A variante britânica do vírus da covid-19 continua a espalhar-se pelo mundo e foi detectada, na semana passada, em 60 países e territórios, anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em Portugal, se essa variante se tornar dominante, as aulas poderão ser suspensas.

A nova estirpe está presente em mais dez países e territórios, comparado com os números de uma semana atrás, 12 de janeiro, disse a OMS em sua Análise Epidemiológica Semanal.
Já a variante sul-africana, que, tal como a britânica, é muito mais contagiosa do que o vírus SARS-CoV-2 original, espalha-se mais lentamente e está presente em 23 países e territórios, mais três do que em 12 de janeiro.
A OMS informou ter monitorado a propagação de mais duas variantes que apareceram no Brasil (P1), no estado do Amazonas, uma delas detectada no Japão em quatro brasileiros.
"Há atualmente pouca informação disponível para avaliar se a transmissibilidade ou se as severidades são alteradas por essas novas variantes", observou a agência da ONU.
Escolas
A variante britânica comunicada à OMS em meados de dezembro é considerada 50% a 70% mais contagiosa do que o novo coronavírus original e está presente nas seis áreas geográficas da organização, enquanto a variante sul-africana está presente apenas em quatro delas, informou a OMS, sem especificar quais.
A informação preliminar indica uma possível maior transmissibilidade entre as crianças. Com o vírus original, a hipótese era e transmissão menor do que a dos adultos.
O primeiro-ministro adiantou nessa terça-feira (19), em discussão no Parlamento, que não hesitará em fechar estabelecimentos de ensino se verificar que a variante inglesa do novo coronavírus, mais contagiosa, tornou-se dominante.
"Neste momento, estamos buscando manter as escolas abertas, já que sabemos o enorme custo social que representa fechá-las. Nesta quarta-feira, vamos iniciar uma campanha de testes rápidos em todas as escolas, tendo em vista reforçar a segurança", disse.
Se para a semana ou daqui a 15 dias se souber, ou até mesmo se já nesta quarta-feira se souber, por exemplo, que a estirpe inglesa se tornou dominante no país, então, muito provavelmente, vamos ter mesmo de fechar as escolas", advertiu o líder do Executivo.
Na França, o Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica revelou que prevê que a variante inglesa se torne a prevalente no país entre o fim de fevereiro e meados de março.
Existe também a questão da eficácia das vacinas contra essas novas variantes, mas até agora não há provas de que sejam menos eficazes.
Além disso, os laboratórios deram garantias de que estão aptos a fornecer rapidamente novas versões da vacina, se necessário.
Na Análise Epidemiológica Semanal, a OMS advertiu para uma escalada mundial do nível de mortes, com recorde de 93 mil em sete dias, e 4.7 milhões de novos casos no período.
As novas variantes do vírus causam preocupação, pois podem estar ligadas a uma aceleração dos contágios. (Com Agência Brasil)
O governo federal lança, hoje dia 20, uma campanha publicitária sobre a vacinação contra a covid-19 no país. “Um filme com duração de um minuto e conteúdo em formato de manifesto ressalta as diversidades sociais e geográficas, juntamente com a estrutura de logística usada para a distribuição das vacinas autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, informou o Ministério da Saúde, em nota.

Com o lema Brasil imunizado. Somos uma só nação, o filme reúne pessoas representando cada uma das cinco regiões do país. A peça publicitária ressalta, também, “os desafios de realizar a campanha de vacinação em um território com proporções continentais”.
“A estratégia de comunicação é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde de levar a vacina a todo o Brasil”, diz a nota.
A campanha conta, ainda, com mais dois filmes, um de 30 segundos e outro de 15 segundos, além de peças para rádio e mídia impressa.
Após a veiculação do filme com o manifesto, de acordo com a definição dos públicos, haverá o início de veiculação de uma segunda fase da campanha com a convocação dos grupos prioritários para a vacinação.
O primeiro grupo, definido pelo Ministério da Saúde, inclui idosos a partir de 60 anos; pessoas com deficiência que vivem em instituições, a partir de 18 anos; trabalhadores da saúde da linha de frente e população indígena vivendo em terras indígenas.
Aplicativo
A campanha ainda incentiva a população a utilizar o aplicativo Conecte SUS (Sistema Único de Saúde) e também orienta os integrantes dos grupos prioritários a procurarem uma unidade de saúde.
Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde concluiu a distribuição da vacina contra covid-19 para todo o Brasil e vários estados já iniciaram a vacinação.
De acordo com a pasta, no total, seis milhões de doses do Instituto Butantan, produzidas pelo laboratório Sinovac, estão disponíveis para a imunização de três milhões de pessoas. (Com Agência Brasil)
O Ministério da Saúde confirmou nesta terça dia 19, a entrega de 6 milhões de doses da CoronaVac para todos os estados e o Distrito Federal. A vacinação já começou em quase todo país.


A vacinação teve início pelos grupos prioritários da chamada fase 1: trabalhadores de saúde, pessoas institucionalizadas (que residem em asilos) com 60 anos de idade ou mais, pessoas instituicionalizadas com deficiência e população indígena aldeada.
Ontem (18), a Agência Brasil já havia registrado o início da vacinação em Goiás, Piauí e Santa Catarina, além de São Paulo, no domingo.
Acre
A enfermeira Maria José Monteiro, de 66 anos, foi a primeira imunizada contra covid-19 no Acre, nesta terça-feira (19). Além dela, mais três profissionais da saúde e um idoso de 85 anos foram vacinados. O estado recebeu 41 mil doses da Coronavac.
Segundo o governo do Acre, estão aptos a receber a vacina no estado 244 pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas, 12.815 indígenas e 6.343 profissionais da saúde, totalizando 19.402 pessoas na primeira fase. Além de Rio Branco, doses da vacina estão sendo encaminhadas ainda hoje para Sena Madureira, Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus, Jordão e Cruzeiro do Sul.
Alagoas
A assistente social Marta Antônia de Lima, de 50 anos, que atua no SUS há 22 anos, foi a primeira pessoa em Alagoas a receber a vacina na manhã de hoje (19), no Hospital Metropolitano de Maceió.
Alagoas recebeu 87.760 doses da CoronaVac. Serão vacinados, neste primeiro momento, profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus (covid-19) e pessoas com mais de 75 anos de idade. Para esse grupo estão disponíveis 71.080 doses. Já para os indígenas aldeados, são 16.680 doses.
Amapá
A enfermeira Kátia Regina Marinho, de 55 anos, foi a primeira a ser vacinada contra a covid-19 no Amapá, durante cerimônia nesta terça-feira (19), no Palácio do Setentrião, sede do governo local. Além de Kátia, o líder indígena e também enfermeiro Demétrio Tiryó, de 36 anos, da aldeia do Parque do Tumumaque, foi imunizado durante o evento. A idosa Brasiliana Lacerda Trindade, 68 anos, foi vacinada no Abrigo São José, simultaneamente, como representante dos idosos do grupo de risco.
Segundo o governo do estado, os profissionais da linha de frente fazem parte do grupo prioritário e totalizam 18.558, que devem ser imunizados na primeira fase da campanha de vacinação. Ao todo, o Amapá recebeu 31 mil doses da CoronaVac para esta primeira etapa de imunização.
Amazonas
A indígena Vanda Ortega, da etnia Witoto, foi a primeira pessoa a ser vacinada no Amazonas. Vanda Ortega é técnica de enfermagem, foi vacinada na segunda-feira (18) e, para ela, a imunização representa vida e orgulho para os povos indígenas. "Esse momento representa muito para os povos indígenas desse País. Essa vacina é importante para o nosso povo, é importante para todos os brasileiros, e para os indígenas não seria diferente. A imunização representa vida e orgulho para os povos indígenas", disse
O estado recebeu 256 mil doses de vacina contra a covida-19. Segundo governo do Amazonas, neste primeiro momento, será feita a distribuição das doses com foco em alcançar trabalhadores da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento da Covid-19 e a população indígena aldeada maior de 18 anos. O estoque de vacina atual entregue ao Amazonas pelo Ministério da Saúde (MS) é suficiente para aplicar a primeira e a segunda dose em 128 mil pessoas dos dois grupos prioritários.
Bahia
Uma enfermeira de 53 anos, uma idosa de 83, um médico de 30, todos negros, e uma índia do povo Tuxá, de 31 anos, foram as quatro primeiras pessoas a serem vacinadas contra a covid-19, na Bahia, na manhã desta terça-feira (19).
Ao todo, foram enviadas 376 mil doses do imunizante para o estado. Os imunizantes são suficientes para vacinar, inicialmente, cerca de 188 mil baianos. Segundo o governo da Bahia, os imunizantes já foram enviados em aeronaves para cidades-polo baianas, de onde devem partir em veículos como vans e caminhões para os municípios menores em todas as regiões do estado.
Ceará
A técnica de enfermagem Maria Silvana Souza Reis, de 51 anos, foi a primeira a ser vacinada no Ceará. Ela atua no Hospital Leonardo da Vinci, na linha de frente de combate à doença. Ela foi escolhida para ser a primeira pela idade e por trabalhar direto com os pacientes e porque se locomove para o trabalho de ônibus.
As primeiras 218 mil doses da vacina CoronaVac chegaram a Fortaleza no fim da tarde desta segunda-feira (18) e, imediatamente, foram distribuídas para os municípios cearenses. No estado, a prioridade será para profissionais de saúde da linha de frente de combate à covid-19 de unidades públicas e privadas, que serão imunizados nos locais de trabalho, e idosos institucionalizados. Todos os grupos da fase 1 serão vacinados na medida que cheguem mais lotes nas próximas semanas.
Distrito Federal
A primeira pessoa a ser vacinada no Distrito Federal foi a enfermeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Lídia Rodrigues Dantas, de 31 anos (foto principal). Ela atua desde o início da pandemia no combate ao novo coronavírus. A imunização começou na manhã desta terça-feira (19).
O DF recebeu 106.160 doses da CoronaVac, que vão imunizar, em duas etapas, 53.080 pessoas. No primeiro momento, serão contemplados trabalhadores da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia, idosos e deficientes que se encontram em instituições de internação, cuidadores que atuam nessas instituições e indígenas. A vacinação ocorre em 16 unidades de referência.
Espírito Santo
A primeira capixaba a ser imunizada foi a técnica de enfermagem Iolanda Brito da Silva dos Santos, de 55 anos, que atua no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, referência no tratamento de pacientes da doença.
O governo do Espírito Santo iniciou a campanha de vacinação contra a covid-19 na noite de segunda-feira (18). Foram disponibilizadas 101.320 mil doses da vacina, pelo Ministério da Saúde.
Goiás
Em Goiás, a aposentada Maria Conceição da Silva, de 73 anos, foi a primeira goiana a ser vacinada. A vacinação foi feita na cidade de Anápolis na segunda-feira.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES/GO), Goiás recebeu 87.172 doses do imunizante, que serão divididos da seguinte forma: pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos (8.828); pessoas com deficiência que também vivem em unidades de acolhimento (475); população indígena vivendo em terras indígenas (320); e trabalhadores de saúde (77.549).
Maranhão
A técnica em enfermagem Egle Martins foi a primeira pessoa a ser vacinada contra covid-19, no Maranhão, na noite desta segunda-feira (18). Ao todo, foram enviadas 164.240 doses do imunizante nesta etapa, sendo duas para cada pessoa.
As doses da CoronaVac estão sendo transportadas para todos os municípios maranhenses por três aviões, três helicópteros e 30 automóveis, desde o início da manhã desta terça-feira (19). A estimativa do governo do estado é que a vacina esteja em todas as cidades do Maranhão até quarta-feira (20). São 2.124 salas de vacinação em todo o estado, sendo possível ampliar para 2.500.
Mato Grosso
A primeira vacina contra a covid-19 em Mato Grosso foi aplicada na técnica de enfermagem Luiza Batista Silva, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus. O ato ocorreu no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (19). Também foram vacinados outros nove profissionais de saúde.
Segundo o governo local, o lote de 126 mil doses do imunizante chegou em Mato Grosso no início da noite de ontem (18) e foi armazenado no Centro de Distribuição em Cuiabá. De lá, as vacinas serão distribuídas para os polos regionais, de forma a chegarem em todos os municípios, proporcionalmente.
Mato Grosso do Sul
Dois profissionais da saúde, uma indígena e uma idosa que mora em instituição de longa permanência, foram os primeiros imunizados em Mato Grosso do Sul na noite de segunda-feira (18).
Segundo o governo do estado, as 158.760 doses já foram distribuídas para todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul entre a noite de ontem (18) e as primeiras horas desta terça-feira (19).
Minas Gerais
A primeira imunizada contra a covid-19 no estado de Minas Gerais foi a técnica de enfermagem Maria Bom Sucesso Pereira, de 57 anos, que há mais de uma década atua no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Eduardo de Menezes, na capital mineira. O início da vacinação aconteceu na noite de segunda-feira (18).
Foram enviadas 577.480 mil doses dos imunizantes ao estado neste primeiro lote de vacinas, que permitirão a imunização de cerca de 280 mil pessoas. Em Minas Gerais, caberá aos 853 municípios retirarem as doses dos imunizantes em 28 Superintendências Regionais de Saúde.
Pará
A técnica de enfermagem, Shirley Maia, de 39 anos, foi a primeira paraense a receber a vacina contra a Covid-19 no Pará na manhã desta terça-feira. De acordo com o governo do estado, mais dois profissionais de saúde que atuam na linha de frente também foram vacinados: a técnica de enfermagem Marielza Monteiro, de 57 anos, que também atua no Hospital de Campanha do Hangar, e o enfermeiro João Bernardo, de 37 anos, que é servidor de Ananindeua.
As 173.240 mil doses da vacina chegaram em Belém às 23h de segunda-feira (18). Desse total, 48.680 serão destinadas à população indígena, e o restante será direcionado para profissionais em saúde que atuam na linha de frente no combate a Covid-19 e idosos, que vivem em instituições de longa permanência. Segundo o governo, os 144 municípios devem receber as vacinas ainda hoje.
Paraíba
A técnica de enfermagem Marineide Gouveia, de 60 anos, e o indígena Genildo Alencar, 44 anos, foram os primeiros paraibanos a serem imunizados no estado, nesta terça-feira (19).
Na primeira fase, 54.689 pessoas receberão a vacina, sendo 42.925 trabalhadores da saúde, 10.432 indígenas aldeados, 1.212 pessoas idosas em instituições e 120 pessoas com deficiência institucionalizadas, atendendo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A segunda dose da vacina deverá ser aplicada 28 dias após a primeira.
Paraná
A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Paraná na noite de segunda-feira (18). A profissional recebeu a imunização junto com outros sete colegas, que desde o início da pandemia atuam na linha de frente no Complexo Hospitalar do Trabalhador.
O Paraná recebeu, para a primeira etapa da vacinação, 265.600 doses do imunizante. Segundo o governo do estado, as doses já começaram a ser enviadas aos municípios, que serão responsáveis pela estratégia de vacinação.
Pernambuco
A técnica de enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos, de 52 anos, foi a primeira pernambucana vacinada contra a covid-19 em Pernambuco, na noite de segunda-feira (18).
De acordo com governo do estado, as 270 mil doses da CoronaVac chegaram à capital às 19h40 de segunda-feira (18) e seguiram para a sede do Programa Estadual de Vacinação, no bairro de Casa Amarela, onde foram separadas para serem enviadas às 12 gerências regionais de Saúde do Estado nas próximas 24 horas.
Piauí
O médico obstetra Joaquim Vaz Parente, de 75 anos, foi o primeiro a receber a vacina contra a covid-19 no Piauí na segunda-feira. Também ontem, as enfermeiras Sheyla Barbosa dos Santos, de 33 anos, e Ana Maria Brito dos Santos, de 52 anos, e as técnicas de enfermagem Marta Regina de Sousa Madeira, de 42 anos, e Modestina Bezerra da Silva, de 60 anos, também foram vacinadas.
O Piauí recebeu do Ministério da Saúde 61.160 doses da vacina CoronaVac. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) esclareceu, em nota, que serão 28.651 mil doses para profissionais da saúde, 10 para pessoas com deficiência institucionalizadas, 460 doses para pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e 21 para indígenas vivendo em terras demarcadas.
Rio de Janeiro
A vacinação no Rio de Janeiro começou na segunda-feira aos pés do Cristo Redentor, onde foram vacinadas a técnica de enfermagem Dulcinea da Silva Lopes, 59 anos, e a idosa Teresinha da Conceição, 80 anos.
O estado do Rio receberá 487.520 doses, direcionadas aos grupos prioritários: trabalhadores da saúde que atendem pacientes de covid-19, idosos em abrigos de longa permanência e indígenas aldeados.
Rio Grande do Norte
Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos, foi a primeira vacinada no estado, hoje (19). A técnica de enfermagem do Hospital Giselda Trigueiro, central de combate à covid-19 no estado, continuou trabalhando apesar de ter comorbidades. “Estou muito feliz, depois de ver tanto sofrimento. A vacina era um sonho e agora há a esperança de que tudo vai dar certo”, disse ela ao portal do governo local.
Chegaram no estado, neste primeiro momento, 82.440 doses da vacina. A estimativa da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte é vacinar 39.259 pessoas com o lote entregue ontem pelo Ministério da Saúde. O estado decidiu vacinar primeiro trabalhadores de saúde e pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência, além dos vacinadores.
A fase 1 de vacinação do estado não está completa com as 82 mil vacinas que chegaram ontem ao estado. A previsão é receber um total de 239 mil doses apenas para a fase 1. Nas próximas etapas de vacinação desta fase serão incluídos os trabalhadores de saúde que não tenham sido vacinados, além de idosos com 75 anos ou mais. O prazo de distribuição das vacinas aos municípios é de 72 horas. A previsão de início da campanha no estado é amanhã (20), às 10h.
Rio Grande do Sul
Cinco gaúchos de grupos de risco receberam juntos as primeiras doses da vacina contra a covid-19 no Rio Grande do Sul. Eloina Gonçalves Born, de 99 anos, moradora do Residencial Geriátrico Donna Care; Jorge Amilton Hoher, 68 anos, médico-chefe do Serviço de Medicina Intensiva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Carla Ribeiro, 32 anos, da etnia kaingang e residente da Aldeia Fag Nhin, na Lomba do Pinheiro; Joelma Kazimirski, 48 anos, auxiliar de higienização do Grupo Hospitalar Conceição; e Aline Marques da Silva, 40 anos, técnica de Enfermagem CTI Covid do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foram os primeiros imunizados no estado na noite desta segunda-feira (18).
O RS recebeu 341,8 mil unidades. Dessas, 170,8 mil serão encaminhadas para o interior, a partir de Porto Alegre, nesta terça-feira (19) por via terrestre e aérea.
Inicialmente, o público a ser vacinado são os profissionais de saúde da linha de frente em hospitais, da Atenção Básica e da rede de urgência e emergência; pessoas acima de 60 anos que vivem em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) – asilos – e populações indígenas aldeadas.
Rondônia
A primeira remessa de vacinas chegou hoje (19) a Rondônia. Os primeiros imunizados do estado foram a médica Karina Negrão Zingra, o enfermeiro do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Márcio James Jorge Santos e o indígena, Elivar Karitiana.
Os primeiros vacinados em Rondônia serão profissionais de saúde da linha frente (atendimento com suspeita/confirmação), índios aldeados e idosos com mais de 60 anos que moram em casas de repouso ou asilos. O secretário da Saúde esclareceu que vai reservar, nesta primeira remessa, a segunda dose para o público prioritário. Segundo o governo do estado, foram “quase 50 mil doses” entregues pelo governo federal esta semana.
As vacinas serão distribuídas para os cinco centros regionais de Rede de Frio localizados nos municípios de Ariquemes, Ji Paraná, Rolim de Moura, Cacoal e Vilhena. Esses centros deverão distribuir aos seus municípios de abrangência, fazendo chegar às 52 cidades do estado.
Roraima
Roraima recebeu 87.720 mil doses da vacina e, segundo o governador, Antonio Denarium, a vacinação começa hoje mesmo, com a distribuição de doses para o município de Boa Vista e os Distritos Leste e Yanomami. Amanhã os outros municípios receberão as doses.
A indígena Iolanda Pereira da Silva foi a primeira roraimense a ser vacinada contra a Covid-19. Os indígenas estão entre os grupos prioritários do estado, junto com idosos residentes em instituições de longa permanência e trabalhadores de saúde. O governo espera vacinar todos os profissionais de saúde até a próxima sexta-feira (22).
Santa Catarina
Em Santa Catarina, o enfermeiro Júlio César Vasconcellos de Azevedo foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a covid-19. Também receberam o imunizante o aposentado João de Jesus Cardoso, de 81 anos, e a indígena Kerexu Yxapyry.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, Santa Catarina recebeu, nesta primeira fase, um total 144.040 doses da Coronavac, que serão usadas para imunizar 68.580 pessoas. O primeiro grupo a receber as vacinas em SC é formado por trabalhadores da saúde, a população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como asilos e instituições psiquiátricas, e população indígena que vivem em aldeias.
Sergipe
A enfermeira Sônia Aparecida Damásio foi a primeira pessoa a ser vacinada contra covid-19 em Sergipe, na manhã desta terça-feira.
Ao todo, estão sendo distribuídas 23.453 vacinas correspondentes à primeira dose. Estão nesta faixa prioritária os profissionais de saúde (22.760), idosos de 60 anos ou mais institucionalizados (240), pessoas com deficiência institucionalizadas (22) e indígenas aldeados (250). O Ministério da Saúde enviou 48 mil doses do imunizante ao estado.
São Paulo
A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a tormar a vacina contra a covid-19 em São Paulo. Ela tomou o imunizante no domingo (17), pouco após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter aprovado o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Também foram vacinados a indígena Vanuzia Costa Santos, 50 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo receberá 646.206 doses da vacina. Deste total, 598.518 serão destinados para profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à covid-19, 3.727 para índigenas que vivem em reservas, 1.357 para pessoas com deficiências que moram em abrigos e 42.604 para idosos que moram em abrigos.
Tocantins
A enfermeira Edileuza Ferreira dos Santos, de 52 anos, a técnica de enfermagem Jocília Tito Barbosa, de 50 anos e José Arnaldo, 30 anos, da etnia Xerente, da Aldeia Funil, localizada em Tocantínia, foram os três primeiros imunizados contra o novo coronavírus no Tocantins, na noite de segunda-feira (18).
O Ministério da Saúde enviou 44 mil doses da vacina CoronaVac ao estado, que serão utilizadas na primeira e segunda doses da imunização dos trabalhadores da saúde, população indígena vivendo em terras indígenas e idosos com 60 anos ou mais, que estejam em instituições de longa permanência nos 139 municípios do Tocantins.
Vacinação
Confira o número de pessoas a serem vacinadas em cada região neste primeiro momento:
Norte: 337.332
Nordeste: 683.924
Sudeste: 1.202.090
Sul: 357.821
Centro-Oeste: 273.393
Confira a quantidade de doses que estão sendo enviadas para cada região:
Norte: 708.440
Nordeste: 1.436.160
Sudeste: 2.524.360
Sul: 751.440
Centro-Oeste: 574.160 (Com Agência Brasil)
O Ministério da Saúde não liga e não envia SMS para que os cidadãos se cadastrem para tomar a vacina contra covid-19. O alerta foi feito pela pasta em 14 de janeiro, em nota e nas redes sociais oficiais.

As ligações do tipo são golpe com objetivo de clonar aplicativos de mensagem, alertou o ministério. A pasta reiterou que não faz agendamento de vacinação, não solicita dados das pessoas nem envia quaisquer tipos de códigos para usuários do sistema de saúde.
Nas ligações, os golpistas tentam extrair dados pessoais com promessas de agendar a vacinação. Numa das modalidades, pede-se que seja confirmado um código enviado por SMS, que dá aos golpistas acesso ao aplicativo de mensagens do dono do celular.
“O Ministério da Saúde não telefona para marcar vacinação e jamais pede esse tipo de confirmação de dados”, afirmou a pasta.
Se alguém receber ligações ou mensagens pelo celular com promessa de agendamento e solicitando dados pessoais ou outras informações, a orientação do Ministério da Saúde é que a pessoa não forneça qualquer dado e denuncie a autoridades competentes.
A vacinação contra covid-19 já começou em maior parte do país, após a distribuição de um primeiro lote de 6 milhões de doses. A autoridades sanitárias alertam, no entanto, que neste primeiro momento somente públicos prioritários estão sendo imunizados.
A definição cabe a cada unidade da federação, mas em geral têm sido priorizados trabalhadores de saúde na linha de frente e idosos em casas de repouso. Por esse motivo, neste momento, “a população geral não deve procurar os postos de saúde”, frisa o Ministério da Saúde.
São Paulo
O governo de São Paulo também fez alertas contra sites falsos de cadastro para vacinação e confirmou a veracidade de seu próprio site, o Vacine Já, no qual cidadãos e cidadãs podem fazer um pré-cadastro para a imunização.
A iniciativa busca agilizar a coleta de dados e não realiza agendamentos, informou o governo de São Paulo. São pedidos dados como telefone, e-mail, endereço e data de nascimento. O cadastro completo será concluído no momento da vacinação. (Com Agência Brasil)
O novo defensor público-geral federal, Daniel de Macedo Alves Pereira, tomou posse hoje dia 19, e pediu mais investimentos para a Defensoria Pública da União (DPU) com a revisão da emenda constitucional do teto de gastos públicos. “Notamos que o sistema acusatório nacional foi fortalecido sem a contrapartida do fortalecimento da defesa. A ampla defesa e o acesso à Justiça penal correm sérios riscos. O desequilíbrio da balança traz uma sanha acusatória que pode vulnerar as regras do processo devido, com graves repercussões na vida do acusado”, disse.

De acordo com ele, a Defensoria cobre apenas 29% das comarcas, seções e subseções judiciais e, enquanto o Ministério Público Federal tem um orçamento próximo de R$ 7,5 bilhões, com mais de 1,8 mil membros. De outro lado, a DPU conta apenas com 643 defensores federais e um orçamento de R$ 543 milhões.
“O impacto é direto na vida de quem? Do empobrecido, do vulnerável, do hipervulnerável. E a saída é matemática, vai ter que ser pela via congressual. A emenda do teto, que o ministro [da Economia] Paulo Guedes não nos ouça, vai ter que sofrer uma revisão, ainda que seja só para a DPU. Isso é utópico? Acho que é por isso que estou aqui”, afirmou o novo defensor.
Em declarações à imprensa, o ministro Paulo Guedes tem reiterado o compromisso da equipe econômica com o teto de gastos. Para ele, qualquer tentativa de furar o teto de gastos poderia resultar em um "desastre" para a economia.
Aprovada em 2016, a referida emenda constitucional limita os gastos públicos por 20 anos, a partir de 2017, com possibilidade de revisão a partir do décimo ano de vigência.
A solenidade de posse do novo defensor foi realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, e contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades.
Para a Pereira, com a crise gerada pela pandemia de covid-19 a sociedade brasileira nunca dependeu tanto da Defensoria Pública nacional. De acordo com ele, o público da DPU é estimado em 70 milhões de brasileiros, entre desempregados e aqueles que ganham até dois salários mínimos, com demandas em saúde, educação, assistência e previdência social. “É preciso dar continuidade à performance exemplar, cumprindo metas e oferecendo aos defensores e servidores instrumentos que facilitem seu trabalho, com investimentos em tecnologia, aperfeiçoamento do processo de assistência jurídica e dos mecanismos de gestão processual”, disse.
Para o novo defensor, apesar de a defensoria ser relativamente jovem, com 25 anos de existência, ela passou por um processo evolutivo de promover o valor da Justiça fora dos tribunais.
“No processo judicial temos um vitorioso e sucumbente. O processo judicial machuca e é custoso e demorado. E são vários os fatores que determinam o excesso de litigância em nosso país, como falta de políticas públicas delineadas, alto endividamento das famílias, excesso de executivo fiscal. Então, o melhor caminho de executar a Justiça é fora dos autos do processo judicial. É obvio, e a defensoria hoje compreende isso perfeitamente. É melhor uma relação dialógica, cooperativa, sem narrativas políticas, mas com esteio técnico probatório do que judicializado. É melhor ser participe da política pública junto com governo federal, é melhor coopera do que litigar”, disse.
Perfil
Daniel Pereira integra os quadros da DPU desde 2006, quando trabalhou na unidade de Guarulhos (SP). No ano seguinte, ele se transferiu para o Rio de Janeiro, onde atua desde então. Foi titular do 4° Ofício Criminal (2007-2010) e do 2° Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva (2011-2016). Até então, exercia o cargo de defensor regional de Direitos Humanos, integrava a Rede de Controle de Gestão Pública e coordenava a Câmara de Resolução de Litígios de Saúde.
Ele foi o segundo colocado na lista tríplice para a função de defensor público-geral federal elaborada em eleição interna da instituição. Pereira substitui hoje Gabriel Faria Oliveira, que chefiou a DPU até novembro do ano passado e também concorreu à recondução, sendo o primeiro colocado da lista.
O novo defensor foi indicado pelo presidente Bolsonaro em setembro e passou por sabatina no Senado Federal em dezembro, tendo seu nome aprovado pelos senadores.
A DPU é o órgão público encarregado de prestar gratuitamente serviços de defesa judicial e extrajudicial e de orientação jurídica. A instituição é organizada pela Lei Complementar nº 80/1994), que atribui à DPU a missão de promoção dos direitos humanos. (Com Agência Brasil)
O Ministério da Saúde divulgou nota na tarde de hoje dia 19, afirmando que concluiu a distribuição do 1º lote de vacinas para os 26 estados e para o Distrito Federal. Com a medida, a imunização de pessoas contra a covid-19 tem início no Brasil.

Foram distribuídas 6 milhões de doses da CoronaVac, do Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A estimativa é que este primeiro lote de doses seja utilizado para imunizar até 3 milhões de pessoas. No grupo prioritário estão profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência vivendo em instituições de longa permanência e indígenas em aldeias.
A operação começou nesta segunda-feira (18) pela manhã. O titular da pasta, Eduardo Pazuello, participou de reunião com governadores em São Paulo, quando foi demandado pelas autoridades estaduais que a distribuição permitisse o início das campanhas de vacinação. A previsão anterior era de que a campanha nacional começaria amanhã (20).
Na atualização de ontem à noite do Ministério da Saúde, já haviam recebido as doses os estados do Tocantins, Piauí, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Hoje as entregas foram concluídas.
Os envios foram realizados pelas companhias aéreas Azul, Gol, TAM e Voepass, além de aeronaves militares, que transportaram doses para 11 capitais e para a cidade de Tabatinga, no oeste do Amazonas.
Com o envio das doses, os estados já começaram suas campanhas de imunização. São Paulo foi o primeiro estado a vacinar, ainda no domingo (17). (Com Agência Brasil)






















