Bolsonaro diz que proposta do Renda Brasil está suspensa

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (26), ao participar de evento em Ipatinga (MG), que a proposta do programa Renda Brasil está suspensa. O programa pretende expandir o Bolsa Família. "Ontem discutimos a proposta, a possível proposta do Renda Brasil. Eu ontem falei: está suspenso. Vamos voltar a conversar". O presidente informou que a proposta apresentada a ele pela equipe econômica "não será enviada ao Parlamento".

 

"Não podemos fazer isso aí, como, por exemplo, a questão do abono para quem ganha até dois salários mínimos, seria um décimo quarto salário. Não podemos tirar de 12 milhões de pessoas para dar para um Bolsa Família, um Renda Brasil, seja lá o que for o nome desse novo programa", acrescentou, ao discursar na cerimônia de reativação do alto-forno 1 da Usiminas.

 

No evento, o presidente defendeu a adoção de medidas que possibilitem a geração de emprego e renda. "Ou o Brasil começa a produzir, começa realmente a fazer o plano que interessa a todos nós, que é o melhor programa social que existe, que é o emprego, ou nós estamos fadados ao insucesso. Não posso fazer milagre. E conto com todos os brasileiros para que cada um faça o melhor de si para tirar o Brasil da situação difícil em que se encontra, que não é de hoje", disse.


Renda Brasil

Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo federal criará um programa de renda mínima permanente, após a pandemia do novo coronavírus (covid-19), batizado de Renda Brasil. De acordo com o ministro, haverá a unificação de vários programas sociais para a criação do programa, que deve incluir os beneficiários do auxílio emergencial, que recebem parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), pagas em razão da pandemia da covid-19.

 

 

"Nós resolvemos então estendê-lo (auxílio emergencial) até dezembro, o valor não será R$ 200 nem R$ 600, estamos discutindo com a equipe econômica", disse Bolsonaro no evento de hoje em Minas Gerais. (Com Ag. Brasil). 

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Vendas de medicamentos antialérgicos crescem 50% no mês de agosto

Agosto é conhecido como mês de tempo seco e muito vento em grande parte do Brasil. Além das condições climáticas, outro fator também torna o período bastante difícil: queimadas são frequentes e tornam os ares das cidades ainda mais poluídos, secos e carregados. No conjunto, o mês oferece condições favoráveis para o aparecimento de alergias respiratórias como asma e rinite, pioradas diante da poeira doméstica, ácaros, mofo, pelo de animais, fumaça, poluição e baixa umidade relativa do ar.

 

Como consequência disso, a procura por medicamentos antialérgicos e aparelhos inaladores para o tratamento das alergias sobe consideravelmente no período. De acordo com o diretor de marketing da startup de farmácias MyPharma, Carlos Henrique Soccol, até agora, houve um crescimento de 15% nas vendas de aparelhos inaladores, se comparado ao mesmo período do ano passado.

 

“Além do crescimento nas vendas de inaladores, percebemos aumento de 50% na compra de medicamentos antialérgicos, como o histamin e o xarope polaramine. Os descongestionantes, soros fisiológicos e lubrificantes nasais também estão sendo bastante procurados neste período. Acredito que o fato de as pessoas ficarem mais tempo em casa e em ambiente fechado, devido às restrições da pandemia do novo coronavírus, têm contribuído para o aumento das alergias respiratórias”, comenta Carlos.

 

Para o proprietário da Drogaria Santa Terezinha, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, Leonardo Moreira Gonçalves, o clima mais seco e de temperaturas elevadas, característico deste período do ano na região sudeste, contribui para maior procura destes itens.

 

“Nas primeiras semanas do mês, observamos crescimento de 15% nas vendas de equipamentos umidificadores e inaladores, bem como acréscimo de mais de 20% nas vendas de remédios antialérgicos, comparados a agosto do ano passado. Esses índices ainda devem subir nas próximas semanas”, afirma Leonardo.

 

Embora a procura dos medicamentos e aparelhos seja pelas condições climáticas, os lojistas apostam em promoções e descontos para atrair os consumidores.

 

“É fundamental que o lojista monte um mix de produtos no tabloide de ofertas da farmácia, para gerar proximidade com o cliente. Apostar ainda na divulgação dos produtos no website, redes sociais e WhatsApp, por exemplo, são opções interessantes para chamar a atenção dos consumidores”, sugere o diretor de marketing da MyPharma, Carlos Henrique Soccol. (Com Assessoria SEBRAE). 

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Número de lojas exclusivamente virtuais cresce 40,7% em 2020

Um levantamento feito pela empresa de carteiras digitais PayPal Brasil e pela consultoria de pesquisas BigData Corp divulgado hoje dia 26, que o mercado de comércio online cresceu 40,7% entre 2019 e 2020, chegando a 1,3 milhão de lojas virtuais. Entre 2018 e o ano passado, o aumento havia sido de 37,6%.

 

Para o diretor de Vendas e Desenvolvimento de Negócios do PayPal, Thiago Chueiri, a expansão do comércio virtual neste ano ganhou um impulso extra com a quarentena causada pelo novo coronavírus. “Claro que pega uma parte do reflexo da pandemia que digitalizou bastante consumidores empreendedores também. Os dois lados da cadeia. A quarentena forçou drasticamente essa digitalização”, ressaltou.

 

Para ele, a quarentena forçou especialmente as empresas a aderirem ao modelo de vendas pela internet. “Grande parte é de pequenos empreendedores buscando a sobrevivência nesse novo contexto. Dependiam de um ponto físico e tiveram que se adaptar”, acrescentou.

 

Além disso, Chueiri relaciona o crescimento expressivo do número de lojas virtuais, em comparação aos negócios físicos, que têm se expandido a uma média de 10% ao ano, à situação econômica do país. “Uma piora da situação econômica, em geral, leva as pessoas a buscarem mais alternativas para empreender”, enfatizou.

 

Pequenos negócios


A maior parte das páginas que fazem vendas na internet (88,7%) são, segundo a pesquisa, pequenos negócios com até 10 mil visitas por mês. As grandes empresas, com mais de meio milhão de visitas mensais, respondem por 8,7% do total de lojas virtuais.

 

Mais da metade (52,6%) não tem empregados, com apenas os sócios trabalhando na manutenção do empreendimento e 48% faturam até 250 mil por ano.

 

O preço médio dos produtos é de até R$ 100 em 76,6% das lojas virtuais. Em 10,7% delas a faixa média de preços é acima de R$ 1 mil.

 

Apesar do crescimento deste ano ter tido o impulso da pandemia, o diretor do PayPal acredita que existem mudanças de comportamento que serão incorporadas à vida cotidiana. “Você uma vez que experimentou isso, passa a fazer parte do seu cotidiano. E a gente sabe que o home office vai estar muito mais presente no cotidiano do consumidor brasileiro e digital. Estando mais presente em casa, tende a consumir mais pelos meios digitais”, analisou. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Governo divulga novo cronograma de pagamento do auxílio emergencial

O Ministério da Cidadania publicou hoje no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria com novo calendário de pagamentos do auxílio emergencial. O calendário vale para os trabalhadores que realizaram o cadastro nas agências dos Correios entre os dias 8 de junho e 2 de julho, os que fizeram contestação do pedido de auxílio entre os dias 3 de julho e 16 de agosto e que tenha sido considerado elegível.

 

O novo calendário também abrange as pessoas que receberam a primeira parcela em meses anteriores, mas tenham tido o pagamento reavaliado em agosto de 2020. Inicialmente os valores serão depositados na poupança social digital, podendo ser usados para o pagamento de contas e realização de compras por meio do cartão de débito virtual. Posteriormente os recursos serão liberados para saques e transferências. Segundo a pasta e medida visa evitar aglomerações para minimizar o risco de propagação do novo coronavírus (covid-19).

 

De acordo com a portaria, as pessoas que se inscreveram nas agências dos Correios entre 8 de junho e 2 de julho, receberão os pagamentos por meio de poupança social digital. A primeira parcela será paga no período de 28 de agosto a 30 de setembro. Os saques serão liberados no período de 19 de setembro a 27 de outubro.

 

A segunda e terceira parcelas serão pagas de 9 de outubro a 13 de novembro, com saques liberados de 29 de outubro a 19 de novembro. A quarta e quinta parcelas sairão no período de 16 de novembro a 30 de novembro, com saques liberados de 26 de novembro a 15 de dezembro.

 

No caso dos trabalhadores que fizeram a contestação entre os dias 3 de julho e 16 de agosto, a primeira parcela será paga no período de 28 de agosto a 30 de setembro, com saques liberados de 19 de setembro a 27 de outubro. A segunda e terceiras parcelas de 9 de outubro a 13 de novembro, com saques liberados de 29 de outubro a 19 de novembro.

 

As duas parcelas restantes serão pagas de 16 de novembro a 30 de novembro, com saques liberados de 26 de novembro a 15 de dezembro.

 

Em relação aos casos dos trabalhadores que tenham recebido a primeira parcela em meses anteriores e tiveram o pagamento suspenso em agosto, o ministério efetuará o pagamento de todas as parcelas restantes no período de 28 de agosto a 30 de setembro. Os saques serão liberados no período de 19 de setembro a 27 de outubro. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

Pesquisa da CNI diz que confiança da indústria cresce em 28 setores

A confiança do empresariado brasileiro para o mês de agosto está em alta, mas continua abaixo do patamar, na comparação com o mesmo mês de 2019. É o que revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) por setor, divulgado hoje dia 26, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

O levantamento destaca que o índice de agosto aumentou em 28 dos 30 setores industriais analisados, e que em todos eles superou a marca dos 50 pontos, limite que, quando suplantado, indica confiança por parte do empresariado.

 

No caso da indústria da transformação, o índice chegou a 57,5 pontos, contra 59,4 pontos de agosto de 2019. Tendo como recorte a indústria extrativa, atingiu 57,2 pontos em agosto de 2020, número 3,4 pontos maior do que o de julho. Já o da construção somou 54 pontos – número 7,7 pontos maior do que o do levantamento anterior, e 19,2 pontos maior do que o de maio.

 

De acordo com a CNI, os setores mais confiantes são os de produtos de minerais não metálicos, com 63,3 pontos; produtos de borracha (62,8) e produtos de plástico (61,7). O levantamento aponta, ainda, que os empresários do setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos registraram 61,4 pontos, e os dos produtos de madeira, 60,2.

 

Os setores que apresentaram os indicadores mais baixos foram os da manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (50,2 pontos), seguidos da impressão e reprodução de gravações (50,3) e calçados e suas partes (50,4). “Também próximo do limiar que divide a confiança positiva da negativa estão os empresários de couros e artefatos de couro (50,7) e outros equipamentos de transporte (50,8)”, informou a CNI.

 

Percentuais por regiões


Ainda segundo a pesquisa, a região brasileira que apresentou maior confiança foi a Norte, onde o índice ficou em 59 pontos. O Sul vem em segundo lugar (58 pontos), depois aparecem o Nordeste (56,5), Centro-Oeste (56,4) e Sudeste (55,3).

 

Tendo como recorte o porte das empresas, o índice maior foi o das grandes indústrias (57,8 pontos). Nas médias das indústrias, o índice cai para 56,8 pontos e, por último, as pequenas, com 55,1 pontos.

 

A pesquisa foi feita entre os dias 3 a 13 de agosto, e contou com a participação de 2.328 empresas. Destas, 913 são de pequeno porte, 855 de médio porte e 560 de grande porte. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

BC aperfeiçoa sistema de crédito com garantia de recebíveis de cartão

O Banco Central (BC) aprovou a última medida que faltava para aperfeiçoar as operações de crédito a lojistas, com garantia de recebíveis de cartão de crédito e débito. Os recebíveis são as receitas que uma empresa tem a receber com as vendas realizadas por meio de cartão de crédito e de débito.

 

A Diretoria Colegiada do BC aprovou voto que trata da convenção formada por entidades registradoras de recebíveis de arranjos de pagamento. Segundo o BC, “a convenção contribuirá para o aumento da segurança e o incremento na competição e transparência nas operações com esses recebíveis, beneficiando os lojistas na obtenção de crédito garantido por esses ativos financeiros”.

 

Assim, um banco que quiser ofertar crédito para uma empresa poderá consultar os recebíveis em uma das três registradoras autorizadas a operar atualmente. Essas registradoras terão as informações compartilhadas entre si, o que dá mais segurança ao sistema. O banco poderá fazer o registro de ônus e gravames nos sistemas das próprias entidades registradoras.

 

O lojista poderá pegar empréstimos garantidos por esses recebíveis e também será possível realizar operações de cessão (venda) desses recebíveis. Essa nova sistemática entrará em vigor no dia 3 de novembro.

 

“Fechamos um ciclo de aperfeiçoamento das operações de crédito com recebíveis com cartão. A gente espera que a partir daí tenha mais segurança com o uso desses recebíveis e também mais competição por financiar as empresas”, afirmou o chefe do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Ângelo Duarte.

 

Segundo o chefe do Departamento de Regulação do BC, João André Pereira, atualmente o fluxo de recursos nos arranjos de pagamentos com cartão de crédito e débito é de R$ 1,8 trilhão. Ele destacou que o potencial desse mercado “é imenso”. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

 

 

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