Auxílio emergencial é prorrogado até dezembro no valor de R$ 300

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta terça dia 1º, no Palácio da Alvorada, em Brasília, a prorrogação do Auxílio Emergencial em mais quatro parcelas de R$ 300,00, estendendo os pagamentos até o final do ano.

 

As primeiras cinco parcelas do benefício foram de R$ 600,00. Sobre a redução do auxílio, Bolsonaro citou ser um valor alto para o governo. "600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende".

 

O auxílio emergencial foi criado em abril de 2020 para ajudar financeiramente os brasileiros mais afetados pela crise em decorrência da pandemia do novo Coronavírus.

 

Detalhes sobre o calendário de pagamento das novas parcelas não foram repassados no pronunciamento, porém a expectativa é de que Governo defina os novos dias em breve.

 

Essa é a segunda vez que o benefício é prorrogado desde que entrou em vigor em abril deste ano. Inicialmente o Governo anunciou três parcelas, depois acrescentou mais duas e agora estendeu até o final do ano, com novas quatro parcelas.

 

O presidente também anunciou que vai enviar ao Congresso Nacional a reforma administrativa já na próxima quinta-feira (3). Ele deixou claro que as novas medidas não afetará nenhum servidor atual, apenas os futuros servidores concursados.

 

O objetivo da reforma administrativa é cortar gastos e aumentar a eficiência do governo, através de medidas discutidas e aprovadas pela equipe econômica de Bolsonaro. (Com Catve)

 

 

 

Sem Renda Brasil, Orçamento eleva em 18% verba do Bolsa Família

A proposta do Orçamento de 2021, enviada nesta segunda dia 31, ao Congresso, não terá recursos para o programa Renda Brasil, novo programa de transferência de renda em estudo pelo governo, mas elevará em 18,22% a dotação para o Bolsa Família. Segundo o texto, a verba para o Bolsa Família passará de R$ 29,485 bilhões em 2020 para R$ 34,858 em 2021.

 

De acordo com o secretário de Orçamento Federal, George Soares, o aumento deve-se à expectativa da adesão de famílias ao programa social depois da pandemia do novo coronavírus. A equipe econômica estima que, no próximo ano, 15,2 milhões de famílias se enquadrarão nos critérios para receber o benefício, contra 13,2 milhões em 2020.

 

Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, o Renda Brasil continua a ser discutido dentro do governo e será anunciado “no momento certo”. O futuro programa, que pretende pagar benefícios a parte dos trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial, poderá ser incluído no Orçamento de 2021 por meio de uma emenda no Congresso.

 

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. Nas últimas semanas, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social.

 

Educação

 

O Orçamento do próximo ano manterá os gastos do Ministério da Educação superiores aos do Ministério da Defesa. Pelo texto enviado ao Congresso, a Educação terá verba total de R$ 144,538 bilhões, contra dotação de R$ 116,127 bilhões para a Defesa. Nos dois casos, os valores cresceram em relação a 2020.

 

O orçamento do Ministério da Educação aumentou R$ 1,702 bilhão. A verba da Defesa foi elevada em R$ 1,178 bilhão. Ao considerar apenas as despesas discricionárias (não obrigatórias), importantes para a manutenção de serviços públicos, a Defesa ganhou mais. A dotação aumentou R$ 928 milhões na pasta e a da Educação subiu R$ 276 milhões. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Covid-19: Pazuello e Fiocruz discutem como acelerar produção da vacina

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, e a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, discutiram nesta segunda dia 31, formas de acelerar o cronograma da produção da vacina contra a covid-19 no Brasil. A vacina resultará de acordo entre a Fiocruz, a empresa biofarmacêutica global AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

 

A parceria prevê a assinatura, na primeira semana de setembro, de um acordo de encomenda tecnológica e desenvolvimento de uma plataforma para fabricação de outras vacinas, como a da malária.

 

Anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde, o acordo resulta de tratativas entre os governos do Brasil e do Reino Unido. O governo federal liberou crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão para produção e aquisição da vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford. Pelas previsões, as primeiras doses da vacina contra a covid-19 deverão ser distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

No encontro com a presidente da Fiocruz, Pazuello disse que o ministério corre para acelerar o processo e disponibilizar, o mais rápido possível, a vacina que imunizará os brasileiros contra a covid-19. "O governo está investindo todos os esforços para entregar à população uma vacina segura e eficaz, com todo o cuidado e zelo necessários para a vida dos brasileiros.”

 

Inicialmente, deverão ser produzidas 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-cientifica Bio-Manguinhos tem início estimado para abril do próximo ano.

 

Segundo Nísia Lima, a Fiocruz está mobilizando todos os recursos tecnológicos e industriais de que dispõe para que a população tenha acesso à vacina no menor tempo possível. “Estamos conversando com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e parceiros tecnológicos com o intuito de reduzir os prazos de produção, registro e distribuição da vacina”, disse Nísia. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Inteligência artificial e o impacto nos empregos e profissões

Um dos temas de maior preocupação nas discussões sobre Inteligência Artificial (IA) são os impactos que a tecnologia pode ter nas atividades profissionais. Pesquisas apontam para previsões e tendências diversas, desde as que indicam riscos de substituições de muitos postos de trabalho a outras que defendem um efeito positivo com a criação de novas ocupações. Em meio às divergências, ganha força o consenso de que se para o bem ou para o mal, a IA mudará parte das profissões como as conhecemos e demandará a requalificação dos trabalhadores.

 

As análises variam e tratam também do emprego da inteligência artificial combinada com outras tecnologias como automação. Na adoção de IA nas atividades econômicas, uma das aplicações intimamente relacionadas é a robótica. Embora nem toda máquina deste tipo funcione com um sistema inteligente, os dois domínios tecnológicos vêm crescendo e sendo empregados de forma articulada, especialmente nas linhas de montagem na indústria.

 

Essa atuação conjunta é impulsionada pelo aumento do número de robôs. Segundo a federação internacional da área, entre 2012 e 2018, o número de unidades fabricadas anualmente quase triplicou, saindo de 150 mil para 430 mil ao longo do período.

 

As previsões sobre o potencial da inteligência artificial e de tecnologias associadas sobre os empregos variam bastante conforme os estudos. Um dos mais notórios, dos pesquisadores Carl Frey e Michael Osbourne, divulgado em 2013, apontava 47% dos empregos nos Estados Unidos como passíveis de substituição por máquinas inteligentes. Outro estudo, dos pesquisadores Melanie Arntz, Terry Gregory e Ulrich Zierahn ,em 2016, estimou que o potencial de substituição seria de apenas 9%.

 

Relatório da consultoria McKinsey de junho de 2019 estima um equilíbrio no saldo de empregos até 2030, com perdas de 20% e ganhos na mesma proporção, com pequenas variações. Contudo, se a diferença nominal não se alterar, as mudanças devem ser robustas. Entre 40 e 160 milhões de mulheres e 60 e 275 milhões de homens podem ter que mudar de ocupação.

 

Outro estudo da consultoria, ouvindo gestores de diversos países em novembro de 2019, identificou uma previsão maior de redução (34%) do que ampliação (21%) dos seus postos de trabalho na estimativa desses empresários. Outros 28% preveem uma alteração não muito representativa (com variação de cerca de 3%).

 

Em relatório de 2018, o Fórum Econômico Mundial, apoiador dos aspectos positivos do que chama de 4a Revolução Industrial, pontua a inteligência artificial como um dos quatro fatores de mudança do trabalho – além da conectividade móvel, coleta massiva de dados e computação em nuvem.

 

Metade dos empresários ouvidos no documento previu mais perdas do que ganhos em número de empregos. Enquanto em 2018 a proporção em tarefas humanas e desempenhadas por máquinas era de 71% para 29%, a expectativa era que em 2022 essa diferença caísse para 58% a 42%. Mas na projeção consolidada as transformações ensejariam um saldo positivo até 2022 de 58 milhões de postos de trabalho.

 

A inteligência artificial traz soluções para os labores mais complexos, potencializando a adoção de soluções automatizadas. A capacidade de processar dados permite a entrada em áreas onde hoje predomina a atividade humana, como realização de diagnósticos, elaboração de textos, relação com clientes e operacionalização de vendas ou transações financeiras. As ocupações mais suscetíveis são aquelas de tarefas de rotina tanto físicas quanto cognitivas.

 

Já atividades que demandam formas mais complexas de juízo e decisão são mais desafiadoras. Mas a medida que o desenvolvimento da tecnologia evolua no sentido da aproximação de habilidades intelectuais humanas (como avaliação ou tomada de decisão), os sistemas podem adquirir capacidade de substituir tarefas mais complexas. Conforme o relatório da McKninsey, as atividades com maior risco de substituição serão trabalhadores de serviços (30%), operadores de máquinas (40%). Já os ganhos maiores devem ocorrer nas áreas de saúde (25%) e manufatura (25%).

 

Já de acordo com o relatório de 2019 da consultoria, no segmento de transporte e logística, 19% dos ouvidos previram uma diminuição acima de 10% dos empregos, e 25% dos entrevistados indicaram uma queda entre 3% e 10%. No setor de telecomunicações, os percentuais ficaram em 18% e 37%; e no automotivo, em 18% e 28%. Já os com prospecto otimista são os de infraestrutura, serviços profissionais e alta tecnologia.

 

Entre os otimistas, as previsões de substituição são exageradas. “Até agora, as conversas sobre o impacto da inteligência artificial em empregos, e na economia mais largamente, é dominada por comentários alarmistas. Essas discussões precisam ser baseadas em fatos e medidas”, argumentou o principal economista da maior rede social profissional do mundo, o Linkedin, em entrevista ao AI Index.

 

“Vamos conseguir automatizar vários processos manualmente. A maioria do que realizamos hoje, até mesmo de call center, serão passíveis de automatização. Na facilidade que ele traz para o mundo, reduzindo todas as atividades que são feitas, vai gerar uma revolução na forma como trabalhamos”, avalia o cientista de dados da startup Semantix Alexandre Lopes.

 

Em palestra na 5ª Semana de Inovação do governo federal, promovida em novembro de 2019, no Brasil, o autor de livros de sucesso, como "Homo Deus: uma Breve História do Amanhã”, e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, Yuval Noah Harari, alertou para o desafio diante das mudanças nos empregos causada pela inteligência artificial.

 

“Trabalhos que são feitos hoje vão desaparecer ou mudar e outros novos vão emergir. Mas não sabemos se os novos serão suficientes e é um problema retreinar pessoas para os novos trabalhos. Se você é caminhoneiro e perde seu emprego para um veículo automático, como uma pessoa de 45 anos se reinventa como professor de ioga ou engenheiro de software? Mesmo que você faça isso, não será uma solução de longo termo”, ponderou.

 

O pesquisador da Fundação Konrad Adenauer e autor de livros sobre o tema Eduardo Magrani reforça essa preocupação. O avanço da inteligência artificial ao mesmo tempo que pode proporcionar um ganho econômico oferece risco de substituição de homens por máquinas. O problema da empregabilidade gera necessidade imediata de plano de ação pelos Estados para que faça trabalho de formação para empregos do futuro de modo que não seja só ameaça e que pessoas consigam se requalificar para trabalhar juntos”, defende.

 

Impactos econômicos

 

O avanço da inteligência artificial está relacionado ao seu potencial de promoção de ganhos econômicos. O levantamento da McKinsey de novembro de 2019 apontou que 63% dos ouvidos relataram algum ganho econômico com a aplicação de IA. Esses efeitos foram sentidos sobretudo nas áreas de marketing e vendas, desenvolvimento de produto e cadeia produtiva. Já a redução de custos ocorreu sobretudo na manufatura, nos recursos humanos e nas cadeias produtivas. Dos que adotaram soluções em IA, 74% disseram ter intenção de utilizar mais a tecnologia.

 

Os setores empresariais com maior incorporação de inteligência artificial em seus procedimentos são os de alta tecnologia (78%), automotivo (76%), telecomunicações (72%), transporte e viagens (64%) e finanças (62%). O maior crescimento entre 2018 e 2019 foi registrado nos segmentos de varejo (35%), transporte e viagens (26%), alta tecnologia (17%) e energia (16%).

 

Esses setores fazem usos diversos. Enquanto as companhias de alta tecnologia e telecomunicações tiveram maior implantação de soluções em aprendizagem de máquina, no setor automotivo e nos bens embalados a opção mais frequente foram os robôs físicos. Na saúde, as aplicações mais populares foram as de visão computacional (como as empregadas na leitura de exames), enquanto nas finanças proliferaram mais rapidamente iniciativas de automação de processos.

 

No Brasil, por exemplo, a Gerdau implementou o que chama de controle de desempenho de mil equipamentos em diversas plantas distribuídas no país em tempo real por meio de 40 mil sensores instalados. Baseada em inteligência artificial, essa tecnologia ajuda a identificar falhas nas máquinas. De acordo com a assessoria do grupo, a expectativa é que o emprego dessa solução técnica possa elevar a vida útil dos equipamentos em 20%.

 

Empresas de fabricação de bens embalados relataram o emprego de robôs para parte das atividades. Operadoras de telecomunicações vêm adotando agentes virtuais para relação com clientes, substituindo atendentes nos serviços de relação com clientes.

 

O levantamento encontrou uma distância grande entre o que chamou de principais adotantes de IA e demais setores. No alinhamento da estratégia para a tecnologia com a do restante da firma, 72% do primeiro grupo responderam positivamente, contra 15% do segundo grupo. Na promoção de treinamento em IA, a diferença foi de 35% a 10%.

 

Habilidades

 

Conforme relatório do Fórum Econômico Mundial de 2018, a estabilidade em habilidades deve ficar na casa dos 58% em 2022, com outros 42% demandando requalificação. No total, 54% dos trabalhadores deve desenvolver novas habilidades, sendo 35% com treinamento mínimo de seis meses, 9% de seis a 12 meses, e 10% de mais de um ano. “A importância das habilidades como design tecnológico e programação ressaltam a demanda por tipos diferentes de competências tecnológicas”, pontua o documento.

 

A plataforma profissional Linkedin elaborou um levantamento no qual mapeia habilidades de inteligência artificial em diversas ocupações. Um primeiro grupo de habilidades compreende aquelas pessoas que trabalharão no desenvolvimento de soluções de IA. O Índice Global de Competitividade de Talentos 2020 (GCTI), da organização INSEAD, identifica outros dois grupos de habilidades necessárias, um que será aplicado nos ambientes de trabalho e demandará a requalificação para lidar com soluções técnicas deste tipo, e outro dos trabalhadores que passarão a ter suas carreiras, admissões e demissões analisadas por sistemas inteligentes.

 

Entre os que postulam uma visão mais otimista do impacto da IA no trabalho, a adaptação dos trabalhadores envolveria a aquisição de habilidades híbridas. Paul Daugherty e James Wilson, autores do livro Humano + Máquina, elencam algumas delas, como trabalhar o tempo sob perspectiva humana, a integração das decisões prevalecendo a do indivíduo, identificação de formas de potencializar a ajuda das máquinas, aproveitamento dos dispositivos como extensões do corpo e estímulo ao aprendizado dos sistemas.

 

Desenvolvedores de inteligência artificial

 

O trabalho em IA vem crescendo em alguns países. O Brasil mais do que dobrou o número de contratação em relação a 2015. Nos Estados Unidos, o percentual sobre o total de empregos anunciados online saiu de 0.7% em 2010 para 0,28%. No caso de aprendizagem de máquina, o índice saiu do mesmo patamar inicial uma década atrás para 0,5%. O crescimento vem se dando sobretudo nas áreas de alta tecnologia (como o da informação), finanças e seguros, indústria e suporte à gestão de recursos.

 

Uma das preocupações com o trabalho em inteligência artificial envolve a crescente demanda e o deficit atual desses profissionais. Na Europa, o cálculo era que faltavam 600 mil trabalhadores em carreiras relacionadas a tecnologias da informação e comunicação. Há, também, uma disputa pelos talentos. Levantamento da União Europeia identificou 240 profissionais de países do bloco no Vale do Silício, principal sede de empresas de tecnologia dos Estados Unidos. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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OMS: autorização emergencial para vacinas contra covid-19 requer muito cuidado

As autorizações para uso emergencial de vacinas contra a covid-19 precisam de "uma grande dose de seriedade e reflexão", afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) , após os Estados Unidos anunciarem que estão avaliando acelerar o processo para algumas candidatas.

 

Embora todos os países tenham o direito de aprovar os medicamentos sem concluir os testes completos, "não é algo que se faz de maneira leviana", disse ontem (31), em Genebra, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em um pronunciamento à imprensa.

 

O chefe da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) disse que estaria disposto a contornar o processo normal de aprovação para autorizar uma vacina da covid-19, assim que as autoridades estiverem convencidas de que os benefícios superam os riscos.

 

A Rússia já concedeu aprovação regulatória para uma vacina contra o novo coronavírus neste mês, após menos de dois meses de testes em seres humanos, levando alguns especialistas do Ocidente a questionarem a segurança e a eficácia do medicamento.

 

Conjunto de dados


A abordagem preferencial da OMS seria através da obtenção de um conjunto de dados completos que poderiam ser utilizados para uma pré-classificação das vacinas, disse Swaminathan.

 

A OMS então consideraria a eficácia e segurança de cada um dos medicamentos com base em cada caso, acrescentou a cientista.

 

A OMS já utilizou remédios experimentais para combater o Ebola na África, uma medida que se mostrou bem sucedida, afirmou Mike Ryan, diretor do programa de emergências da entidade.

 

Mas ele ressaltou que a abordagem para acelerar o processo sem os testes completos necessita de monitoramento intensivo e trabalho de acompanhamento de segurança, e deve ser suspensa imediatamente caso ocorram problemas.

 

"Se você avança muito rápido para vacinar milhões de pessoas, você pode perder alguns efeitos adversos", acrescentou Ryan. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Medida provisória abre crédito de R$ 12 bilhões para o Pronampe

O Diário Oficial da União publica, nesta terça-feira (1º), a Medida Provisória (MP) nº 997, de 31 de agosto de 2020, que abre crédito extraordinário, no valor de R$ 12 bilhões, para integralizar cotas do Fundo Garantidor de Operações (FGO) do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

 

Segundo o Ministério da Economia, parte desse aporte de R$ 12 bilhões será destinada para algumas instituições financeiras regionais habilitadas: mais de R$ 21 milhões em crédito pela Agência de Fomento de Goiás; R$ 268 milhões pelo Banco do Nordeste; R$ 203 milhões pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); R$ 282 milhões pelo Banco da Amazônia e R$ 730 milhões pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

 

Pronampe


No dia 19 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 14.043, de 2020, que amplia o programa.

 

O ministério informa que o Pronampe continuará atendendo as microempresas (com faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais.

 

O programa empresta até 30% da receita bruta do ano anterior, com taxa de juros máxima igual à Selic (atualmente em 2% ao ano) mais 1,25% ao ano. O prazo de pagamento é de 36 meses e carência de oito meses. É possível acompanhar o recurso sendo liberado pelo Emprestômetro do Portal do Empreendedor, onde também poderão ser consultadas as instituições habilitadas. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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