Fifa decide que Brasil x Argentina terá de ser realizado em nova data e local

A Fifa anunciou nesta segunda-feira que o jogo entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo em São Paulo, aquele interrompido por causa da entrada em campo de agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), terá de ser realizado em nova data e local a serem decididos pela Fifa.

A decisão não altera a tabela da competição, uma vez que Brasil e Argentina já estão garantidos no Mundial do Catar. A Conmebol abalizou a decisão da Fifa, pois era ideia da entidade que o jogo fosse realizado no campo, ao contrário da CBF e AFA (Associação de Futebol Argentino) que queriam os pontos da partida.

É provável que o duelo seja remarcado para a data Fifa de junho.

A Fifa também anunciou punições aos envolvidos no “clássico da Anvisa”. A CBF foi multada em 550 mil francos suíços (R$ 3,1 milhões na cotação atual) por causa de falhas na organização do jogo e invasão de campo.

A AFA, por sua vez, recebeu uma multa de 250 mil francos (R$ 1,4 milhão) porque seus jogadores burlaram as regras sanitárias brasileiras. E esses quatro jogadores (Emiliano Martínez, Giovanni Lo Celso, Cristian Romero e Emiliano Buendía) foram suspensos por dois jogos, que terão de ser cumpridos na data Fifa de março. Ou seja, eles poderão ser eventualmente convocados para o novo Brasil x Argentina.

Tanto a CBF como a AFA podem recorrer da decisão da Fifa. Primeiro no Comitê de Apelação da própria entidade máxima do futebol mundial. E depois, caso queriam, no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

E, de fato, em um primeiro momento, a AFA pretende recorrer. A CBF ainda não se pronunciou.

- Como presidente da AFA, prometo fazer todos os esforços necessários e recorrer da decisão da Fifa em relação ao jogo classificatório com o Brasil. Nossa prioridade é a seleção argentina sempre - escreveu Chiqui Tapia, chefão da Associação de Futebol Argentino, no Twitter.

Entenda o caso

No dia 5 de setembro de 2021, o jogo entre Brasil e Argentina foi interrompido quatro minutos após o apito inicial. Na beira do campo, técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tentavam notificar quatro jogadores da Argentina que teriam burlado normas sanitárias ao entrar no Brasil.

Eram eles Emiliano Martínez, Giovanni Lo Celso, Cristian Romero e Emiliano Buendía. Os três primeiros eram titulares e estavam em campo. Os quatro jogam na Inglaterra. Àquela altura – setembro de 2021– pessoas provenientes daquele país tinham que fazer quarentena de 14 dias ao entrar no Brasil.

Mas, ao entrarem no Brasil, dois dias antes do jogo, os quatro omitiram esse fato das autoridades brasileiras. A Anvisa só se deu conta no dia seguinte, depois que eles já tinham treinado e circulado pelo Brasil. Todos estavam vacinados e apresentavam testes negativos para Covid-19.

No dia 4 de setembro, um sábado – dia seguinte à chegada dos argentinos e véspera do jogo contra o Brasil – houve várias tentativas de negociar uma saída para o caso. Mas as reuniões entre Anvisa, Ministério da Saúde e AFA (Associação de Futebol da Argentina) terminaram sem solução.

'Estava cumprindo uma missão', diz agente da Anvisa que paralisou Brasil x Argentina

Invasão de campo

O ge teve acesso aos relatórios do delegado da partida, o colombiano Juan Alejandro Hernández, e do árbitro daquele jogo, o venezuelano Jesús Noel Valenzuela. Os dois afirmam que houve "invasão de campo" por parte das autoridades da Anvisa. E que por isso o jogo foi interrompido. Os documentos deixam claro que não houve "abandono de campo" por parte da Argentina.

Em sua defesa à Fifa, a CBF afirmou que fez sua parte, que alertou os argentinos em dois e-mails sobre as regras sanitárias no país e que não poderia impedir a entrada no campo de autoridades. A AFA, por sua vez, entendeu que o mandante é o responsável por garantir a realização dos jogos, que enviou toda a documentação de seus jogadores para a CBF – e que a CBF deveria ter feito à Anvisa os pedidos de exceção para os jogadores argentinos que atuam na Inglaterra.

 

 

 

 

 

Por - Globo Esporte

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Autorização para IPTU Verde será analisada em Plenário nesta terça-feira

A primeira reunião deliberativa do Plenário nesta semana está marcada para as 16h desta terça-feira (14), com quatro itens na pauta.

A sessão será semipresencial, com possibilidade de participação dos senadores de forma remota. Entre as proposições a serem analisadas, está a Proposta de Emenda à Constituição 13/2019, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que estabelece critérios ambientais para cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). 

Conhecida como PEC do IPTU Verde, a iniciativa dá autorização para que municípios reduzam o valor do imposto para os contribuintes que adotam ações ambientalmente sustentáveis em seus imóveis. 

Atualmente a Constituição Federal admite a aplicação de alíquotas distintas do IPTU em função da localização e do uso do imóvel. O objetivo é inserir critérios de responsabilidade ambiental para diferenciar a cobrança aplicada ao contribuinte que tenha esse compromisso. 

A iniciativa do chamado IPTU verde ou ecológico, que reduz a taxação do contribuinte que adota ações ambientalmente sustentáveis em seu imóvel, já vem sendo aplicada em alguns municípios, mas não conta com autorização expressa da Constituição. Para o autor da proposta, a inserção do benefício na CF fará com que mais prefeituras adotem esse tipo de estímulo à conservação dos recursos naturais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Senado

 

Mercado financeiro aumenta projeção de inflação para 5,50% em 2022

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano.

Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado hoje (14) pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial do país - deve fechar 2022 em 5,50%. É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação neste ano. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,44%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,09%.

Para 2023, o mercado manteve a expectativa da semana passada em relação à evolução do IPCA. A projeção aponta para uma inflação de 3,50% para o próximo ano. Há quatro semanas, a projeção era de inflação de 3,40%. Para 2024, o mercado também elevou a projeção de inflação para 3,04% ante os 3% projetados na semana passada.

PIB

O boletim, divulgado semanalmente, reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção desta semana, o Focus manteve previsão do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no país - registrada há sete dias. A projeção é de 0,30% em 2022. Há quatro semanas, o mercado previa um crescimento da economia brasileira de 0,29%.

O Focus registra ainda, pela quarta semana, uma diminuição na expectativa de crescimento do PIB para 2023, passando de 1,53% na semana passada para 1,50%. Para 2024, a projeção se manteve estável, ficando em 2%.

Taxa de juros e câmbio

O mercado também elevou a previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, o mercado projetou a Selic em 12,25% ao ano, ante os 11,75% ao ano projetados na semana passada.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo.

Para o fim de 2023, a estimativa do mercado é que a taxa básica caia para 8% ao ano. E para 2024, a previsão é de Selic em 7,25% ao ano, ante os 7% da projeção da semana anterior.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu, ficando em R$ 5,58, ante os R$ 5,60 projetado na semana passada. Para o próximo ano, a previsão do mercado também diminuiu, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45.

Para 2024, após um período de estabilidade, a estimativa para a cotação da moeda americana diminuiu ligeiramente pela segunda semana seguida, passando dos R$ 5,39 projetados na semana passada, para R$ 5,32.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Exportações do Agronegócio alcançam recorde de US$ 8,8 bilhões em janeiro

As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,82 bilhões, valor recorde para os meses de janeiro, o que significou incremento de 57,5% em relação aos US$ 5,60 bilhões exportados em janeiro do ano passado.

Conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse forte crescimento do valor exportado foi influenciado tanto pela expansão dos preços médios de exportação, que subiram 19% na comparação com janeiro de 2021, quanto em função do aumento do volume exportado, que cresceu 32,3%.

Com essa expressiva elevação, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras cresceu de 37,5% (janeiro/2021) para 44,9% (janeiro/2022).

Complexo soja

O destaque dos embarques do mês de janeiro foi o complexo soja, com US$ 2,12 bilhões, cifra 338,3% superior aos US$ 484,07 milhões exportados em janeiro de 2021 (+US$ 1,64 bilhão).

A soja em grãos registrou 2,45 milhões de toneladas em exportações (+4.853,6%), ou US$ 1,24 bilhão (+5.223,9%); valores recordes para os meses de janeiro.

De acordo com os analistas da SCRI, há uma demanda mundial crescente pela oleaginosa, em virtude da retomada da produção e consumo de proteína animal no mundo, o que indica redução da relação estoque/consumo de soja em grãos em 2022. Dessa forma, a previsão é que a China importe cerca de 100 milhões de toneladas neste ano.

Já em janeiro, o país asiático adquiriu 80,1% do volume de soja exportado pelo Brasil (1,97 milhão de toneladas). Além da China, União Europeia e Vietnã também importaram mais de 100 mil toneladas do Brasil: 159,8 mil e 136,7 mil toneladas adquiridas, respectivamente.

As exportações de farelo de soja elevaram-se 45,6% em volume, passando de 1,03 milhão para 1,49 milhão de toneladas. As exportações de óleo de soja também apresentaram expressivo crescimento devido à forte demanda indiana e ao aumento da disponibilidade doméstica. As exportações do óleo de soja atingiram US$ 232,54 milhões em janeiro de 2022 (+1.974%) ou 170,26 mil toneladas (+1.907,6%). A Índia adquiriu 82% do volume total exportado (139,76 mil toneladas).

Carnes

O segundo maior setor exportador do agronegócio foi o de carnes. Com US$ 1,61 bilhão em janeiro de 2022 (+39,8%), alcançou valor recorde para estes meses em toda a série histórica. Houve incremento do volume exportado (+21,1%) e dos preços médios de exportação (+15,5%).

A principal carne exportada pelo Brasil foi a bovina, com US$ 801,06 milhões em vendas externas (+46,2%), recorde para os meses de janeiro. Tanto o volume exportado quanto o preço médio de exportação cresceram, +25,7% e +16,3%, respectivamente.

As exportações de carne de frango também foram recordes, com o valor exportado alcançando US$ 604,89 milhões (+42,8%). O volume exportado, também recorde, (+20,2%), contou com preços médios de exportação elevados (+18,8%).

Diferentemente da carne bovina e da carne de frango, as vendas externas de carne suína cresceram em função exclusiva da expansão do volume exportado, que aumentou 18,5%, passando de 62 mil toneladas (janeiro/2021) para 73 mil toneladas (janeiro/2022). Por outro lado, o preço médio de exportação registrou queda de 7,4%.

A redução da demanda chinesa por carne suína importada tem afetado os preços internacionais desde o segundo semestre de 2021, em função da recuperação do rebanho chinês de porcos. Mesmo assim, a China continuou sendo o principal país importador da carne suína in natura brasileira, com participação de 44% nos volumes exportados, que representaram US$ 62,85 milhões (-20,4%). 

Trigo

Já no caso do trigo, as vendas externas foram recordes em valor (US$ 190,93 milhões; +121,0%) e quantidade (648,06 mil toneladas; +61,6%), principalmente pela menor demanda do produto no mercado nacional e pela safra brasileira recorde de trigo em 2021 (7,68 milhões de toneladas, segundo a Conab).

Os três principais países importadores do trigo brasileiro foram: Arábia Saudita (218,92 mil toneladas); Marrocos (180,6 mil toneladas) e Indonésia (141,1 mil toneladas).

Café verde e solúvel

O setor cafeeiro registrou US$ 719,21 milhões em vendas externas (+41,1%). Houve queda no volume exportado em janeiro (-18,5%), mas o aumento dos preços médio de exportação (+73,0%) mais que compensou essa redução. O Brasil é o maior produtor mundial e o principal produto exportado pelo setor é o café verde (com recorde de exportação de US$ 659,01 milhões; +41,3%).

Os preços médios de exportação atingiram US$ 3.700 por tonelada em janeiro de 2022 (+76,1%). As vendas externas de café solúvel alcançaram US$ 54,15 milhões (+37,1%). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - MAPA

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Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 12 milhões na quarta-feira

Nenhum jogador acertou as seis dezenas do Concurso 2.453 da Mega-Sena, sorteadas na noite de sábado (12), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo.

O prêmio principal estava estimado em R$ 7 milhões, e os números sorteados foram 10, 14, 15, 24, 34 e 44.

A quina, em que o jogador acerta cinco números, teve 63 apostas ganhadoras e pagará a cada um, R$ 35.542,46. Na quadra, que teve 3.892 acertadores, cada um receberá R$ 821,89

As dezenas do Concurso 2.454 serão sorteadas na próxima quarta-feira (16). Se houver acertadores dos seis números, eles poderão dividir prêmio estimado em R$ 12 milhões.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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