Paraná quer mais recursos e queda de juros no novo Plano Agrícola

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento enviou documento ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que propõe aumento na concessão de crédito para o agronegócio, redução nas taxas de juros para as principais linhas de financiamento do agronegócio brasileiro e o cumprimento integral de todas as deliberações contidas no plano anual. O Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2019-2020 inicia no mês de junho.

 

Segundo o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, as propostas contidas no Plano Agrícola e Pecuário anterior (2018/19) não foram integralmente cumpridas, faltando recursos com juros controlados para financiar a compra de máquinas e equipamentos agrícolas.

 

Conforme determinação do governador Carlos Massa Ratinho Júnior, o documento contém sugestões para reduzir a burocracia na concessão de crédito rural, assim como solicita a disponibilidade integral do volume de recursos anunciado. Desde a safra 2017/18, uma série de resoluções do Conselho Monetário Nacional vem reduzindo significativamente a oferta de recursos controlados, via crédito rural.

 

O documento foi elaborado, em forma conjunta, pela Secretaria da Agricultura, Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

 

O envio das propostas dos Estados à Secretaria de Política Agrícola do Ministério acontece todo o ano e o Paraná tem como objetivo o fortalecimento do agronegócio como mola propulsora do desenvolvimento econômico em todo o País, como já vem acontecendo.

 

RECURSOS - O documento atual propõe uma oferta de R$ 220 bilhões para o crédito rural em todo o País, sendo R$ 170 bilhões para custeio e R$ 50 bilhões para investimentos.

 

Esse valor representa um aumento de 13,2% em relação ao ano passado, quando o governo disponibilizou R$ 194,37 bilhões para o agronegócio brasileiro. O documento propõe ainda a redução de meio ponto percentual nas taxas de juros, sendo de 6% para 5,5% aos médios produtores e de 7% para 6,5% para os demais produtores.

 

Segundo o secretário da Agricultura, o Paraná é um dos estados líderes no Agronegócio, sendo o principal produtor de trigo e carne de frango do País, o segundo maior produtor de milho e soja e terceiro maior produtor de suínos e leite, produtos que impulsionam a produção de alimentos para o abastecimento interno da população brasileira e também trazem divisas ao País com a exportação desses produtos.

 

Ortigara esclarece que com os recursos do crédito rural, o produtor evita captar recursos junto ao mercado financeiro, fornecedores de insumos e agentes de mercado em geral, onde irá pagar juros e encargos elevados.

 

São setores que cresceram graças ao apoio das linhas de financiamento do Crédito Rural e hoje estão gerando empregos no campo e renda aos agricultores e desenvolvimento aos municípios, diz o secretário da Agricultura.

 

De acordo com o Departamento de Economia Rural, que pesquisa o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária, que é o faturamento bruto no campo, nos últimos 10 anos o teve um crescimento médio de 2,5% ao ano, com crescimento real de 28% no período 2008 a 2017.

 

O VBP (da agropecuária) do Estado passou de R$ 66,4 bilhões, em 2008, para R$ 85,3 bilhões, em termos reais, em 2017, ou seja, descontada a inflação no período.

 

PROPOSTAS - Geralmente o Paraná capta entre 10% e 15% do crédito rural previsto para todo o País. O documento propõe a disponibilidade de R$ 162 bilhões para o crédito de custeio da safra, com taxa de juros de 5,5% ano para médios produtores e 6,5% para os demais produtores. E que o limite de contratação por produtor, junto ao agente financeiro, aumento dos atuais R$ 3 milhões para R$ 4 milhões por safra.

 

Para comercialização da safra, o documento propõe um crédito de R$ 3 bilhões nas operações de escoamento da produção, sendo R$ 2 bilhões em Aquisições do Governo Federal (AGF), que são as compras de alimentos pelo governo federal, e mais R$ 1 bilhão em linhas de crédito como Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), que facilitam o escoamento da produção.

 

Ainda nas compras do governo, o documento sugere a ampliação na política de garantia de preços mínimos, que é o que garante a rentabilidade ao produtor em caso de perda de safra por excesso de produção no mercado ou por problemas de clima.

 

O ajuste prevê a ampliação do preço mínimo do milho, café, feijão e trigo. A proposta sugere aumento de R$ 21,62 para R$ 24,09 para a saca de 60 quilos de milho: o aumento de R$ 341,21 para R$ 436,20 para a saca de 60 quilos de café arábica; o aumento de R$ 85,50 para R$ 95,76 a saca de 60 quilos de feijão carioca; o aumento de R$ 77,48 para R$ 95,30 a saca de feijão preto, e o aumento de R$ 36,17 para R$ 48,02 a saca de 60 quilos de trigo.

 

O documento sugere ainda ampliação das linhas de crédito, a juros controlados, para financiar investimentos como Moderagro (modernização da agricultura), Moderfrota (Modernização de Tratores e Colhedoras Agrícolas), Moderinfra (Incentivo à Irrigação e Ambiente Protegido), Inovagro (Inovação Tecnológica), Construção de Armazéns e outras.

 

AGRICULTURA FAMILIAR - O documento ainda contém propostas de políticas para a Agricultura Familiar, com aumento da disponibilidade de recursos de R$ 30 bilhões para R$ 32 bilhões. Sugere-se que no enquadramento do agricultor familiar para efeito de financiamento da lavoura aumente a exigência de renda anual dos atuais R$ 415 mil para R$ 500 mil.

 

O documento propõe também uma simplificação das linhas de Pronaf Investimentos para uma única linha de financiamento, abrangendo todos os itens financiados de todas as linhas existentes, contratada à taxa de 2,5% ao ano. Para o Pronaf Mais Alimento, sugere-se que se amplie o limite de crédito de investimento de R$ 330 mil para R$ 700 mil por tomador para projetos de avicultura, suinocultura, fruticultura, aquicultura, carcinicultura.

 

Porpõe ainda a possibilidade de concessão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) para CNPJs de entrepostos de cooperativas, de forma a beneficiar regiões de atuação das cooperativas com foco predominante na agricultura familiar. E também conceder a DAP jurídica às cooperativas que tiverem seu quadro de associados composto por 50% mais 1 de agricultores atendiedos pelo Pronaf.

 

Com relação ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, propõe-se ajustar a legislação vigente, de forma a permitir que as cooperativas agrícolas comercializem a produção dos cooperados que possuam a DAP – pessoa física – diretamente às indústrias de biodiesel. Com isso, os produtores do Pronaf terão acesso aos benefícios previstos na legislação para quem participa do Programa Selo Combustível Social. (Com AEN)

 

 

 

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Vazamento de amônia atinge frigorífico da Frimesa em Medianeira

O vazamento de amônia foi registrado na manhã desta segunda dia 11, no frigorífico Frimesa localizado na rua Bahia em Medianeira, oeste do Paraná.

 

De acordo com o relato de funcionários, algumas pessoas passaram mal e o frigorífico foi evacuado. Os empregados relataram um cheiro forte já no início da manhã de hoje.

 

Trabalhadores registraram o momento da evacuação. O Corpo de Bombeiros não foi acionado para socorrer vítimas.

 

De acordo com a empresa, o vazamento ocorreu por volta de 10 horas da manhã no regulador de pressão no setor de expedição.

 

A Brigada de Incêndio e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança fez a evacuação do local. Ainda segundo a empresa, ninguém se feriu.

 

O vazamento foi contido após uma hora o acidente, todo o ambiente é monitorado, controlado e foi liberado para o retorno dos trabalhos normais. (Com Catve)

 

 

 

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Suspeito de matar estudante de Direito no Paraná fez homenagem um dia antes do crime

A Polícia Civil de Ponta Grossa já identificou o rapaz suspeito de ter matado a estudante Lidiane Oliveira, 24. Ela era aluna do 3º período (matutino) do curso de Direito da Faculdade Unopar. O feminicídio aconteceu na madrugada deste domingo dia 10, na Rua Monte Alverne, no Jardim Carvalho.

 

Investigações realizadas durante todo o dia reforçam os indícios da participam de Jhonatan Campos no crime. Numa conta em rede social, investigadores da 13ª SDP encontraram informações ligando ele e a vítima. Os policiais printaram uma página no Facebook com fotos individuais dele, imagens dele com a vítima e uma declaração feita por ele, à ela, na sexta-feira, quando foi comemorado o Dia Internacional da Mulher.

 

O suspeito residiria em Curitiba e considerava Lidiane a esposa dele. A polícia de Ponta Grossa pede que toda e qualquer informação sobre Jhonatan Campos seja encaminhada à 13ª SDP, ao 1º Batalhão da Polícia Militar e à Guarda Municipal. (Com A Rede)

 

 

 

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Três professoras são condenadas por torturar crianças em creche no PR

A Justiça condenou uma professora de Astorga, no Norte do Paraná, a 13 anos e 9 meses de prisão por torturar pelo menos cinco crianças menores de 3 anos em um Centro de Educação Infantil do município.

 

Outras duas professoras foram condenadas a 4 anos e 9 meses em regime semiaberto por omissão perante tortura.

 

De acordo com o procurador responsável pelo caso, Lucílio de Held Jr, a denúncia foi feita por uma estagiária e os crimes foram evidenciados por imagens de câmeras de segurança. Os casos ocorreram na turma I D, da creche.

 

A denúncia aponta que as professoras davam tapas e gritavam com as crianças.

 

“Elas usavam o tom de voz de forma desmedida e agressiva, arremessavam as crianças nos colchões de qualquer jeito, carregavam as crianças penduradas pelo braço. Elas chutavam o colchão com as crianças deitadas, empurravam o colchão com os pés de qualquer forma”, afirmou o procurador.

 


Held afirmou que as denúncias feitas pela testemunha presencial bateram com informações relatadas pelos pais.

 

“A testemunha afirmou que algumas crianças eram tratadas com crueldade na hora do banho – como agressão com celulares – e os pais relatavam que essas mesmas crianças desenvolveram alteração comportamental na hora do banho em casa. Elas demonstravam fobia”, explicou.

 

Segundo o procurador, a denunciante e os pais não tiveram contato. O caso foi investigado pela própria procuradoria com o objetivo de dar agilidade ao processo.

 

Além das penas, a Justiça determinou que as três professoras sejam exonerados e que não possam ocupar cargos públicos pelo dobro do tempo de condenação.

 

As defesas podem recorrer da sentença. (Com Paraná Portal)

 

 

 

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Tragédia no Litoral: estudante morre afogado em Matinhos

Terminou em tragédia um passeio de uma família de Ponta Grossa ao litoral do Paraná. O estudante Nicolas Stepien Fontana, de 19 anos, morreu afogado na manhã deste sábado.

 

O corpo foi resgatado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros e entregue ao Instituto Médico Legal. Ele cursava Engenharia Elétrica na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) - campus Ponta Grossa.

 

O incidente envolvendo Nicolas aconteceu no Balneário Junara, localizado na divisa de Pontal do Paraná com Matinhos. O corpo foi localizado aproximadamente 50 minutos depois da comunicação do afogamento. O estudante e familiares banhavam-se, segundo o Corpo de Bombeiros, em área não patrulhada.

 

O corpo de Nicolas está sendo velado na Capela Santana, em Ponta Grossa. O sepultamento será neste domingo, às 17 horas. O cemitério ainda será definido pela família. As informações são do Serviço Funerário Municipal. (Com A Rede)

 

 

 

Justiça bloqueia bens de Beto Richa, da esposa e do filho no valor de R$ 166 milhões

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a 23ª Vara Federal de Curitiba determinou o bloqueio dos bens e contas do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), da ex-primeira-dama Fernanda Richa, do filho André Richa, além de empresas da família.

 

O bloqueio de até R$ 166 milhões faz parte da ação em que os três são réus na Operação Integração, que apura pagamento de propina para agentes públicos por empresas de pedágio no Paraná. De acordo com a decisão da justiça, o valor representa a soma de R$ 4,7 milhões que o MPF afirma que o ex-governador recebeu em propinas e doações, R$ 82,5 milhões de danos causados aos usuários dos serviços públicos e a pena de multa máxima de cerca de R$ 79 milhões.

 

A Justiça também determinou o bloqueio de bens do contador da família Richa, Dirceu Pupo, em até R$ 4,5 milhões.

 

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