Com PRF)
O Ministério da Saúde informou nesta quarta dia 15, que o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão esta manhã. A saída acontece em meio à pandemia da covid-19 e notícias sobre a possibilidade de o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deixar o cargo.
Nas últimas semanas, Oliveira vinha participando das coletivas de imprensa, ao lado de Mandetta e do secretário executivo do ministério, João Gabbardo, para apresentar os dados e as ações da pasta de enfrentamento ao novo coronavírus.
O Ministério da Saúde não informou se já foi escolhido um substituto para ocupar o cargo.
Oliveira é doutor em epidemiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua também como professor da Escola Fiocruz de Governo da Fundação Oswaldo Cruz, em Brasília, e é servidor público federal, enfermeiro epidemiologista do Hospital das Forças Armadas, do Ministério da Defesa. Tem mais de 20 anos de experiência profissional, sendo 16 anos no Ministério da Saúde, onde também atuou na coordenação da Resposta Nacional às Emergências do zika vírus, em 2015, e de H1N1, em 2009. (Com Agência Brasil).
O transporte coletivo metropolitano está sofrendo as consequências do necessário isolamento social para conter a pandemia de coronavírus. Segundo dados da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), nas primeiras semanas de isolamento houve uma queda de 70% dos passageiros, já nesta semana houve um acréscimo e a baixa está em 60%. Com isso, decisões têm sido tomadas no dia a dia e as empresas já estudam a suspensão de contratos de trabalho de funcionários, uma vez que não estão tendo o lucro esperado para a manutenção da folha salarial.
O presidente da Comec confirmou que o impacto tem sido muito grande no transporte coletivo. "Houve uma queda expressiva pelo fechamento do comércio e tudo mais. Nas primeiras semanas tivemos queda de 70% dos números de usuários, agora estamos quase chegando aos 60% no horário de pico. Em outros horários os ônibus estão trabalhando praticamente sem passageiros", falou. (Com Banda B)
Depois de regularizar a situação de cerca de 90 mil Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no fim de semana, a Receita Federal recebeu, na segunda dia 13, cerca de 84 mil novos pedidos de inscrição e de regularização do cadastro. Segundo balanço divulgado pelo órgão, 24 mil contribuintes fizerem o pedido na segunda e 60 mil na terça dia 14.
A regularização do CPF é necessária para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 pela Caixa Econômica Federal durante a pandemia do novo coronavírus. Para evitar aglomerações e deslocamentos às unidades do órgão, a Receita está recebendo pedidos de inscrição e de regularização por canais eletrônicos.
Segundo a Receita, cerca de 11 milhões de CPF com pendências relacionadas à Justiça Eleitoral serão liberados pela Caixa Econômica Federal nesta quarta dia 15 para receberem o auxílio emergencial. Depois de contato com a instituição financeira, a Receita foi informada de que os sistemas do banco estarão atualizados nesta quarta-feira.
Os pedidos de inscrição e de regularização do CPF podem ser feitos no site da Receita Federal. O contribuinte pode alterar dados no formulário "Alteração de Dados Cadastrais no CPF" entrar no chat da Receita, onde conversará com um atendente.
Caso não seja possível fazer o processo pelo site, o contribuinte pode enviar um e-mail a uma unidade da região fiscal onde mora. A lista está disponível na página da Receita na internet. Segundo o órgão, os e-mais serão respondidos em até 48 horas.
Jurisdição por estado e respectivos e-mails corporativos:
1ª Região Fiscal (DF, GO, MT, MS e TO) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
2ª Região Fiscal (AC, AM, AP, PA, RO e RR) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
3ª Região Fiscal (CE, MA e PI) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
4ª Região Fiscal (AL, PB, PE e RN) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
5ª Região Fiscal (BA e SE) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
6ª Região Fiscal (MG) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
7ª Região Fiscal (ES e RJ) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
8ª Região Fiscal (SP) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
9ª Região Fiscal (PR e SC) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
10ª Região Fiscal (RS) - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
(Com Agência Brasil)





















