Elon Musk diz que quer fechar parceria com o Brasil para conectar a Amazônia

Entre tantas empreitadas, Elon Musk está agora se aproximando do Brasil. Na segunda-feira (15), o homem mais rico do mundo se reuniu com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para discutir sobre uma parceria entre suas empresas Starlink e SpaceX e o governo brasileiro.

A pauta principal foi o uso de tecnologia para preservação da floresta amazônica e monitoramento de desmatamentos e incêndios ilegais. Também houve negociações para projetos de conectividade em escolas e unidades de saúde em áreas rurais, comunidades indígenas e locais remotos.

O propósito da parceria seria preservar o meio ambiente e conectar pessoas nos locais onde a internet chega com dificuldade, contando com a tecnologia das empresas fundadas por Musk. É o caso dos 4.500 satélites da Starlink, que orbitam em baixa altitude.

Em nota, o ministro esclareceu que os detalhes do acordo ainda estão sendo negociados. “Queremos aliar a tecnologia desenvolvida por eles com o programa Wi-Fi Brasil do Ministério das Comunicações”, afirmou.

Musk disse que vê com bons olhos a oportunidade da parceria com o Brasil. “Estamos ansiosos para poder proporcionar conectividade para os menos conectados.”

O encontro aconteceu na Califórnia, Estados Unidos, e teve a presença da secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Estella Dantas, e do secretário das Telecomunicações, Artur Coimbra. Faria também se encontrou com a CEO da SpaceX, Gwynne Shotwell.

 

 

 

Por - Um só planeta

Hashtag:
Comissão de Educação cria grupo de trabalho para monitorar crise no Inep

Por iniciativa do presidente da Comissão de Educação (CE), senador Marcelo Castro (MDB-PI), o colegiado aprovou a criação de um grupo de trabalho (GT) composto por quatro senadores para apurar fatos relacionados à crise no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Izalci Lucas (PSDB-DF), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Educação, será o coordenador do GT.

"O Inep, responsável pela produção de evidências sobre a educação brasileira, indispensáveis no planejamento, formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas em todos os níveis educacionais e esferas federativas, tem passado por diversos problemas nos últimos anos. Sucessivas trocas de comando, estrutura fragilizada de gestão e perda permanente de profissionais qualificados" apontou Marcelo Castro na defesa da criação deste GT.

Castro ainda acrescentou que a atual crise no Inep se agravou com o pedido de exoneração de 37 servidores concursados, que atuavam em políticas públicas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

 

 

 

Por - Agência Senado

 

Hashtag:
Plantio de soja entra na reta final

O plantio da safra brasileira de soja 2021/22 alcançou a marca de 81,9% da área estimada para a safra 2021/22 na média nacional, aponta levantamento realizado pela Consultoria DATAGRO.

Os trabalhos apresentaram bom andamento na semana encerrada no último dia 12 de novembro, tendo avançado 9,0 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Esse ritmo semanal, no entanto, ficou abaixo dos 14,8 p.p. em igual momento de 2020 e dos 12,3 p.p. da média dos últimos cinco anos. Mesmo assim, ressaltam os analistas, segue superior aos 71,7% da mesma data do ano passado e dos 65,8% da média plurianual.

“Mantivemos um quadro de chuvas intercaladas com períodos de sol na maior parte da região produtora, favorecendo as lavouras já semeadas e permitindo o avanço do cultivo. No entanto, as chuvas escassearam em boa parte da região Sul, trazendo um pouco de estresse hídrico às lavouras. Mas caso as previsões de chuvas gerais para a região nesta próxima semana se confirmarem, o quadro volta completamente para a normalidade”, diz Flávio Roberto de França Junior, coordenador de Grãos da DATAGRO.

MILHO DE VERÃO

Por sua vez, a semeadura do milho de verão da safra 2021/22 no Centro-Sul do Brasil “andou de forma lenta na semana encerrada em 12 de novembro, mas segue muito adiantada em relação ao padrão normal”, apontou também o levantamento da DATAGRO.

De acordo com a consultoria, 94,1% da área total esperada para a região já está semeada, ante 92,9% na semana anterior. O avanço semanal foi de apenas 1,2 p.p., bem abaixo dos 7,9 p.p. em igual momento do ano passado e dos 9,4 p.p. da média dos últimos 5 anos. Ainda assim, o fluxo segue superior aos 83,3% de 2020 e dos 80,5% da média normal.

No geral, os produtores brasileiros estão otimistas com o ritmo adiantado do trabalho de semeadura da safra de verão e com a manutenção de umidade adequada na maior parte da região de produção. “Os pontos isolados de replantio pelo excesso de umidade não foram representativos, mas os produtores da região Sul estão atentos às previsões de chuvas mais escassas para este mês”, analisa França Junior.

 

 

 

Por - AgroLink

Hashtag: |
Campanha Novembro Roxo alerta sobre nascimentos prematuros

17 de novembro é o Dia Mundial da Prematuridade. Mas a campanha pelo #NovembroRoxo acontecerá ao longo de novembro, considerado o Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade. Para isso, entidades de diversos países realizarão ações de mobilização e sensibilização.

Inclusive, com monumentos e prédios públicos sendo iluminados de roxo para chamar a atenção para a causa. A proposta da campanha é alertar sobre aumento do número de partos prematuros, buscar estratégias para a prevenção e orientar sobre as consequências do problema.

No Brasil, uma dessas instituições que representa o país na Rede Mundial de Prematuridade, é a ONG Prematuridade.com. Sobre essa campanha, a apresentadora Fátima Santos conversou com Aline Hennemann, vice-diretora executiva da organização, enfermeira neonatal e ativista nas ações em prol dos prematuros.

"Essa data, 17 de novembro, é uma data mundial em que a gente traz as questões relacionadas a sensibilização, conscientização e o trabalho dentro das UTI's neonatais para melhorar a qualidade da assistência aos recém-nascidos prematuras", conta a enfermeira. 

Durante a entrevista, Aline falou sobre o papel da ONG nessa luta e sobre os índices de prematuridade no Brasil. "Estamos em 10º lugar no ranking mundial de nascimentos prematuros. Hoje, nasce em média 340 mil bebês prematuros no Brasil. Isso significa dizer que nós temos 12%, dos nascidos vivos, prematuros. O que é um impacto muito grande. A gente precisa pensar em como prevenir o nascimento prematuro", alerta.

Criada no Brasil há 7 anos, a ONG foi responsável por trazer para cá a campanha Novembro Roxo.

 

Hashtag:
Mobilização alerta para riscos da automedicação com antibióticos

A Semana Mundial de Conscientização Microbiana começa nesta quinta-feira (18) . A jornada de eventos e iniciativas de entidades médicas vai até o dia 24 e pretende alertar para práticas que dificultam o combate a bactérias, vírus e parasitas.

A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) chama a atenção para a automedicação com antibióticos e como isso pode fortalecer bactérias, favorecendo infecções cada vez mais resistentes a remédios. As infecções de bactérias muito resistentes são mais comuns e preocupantes.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), relativos a 2019, a cada ano 700 mil pessoas morrem por esse tipo de infecção. Até 2050, a estimativa é que esse tipo de problema possa resultar na morte de até 10 milhões de pessoas.

Pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada em nove países europeus, apontou que pessoas com o hábito de utilizar antibióticos por conta própria acreditavam que estavam se prevenindo de infecções.

Segundo a Sobrasp, apesar de ser necessária uma receita para comprar antibióticos, muitas pessoas não utilizam a integralidade do remédio e acabam guardando para empregá-lo em outras situações, como no caso de uma gripe. 

Contudo, conforme a entidade, 90% dos casos de rinosinusites são causados por vírus e não demandam o uso de antibiótico para o tratamento.

Fortalecimento de bactérias

A médica infectologista Cláudia Vidal, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretora científica da Sobrasp, disse que o uso contínuo ou prolongado de antibióticos pode acabar provocando o fortalecimento de bactérias.

“O grande problema é que, quando usamos, ele vai matar as bactérias, mas é um fator de risco, pois as bactérias que sobrevivem são resistentes e vão começar a se multiplicar naquele fator de risco. O contato das bactérias com o antibiótico faz com que o gene do organismo comece a se expressar e aí ele muda mecanismos da bactéria e o antibiótico não consegue mais agir”, explicou.

A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente também ressaltou a importância de os profissionais de saúde realizarem um diagnóstico preciso a partir de avaliações clínicas. Ela pondera que a dificuldade de acesso a condições nas unidades de saúde para a realização de exame e consultas pode alimentar um cenário de automedicação.

Segundo a Sobrasp, para evitar atitudes que possam fortalecer de alguma maneira a resistência microbiana é importante não utilizar antibióticos mais do que o prescrito pelos médicos.

Outra recomendação é não usar sobras de antibiótico, a não ser que essa aplicação tenha sido recomendada por um médico para uma nova condição de saúde. A Sobrasp afirmou, ainda, que o ato de tomar medicamentos deve ocorrer a partir da indicação médica, e não de familiares, amigos ou conhecidos. 

Cláudia Vidal acrescentou que prevenir infecções é outra forma de evitar o risco de ter um problema que possa agravar o quadro de saúde. A higiene das mãos, tão popular na pandemia, é um dos hábitos. E nos serviços de saúde é importante evitar que, durante os procedimentos, haja conduta que facilite a infecção no ambiente hospitalar ou ambulatorial.

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
Inflação será principal problema econômico em 2022, diz ministro

A resiliência da inflação será o grande problema da economia brasileira em 2022, disse hoje (17) o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo ele, as previsões de baixo crescimento para o próximo ano podem não se confirmar, com os mais pessimistas do mercado se surpreendendo com as previsões de crescimento entre 0% e 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O problema não será crescimento baixo, o problema será inflação resiliente. A inflação provavelmente será um pouco acima do que vocês estão prevendo, mas o crescimento também será maior do que vocês estão prevendo, então vamos ver. Eu não faço previsões, eu faço piada de previsões, de previsões erradas”, declarou o ministro em inglês ao participar de evento virtual promovido por um banco brasileiro.

Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado projetam crescimento de 0,9% para o PIB em 2022 e inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,8% no próximo ano.

Sem interferências

O ministro disse que a equipe econômica não pretende interferir nos preços por meio de regulações. Segundo Guedes, a única política em curso para segurar a inflação é o aperto monetário (alta dos juros) conduzido pelo Banco Central.

“É verdade que juros vão subir com a luta do Banco Central para controlar inflação, mas estamos realmente fazendo a transição para crescimento sustentável em todos os setores”, disse.

Nos casos em que a inflação acelerar por choques externos, o ministro defendeu a transferência de renda por meio do Auxílio Brasil para aliviar o impacto sobre as famílias mais pobres. Paralelamente, a alta dos preços do petróleo e da energia, na avaliação de Guedes, deverá atrair investidores estrangeiros para o Brasil.

“Se preços de petróleo e de energia sobem, é parte da solução porque atrai investimento. A melhor solução é deixar o mercado agir e, qualquer disfunção, resolve com transferência de renda”, disse Guedes. Segundo ele, a viagem recente do presidente Jair Bolsonaro e de vários ministros aos Emirados Árabes Unidos renderam compromissos de investimentos de US$ 10 bilhões em dez anos reforçando a previsão de ingresso de US$ 700 bilhões em investimentos estrangeiros no país nas próximas décadas.

PEC dos Precatórios

Guedes defendeu a manutenção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que parcela o pagamento de precatórios e muda o cálculo do teto de gastos, no formato em que foi aprovada na Câmara dos Deputados. Ele criticou a sugestão apresentada por alguns senadores de excluir o pagamento de precatórios do teto e manter a atual fórmula de cálculo, que atualiza o limite anual pela inflação acumulada entre julho de dois anos antes e junho do ano anterior.

Para o ministro, existirão motivos para se preocupar com a economia em 2022, caso o Senado altere o texto aprovado pela Câmara. “Talvez seja essa a assimetria [entre as estimativas do mercado e do governo para o PIB], porque eu ainda estou esperançoso que nós vamos aprovar as propostas originais. Mas se não aprovarem, então estarei muito preocupado com o crescimento”, declarou.

O ministro defendeu o desenho da PEC aprovada pela Câmara como um instrumento que dará previsibilidade e exequibilidade ao Orçamento público. De um lado, a PEC estabelece um limite ao pagamento anual de precatórios e, de outro, modifica a regra do teto de gastos. Com isso, a proposta abre um espaço de R$ 91,6 bilhões para gastos no ano que vem.

Guedes voltou a defender um fundo de combate à pobreza com recursos da privatização da Eletrobras, da Petrobras e dos Correios. Na avaliação de Guedes, esse mecanismo representa a melhor maneira de enfrentar o encarecimento dos combustíveis e dos alimentos. “Se o petróleo está subindo ou a taxa de juros está subindo e aí alimentos estão subindo, a primeira melhor opção, é claro, são políticas sustentáveis para a erradicação da pobreza”, concluiu.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag: |
feed-image
SICREDI 02