A Polícia Civil do Paraná emitiu, pela segunda via online, 408% mais carteiras de identidade nos primeiros seis meses do ano em relação ao mesmo período de 2018. Enquanto de janeiro a junho de 2018 foram confeccionados 14.665 documentos através de requerimento online, em 2019 foram emitidos 74.485.
O diretor do Instituto de Identificação da PCPR, Marcus Michelotto, avalia que o aumento no número de expedições da segunda via de identidades pela internet seja consequência das melhorias implementadas no sistema.
"No ano passado fechamos a parceria da PCPR com o Detran/PR (Departamento de Trânsito do Paraná) para utilizarmos os dados deles. Assim, conseguimos desenvolver um mecanismo de aproveitamento das imagens e das digitais, possibilitando que a gente imprima as identidades", disse o diretor.
Além da comodidade ofertada ao cidadão paranaense, o requerimento da segunda via rápida permite otimização dos serviços prestados pela PCPR. Além de agilizar os serviços e amenizar a grande procura do agendamento, o usuário que cadastrar seu celular ainda receberá uma mensagem confirmando que o documento está pronto para ser retirado.
VIA RÁPIDA
A solicitação da segunda via rápida da carteira de identidade pode ser feita através do link http://www.institutodeidentificacao.pr.gov.br/. No canto esquerdo da tela existe a indicação do serviço, que custa R$ 30,47.
O projeto online de emissão da segunda via iniciou em 2017 com o sistema desenvolvido pela Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná). Depois de requerer o documento remotamente, o cidadão será avisado (por um número cadastrado) para buscar o RG em um dos postos escolhidos. A validação biométrica no ato da retirada do documento permite a segurança do processo. Para saber se é possível requerer a segunda via do RG online, basta o cidadão digitar o número do documento na primeira tela.
As cinco aeronaves à disposição do Governo do Estado têm também uma missão social. A frota é usada para o transporte de órgãos humanos e ajuda a fazer do Paraná referência em transplantes. Só neste ano foram 57 missões de apoio, perfazendo 117 horas e 55 minutos de voo, para o transporte de 111 órgãos.
Essa atuação ajuda a salvar vidas, como a de Antônio Carlos dos Santos, 56 anos, de Marechal Cândido Rondon. O técnico em manutenção predial é um dos tantos beneficiados pela política para a saúde adotada no Estado - há um ano que ele escuta um novo coração batendo no peito. "Para falar a verdade, passei a viver depois do transplante", diz.
Opção pela vida que sempre rende boas histórias. A frota é formada por quatro aviões - um King Air 350, um Grand Caravan, dois Sênecas III - e mais um helicóptero. No mês passado, por exemplo, a logística de um transporte de órgãos só obteve sucesso graças ao King Air, que é usado com frequência pelo governador. O avião foi acionado em um fim de semana para buscar fígado, rins e baço de um doador em Cascavel e trazer os órgãos para serem reimplantados em pacientes compatíveis que se encontravam na fila de espera em Curitiba. Mais três vidas salvas.
"Quanto antes retirar o órgão e reimplantar, melhor o resultado. Um coração, por exemplo, dura quatro horas. O fígado, oito. Sem essa logística aérea, não tem como fazer, seria apenas transplantes entre pessoas da mesma cidade", afirmou Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch, coordenadora do SET/PR (Sistema Estadual de Transplante do Paraná).
De acordo com a Casa Militar, a hora/voo dos dois Sênecas III a serviço do Executivo custam R$ 1.500. O investimento no deslocamento entre a capital e Cascavel seria de R$ 5.250, considerando 3 horas e meia para a ida e a volta. "Com essas distâncias, sem um avião, não teria como fazer", explicou o Capitão Pedro Paulo Sampaio, um dos responsáveis pelo setor.
LIDERANÇA
Desempenho que ajudou o Paraná a fechar o ano passado na liderança em número de doações, em transplantes realizados, em autorização das famílias e em busca por possíveis doadores, segundo levantamento da revista Registro Brasileiro de Transplantes, publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), especializada no segmento.
Foram 47,7 doadores por milhão de população (pmp), resultado quase três vezes maior que a média do País, de 17 pmp. Com relação aos transplantes realmente efetivados, o Estado voltou a se destacar ao realizar 90,9 transplantes pmp, seguido por Pernambuco (69,2 pmp) e São Paulo (67,4 pmp). No Brasil essa taxa foi de 41,9 pmp, bem distante do índice previsto para 2021 de 60 transplantes pmp.
"O Paraná tem um serviço bem estruturado e equipes capacitadas, realmente comprometidas com resultados de qualidade", diz Beto Preto, secretário de Estado da Saúde. Segundo ele, o governo trabalha com foco sempre em garantir agilidade à população.
ÍNDICE 2019
A liderança do Paraná se mantém nos quatro primeiros meses de 2019. Estatísticas do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná mostram que as doações efetivas somam na média 40,7 pmp. Foram 235 transplantes realizados, entre rim (155), fígado (76) e coração (4), além 254 córneas. "O Paraná é o estado com as maiores doações porque trabalhamos em vários pilares, temos equipes 24 horas por dia, especializadas em identificar a morte encefálica, além de uma logística excelente", ressaltou Arlene.
O Paraná é o único estado do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora todo o Estado 24 horas por dia, e faz a análise dos dados para elaborar estratégias de ação.
EXCELÊNCIA
O sistema paranaense está baseado em quatro Organizações de Procura de Órgãos - Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Esses centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.
No total, são 671 profissionais envolvidos e dedicados a salvar vidas. O Estado trabalha com quatro câmaras técnicas - coração, fígado, rim e córneas. E também é campeão no transplante de fígado e de rim.
Até fevereiro, 1.978 pessoas aguardam na fila por um transplante; no Brasil, são mais de 33 mil pessoas à espera de um órgão. Realidade, agora, bem distante do seu Antônio Carlos. "Eu morri umas três ou quatro vezes, o coração não aguentava. Só posso agradecer", afirma. (Com AEN-PR)
Uma mulher de 41 anos morreu, na tarde desta quarta dia 17, após o tambor de freio de um caminhão soltar e atingir a cabeça dela na Rodovia do Xisto, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A vítima seguia no sentido Lapa em um veículo Fiat Toro e ainda tentou jogar a direção para a direita, mas não resistiu ao impacto. O filho da vítima, de seis anos, estava dentro do veículo e presenciou o acidente.
O inspetor Steinheuser, da PRF (Polícia Rodoviária Federal), disse que o acidente foi uma fatalidade e que ainda não é possível dizer se o motorista do caminhão percebeu o que aconteceu no local. "Como ele não parou, não é possível saber se ele não percebeu ou se fugiu do local. O que a gente percebe aqui é que a motorista não teve muito o que fazer. Ela está com o pé no freio e puxou um pouco para a direita, mas não conseguiu evitar o impacto", disse.
Além da vítima fatal, uma criança de seis anos estava dentro do carro. Mesmo tendo presenciado o acidente, ela conseguiu ligar e avisar o pai do ocorrido.
O delegado de Araucária, Tiago Wladyka, confirmou que imagens serão analisadas para que o motorista do caminhão seja encontrado. "Queremos ver se ele tomou ciência do acidente para que possamos apurar todas as causas", explicou.
Segundo a PRF, o acidente aconteceu no quilômetro 159 da BR 476. Por conta do atendimento, o trânsito ficou lento na região.
O corpo da vítima foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal). (Com Banda B)
A juíza Paola Gonçalves Mancini de Lima, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, na região central do Paraná, negou nesta quarta-feira (17) recursos da acusação e defesa sobre o júri popular de Luiz Felipe Manvailer, acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner, em 22 de julho de 2018.
No mesmo despacho, a juíza encaminhou os recursos da defesa para que o réu não seja julgado pelo Tribunal do Júri e do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra a absolvição do crime de cárcere privado para que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) analise e decida.
Em 17 de maio, a Justiça determinou que o réu vá a júri popular por homicídio qualificado (motivo fútil, asfixia e meio cruel, dificultar defesa da vítima e feminicídio) e fraude processual. Na mesma decisão, Manvailer foi absolvido do crime de cárcere privado. Ele está preso desde o dia da morte.
Os promotores entendem que há provas de que o marido também cometeu o crime de cárcere privado, principalmente por causa das imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava. Os vídeos mostram Manvailer agredindo a vítima.
Para a juíza, as imagens mostram que "não houve intenção de cerceamento da liberdade de locomoção de Tatiane, [...] mas sim intenção de reter a vítima por pouco tempo e contra sua vontade para que subisse ao apartamento".
A defesa do réu sustenta que também não houve o crime de fraude processual, mas a juíza afirmou que ele aparece em gravações buscando corpo na calçada e levando para o apartamento e que, minutos depois, ele estava com roupas trocadas e limpando vestígios de sangue. (Com G1)
Os extensionistas rurais que participam de ações do projeto Renda Família Paranaense/Agricultor Familiar terão maior facilidade e agilidade para atendimento a pequenos agricultores. Na próxima semana serão entregues 54 veículos novos destinados a este trabalho. A entrega será feita em 24 de julhona sede da Emater, pelas secretarias de Estado da Justiça, Família e Trabalho e da Agricultura e do Abastecimento.
São 32 Volkswagen Gol e 22 Renault Duster adquiridos com recursos do Programa Família Paranaense, por meio de contrato do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), totalizando R$ 2,5 milhões.
O programa Renda Agricultor Familiar atende 5,6 mil famílias rurais em situação de vulnerabilidade social em 156 municípios paranaenses. Elas recebem de R$ 2 mil a R$ 3 mil para investir em ações de saneamento básico, produção de alimentos para autoconsumo e venda de excedentes, além de apoio a processos produtivos, como aquisição de insumos agrícolas, compra de ferramentas, máquinas e pequenos implementos, construção de instalações e acesso ao mercado.
"O valor total do projeto Renda Agricultor é de aproximadamente R$ 15 milhões, dos quais já foram repassados mais de R$ 11 milhões. Nossa intenção é ampliar o atendimento a mais 1,5 mil famílias até 2020", explicou o secretário da Justiça, Ney Leprevost.
COMO FUNCIONA
O programa Renda Família Paranaense/Agricultor Familiar atende agricultores familiares que subsistem da produção de suas pequenas propriedades e que vivem no campo com renda per capita mensal de até R$ 170,00. Também estão inclusas as populações indígenas, quilombolas, faxinalenses e pescadores.
Os recursos são investidos na geração de renda e na melhoria da qualidade de vida, como pequenas reformas para saneamento básico, incentivo à produção para consumo próprio e impulso para o desempenho de atividades agrícolas, como compra de sementes, insumos e equipamentos.
Os extensionistas da Emater constroem, juntamente com a família beneficiada, um projeto de estruturação da unidade produtiva familiar, que pode abranger atividades em três áreas: saneamento básico, com construção de banheiro e proteção de fontes; produção para autoconsumo e apoio a processos produtivos, como geração de renda por meio de atividades agrícolas e não agrícolas. (Com AEN-PR)
O número de viagens de empregados da margem esquerda da Itaipu no segundo trimestre de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, baixou 40%. Os deslocamentos caíram de 1.570, com custo de R$ 3.869.840,35, para 949 (custo de R$ 1.487.692,98). A redução nos gastos foi de 61%, num total de R$ 2.382.147,37 de economia, recursos que serão realocados para outras áreas.
Para os próximos três meses, a redução esperada é de mais de 50%, baixando de 1.684 deslocamentos (realizados no mesmo período de 2018) para 838 do planejado de viagens de 2019. No ano passado, as viagens, no período, tiveram um custo de R$ 3.614.983,46. A expectativa é de uma diminuição de R$ 1,8 milhão nesse valor.
Gradativamente, a redução será ainda maior, quando for consolidado o processo de transferência do quadro de pessoal de Curitiba para Foz do Iguaçu, centro de comando da usina.
A migração começou agora em julho e será concluída até o final de janeiro de 2020. Cerca de 120 pessoas, já excluindo os trabalhadores que entrarão na aposentadoria, vão trabalhar na cidade-sede da usina.
A transferência faz parte de um pacote de medidas adotadas pela gestão do general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu, dentro de uma política de melhor emprego do dinheiro público.
O enxugamento do escritório de Curitiba, que passa a ser um escritório de representação, a exemplo do de Brasília, trará uma economia de R$ 7 milhões.
Mais que redução dos gastos com passagens e diárias, a decisão tem como foco melhorar a gestão com as pessoas, que vão trabalhar mais próximas umas das outras. Todos os diretores de Itaipu já estão morando em Foz do Iguaçu, a partir do exemplo do próprio general Silva e Luna.
As viagens
O diretor-geral brasileiro também determinou diretrizes para o planejamento e programação de viagens nacionais e internacionais para quem trabalha no lado brasileiro da usina.
Para viajar, será preciso justificar os motivos e trazer na bagagem um relatório do que foi feito no período. No pedido de viagem, é necessário esclarecer a razão pela qual as atividades não podem ser feitas por videoconferência ou outro recurso remoto de comunicação.
A Itaipu trabalha em consonância com as medidas de austeridade do governo Bolsonaro alinhadas à boa governança da gestão púbica, que prevê impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
A gestão Silva e Luna conseguiu em três meses, com a reestruturação de gastos, uma economia R$ 163 milhões. Esse dinheiro, resultado de remanejamento de convênios e patrocínios, será investido em obras estruturantes, como a Ponte da Integração Brasil- Paraguai, o Mercado Municipal de Foz do Iguaçu e uma série de projetos que deixem legado para a população.
Mesmo com a realocação de recursos, Itaipu mantém mais de 180 atividades na região Oeste do Paraná, sua área de abrangência. Os investimentos somam mais de R$ 500 milhões, sem contar o repasse de royalties. "Vamos continuar investindo sem desperdício", diz Silva e Luna, que está no comando na empresa há quatro meses e meio.
Por Assessoria


























