O Paraná registrou o maior crescimento real no rendimento médio mensal domiciliar per capita entre os estados do Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil, com aumento de 19,2% na comparação entre 2023 e 2024.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) sobre Rendimento de Todas as Fontes, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tabulados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
A média recebida pelos paranaenses passou de R$ 2.046 em 2023 para R$ 2.438 em 2024. As únicas variações maiores na comparação entre os dois anos foram Pernambuco (28,5%), Sergipe (19,9%) e Alagoas (19,5%), no Nordeste, mas com valores recebidos pelos seus cidadãos menores do que do Paraná, variando de R$ 1.317 a R$ 1.436. O crescimento da média brasileira entre um ano e outro foi de 9,3% (de R$ 1.848 para R$ 2.020).
O valor de R$ 2.438 é o maior da série histórica paranaense, segundo o IBGE. Desde 2019, o rendimento médio no Estado cresceu 56,9%, o equivalente a quase R$ 1.000, saltando de R$ 1.554 para os atuais R$ 2.438. O Paraná também subiu uma posição entre os maiores valores recebidos pelos seus cidadãos, saindo de 6º para 5º lugar, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 3.276), São Paulo (R$ 2.588), Santa Catarina (R$ 2.544) e Rio Grande do Sul (R$ 2.532).
Outro dado levantado pelo Ipardes é a relação entre o rendimento médio do Brasil em proporção ao rendimento do Paraná. Em 2023, esse índice correspondia a 90,3% do rendimento médio domiciliar per capita do Estado. Já em 2024, caiu para 82,9%, uma vez que o crescimento da renda dos paranaenses foi maior que a média do País. Na prática, o brasileiro recebe 82,9% do rendimento de um paranaense.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o significativo crescimento do rendimento domiciliar reflete, em grande medida, o dinamismo do mercado de trabalho do Paraná. “Observamos aumento considerável do número de pessoas empregadas no Estado, em conjunto com uma trajetória ascendente do salário médio”, explica.
O salário médio dos paranaenses também está entre os melhores do Brasil, de acordo com o IBGE. O Estado registrou crescimento de 9,2% do rendimento médio habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas no 4º trimestre de 2024, em comparação a igual período de 2023. A pesquisa apontou para um salário médio de R$ 3.683, já excluída a inflação do período, ou seja, representando os ganhos em termos reais.
BRASIL – O rendimento mensal real domiciliar per capita dos brasileiros chegou a R$ 2.020 em 2024, maior valor da série, com alta de 4,7% ante 2023. A Região Sul apresentou o maior valor (R$ 2.499), e o Nordeste o menor (R$ 1.319).
Segundo o IBGE, os patamares recordes dos principais tipos de rendimentos em 2024 estão associados aos aumentos da população com rendimento, da população com rendimento habitual do trabalho e da população recebendo aposentadoria e pensão. Esses três grupos estão com seus maiores contingentes desde 2012, quando começa a série histórica da PNAD Contínua.
Confira a tabela com os rendimentos médios per capita recebidos no Paraná e nos demais estados em 2023 e 2024.
Por - AEN
O fim de semana terá um pouco das quatro estações no Paraná. A sexta-feira (09) será de calor intenso.
O sábado (10) terá temporais e logo em seguida o frio volta ao Estado, com previsão inclusive de geada domingo (11). Tudo isso ocorre devido a passagem de uma intensa frente fria, que fará as temperaturas máximas acima de 30°C do fim da tarde de sexta irem para 20°C no fim da tarde de domingo em várias regiões paranaenses.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), na sexta-feira pela manhã as tempestades associadas à frente fria atuam sobre as regiões Oeste, Sudoeste e Sul do Estado com previsão de chuva intensa, muitas trovoadas e rajadas de vento severas, que poderão ultrapassar os 70 km/h. Nestas regiões, somente na sexta o acumulado previsto de chuva é de 20 a 40mm.
“Entre a tarde e à noite, a frente fria avança para as demais regiões paranaenses, porém a intensidade dos temporais será menor. Mesmo assim, há previsão de chuva intensa e rápida com trovoadas e rajadas moderadas a fortes”, afirma Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Antes da chegada da chuva, faz muito calor e o vento fica persistente, com intensidade moderada. Na Capital, na sexta-feira, a previsão é de temperaturas entre 17°C a 27°C; em Antonina de 18°C a 31°C; em Prudentópolis de 15°C a 26°C; em Céu Azul de 20°C a 29°C; em Apucarana de 18°C a 28°C; em Wenceslau Braz de 17°C a 28°C; e em Nova Londrina de 21°C a 31°C.
SÁBADO – A chuva continua na madrugada e manhã de sábado com raios e rajadas de vento nos Campos Gerais e Norte do Paraná. “No Leste, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral as chuvas se estendem até a tarde com potencial para ocorrência de chuva intensa e raios. Serão aproximadamente 20mm”, ressalta Kneib.
A chuva já refresca as temperaturas no sábado. Em Piraquara a previsão é de 12°C a 21°C; em Morretes de 13°C a 22°C; em Guarapuava de 14°C a 23°C; em Céu Azul de 15°C a 24°C; em Jandaia do Sul de 19°C a 24°C; em Londrina de 18°C a 25°C; e em Nova Londrina de 20°C a 26°C.
DOMINGO – No Dia das Mães o tempo volta a ficar estável, porém com as temperaturas mais baixas. “A aproximação de uma massa de ar frio derruba as temperaturas e deixa o amanhecer frio desde o extremo Oeste até o Litoral. Na RMC e Litoral, ventos úmidos sopram do mar a região e mantêm as nuvens presentes com possibilidade de garoa de forma ocasional e temperaturas amenas à tarde”, explica Kneib.
Há potencial para geada fraca na região de General Carneiro e Palmas no domingo. É a primeira previsão de geada no Paraná desde o início do serviço do Alerta Geadas na segunda-feira (05/05). O serviço é uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) e o Simepar e funciona desde 1995.
Em Fazenda Rio Grande no domingo as temperaturas ficam entre 11°C e 17°C; em Morretes de 13°C a 17°C; em Palmas de 7°C a 20°C; Foz do Iguaçu de 13°C a 24°C; em Apucarana de 15°C a 24°C; em Cambará de 17°C a 24°C; e em Umuarama de 16°C a 26°C.
PRÓXIMA SEMANA – Na próxima semana as características de outono voltam a ser comuns em boa parte do Paraná: amanhecer frio, e tardes com temperaturas mais agradáveis. Na região Leste do Paraná, entretanto, as temperaturas ficarão um pouco mais baixas. Em Curitiba, na segunda-feira, a previsão é de temperaturas entre 12°C e 18°C, apenas, subindo gradativamente ao longo dos dias da semana.
Por - AEN
Durante o Maio Amarelo, mês que mobiliza o País pela segurança viária, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) chama a atenção para os impactos irreversíveis causados pelos sinistros de trânsito, perdas de vidas e incapacidades, o que também gera alto custo para o SUS.
Comumente chamados de acidentes, esses eventos são evitáveis e, por isso, não se enquadram na definição estrita de “acidente”.
Segundo levantamento da Sesa, os sinistros envolvendo motocicletas concentram o maior número de internações. Em 2024, foram 8.007 casos, com investimento de R$ 13,4 milhões. Em 2025, até o momento, já são 573 internações, totalizando R$ 838 mil em despesas. As faixas etárias mais afetadas são adultos entre 30 e 59 anos, seguidos por jovens de 15 a 29 anos.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que os dados evidenciam a necessidade de ações integradas e contínuas para prevenir a violência no trânsito. “Cada sinistro representa uma vida impactada, uma família abalada e um custo elevado para o sistema público de saúde”, afirma. “A segurança no trânsito é, antes de tudo, uma questão de saúde pública. Estamos comprometidos em salvar vidas e promover uma verdadeira cultura de paz nas ruas e estradas do Paraná. A prevenção e a conscientização são os caminhos mais eficazes para mudar esse cenário”.
Ele destaca, ainda, que os impactos vão além da hospitalização. “Os custos não se limitam às internações hospitalares, mas também envolvem o atendimento pré-hospitalar, cirurgias de emergência e todo o processo de reabilitação física e emocional”, complementa.
MAIO AMARELO – Durante todo o mês, o Governo do Estado promove ações educativas e mobilizações em diversos municípios, com apoio do Programa Vida no Trânsito (PVT). A iniciativa promove intervenções efetivas com foco na redução de mortes e feridos graves, por meio da melhoria da gestão do trânsito, da segurança viária e veicular, do comportamento dos usuários e da resposta dos serviços de emergência.
O programa está presente em 14 municípios paranaenses: Curitiba, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, Toledo, Araucária e Umuarama. Essas cidades concentram 44% da população do Estado. Em 2024, apresentaram uma taxa de mortalidade por lesões no trânsito de 15,3 por 100 mil habitantes, abaixo da média estadual de 21,7 por 100 mil.
AÇÕES – O Plano Estadual de Saúde (PES) 2024-2027 estabeleceu como meta a redução da taxa de mortalidade por lesões no trânsito para 15,7 por 100 mil habitantes até 2027. Essa meta está alinhada a compromissos nacionais e internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) e o Plano de Ações Estratégicas para Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis do Paraná (Plano de Dant).
Outra iniciativa fundamental é o Plano Estadual de Segurança no Trânsito do Paraná (Petrans 2025–2030), que foi colocado em consulta pública em 5 de maio. O plano adota uma abordagem abrangente e integrada, com foco na estratégia Visão Zero, que busca eliminar mortes e lesões graves no trânsito.
Entre os destaques do Petrans estão as ações baseadas em análise de dados, identificação de fatores de risco e promoção de uma mobilidade mais segura e sustentável para todos os usuários da via.
Por - AEN
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Paraná (Seju), por meio da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-PR), orienta os consumidores para as compras do Dia das Mães, comemorado neste domingo, 11 de maio.
O primeiro passo é elaborar uma lista com os possíveis presentes e, após fazer a sua escolha, o consumidor deve pesquisar preços e concorrentes. Isso evita surpresas desagradáveis e endividamento. O consumidor não pode esquecer de pedir a nota fiscal, ficar atento à veracidade das ofertas e promoções, quais as possibilidades de troca e aos prazos de garantia. Bens não duráveis, como alimentos e cosméticos, têm um prazo de 30 dias, já os bens duráveis (calçados, roupas, bolsas) têm um prazo de 90 dias.
O consumidor deve estar ciente de que a loja só é obrigada a efetuar a substituição em caso de defeitos na mercadoria. Quando o problema for, por exemplo, o tamanho que não ficou adequado, a cor ou modelo que não agradou, o estabelecimento só é obrigado a trocar o produto se tiver se comprometido no momento da compra - tal compromisso deve constar por escrito, seja na etiqueta do produto, na nota fiscal ou em qualquer outro documento que comprove o que foi prometido e quais as condições para se obter a troca como, por exemplo, o prazo.
Para exercer o direito de troca, é importante que o consumidor mantenha a etiqueta do produto e guarde a nota fiscal.
Se a escolha for por eletrônicos ou eletrodomésticos, é obrigatória a entrega de manual, com as instruções em português, para que se entenda como usar o produto. O ideal é que, na hora da compra, seja solicitado um teste do aparelho, para avaliar se os recursos tecnológicos estão funcionando. É importante ainda que o consumidor sempre exija nota fiscal, manual, termo de garantia e a relação das assistências técnicas autorizadas.
Com o aumento da demanda por flores nessa época, a sugestão é que se esteja atento às condições e à procedência das mesmas, se há taxa de entrega, quais os tipos de embalagens e estilos do arranjo disponíveis, pois esses itens fazem diferença no preço final. As cestas de café da manhã também são muito pedidas. O recomendado é adquiri-las de empresas ou pessoas conhecidas. Os produtos embalados, mesmo que não estejam na embalagem original, precisam ter etiquetas com todas as informações obrigatórias, tais como composição e prazo de validade.
"É nossa responsabilidade sempre buscar orientar os consumidores a evitar o superendividamento, riscos de fraudes e outros prejuízos que podem ocorrer em datas comemorativas”, afirma o secretário Santin Roveda.
Segundo a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, ao sair às compras o consumidor deve ter uma definição do que pretende adquirir e quanto pretende gastar, levando em conta as condições de pagamento e os juros em caso de parcelamento.
“Se a compra for realizada de maneira virtual deve-se ficar atento à segurança, pesquisando a idoneidade da empresa e relatos de consumidores na própria internet ou através dos registros de queixas nos órgãos de defesa do consumidor”, enfatiza Cláudia. "Na aquisição de roupas e calçados o consumidor deve estar atento às informações contidas na etiqueta (composição do tecido, tamanho, período de trocas, entre outros)".
Por - AEN
Das 10 cidades mais desenvolvidas do País, cinco são no Paraná, de acordo com o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e divulgado nesta quinta-feira (8).
Curitiba, Maringá, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão conquistaram as maiores notas do Estado e aparecem junto a outros cinco municípios paulistas no topo do ranking nacional.
O IFDM avaliou mais de 5 mil cidades brasileiras sob três perspectivas: emprego e renda, saúde e educação. Eles são divididos em quatro níveis de desenvolvimento socioeconômico: crítico (0 a 0,4), baixo (0,4 a 0,6), moderado (0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o município. Os índices têm como base o ano de 2023, a partir da análise de dados oficiais.
Curitiba aparece na 3ª colocação geral e em 1.º lugar entre as capitais brasileiras, com IFDM de 0,8855, mantendo a liderança e com crescimento de 8,8% em relação ao levantamento de 2013. A Capita lidera em todas as áreas analisadas no recorte com as outras 26 capitais, com nota 1 em emprego e renda; 0,8394 em educação e 0,8171 em saúde, a única com índices acima de 0,8 nas duas últimas áreas.
Em 4º lugar no ranking nacional aparece Maringá, no Noroeste do Estado, com índice de 0,8814. Melhor lugar para se viver no Brasil, segundo ranking da consultoria Macroplan Analytics de 2024, a cidade canção alcançou as notas 1 no quesito emprego e renda, 0,8452 em educação e 0,7991 em saúde. Em nível estadual, ocupa a 2ª colocação.
Toledo (6.º) e Marechal Cândido Rondon (7.º), ambas no Oeste paranaense, aparecem com notas 0,8763 e 0,8751, respectivamente. No caso da primeira, as notas do IFDM foram de 0,9933 para emprego e renda, 0,8386 na educação e 0,7970 em saúde. Já Marechal Cândido Rondon conquistou 0,9862 no quesito emprego e renda, 0,8202 em educação e 0,8188 na área da saúde.
Fecha a lista de representantes paranaenses no top 10 Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, em 9.º lugar no ranking nacional. A cidade registrou índice geral de 0,8742, sendo 0,9599 na área de emprego e renda, 0,8472 na educação e 0,8156 no quesito saúde.
“Para nós é motivo de orgulho termos cinco das 10 cidades mais desenvolvidas do Brasil, o que demonstra que estamos no caminho certo. Estamos batendo recordes na geração de emprego para a nossa gente, conquistamos a melhor educação do Brasil, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, e temos feito grandes investimentos para descentralizar a saúde no Estado”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
“Temos diversos programas estaduais que ajudam no desenvolvimento dos municípios paranaenses, como o Asfalto Novo, Vida Nova, que leva não só asfalto, calçada e galerias pluviais, mas também dignidade para as pessoas, temos também o Ilumina Paraná, para modernização da iluminação pública com LED, e investimentos em infraestrutura de estradas rurais e rodovias espalhadas pelo Estado”, acrescenta o governador.
PARANÁ — O Paraná também aparece entre os estados com o maior número de cidades com IFDM moderado e alto. Segundo a Firjan, 98,3% da população paranaense vive em cidades com índices alto (48,3%) e moderado (50,1%), o que representa cerca de 11,6 milhões de pessoas, de um total de aproximadamente 11,8 milhões de paranaenses.
Apenas 1,7% está em cidades com nível baixo de desenvolvimento (194 mil pessoas). Não há população vivendo em locais classificados como críticas no Paraná. Dos 500 maiores índices em todo o Brasil, 17,8% (71 municípios) estão no Estado.
A Firjan também realizou uma análise específica do Paraná, em que aponta que 9,3% dos municípios atingiram alto desenvolvimento, o dobro da proporção nacional (4,6%), e 85,5% registraram índice moderado. Apenas 5,3% apresentaram baixo desenvolvimento e nenhuma registrou desenvolvimento crítico.
Na comparação com 2013, o IFDM médio das cidades do Estado passou de 0,5717 para 0,7055 em 2023, avanço de 23,4% em dez anos. O Estado possui o terceiro maior IFDM dentre os 26 estados brasileiros, acima da média nacional, de 0,6067, e atrás somente de São Paulo e Santa Catarina. O principal fator para a evolução foi a educação, que registrou alta de 37,2%, seguido por saúde (+27,9%) e emprego e renda (+8,9%). Dos 399 municípios, 395 evoluíram na comparação com 2013.
Confira a tabela com todos os municípios do Paraná e a análise regionalizada feita pela Firjan.
Por - AEN
As forças policiais do Paraná atingiram uma marca recorde no combate ao crime organizado entre janeiro e março de 2025.
O volume de drogas apreendidas cresceu 155% em relação ao mesmo período do ano passado e foi o maior já registrado em um 1º trimestre desde o início da série histórica, em 2014, quando os dados passaram a ser sistematizados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Enquanto que no primeiro trimestre de 2024 a apreensão de drogas por forças estaduais somou 53,2 toneladas, no mesmo período de 2025 esse volume subiu para 135,7 toneladas.
Entre alguns dos destaques do relatório da Sesp, estão a concentração de apreensões de maconha na região Oeste do Estado, devido à localização geográfica. Já Curitiba e cidades vizinhas da Região Metropolitana foram as que tiveram as maiores apreensões de cocaína.
Além dos números expressivos nas apreensões, o alto volume de entorpecentes retirados de circulação é mais um indicador positivo recente da segurança pública do Paraná na avaliação do secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira. “O combate ao tráfico de droga envolve o monitoramento das fronteiras, cuja missão não é exclusiva do Estado, mas o Paraná tem feito o seu dever de casa, com operações integradas entre as polícias Militar, Civil e as Guardas Municipais”, afirmou o secretário. “Isso tem se refletido na redução significativa nos índices de criacho minalidade, com uma média de aproximadamente uma tonelada e meia de droga retirada de circulação diariamente”, concluiu Teixeira.
No 1º trimestre deste ano, o Estado também registrou o menor número de homicídios da série histórica para o período analisado. Somam-se a isso os índices de furtos e roubos, que também foram os menores – em 45% dos municípios paranaenses não houve registro de roubos entre janeiro e março.
MACONHA – Com 12,6 toneladas confiscadas pelas forças de segurança pública apenas nos três primeiros meses deste ano, Santa Helena liderou as apreensões de maconha neste início de ano. A localização do município, que é separada do Paraguai pelo Lago de Itaipu, a torna uma rota de entrada procurada pelos criminosos, o que também requer uma atuação mais forte das polícias do Paraná.
A vice-liderança em apreensão de maconha foi registrada em Guaíra, no Noroeste do Estado, na fronteira com o Mato Grosso do Sul e uma das principais ligações rodoviárias com o Paraguai. Na cidade, os agentes de segurança estaduais interceptaram mais de 10,6 toneladas da droga que seriam levadas para outras refaz giões do Paraná, Brasil e do mundo nos três primeiros meses de 2025.
Toledo ficou na terceira colocação em volume de maconha apreendida no 1º trimestre, com 9,8 toneladas. O município é um dos maiores na rota do tráfico, tanto de Santa Helena quanto de Guaíra, assim como de Foz do Iguaçu.
Além dessas cidades, outras com grandes volumes de apreensões de maconha foram Maringá (8,5 toneladas), Cascavel (8,1 toneladas), Guarapuava (7,9 toneladas), Foz do Iguaçu (7 toneladas) e Nova Londrina (5,2 toneladas).
No total, 134 municípios do Estado registraram mais de 1 tonelada de maconha confiscada pelos agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Somando todas as apreensões, o Paraná totalizou mais de 133,5 toneladas da droga retiradas de circulação e destruídas nos três primeiros meses deste ano. Um aumento de 159% em relação às 51,5 toneladas do mesmo período de 2024 e de 119% em relação à melhor marca até então, atingida no 1º trimestre de 2021, quando as apreensões somaram 60,8 toneladas.
O ano de 2025 também marca o 1º trimestre com maior volume de haxixe apreendido no Estado. Ao todo, 661 quilos da droga, que é derivada da maconha, foram confiscados pelos policiais Militare e Civil – um volume maior do que a soma dos primeiros trimestres dos últimos 11 anos.
COCAÍNA E CRACK – Com dinâmica diferente, a cocaína e seu principal derivado, o crack, tiveram os maiores volumes de apreensões em regiões distintas até agora em 2025.
Curitiba foi de longe a cidade com o maior volume confiscado de cocaína, com 210 quilos. Cerca de 27% dos 782 quilos apreendidos em todo o Paraná entre janeiro e março deste ano foram na Capital.
Balsa Nova, com 107 quilos, Araucária (104 kg), Tijucas do Sul (43 kg) e Quatro Barras (32 kg) também estão entre as cidades com maior volume de cocaína retirada de circulação, reforçando a estratégia acertada de inteligência policial na Região Metropolitana de Curitiba.
Em relação ao crack, o destaque foi para o município de Iporã, no Oeste do Estado, que respondeu por metade do volume apreendido da droga em todo o Estado. Em apenas uma operação realizada pela Polícia Militar em Iporã, em fevereiro, foiram apreendidas mais de meia tonelada de crack, além de três toneladas de maconha, causando prejuízos estimados em R$ 17,7 milhões às organizações criminosas.
No total, mais de uma tonelada de crack deixou de ser traficada graças ao trabalho das polícias estaduais no 1º trimestre deste ano, com apreensões em 182 municípios.
O volume é 124% superior às 476 toneladas apreendidas nos três primeiros meses de 2024 e 81% maior do que as 591 toneladas do mesmo período de 2020, que até então representava o melhor 1º trimestre da série histórica.
DROGAS SINTÉTICAS – O relatório criminal da Sesp também apresenta informações detalhadas sobre as apreensões das duas principais drogas sintéticas em circulação no Brasil: ecstasy e LSD.
No comparativo entre o 1º trimestre de 2025 e 2024, as apreensões de LSD cresceram 96%, de 1.166 para 2.288 pontos – unidade pela qual este tipo de droga é contabilizado.
Os maiores volumes foram apreendidos em Curitiba (1.067 pontos), Londrina (872) e São José dos Pinhais (118).
A Capital também lidera em quantidade de ecstasy recolhido, com 9.830 comprimidos, seguida por Araucária (1.475), Cascavel (683), Paranaguá (647) e Londrina (643).
No total, foram recolhidos 16,3 mil comprimidos em todo o Paraná, volume 8% superior ao dos três primeiros meses de 2024 (15,1 mil).
RELATÓRIO – Mais informações detalhadas sobre as apreensões de drogas no Paraná e outras estatísticas criminais no Estado e nos municípios estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública.
Por - AEN

























