A Petrobras abriu hoje dia 1, as inscrições para o edital de financiamento a projetos de curta e média metragens de animação, dentro do Programa Petrobras Cultural para Crianças 2020. O patrocínio atingirá R$ 4 milhões e será destinado a iniciativas que tenham como público-alvo crianças de até 6 anos de idade, podendo ser também voltadas aos pais e educadores.
Essa é a segunda chamada do programa Petrobras Cultural para Crianças 2020, que tem investimento total de R$ 10 milhões. A primeira seleção, voltada para as artes cênicas, foi lançada em março e recebeu 938 projetos de todas as regiões do Brasil.
As inscrições para o novo edital poderão ser realizadas pela internet até o dia 24 de agosto, informou a Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa. A previsão é que o resultado da chamada seja divulgado em novembro. Os projetos selecionados deverão ser concluídos em até 18 meses, a contar da assinatura do contrato de patrocínio.
História de apoio
O gerente de Patrocínio e Eventos da Petrobras, Aislan Greca, ressaltou que a empresa tem uma história com o cinema de animação no Brasil, com apoio a grandes filmes nessa área, entre os quais “O Menino e o Mundo”, que concorreu ao Oscar, o sucesso “Peixonauta – O Filme” e os longas Tarsilinha e Teca e Tuti, estes dois últimos ainda inéditos.
“A animação chama a atenção das crianças. Existe uma relação ótima entre o trabalho de vários produtores com relação à animação no Brasil e as crianças. E a gente decidiu apoiar essa iniciativa”. O gerente disse que a opção por curta e média metragens se deu porque esse é o tempo capaz de prender a atenção das crianças de até seis anos de idade. “A gente acredita que quem lida com esse segmento sabe muito bem trabalhar dentro dessa faixa de produção”.
Uma vez concluídas, as animações deverão ser disponibilizadas em plataformas streaming (transmissão instantânea de dados de áudio e vídeo através de redes). Aislan Greca afirmou que trabalhar com animações nessas plataformas já estava no plano da Petrobras quando elaborou as chamadas culturais para 2020. “A gente viu que esse modelo se tornou mais relevante neste momento e que é um canal ótimo para a disseminação das animações que nós pretendemos patrocinar”. Segundo o gerente, a plataforma streaming abrange um maior número de pessoas e atinge maior número de crianças. “Então, a gente vê como um ótimo vetor de informação do que a gente quer trabalhar com crianças de zero a 6 anos de idade”.
Aislan Greca observou ainda que animação é um tipo de produto que se consegue fazer com certo distanciamento, o que facilita a produção. A perspectiva é ter em prazo relativamente curto produtos de excelente qualidade para colocar nas plataformas e as crianças poderem assistir.
Petrobras Cultural
O Programa Petrobras Cultural é o canal de patrocínios da companhia à cultura, englobando as áreas da música, artes cênicas, múltiplas expressões e audiovisual. Para o público infantil, a empresa vem apoiando iniciativas que promovam o acesso ao brincar, à arte, à música e à literatura.
A animação brasileira está presente também na Orquestra Petrobras Sinfônica que, além de tocar com o reconhecido projeto Mundo Bita, cujo vídeo já alcançou mais de três milhões de visualizações, se prepara para lançar, este mês, arranjos para diferentes formações instrumentais de canções registradas pelo maestro e compositor Villa–Lobos. (Com Agência Brasil)
Neste momento, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, e o diretor do departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, participam de entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, para tratar do combate à pandemia de covid-19. Acompanhe ao vivo
São Paulo pode iniciar semana que vem teste da vacina contra covid-19
O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta-feira (1º) os 12 centros clínicos que serão responsáveis pelo recrutamento de voluntários para a terceira fase de testes da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.
Os testes serão realizados em 9 mil voluntários em centros de pesquisas de seis estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan. Para que os testes da vacina sejam iniciados, o governo paulista só espera a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Doria, isso deve ocorrer ainda nesta semana.
Militares se mobilizam para proteger indígenas de covid-19 na Amazônia
Militares brasileiros entregaram equipamentos de proteção e remédios a comunidades indígenas isoladas da Amazônia, na fronteira com a Venezuela, nessa terça-feira (30). Eles examinaram índios para detectar a covid-19.
Nenhum teve diagnóstico positivo nos exames rápidos de punção digital, mas a pandemia de coronavírus ameaça dizimar dezenas de tribos da Amazônia, que não têm imunidade para doenças externas e cuja vida comunitária impede o distanciamento social.
A operação visa a ajudar os iecuanas e ianomâmis, que moram na maior reserva do país. O governo brasileiro tem recebido críticas de que não está fazendo o suficiente para proteger os indígenas do contágio.
OMS: relaxar medidas cedo pode causar nova onda de covid-19
Países, estados e municípios que relaxam cedo demais as medidas de restrição impostas para conter o novo coronavírus podem ser inundados com novos casos de covid-19, alertou a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, Carissa Etienne, nessa terça-feira (30), em entrevista coletiva por videoconferência.
Nos Estados Unidos (EUA), os estados de Washington e Nova York estão vendo números muito baixos de novos casos e mortes, mas 27 estados estão registrando crescimento exponencial, disse Etienne, que também é diretora-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
A região das Américas registrou 5,1 milhões de casos e mais de 247 mil mortes devido à covid-19 até 29 de junho, acrescentou. (Com Agência Brasil)
O Ministério da Educação (MEC) anunciou, hoje dia 1, medidas de acesso à internet para que estudantes de universidades e institutos federais possam acompanhar aulas à distância. O ministério firmou uma parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para oferecer internet gratuita para estudantes de famílias com renda per capita de até um e meio salário mínimo. Segundo a pasta, o número de estudantes que podem ser beneficiados está entre 450 mil e 1 milhão.
A expectativa é que a licitação para contratação da empresa de telefonia que fornecerá o acesso aconteça em 15 de julho. Confirmado o prazo, o acesso poderá ficar disponível em agosto.
“É algo que pode ser plenamente tornado disponível no início do mês de agosto. Agora, vamos depender dos resultados e das configurações que estamos preparando com as empresas de telefonia móvel”, disse o diretor-geral da RNP, Nelson Simões.
Os estudantes terão acesso gratuito aos sites indicados pelas instituições, e poderão usar o pacote pessoal de dados para chegar até esses sites e, uma vez neles, o tráfego de dados não será cobrado. Caso o estudante não tenha um plano de dados, o ministério estuda uma forma de disponibilizar um chip para acesso à internet.
Segundo o secretário-executivo da pasta, Antônio Paulo Vogel, a maior parte dos estudantes no perfil buscado pelo ministério está na Região Nordeste, sendo que 90% têm smartphones e outros aparelhos para acessar a internet. “O grande gargalo não é o equipamento, e sim o acesso à internet em si”.
Para estudantes residentes em áreas rurais ou sem sinal de internet, a saída deve ser mesmo buscar um outro local para acompanhar as aulas que forem oferecidas à distância. “As pessoas que convivem nessas áreas terão que se deslocar para um centro mais urbano, para uso de redes wi fi”, disse Simões. Ele espera, no entanto, que as empresas de telefonia que participarem da licitação tragam soluções para esses casos. (Com Agência Brasil)
O desempenho das vendas de produtos agropecuários, principalmente para a Ásia, fez o Ministério da Economia elevar de US$ 46,6 bilhões para US$ 55,4 bilhões a projeção de superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2020. A revisão, que sai a cada três meses, foi divulgada hoje dia 1, pela Secretaria de Comércio Exterior da pasta.
Em relação à estimativa anterior, divulgada em abril, a projeção para as exportações em 2020 saltou de US$ 119,8 bilhões para US$ 202,5 bilhões. Afetada pela alta do dólar e pela contração da economia, a previsão para as importações caminhou no sentido oposto, caindo de US$ 153,2 bilhões para US$ 147,1 bilhões.
A projeção para a corrente de comércio – soma das exportações e importações – caiu de US$ 353 bilhões, em abril, para US$ 349,6 bilhões em julho.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, o desempenho relativo das vendas de produtos agropecuários mostra a “resiliência” das exportações brasileiras em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De janeiro a junho, as vendas desse tipo de produto aumentaram 23,8% pelo critério da média diária em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações totais caíram 6,4% na mesma comparação.
O secretário ressaltou que o aumento do volume exportado ajudou a compensar a queda de preços. No primeiro semestre, os preços médios caíram 12%, mas o volume embarcado subiu 14%. Para Ferraz, o desempenho das exportações dá algum conforto para as contas externas do país em meio à crise internacional, e a próxima revisão das projeções para a balança comercial, daqui a três meses, deverá refletir o início da recuperação da economia brasileira.
Em relação aos produtos industrializados, o prognóstico não é otimista. Na avaliação de Ferraz, a crise provocada pela pandemia agrava o desaquecimento do comércio internacional observado nos últimos anos e atinge principalmente os bens de maior valor agregado, como manufaturados. “Nosso resultado [da balança comercial] tem sido abalado por isso”, afirmou.
Pressão ambiental
Apesar das pressões da comunidade internacional pelo comprometimento do país na defesa do meio ambiente, o secretário de Comércio Exterior disse não ter visto, até agora, prejuízos às exportações brasileiras. “O que observamos são produtos performando muito bem”, declarou. Em relação à ameaça de veto de alguns países europeus em relação ao acordo Mercosul–União Europeia, ele disse considerar normal que setores mais sensíveis se sintam pressionados pelo potencial agrícola do Mercosul.
O secretário destacou que a agenda de abertura comercial continua, apesar da pandemia. Ele citou o acordo de livre-comércio de veículos pesados com o México, fechado na semana passada, e a continuação das negociações com o Canadá, a Coreia do Sul e Cingapura. (Com Agência Brasil)
O prolongamento da pandemia causada pelo novo coronavírus fez a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogar, até 31 de julho, a suspensão das cobranças relacionadas à dívida ativa da União. O órgão seguiu o exemplo da Receita Federal, que também adiou a retomada das cobranças e dos atendimentos presenciais.
A suspensão acabaria ontem (30). Com o adiamento, parcelamentos que poderiam ser rescindidos por falta de pagamento continuam vigorando. O contribuinte, no entanto, deverá regularizar a situação depois da retomada das ações de cobrança para não ser excluído da renegociação.
As parcelas referentes a maio, junho e julho – cujo vencimento foi prorrogado – não contarão como parcelas em atraso. Mesmo que as parcelas apareçam no sistema da PGFN como atrasada, o órgão esclarece que a data de vencimento são agosto (para as parcelas vencidas em maio), outubro (para as parcelas vencidas em junho) e dezembro (para as parcelas vencidas em julho).
Em relação aos débitos protestados em cartório, a PGFN informa que a suspensão abrange apenas o envio de certidões de dívida aos cartórios. A situação dos débitos já protestados não muda e eles continuarão com essa classificação até que sejam regularizados, por meio de pagamento, de parcelamento ou de acordo de transação.
Inscrição
Apesar da interrupção das cobranças, a inscrição de débitos com a União na dívida ativa continua a ocorrer. Segundo a PGFN, estão suspensos apenas os prazos para ofertar antecipadamente uma garantia em execução fiscal ou para requerer a revisão da dívida, mesmo para aqueles que já tenham recebido a carta ou venham a receber no período.
A PGFN também suspendeu o início de novos procedimentos administrativos, de forma que não haverá novo envio de cartas e publicação de editais de notificação. As cartas eventualmente recebidas e os editais publicados, durante esse período, são referentes a procedimentos iniciados antes da suspensão dos atos de cobranças.
Mesmo com os prazos suspensos, todos os serviços digitais relativos à dívida ativa continuam disponíveis no portal Regularize. O contribuinte pode verificar a situação dos débitos e regularizá-los por meio da internet, sem a necessidade de ir a pontos de atendimento(Com Agência Brasil)
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta dia (23), em primeiro turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia para novembro as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto, votado em sessão remota, foi aprovado por 402 votos a 90 (houve 4 abstenções).
Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.
Os deputados ainda precisam analisar os destaques, propostas que visam modificar a redação, para concluir a votação. Esta etapa não havia sido finalizada até a última atualização desta reportagem.
Por se tratar de uma alteração constitucional, o texto será submetido ao segundo turno de votação na Câmara, o que deve acontecer ainda nesta quarta-feira.
Como o texto já foi aprovado pelo Senado, seguirá para promulgação pelo Congresso se não for alterado pelos deputados.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem defendido o adiamento como medida para minimizar o risco de contágio da doença, mas desde que seja ainda para este ano.
Data-limite:
De acordo com a PEC, para as cidades que não tiverem condições sanitárias para realizar a votação em novembro, o plenário do TSE poderá definir novas datas para as eleições até a data-limite de 27 de dezembro de 2020.
O texto define ainda que a decisão pode ser de ofício, isto é, por iniciativa do TSE, ou por questionamento dos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs). As autoridades sanitárias deverão ser consultadas.
Caso um estado inteiro não apresente condições sanitárias em novembro, um novo adiamento das eleições terá de ser definido por meio de decreto legislativo do Congresso. A data-limite também será 27 de dezembro de 2020.
Outros pontos
Saiba outros pontos previstos na PEC:
Registro de candidaturas: O prazo atual é até 15 de agosto. Pelo texto, os partidos poderão solicitar à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos até 26 de setembro;
Convenções: Hoje, o calendário eleitoral determina que as convenções dos partidos para a escolha de candidatos aconteçam entre 20 de julho e 5 de agosto. Pela PEC, o prazo passa a ser entre 31 de agosto e 16 de setembro e por meio virtual;
Propaganda: A PEC altera ainda trecho da legislação eleitoral que proíbe publicidade institucional nos três meses anteriores ao pleito. Pelo texto aprovado, as prefeituras poderão, no segundo semestre deste ano, fazer publicidade institucional de atos e campanhas dos órgãos públicos municipais destinados ao enfrentamento à pandemia do coronavírus e à orientação da população quanto a serviços públicos e a outros temas afetados pela pandemia. Eventuais condutas abusivas serão apuradas.
Datas
A proposta fixa datas para a realização de eventos relacionados à campanha eleitoral. Pelo texto:
a partir de 11 de agosto: as emissoras ficam proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena de cancelamento do registro do beneficiário;
entre 31 de agosto e 16 de setembro: prazo para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações;
até 26 de setembro: prazo para que os partidos e coligações solicitem à Justiça Eleitoral o registro de candidatos;
após 26 de setembro: prazo para início da propaganda eleitoral, também na internet;
a partir de 26 de setembro: prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e representação das emissoras de rádio e TV para elaborarem plano de mídia;
27 de outubro: prazo para partidos políticos, coligações e candidatos divulgarem relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de
Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados;
até 15 de dezembro: para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos, relativamente ao primeiro turno e, onde houver, ao segundo turno das eleições;
até 18 de dezembro: será realizada a diplomação dos candidatos eleitos em todo país, salvo nos casos em que as eleições ainda não tiverem sido realizadas.(Com G1).





















