Especialistas avaliam que a alteração feita pelo Facebook no algoritmo da rede social pode favorecer à disseminação de notícias falsas (as chamadas "fake news").
A mudança tem como objetivo privilegiar conteúdo de interação pessoal, em vez daquele produzido por empresas de notícias.
O coordenador do curso de ciência de dados da Future Law/IDP-São Paulo, Alexandre Zavaglia Coelho, afirma que, além das fake news, a alteração pode contribuir para 'a criação de bolhas de pensamento, até a diminuição de canais de notícias, tão importantes para a diversidade de pensamento e para a democracia'.
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"Considerando que boa parte da população já consome notícias pelas redes sociais, programar os algoritmos para privilegiar conteúdo de outros usuários e diminuir a propagação de conteúdo gerado pelo jornalismo profissional pode causar distorções com graves consequências sociais", destaca.
A advogada especializada em direito eleitoral, Karina Kufa, indica que o momento foi inoportuno para o teste da rede social. "Uma mudança no algoritmo da rede, além de impactar na publicação de fanpages, gera uma grande preocupação para as próximas eleições, já que fake news produzidas e compartilhadas pelos "amigos" terão maior alcance do que as notícias do jornalismo, trazendo uma enorme insegurança à lisura eleitoral", afirma.
A advogada aponta que 'o trabalho da justiça eleitoral para minimizar os efeitos das fake news será agora muito maior'. "E quem perde com isso?", questiona Kufa. "Os eleitores e a sociedade, que poderão ser influenciados negativamente e podem depositar seu voto em candidatos menos qualificados por ter obtido uma informação falsa nas redes sociais."
Na terça dia 06, ao tomar posse como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux, destacou a ofensiva da Corte Eleitoral no combate às fakes news, tendo a imprensa como aliada.
Fux criticou a disseminação de notícias falsas e afirmou que uma 'uma campanha limpa se faz com a divulgação das virtudes de um candidato, e não com a difusão de atributos negativos pessoais que atingem irresponsavelmente uma candidatura'.
"Apesar disso (do combate às fake news), não se pretende tolher a liberdade de expressão e de informação legítima do leitor. A liberdade de expressão é pressuposto para qualquer regime que se intitule verdadeiramente democrático", declarou na ocasião.
Interação pessoal - O Facebook, por seu lado, afirma que a alteração tem como objetivo privilegiar conteúdo de interação pessoal, em vez daquele produzido por empresas de notícias.
"Estamos comprometidos em apoiar a construção de uma comunidade informada. Anunciamos no começo deste ano atualizações para priorizar no Feed de Notícias posts que geram conversas e interações significativas, e também notícias de qualidade, algo que nossa comunidade vinha nos pedindo. É importante lembrar que são muitos os sinais para determinar o que as pessoas veem no Feed de Notícias. Temos trabalhado continuamente para reduzir o alcance de posts desinformativos e notícias falsas, e ajudar as pessoas no consumo consciente de informações, dentro e fora do Facebook. Um exemplo são os Artigos Relacionados, um recurso que oferece perspectivas adicionais quando uma pessoa compartilha uma notícia no Facebook", diz em nota.
Você alguma vez já se sentiu constrangido ao ser incluído em um grupo de WhatsApp, sem consentimento prévio?
Já saiu de comunidades online e na sequência foi adicionado novamente sem que quisesse? Pois é, em breve, esse tipo de atitude pode ser proibida pela legislação brasileira.
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Na última semana, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que torna infração passível de multa a inclusão de pessoas, sem consulta, em grupos virtuais de redes como o Facebook e o WhatsApp, por exemplo.
De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a proposta pretende alterar o Marco Civil da Internet para "exigir o prévio consentimento do usuário nos processos de cadastramento e envio de convites para participação em redes e mídias sociais".
“Hoje, todos nós cidadãos, estamos sujeitos a sermos incluídos em qualquer grupo de rede social. Em qualquer grupo, WhatsApp, Facebook, todos. E se nós não tivermos o interesse de participar de determinado grupo, nós é que temos de nos manifestar, o individuo. Ou seja, uma inversão da lógica de toda a legislação brasileira”.
De acordo com o projeto, caberá à rede social ou ao aplicativo realizar, em seu banco de dados, o armazenamento do consentimento dado pelos usuários ao serem incluídos em comunidades. Caso não tenha existido autorização prévia, o provedor terá a obrigação de reparar os danos decorrentes do uso indevido dos dados do internauta.
Nas ruas, a proposta é vista com bons olhos por alguns, mas é rejeitada por outros. A funcionária pública Cristiane Silva, de 52 anos, disse que é constrangedor ver o parlamento discutir tal assunto enquanto outros de maior relevância, segundo ela, são deixados de lado. Para Cristiane, a solução é simples. Não quer participar de um grupo, saia.
“É o seguinte, eu acho que não deve ser punido porque as pessoas te colocam, mas é muito fácil você sair de um grupo, você pega e sai do grupo. Eu acho que não tem nada a ver”.
A cabeleireira Sara Jaqueline, de 32 anos, discorda. Ela conta que já foi incluída em grupos do qual não queria fazer parte e confessou ter sido uma experiência desagradável e embaraçosa.
“Sou a favor, isso é incomodo. Às vezes você está ocupada de madrugada e as pessoas te adicionam em um grupo que não tem nada a ver, entendeu? Aí povo manda vídeo pornográfico, uma coisa que não tem nada a ver, que foge do tema”.
A proposta que passou pela CCJ com duas emendas do relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi encaminhada para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Lá, se for aprovada, pode ser enviada ao plenário, para outra comissão ou diretamente para a sanção presidencial. (Com Agência do Rádio)
O apresentador Luciano Huck usou, em 2013, um empréstimo de R$ 17,7 milhões do BNDES para comprar um jatinho particular da Embraer.
O financiamento, do programa BNDES Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), teve como beneficiária a Brisair Serviços Técnicos e Aeronáuticos Ltda., da qual Luciano e Angelica Huck são sócios, e o Itaú como instituição financeira intermediária.
Os juros do empréstimo foram de 3% ao ano, com 114 meses de amortização para o pagamento.
A informação foi antecipada pelo blog "Tijolaço". Procurada, a assessoria de Luciano Huck diz que "o Finame é um programa do BNDES de incentivo à indústria nacional, por isso financia os aviões da Embraer".
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Afirma, também, que Huck usa o avião duas vezes por semana para gravar seu programa para a Rede Globo. A matrícula do avião é PP-HUC. Segundo o registro na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a nave comporta oito passageiros e pertence atualmente ao Itaú, sendo a Brisair sua operadora.
BNDES
Em nota, o BNDES afirma que as condições seguiram as "definidas pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), vigente à época, com taxas de juros fixas entre 3% a.a. e 3,5% a.a.". Segundo o banco, as taxas eram oferecidas a qualquer empresa que obtivesse financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos.
Ainda de acordo com a nota, o processo de concessão de financiamento do BNDES Finame é realizado por meio de agentes financeiros credenciados, que podem ser bancos, cooperativas e agências de fomento, por exemplo. "O BNDES repassa os recursos para os agentes, que analisam o risco de crédito e decidem pela concessão do financiamento." (Com FolhaPress)
Cozida, grelhada, assada, estufada, frita ou simplesmente crua, a carne vermelha é uma das proteínas de origem animal que mais presença marca na alimentação.
Apesar de ser já do conhecimento médico e científico que este alimento é um potencial causador de câncer e que o seu consumo excessivo está relacionado com algumas patologias cardíacas, a carne vermelha continua a ter um papel importante na dieta e saúde humana, ajudando a combater, por exemplo, a anemia e a prevenir uma potencial carência de vitaminas com complexo B.
Mas mesmo sendo um dos alimentos mais presentes nas refeições principais, a carne vermelha continua a ser ‘assombrada’ por teorias nem sempre verídicas e que fazem com que algumas pessoas fujam deste alimento nutritivo que, como tantos outros, apresenta alguns riscos quando consumido em exagero.
Para tirar todas as dúvidas, a publicação espanhola Deporte y Vida do jornal AS listou fatos que todas as pessoas devem conhecer sobre esta proteína de origem animal.
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Por que a carne vermelha se chama… vermelha? O nome deve-se à cor que este músculo apresenta quando ainda está cru, cor essa que é responsabilidade da mioglobina (proteína que transporta o oxigênio para o músculo);
Que tipos de carne vermelha existem? Além da tradicional carne de boi, a carne de vitela, porco, leitão, carneiro, cabra, cabrito, cordeiro e cavalo também fazem parte deste leque;
Quais são as propriedades nutricionais da carne vermelha? Além de ser rica em vitaminas do complexo B e aminoácidos, a carne vermelha é ainda uma fonte de ferro. Deste modo, o consumo moderado deste alimento não só beneficia o sistema imunológico, como também o sistema nervoso.
Segundo o estudo publicado no ‘Journal Computers in Human Behavior’, enviar mensagens de cunho sexual aos parceiros é normal e faz bem à vida amorosa dos casais.
Porém, quem envia esse tipo de mensagens “exageradamente”, e a quem os pesquisadores chamam de “hyper-texters”, pode se deparar com outros problemas na relação.
O grupo de pesquisadores analisou uma amostra de 615 adultos canadenses e norte-americanos, em relacionamentos, e questionou sobre os seus hábitos sexuais. Os indivíduos foram posteriormente divididos em quatro grupos diferentes: os que não enviam mensagens sexuais, os que enviam mensagens de caráter sexual, os que o fazem frequentemente e os que as enviam ativamente – os “hyper-texters”.
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Apesar da prática de ‘sexting’ presumir um grande grau de intimidade numa relação, detectou-se que os “hyper-texters” são mais ambivalentes, menos seguros e até menos fiéis nos seus relacionamentos. Este grupo está também mais predisposto a ver pornografia e a flertar nas redes sociais, diz o estudo.
“ ‘Sexting’ não parece ser um indicador de uma relação totalmente saudável”, afirma Adam Galovan, um dos professores envolvidos na pesquisa. “Acredito que os ‘sexters’ estejam provavelmente focando mais no lado sexual da relação e a negligenciar outros aspectos”.
Para Galovan, isso pode ser uma consequência do desenvolvimento tecnológico e da predominância das relações virtuais, em detrimento das interações presenciais ou “cara-a-cara”. “Muitos destes indivíduos querem ter uma ‘boa’ relação sem fazerem o trabalho dito difícil e que inclui falar, ouvir e passar tempo de qualidade com o parceiro”, explica.
Estudos anteriores detectaram o crescimento do fenômeno do ‘sexting’. Estima-se que 58% dos estudantes universitários já tenham enviado pelo menos uma mensagem desse gênero, e 62% admitem já terem recebido pelo menos uma. Os homens estão mais predispostos a fazerem ‘sexting’ com desconhecidos e as mulheres, em geral, preferem fazê-lo apenas com o parceiro.
Cerca de metade dos inquiridos testemunhou que a prática de ‘sexting’ trouxe experiências sexuais e emocionais positivas, mas a outra metade mostrou-se arrependida. Uns por terem enviado fotografias mais atrevidas a parceiros com os quais já não estão e outros porque apesar de não se terem sentido confortáveis na altura, enviaram esse tipo de mensagem sexual na mesma por se sentirem pressionados.
O sexo sempre foi um tema que suscitou interesse, independentemente de se ter um parceiro ou não, e sobre o qual há sempre algo a acrescentar.
A comprovar esta ideia, a marca espanhola de brinquedos eróticos Lelo aponta quatro curiosidades que, embora algo básicas, são desconhecidas para muitos:
A origem da palavra 'Fuck'
Uma das possíveis origens desta palavra surge na Idade Média, na Inglaterra, onde a prática sexual carecia da autorização do rei. Quando o consentimento era dado, o casal colocava na porta uma placa com a indicação “Fornication Under Consent of The King”, de onde surge a sigla Fuck.
A ideia de virgindade antes do casamento
Embora seja comum a antiga ideia de que a mulher se deve casa virgem, sinalizado pelo vestido de casamento branco, o oposto é preferido em várias ilhas do Pacífico onde se defende que, quantos mais homens uma mulher tiver antes do casamento, melhor.
Jogos eróticos
Os brinquedos eróticos não são algo muito moderno, pelo contrário. Há mais de 30 mil anos encontrou-se um objeto erótico numa escavação na Alemanha, ainda que desde então os objetos tenham evoluído substancialmente.
A lei da sodomia
Apesar de todos os avanços a nível mundial nas áreas de economia, tecnologia entre outras, certos atos sexuais são ainda vistos como crime – é a Lei da Sodomia. Apenas em 2003 algumas destas leis foram abolidas de estados como o Texas ou Oklahoma.