Brasil tem mais de 2 milhões de casos de covid-19 e 79 mil mortes

O Ministério da Saúde divulgou ontem novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 2.098.389 casos confirmados da doença e 79.488 mortes registradas. Os casos recuperados somam 1.371.229.

 

Nas últimas 24 horas, o ministério 23.529 registrou novos casos e 716 mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, 647.672 casos estão em acompanhamento.

 

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8 %. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 37,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 957,5.

 

Situação nos estados


A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 717.154 casos e 36.050 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 700.683 casos e 25.395 óbitos.

 

Em seguida estão as regiões Norte (351.754 casos e 11.048 mortes), Centro-Oeste (173.720 casos e 3.731 óbitos) e Sul (155.078 casos e 3.264 mortes).

 

São Paulo é o estado mais atingido pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, acumula 415.049 casos da doença, que resultaram em 19.732 óbitos. Em seguida, os estados que mais registraram casos confirmados são Ceará (146.972), Rio de Janeiro (138.524), Pará (137.484) e Bahia (122.160). Rio de Janeiro é segundo estado que mais registrou número de mortes (12.144) e o Ceará ficou em terceiro com 7.178.


Atualizações estaduais


O ministério da Saúde enviou no início da noite uma nota com explicações sobre os dados de Goiás, Rondônia e Rio de Janeiro. "A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás informou estar ajustando dados nos sistemas oficiais, corrigindo, por exemplo, eventuais duplicidades. O estado de Rondônia não enviou os dados até o horário de fechamento e, desta forma, serão atualizados no boletim desta segunda-feira (20). Já os números do estado do Rio de Janeiro correspondentes aos registros de sábado e domingo foram atualizados no boletim de ontem dia 19", destacou a nota. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estudo projeta redução de áreas de produção de arroz e feijão

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que o arroz e o feijão devem perder importância na produção agrícola brasileira nos próximos anos. A projeção mostra que para as safras de 2028 e 2029, a área usada para plantar o feijão deve retroceder 10% em comparação com o período 2018/19, ficando em 2,6 milhões de hectares.

 

Para o arroz, a previsão é semelhante, com a redução de 9% na área plantada em dez anos, que deverá ser de 1,5 milhão de hectares para a safra 2028/29. A estimativa mostra, entretanto, um ganho de produtividade de 23% no período que deve fazer com que, apesar da utilização de uma área menor, a produção cresça 12%.

 

Para o feijão, é esperado ganho de produtividade de 19%, permitindo que a produção aumente 7% em dez anos. Nos próximos dez anos, a estimativa é que haja um crescimento de 6% no consumo de feijão e arroz no país. A título de comparação, a estimativa para o café é que o consumo doméstico cresça em 28% no mesmo período.

 

Redução do consumo


A retração da quantidade de terras destinadas ao plantio dos cereais está ligada, de acordo com o estudo, a uma redução do consumo desses alimentos. “As mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida dos brasileiros, ocorridas nos últimos anos, fizeram com que, apesar da combinação arroz e feijão continuar presente na dieta, exista uma tendência de incorporação de outros tipos de alimentos”, avalia a pesquisa sobre como a combinação tem sido substituída por carboidratos industrializados, como pães, bolachas e massas.

 

O estudo destaca que entre as duas últimas safras é observada uma redução significativa na área destinada ao plantio de arroz. “Na safra passada houve queda de quase 300 mil hectares, mas, apesar do declínio da área, a produção não tem apresentado contração significativa, pois os ganhos de produtividade foram suficientes para manter a oferta alinhada com o consumo interno”.

 

Entre os fatores que levam ao desinteresse pelos produtos que fazem parte da dieta básica brasileira, está, segundo o estudo, o tempo necessário para o preparo. “O elevado tempo de preparo do produto convencional dificulta seu uso pelas pessoas, que procuram por maior praticidade”. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

BNDES aprova R$ 12 bi em suspensão de pagamentos de empréstimos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que alcançou R$ 12 bilhões na aprovação de suspensões temporárias de pagamentos de parcelas de empréstimos contratados com a instituição. A medida, conhecida no mercado como standstill, está sendo concedida pelo prazo de até seis meses a mais de 28,5 mil empresas, em cerca de 77,7 mil contratos de financiamento, nas modalidades direta e indireta. Estima-se que os clientes beneficiados com a medida empreguem mais de 2,5 milhões de pessoas.

 

“Nas operações diretas e indiretas não automáticas, para as quais o BNDES encerrou o protocolo de pedidos de standstill em 30 de junho, o setor mais beneficiado com a suspensão de pagamentos foi o de infraestrutura, com R$ 6,9 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 1,2 bilhão”, diz a nota do banco de fomento.

 

A Região Sudeste recebeu 39,9% do benefício a empresas que contrataram diretamente com o banco, enquanto o Norte foi o mais beneficiado nos contratos indiretos não automáticos, com 61,3% dos valores de standstill aprovados para esta modalidade nessa região.

 

O BNDES informou que ainda está recebendo solicitações de suspensão de pagamentos na modalidade indireta automática. As solicitações devem ser encaminhadas ao agente financeiro que concedeu o financiamento.

 

Combate à crise


O banco afirmou que mais de R$ 22 bilhões já foram liberados em ações emergenciais de combate aos efeitos da pandemia de covid-19. Entre os resultados das medidas adotadas estão os R$ 5,6 bilhões aprovados para empréstimos a mais de 16 mil micro, pequenas e médias empresas na linha de capital de giro e os R$ 4,6 bilhões aprovados para crédito a folhas de pagamento, pelos quais estima-se que quase 2 milhões de empregados tenham sido beneficiados.

 

Mais informações sobre os resultados das medidas emergenciais adotadas pelo BNDES podem ser acessadas no site da instituição para acompanhamento de medidas contra a covid-19. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Maestro João Carlos Martins dá entrevista ao Impressões, da TV Brasil

João, o maestro. Esse é o título do filme que conta a história de João Carlos Martins. Mas, ele mesmo afirma, com bastante humor: “[o nome do filme] deveria ser: O sobrevivente”. A carreira começou aos 8 anos. Logo cedo, Martins desenvolvia músicas ao piano que não deixavam qualquer brecha para ponderações.

 

O perfeccionismo desencadeou o primeiro grande desafio: uma doença conhecida como distonia focal, típica dos que buscam ultrapassar os limites da capacidade. Não foi o suficiente para pará-lo. João Carlos Martins foi destaque no universo da música clássica muito cedo. Mas, ainda passaria por outros fortes obstáculos.

 

A história de superação, disciplina e reconhecimento do pianista e maestro que é conhecido pelos dedilhares certeiros ao piano e pela capacidade indiscutível de emocionar o público com suas regências é tema do programa Impressões, da TV Brasil, que foi ao ar neste domingo.

 

Paixão pela música


João Carlos Martins é maestro por pura reinvenção. Sua paixão pela música era pautada principalmente pela relação de amor com o teclado. Depois da distonia, Martins ainda sofreu um acidente que ocasionou uma grave lesão em suas mãos e enfrentou a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e uma forte lesão cerebral que agravou suas capacidades.

 

No primeiro momento, Martins passou quatro anos de sua carreira usando apenas a mão esquerda para tocar. Pouco depois, a limitação se agravou e, das duas mãos, conseguia utilizar apenas cinco dos dez dedos. O que já era um desafio se tornou uma missão quase impossível: tocar apenas com os dois polegares. Nada parava o mestre. A batalha que perdurou mais de duas décadas, marcada por 24 operações, só teve trégua quando um designer de tecnologia ofereceu uma saída: uma luva biônica que faria com que o músico voltasse a sua plena capacidade.

 

O primeiro modelo foi aceito pelo maestro como um gesto de gratidão. Em seguida, Martins convidou o autor do prospecto para explicar detalhadamente suas dificuldades e a luva foi readaptada. “Não vou ser nunca o músico de antigamente, mas o simples prazer de colocar os dez dedos no teclado para realizar uma música, isto, me dá uma satisfação enorme”, afirma.

 

Superação


Em nenhum momento, Martins sequer cogitou a possibilidade de se afastar da música clássica. Enquanto pôde, ele tocou e procurou a precisão e velocidade ideal para interpretar composições de grandes nomes. Quando as limitações se intensificaram, ele se lançou à regência de orquestras que encheriam corações de emoção.

 

A fonte de toda determinação é explicada em afirmações aparentemente simples. Uma: “A música explica que Deus existe”, afirma ao citar casos como o do compositor Ludwing van Beethoven que, mesmo surdo, compôs obras reconhecidas universalmente. Outra base para Martins diz respeito à missão que atribui a sua categoria: “Quando você está na frente do seu companheiro [o piano, no seu caso] ou de uma orquestra, a missão é transmitir emoção. A missão de um artista é chegar ao coração do público”, diz.

 

Ao completar recentemente 80 anos de vida, o maestro que hoje comemora seu reatamento com o piano graças à tecnologia e arrisca ingressar em redes sociais com mais de 170 mil seguidores já fiéis – desafio imposto pelo isolamento social provocado pela pandemia da covid-19 – não se curva ao tempo.

 

“Aos 80 anos, estou anunciando planos para os próximos 20 anos. Aos 80 anos você pode encarar a idade como início ou fim de uma carreira. Eu encaro como início. A esperança nunca pode sair do seu dicionário ou rotina”, afirma que tem experiência suficiente para adotar tal postura. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Ferramenta do Google facilita tradução de hieróglifos

Após séculos de dificuldades e estudos visando à sua compreensão, os hieróglifos egípcios (nome dado aos caracteres usados como escrita no Egito Antigo) poderão ser traduzidos com muito mais rapidez e facilidade por qualquer pessoa, por meio da ferramenta Fabricius, disponibilizada com a atualização do app Arts & Culture. A tradução pode ser feita por meio de uploads de imagens contendo os hieróglifos.

 

Em função do estado de muitos dos hieróglifos, poderá ser necessário fazer alguns ajustes nas imagens, de forma a possibilitar seu reconhecimento pelo Fabricius. Por isso há, na página do Arts & Culture, um vídeo explicando o passo a passo para o uso da ferramenta.

 

De acordo com o Google, a ferramenta vai sendo aperfeiçoada na medida em que é usada (machine learning). Ela possibilita o envio de fotos dos hieróglifos, o que vai aumentando o seu banco de dados.

 

Pedra de Roseta


A compreensão dos hieróglifos egípcios foi possível a partir da Pedra de Roseta, que atualmente se encontra no Museu Britânico (British Museum), em Londres. A tradução dos hieróglifos contidos na pedra foi feita após pesquisadores descobrirem que nela estavam presentes três variantes de um mesmo texto. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

Paraguai confirma existência de nova nuvem de gafanhotos

Autoridades paraguaias identificaram, no país, uma “nuvem” de gafanhotos semelhante a que, no fim de junho, se formou na Argentina e chegou próxima às fronteiras com o Brasil, motivando o governo brasileiro a, na ocasião, declarar estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Embora não representem um risco direto para os seres humanos, estes ortópteros saltadores podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas.

 

Segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave) do Paraguai, até a tarde de ontem (15), milhares de gafanhotos da espécie schistocerca cancellata, (também chamada de gafanhoto migratório sul-americano) se encontravam próximos ao Parque Nacional Defensores del Chaco, no estado de Boqueirão, a cerca de 300 quilômetros (km) das fronteiras com o Brasil e a Argentina.

 

A possibilidade dos gafanhotos se deslocarem para outras regiões colocou não só os técnicos do Senave paraguaio “em vigilância permanente”, mas também motivou o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina a reforçar o pedido para que produtores rurais e a população em geral alertem às autoridades sanitárias locais caso avistem os animais.

 

No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou ter recebido dos técnicos paraguaios informações sobre a segunda nuvem de gafanhotos. A pasta informou que está monitorando a situação, mas que, no momento, não há como prever o comportamento dos animais, pois isto depende de uma série de fatores climáticos.


“No momento, as condições meteorológicas não são favoráveis à sua entrada no Brasil e, por isso, ainda não é necessário estabelecer uma emergência fitossanitária para essa nuvem”, sustenta o ministério, revelando que ocorrências do tipo já vem sendo monitoradas por especialistas de diversos países sul-americanos desde 2015. Além disso, desde o dia 23 de junho, quando foi emitido o alerta em decorrência da primeira nuvem, também os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná estão mobilizados para, se necessário, adotar as medidas de controle cabíveis.

 

Explosão demográfica


Conforme a Agência Brasil noticiou no dia 25 de junho, embora o surgimento de nuvens de gafanhotos tenha voltado a ganhar destaque quando a situação na Argentina ameaçava transpor as fronteiras do Brasil e do Uruguai, o fenômeno é antigo na região.

 

Segundo o Senasa, há muito tempo os argentinos convivem com um espantoso número de gafanhotos migratórios sul-americanos. Durante a primeira metade do século XX, a espécie “foi a praga mais prejudicial” para o setor agropecuário do país, “causando significativas perdas econômicas em cultivos e campos naturais de amplas regiões” do país.

 

Mesmo com este histórico, em 2017, especialistas se surpreenderam com o que classificaram como uma nova “explosão demográfica dos gafanhotos”. O que motivou a aprovação do Protocolo Interinstitucional de Gestão de Informações - o que não impediu que, dois anos depois, a Argentina tivesse que decretar emergência regional frente aos milhares de insetos provenientes do Paraguai.

 

Ontem, a Senasa informou que continua acompanhando milhares de animais que faziam parte da nuvem que se formou em junho e que, agora, estão agrupados próximos à cidade de Curuzú Cuatiá, a cerca de 100 km de Uruguaina (RS). De acordo com o órgão, os gafanhotos estão em uma área de difícil acesso e, nos últimos dias, têm se deslocado pouco, devido às baixas temperaturas. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

feed-image
SICREDI 02