Governo divulga datas para pedir isenção de taxa de inscrição no Enem

O candidato que quiser pedir isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) neste ano deve se inscrever entre os dias 17 e 28 de maio. As datas foram divulgadas em edital publicado ontem (3) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

Pela primeira vez, o Inep publicou um edital separado somente para os pedidos de isenção na taxa. As datas para a inscrição no Enem e também os dias de prova da edição 2021 ainda não foram divulgados.

 

Aqueles que se inscreveram e faltaram à última edição do Enem também poderão justificar a ausência entre os dias 17 e 28 de maio. O procedimento é necessário para solicitar isenção na taxa da próxima edição do exame.

 

Pelo cronograma divulgado, o resultado dos pedidos de isenção e das justificativas de ausência serão divulgados em 9 de junho. O período de recurso será entre 14 e 16 de junho, e o resultado dos recursos serão divulgados em 25 de junho.

 

O Inep alerta que mesmo aqueles que tiverem a isenção concedida precisam realizar nova inscrição no Enem, quando estas forem abertas, em data ainda a ser divulgada.

 

Os critérios para pedir isenção na taxa de inscrição são os seguintes:

 

- estar cursando a última série do ensino médio no ano de 2021, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública;

- ter cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou ser bolsista integral na rede privada, além de ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;

- ou declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que informe o seu Número de Identificação Social (NIS) único e válido. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Produção de vacinas da Fiocruz deverá beneficiar outros países

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalha para que sua produção de vacinas contra covid-19 possa atender futuramente a demanda de outros países, além do Brasil. A instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde é responsável pela fabricação da Covishield, um dos imunizantes que já estão sendo aplicados em massa na população brasileira, seguindo os critérios do Programa Nacional de Imunização (PNI). Pesquisas que já estão em andamento podem levar ao desenvolvimento de outras quatro vacinas.

 

"Além de atender o nosso país, teremos certamente a capacidade para apoiar o esforço global com relação à proteção de todos frente à pandemia. Este deve ser um objetivo a ser perseguido naturalmente após atender as necessidades do nosso país", disse hoje (3) a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, durante a abertura do 5º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Organizado pela instituição, o evento termina na quarta-feira (5) em uma edição totalmente virtual.

 

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, também participou da mesa de abertura e reiterou a importância de um olhar global. "A união entre os países, a cooperação técnica, o trabalho em parceria não é apenas a coisa certa a se fazer. É a coisa mais inteligente a se fazer, porque o vírus não se importa com fronteiras, barreiras geográficas, crenças ou ideologias políticas. Enquanto todas as pessoas não estiverem seguras, nossos países não estarão seguros".

 

Nísia celebrou ainda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a Fiocruz produza o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da Covishield. Trata-se de um insumo fundamental na formulação da vacina porque traz a informação que faz com que o organismo comece a preparar suas defesas contra o vírus invasor. O aval para sua produção foi concedido na última sexta-feira (30). "Nos permitirá nacionalizar a vacina. Não é um fato qualquer", disse a presidente da instituição.

 

A Covishield foi desenvolvida através de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica inglesa Astrazeneca. Elas firmaram com a Fiocruz, no ano passado, um acordo para transferência de tecnologia. O imunizante está sendo usado no país desde janeiro, embora os primeiros lotes tenham sido importados da Índia.

 

A fabricação em larga escala no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) teve início em março. O IFA, no entanto, ainda precisa ser exportado. De acordo com o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, até o fim de abril foram entregues 26,5 milhões de doses ao PNI para distribuição aos estados e municípios. "Esta semana devemos chegar a marca de 30 milhões", afirmou.

 

Tão logo o IFA passe a ser produzido pela instituição, a Covishield estará 100% nacionalizada. A produção do insumo ocorrerá em uma nova planta industrial. Ao longo da última semana, a Anvisa vistoriou.

 

Outras vacinas

 

Testes pré-clínicos estão sendo realizados pela Fiocruz para o desenvolvimento de quatro imunizantes nacionais. "São projetos em andamento com ou sem parcerias externas. São duas vacinas sintéticas, uma em subunidade e outra em tecnologia de RNA. Essa última está em vias de começar o estudo clínico", destascou Zuma.

 

O diretor de Bio-Manguinhos afirmou ainda que a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), cujo edital de financiamento e construção foi publicado em fevereiro, ampliará significativamente a capacidade de produção de Bio-Manguinhos. O empreendimento que ficará localizado em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, deverá iniciar sua operação comercial em 2025.

 

"Será o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina e que está está sendo concebido a partir de avançadas tecnologias. A nova planta permitirá ao país aumentar o fornecimento de vacinas e biofármacos de alta qualidade para o Sistema Único de Saúde e terá capacidade de suprir também necessidades de outro países". (Com Agência Brasil)

 

 

 

Sobrecarga na rede elétrica causa mais de 50% dos incêndios domésticos

Mais de 50% dos incêndios ocorridos em casas ou apartamentos, no ano passado, resultaram de sobrecarga no sistema elétrico. Segundo a Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2020, foram registrados no país 583 incêndios por sobrecarga, com 26 mortes. Desse total, 309 incêndios ocorreram em casas e apartamentos, resultando em 23 mortes.

 

O diretor executivo da Abracopel, Edson Martinho, disse hoje (3) à Agência Brasil que uma das ações para reduzir o número de incêndios é efetuar uma revisão completa das instalações elétricas, porque a maioria dos incêndios é gerada por sobrecarga e curto-circuito. “A sobrecarga nada mais é do que colocar mais carga no circuito, ou seja, mais equipamentos em uma tomada do que ela suporta.”

 

Martinho explicou que, por uma regra geral, haveria dispositivos, como disjuntor e fusível, que teriam a função de controle. “Quando se ultrapassa essa carga, eles desligam. Mas, por algum motivo, isso é modificado, e esse dispositivo é alterado, não atua, e começa a aumentar a carga que resulta em aquecimento dos fios. E, aquecendo os fios, se aquece o ambiente e provoca-se incêndio, dependendo do que tiver por perto, como cortinas, que propagam as chamas e causam incêndios até de grandes proporções”.

 

Martinho citou os casos do Museu Nacional e do Ninho do Urubu, do Clube do Flamengo, ambos no Rio de Janeiro.

 

Falta de atenção

 

De acordo com Martinho, normalmente, o curto-circuito começa com a sobrecarga e é resultado da perda de isolamento dos fios. Com a temperatura muito elevada, o incêndio é muito mais rápido.

 

Ele destacou muitos incêndios em casas e apartamentos ocorrem porque os moradores saem da residência e costumam deixar equipamentos ligados, por falta de atenção ou de cuidado. Agora, com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão mais em casa e desligam os aparelhos se percebem que estão ligados há muito tempo.

 

Martinho recomenda, tanto para residências quanto para empresas de qualquer porte, a contratação de um profissional habilitado e atualizado para fazer uma verificação completa das instalações elétricas, que devem estar adequadas às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tais normas vão definir exatamente os dispositivos necessários para uma proteção adequada. “Esta é a regra principal para uma instalação segura.”

 

A partir daí, a cada cinco anos, para residências, e a cada três anos, para empresas de pequeno porte, deve ser feita uma revisão. “É a manutenção. E se tem sempre a instalação adequada.” Para empresas maiores, a revisão deve ser feita anualmente.

 

O diretor da Abracopel considera crítica a situação dos hospitais porque há muitas pessoas, o que ocasiona problemas de locomoção. “Qualquer falha no contexto, haverá problemas como incêndio. É um local crítico.” Ele disse que isso ocorre também com teatros e cinemas, cuja verificação tem de ser anual.

 

Condomínios


A sobrecarga elétrica é uma preocupação constante para os condomínios. Segundo o coordenador síndico da Cipa, uma das maiores administradoras de condomínios do país, Bruno Gouveia, os condomínios Têm que ficar cada vez mais atentos às exigências de autorizações e vistorias para evitar problemas que coloquem em risco a vida e o patrimônio dos moradores.

 

Gouveia informou que, até março, o Corpo de Bombeiros do Rio registrou mais de mil incêndios em residências em todo o estado. “O síndico precisa estar atento às normas, que não são meramente burocráticas. São exigências que ajudam a minimizar o risco de incêndios em moradias”, ressaltou.

 

Bruno Gouveia alertou que os prédios mais antigos precisam de mais atenção ainda porque, quando foram construídos, não havia tantos aparelhos elétricos plugados nas tomadas. “A quantidade de aparelhos disponíveis atualmente exige uma carga bem maior”, disse ele, lembrando que, agora, por causa da pandemia de covid-19, muita gente trabalha em casa, o que implica maior número de aparelhos ligados.

 

Números

 

Dos 583 incêndios por sobrecarga havidos no país no ano passado, 344 foram provocados por instalações elétricas internas, com 15 mortes, número que mostra redução, quando comparado ao de 2019 (363 incêndios por sobrecarga em instalações elétricas internas, com 22 mortes). Em seguida, aparecem ventiladores e aparelhos de ar condicionado, com 99 incêndios e nove óbitos. No ano anterior, foram 119 incêndios gerados por ventilador e ar-condicionado, com 27 óbitos.

 

Por regiões, o Sudeste registrou o maior número de incêndios por sobrecarga em 2020: 181, com seis mortes. Em seguida, aparecem as regiões Sul, com 150 sinistros e cinco mortes; e o Nordeste, com 114 incêndios e sete mortes.

 

Na série histórica que compreende o período de 2013 a 2020, o ano com maior número de incêndios por sobrecarga de energia foi 2019, com 656 acidentes e 74 mortes. Em segundo lugar, ficou 2020, com 583 incêndios, seguido por 2018, com 537). Em termos de mortes em incêndios por sobrecarga e curto-circuito, entretanto, o ano passado registrou o terceiro menor número da série: 26. (Com Agência Brasil)

 

 

 

TSE lança pesquisas para aprimorar sites da Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou três pesquisas para melhorar o acesso dos cidadãos aos sites da Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, o levantamento vai ajudar a colher sugestões de eleitores, servidores, advogados e jornalistas para aprimorar a navegação nas páginas dos 27 tribunais regionais eleitorais e do próprio TSE.

 

Quem tiver interesse pode acessar o site do TSE e preencher os formulários eletrônicos sobre publicações de conteúdo, acessibilidade para pessoas com deficiência e diversos aspectos.

 

As pesquisas estão disponíveis no site do TSE até 12 de maio. (Com Agência Brasil)

 

 

 

MEC divulga calendário de inscrições do Sisu, ProUni e Fies

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (3) o calendário com os prazos de inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Os programas aumentam as chances de ingresso no ensino superior.

 

Sisu

 

O Sisu é o sistema informatizado gerenciado pelo MEC que seleciona candidatos a vagas em cursos de graduação ofertadas pelas instituições públicas de educação superior.

 

Veja o calendário:

 

3 a 6 de agosto – Período de inscrição;

10 de agosto – Resultado da chamada única;

11 a 16 de agosto – Período para matrícula dos selecionados em chamada única.

Lista de Espera

10 a 16 de agosto – Prazo para manifestação de interesse em participar da lista de espera;

18 de agosto – Disponibilização da lista de espera para as instituições de ensino participantes;

19 de agosto – Início da convocação por parte das instituições de ensino dos selecionados por meio da lista de espera.

 

ProUni

 

O Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais de 50% em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, para estudantes brasileiros ainda não graduados, em instituições privadas de ensino superior.

 

Confira as datas:

 

13 a 16 de julho – Período de inscrição;

20 de julho – Resultado da primeira chamada;

20 a 28 de julho – Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados em 1ª chamada e processo seletivo próprio das instituições de ensino superior, quando houver;

3 de agosto – Resultado da segunda chamada;

3 a 11 de agosto – Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados em 2ª chamada e processo seletivo próprio das IES, quando houver.

 

Lista de espera

 

17 e 18 de agosto – Prazo para manifestação de interesse em participar da lista de espera;

20 de agosto – Divulgação da lista de espera para as instituições de ensino;

23 a 27 de agosto – Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados por meio da lista de espera.

 

Fies


O Fies é a política educacional que concede financiamentos a estudantes de cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

 

Saiba mais:

27 a 30 de julho – Período de inscrição;

3 de agosto – Resultado dos pré-selecionados em chamada única;

4 a 6 de agosto – Prazo para complementação da inscrição dos pré-selecionados na chamada única.

Lista de Espera*

4 a 31 de agosto – Período para convocação dos pré-selecionados por meio da lista de espera.

*Quem não foi pré-selecionado na chamada única é automaticamente incluído na lista de espera.

Fies – Vagas remanescentes

8 a 10 de setembro – primeiro período de inscrição para candidatos não matriculados e matriculados;

27 a 29 de outubro – segundo período de inscrição somente para candidatos matriculados. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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