Um homem foi preso no fim da manhã desta quarta-feira (7), suspeito de assassinar o próprio amigo no dia 1º de dezembro de 2018, na estrada principal da Curiola dos Franças, em Rio Branco do Sul. Ambos bebiam juntos no dia do crime e, após uma discussão, o suspeito teria pego uma espingarda clandestina e atirado contra a vítima.
A arma do crime e os documentos do suspeito, identificado como João Carlos Straub, de 52 anos, foram localizados no dia do homicídio, na residência em que o homem morava. O suspeito, porém, fugiu e só foi localizado nesta quarta-feira, quando foi preso pela equipe da Polícia Civil de Rio Branco do Sul, em cumprimento a um mandado.
De acordo com a investigação, o suspeito bebida junto com a vítima, José Vanderlei Costa, de 41 anos, quando os dois discutiram. Straub foi até sua residência, pegou uma espingarda clandestina e atirou, de surpresa, contra a vítima, que morreu no local.
O homem deve responde por homicídio qualificado pela torpeza e pela surpresa e permanece à disposição da Justiça.
O Paraná continua batendo recordes na área de transplante. Em janeiro, atingiu o índice de 50,9 doações de órgãos por milhão de população (pmp). A média brasileira é de apenas 17 pmp doações efetivas; portanto, o resultado do Estado é três vezes maior. Somente entre os dias 23 e 25 de janeiro foram registradas dez doações de órgãos.
Na Espanha, por exemplo, país que há 27 anos ocupa o primeiro lugar mundial em doações, o índice é de 48 doações por milhão de população. No ranking mundial, como um todo, o Brasil ocupa o 28º lugar.
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Paraná, Arlene Terezinha Badoch, aponta outro resultado a comemorar: uma média de 22% das famílias entrevistadas pelas equipes paranaenses para fazer a doação de órgãos não concordam com a medida. No Brasil, a média de recusa familiar é de 43%.
"Esse é o melhor índice de conversão que o Paraná conseguiu até hoje", diz a coordenadora. O que, em sua opinião, é um reflexo do trabalho de todo o Sistema Estadual de Transplantes, do alto grau de envolvimento dos profissionais. "Ver esse trabalho ser revertido em doações é muito gratificante", afirmou.
O Paraná é o único Estado do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora todo o Estado 24 horas por dia, e faz a análise dos dados para elaborar estratégias de ação.
EXCELÊNCIA
O sistema paranaense está baseado em quatro Organizações de Procura de Órgãos - Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Esses centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). No total, são 671 profissionais envolvidos e dedicados a salvar vidas.
O Estado trabalha com quatro câmaras técnicas - coração, fígado, rim e córneas. E também é campeão no transplante de fígado e de rim. "Temos observado um grande número de migração de famílias, vindas de outros Estados para morar no Paraná, para ter acesso mais rápido a um transplante", afirma Arlene Badoch.
Cerca de 60 pessoas por mês chegam ao Paraná, vindas do Mato Grosso e do Amazonas, na esperança de conseguir um transplante. Em muitos Estados, a fila de espera é muito grande, enquanto no Paraná, normalmente, é mais rápido conseguir. Em 2010 o Estado realizou um total de 183 e agora em 2018 foram 949 transplantes, principalmente de rins e fígado.
A médica Arlene faz um lembrete importante. "Para termos transplantes, temos que ter doações", diz, lembrando que o trabalho de esclarecimento das famílias é tão importante quanto o desenvolvimento médico. "É uma somatória. E um dos grandes pilares é o trabalho de divulgação junto à população, ao lado da educação para as Comissões Intra-Hospitalares".
Ela salienta, ainda, que a chance de alguém precisar um transplante é bem maior que a chance de poder doar.
Dois homens foram presos em um ferro velho de Araucária, suspeitos de desmanchar veículos furados. Os policiais apreenderam com a dupla quatro veículos com alerta de roubo.
Os suspeitos são tio e sobrinho. O homem de 50 anos é o dono do ferro velho, onde os veículos eram desmanchados e o rapaz, de 20 anos, seria responsável por fazer o serviço. De acordo com o delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Eric Tutia Guedes, eles compravam os veículos que sabiam que foram furtados, desmanchavam os carros e vendiam as peças.
No ferro velho foi encontrado um veículo com alerta de furto do estado de São Paulo. Na casa do homem estavam outros três carros: um Renault Sandero furtado no centro de Araucária, um Fiat Uno levado do bairro Pinheirinho, em Curitiba, e um Gol furtado no bairro Nações, na Fazenda Rio Grande.
“Eles vão responder por receptação qualificada”, afirmou o delegado. A polícia investiga agora quem são os responsáveis pelos furtos dos veículos.(Colaboração Polícia Civil)
O relato de testemunhas do grave acidente ocorrido na manhã desta quinta-feira (7), na BR-277, em São José dos Pinhais, ajudou a Polícia Rodoviária Federal a identificar o veículo que atropelou um grupo de ciclistas. O motorista do Renault Clio fugiu do local sem prestar socorro às vítimas.
O motorista responsável pelo acidente é marido da dona do veículo e ainda não foi localizado. A PRF informou que vai repassar as informações para a Delegacia da Polícia Civil em São José dos Pinhais e o homem deve responder pelos crimes de omissão de socorro, fuga de local de acidente e lesão corporal grave.
De acordo com a concessionária Ecovia, quatro pessoas ficaram feridas, sem gravidade.
No Paraná, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por gerar 38,814 mil postos de trabalho em 2018. Este total representa cerca de 95% de todos os novos empregos formais gerados no período. As informações fazem parte de um levantamento do Sebrae que analisou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O material destaca também o aumento no último ano de 68% das novas contratações em relação a 2017, quando estas empresas registraram 23,144 mil novos trabalhos.
O setor que mais contratou em 2018 foi o de serviço, responsável por 66% do total (equivalente a 25,695 mil empregos), seguido do comércio, com 18,5% (7,2 mil vagas), e da construção, com 11,4% dos novos postos de trabalho (4,439 mil).
Um exemplo de empresa paranaense que fez novas contratações formais é a Chá & Arte, que desde 2001 vem se destacando no segmento de chás em Curitiba. O empreendimento tem dado tão certo que se tornou franquia, com ajuda do Sebrae/PR, tendo duas unidades já comercializadas contam as sócias-proprietárias da marca Juliana e Mariza Treis.
A quarta unidade da marca, que se trata da segunda franquia, fica na Avenida Toaldo Túlio, 4.335, São Braz. A loja abrange a região de Santa Felicidade, área de colonização italiana na capital paranaense, e tem à frente uma franqueada que é uma antiga consumidora da marca. “Faz 12 anos que conheço o espaço. Estava indo almoçar, quando passei ao lado da primeira loja e senti o aroma vindo de dentro. O bom gosto da vitrine e as cores me chamaram muito a atenção”, relata Daniele Felde.
A empreendedora Daniele Felde contratou duas funcionárias para a abertura e funcionamento da loja, no final de 2018. “Na configuração oficial da loja caberia a contratação de uma funcionária apenas, com carga horária de oito horas. Optei por ter duas, e cada uma fazer seis horas. Assim consigo flexibilidade, caso tenhamos imprevistos. Além de realizar um sonho, de ter minha própria empresa, dei oportunidade para que as minhas funcionárias possam crescer e aprender um novo ofício”, explica.
No contexto da pesquisa também foram divulgados dados sobre as demissões formais dos trabalhadores, mostrando que tradicionalmente, devido a sazonalidade de algumas atividades, dezembro costuma registrar no Brasil os maiores índices de demissões. O último mês de 2018 foi melhor do que o ano anterior, uma vez que em de 2017 foram desligados quase 2 mil trabalhos formais a mais do que no último dezembro.
Nas grandes empresas paranaenses a diferença foi de quase 4 mil postos, quando comparado ao mesmo período. Além de dezembro, o único mês em 2018 que registrou mais demissões do que contratações foi junho.
Ao analisar a região Sul, o saldo geral de empregos coloca o Paraná como o estado em que as micro e pequenas empresas mais contrataram, seguido de Santa Catarina com 31,284 mil novos postos e do Rio Grande do Sul, que gerou 19.943 mil empregos formais em 2018. Ao avaliar a participação nacional, o estado paranaense foi responsável por 6,7% do total registros formais de trabalhadores.
“A relevância dos pequenos negócios sob aspectos econômico e social é evidente. Em 2018, como historicamente, são os maiores geradores de empregos e renda, inclusive em períodos de crise. Por isso, é fundamental terem apoio desde a sua formalização, para que possam crescer e contribuir com o cenário de recuperação econômica”, analisa Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Sebrae/PR.
Quando analisado todo o país, os pequenos negócios geraram em 2018 o maior saldo de empregos formais dos últimos quatro anos. Foram mais de 580 mil novas vagas, um aumento de 67% em relação a 2017. (Com Bem Paraná)
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Em breve, o cerco deve se fechar ainda mais para os motoristas que dirigem sob efeito de substâncias psicoativas.
É que além dos etilômetros, que detectam o uso de álcool e são amplamente utilizado desde 2008, quando foi aprovada a Lei Seca, o governo Bolsonaro também estuda adotar o chamado ‘drogômetro’, capazes de identificar, de uma só vez, se o condutor utilizou até oito tipos de drogas, entre elas maconha, cocaína e ecstasy.
Os estudos sobre a efetividade desses equipamentos acontecem desde 2016, numa parceria entre o Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas, sediado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Quatro aparelhos com tecnologia estrangeira estão sendo testados pelos órgãos oficiais e três deles tiveram desempenho superior a oito nas análises, atendendo assim recomendações das normas internacionais.
Em dezembro do ano passado, os resultados da pesquisas feitas em Porto Alegre foram divulgados à comunidade científica, revelando que 20,1% (praticamente um em cada cinco) dos motoristas que toparam participar do teste tiveram detectado o uso de substâncias psicoativas, que não o álcool. A coleta de fluido oral levou em média 2 minutos e 38 segundos, e a análise do material, 5 minutos e 47 segundos.
Esse foi o primeiro estudo piloto no país envolvendo os drogômetros. Os pesquisadores abordaram os motoristas junto com agentes das operações Balada Segura em Porto Alegre. Dos 178 motoristas que foram retirados da via, 164 aceitaram participar do teste. Deste total, 14 (8,5%) tiveram amostras positivas na triagem para cocaína, nove (5,5%) para maconha, nove (5,5%) para benzodiazepínicos e cinco (3%) para anfetaminas.
O álcool, contudo, ainda é a droga mais comum de ser flagrada no trânsito. Desses 178 motoristas abordados em Porto Alegre, 80 toparam também passar pelo exame com o etilômetro e 31% deles (25 pessoas) apresentaram etilometria positiva, o que confira infração ou crime. Além disso, 78% dos entrevistados relatou ter dirigido logo após o consumo de bebida alcoólica nos 30 dias anteriores à pesquisa, feita entre abril e novembro de 2016.
No Paraná, segundo informações do Departamento de Trânsito do Estado (Detran-PR), o número de infrações relacionadas à direção e ao consumo de álcool assusta. Entre 2015 e 2017 foram 37.598 motoristas flagrados alcoolizados, o que dá uma média de um flagrante a cada 42 minutos.
Ao mesmo tempo em que estuda as tecnologias que poderiam ser utilizadas, o governo Bolsonaro também avalia se será necessário mudar a legislação. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê como infração o ato de dirigir “sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. No entanto, avalia-se se será necessário especificar os níveis máximos e de penalidades, além de como se dará a regulamentação do uso dos dispositivos eletrônicos pelos órgãos de trânsito.
Por conta disso tudo, não há previsão de quando os dispositivos serão implementados, nem o impacto financeiro da medida. Em princípio, os aparelhos seriam comprados com recursos federais. Segundo Flávio Pechansky, coordenador do estudo com drogômetros, os agentes de trânsito gostaram dos equipamentos.
Novo equipamento pode detectar substâncias em sete minutos
Os drogômetros podem detectar, por meio da saliva e em aproximadamente sete minutos, de cinco a oito classes de substâncias psicoativas, respondendo “sim” ou “não”, a partir de determinada concentração da droga presente no organismo. Caso o resultado seja positivo, um médico realiza um teste clínico, baseado na observação, para confirmar se o motorista está realmente sob efeito de alguma substância entorpecente.
No caso da cocaína, os dispositivos utilizados foram bem avaliados, apresentando um ótimo índice de precisão. Já no caso da maconha, os resultados da avaliação dos aparelhos não foram tão positivos.
Caso haja conclusão de que os drogômetros podem ser usados, caberá ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) homologar a utilização. Após esta confirmação, os órgãos de trânsito estariam aptos a iniciar o processo de aquisição dos equipamentos, somando seu uso a avaliação clínica dos agentes de trânsito. (Com Bem Paraná)
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