A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nova reunião nesta quinta-feira (13) para analisar o pedido do Instituto Butantan de autorização, em caráter emergencial, para aplicação da vacina contra a covid-19 Coronavac em crianças de 5 a 11 anos de idade.
Foram analisadas as informações sobre a eficácia e segurança do imunizante nesse público, e discutidos resultados de um estudo sobre o uso da vacina no público infantil, realizado no Chile.
Estiveram presentes na reunião, além de integrantes da Anvisa e do Instituto Butantan, pesquisadores chilenos, técnicos do laboratório Sinovac China e representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
Os especialistas receberam informações do consórcio responsável pela vacina, o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, sobre os testes realizados e sobre o atendimento aos requisitos para a liberação do seu uso pediátrico no Brasil.
Segundo a Anvisa, os especialistas que participaram do encontro irão analisar os dados fornecidos e enviar suas avaliações para a agência regulatória. Para a autorização, é preciso que a área técnica emita um parecer e que este seja votado pela Diretoria Colegiada. Ainda não há previsão de quando essa apreciação ocorrerá.
Atualmente, somente a vacina da Pfizer contra a covid-19 tem autorização da Anvisa para aplicação em crianças de 5 a 11 anos de idade. Na semana passada, o governo federal anunciou a inclusão da imunização desse público no plano de vacinação contra a covid-19.
Nesta quinta-feira chegou ao Brasil o primeiro lote de doses da Pfizer. No total, 1,2 milhão de doses foram recebidas e passarão a ser distribuídas aos estados e municípios para começar a aplicação em crianças de 5 a 11 anos.
Por - Agência Brasil
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu temporariamente a realização de perícias médicas do Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade.
As perícias são necessárias para revisão do benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. A suspensão se deu em virtude do aumento de casos de covid-19 no país.
A suspensão vale para perícias marcadas desde o dia 12 de janeiro deste ano. A portaria conjunta do INSS e do Ministério do Trabalho foi publicada nesta quinta-feira (13). Segundo o ministério, as perícias suspensas serão remarcadas para o segundo semestre, e o INSS comunicará aos segurados a nova data.
Os segurados afetados pela suspensão das perícias continuarão recebendo os benefícios normalmente.
A portaria manteve o atendimento para os casos de mutirões de realização de perícia médica que já estavam previamente programados e com viagens definidas no âmbito da Subsecretaria da Perícia Médica Federal.
O Brasil vem registrando uma curva acentuada no aumento dos casos de covid-19. Dados de ontem (12) do Ministério da Saúde registraram 87.471 casos de covid-19 em apenas 24 horas (https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-01/covid-19-brasil-tem-874-mil-casos-e-133-mortes-em-24-horas). Há uma semana (5), o número de diagnósticos positivos foi 27.267, três vezes menor do que o registrado na quarta-feira. Já o último dia de 2021 registrou 10.282 casos de covid-19 no Brasil em 24 horas.
Por - Agência Brasil
Enquanto a população de parte do Brasil sofre com as chuvas e suas consequências, como o transbordo de rios e inundações, mais de 700 municípios da Região Sul do país se veem às voltas com uma onda de calor severa.
Embora chuvas isoladas tenham sido registradas desde ontem (12), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu esta manhã um alerta no qual informa que 727 cidades do Rio Grande do Sul e parte do Paraná e de Santa Catarina estão passíveis de registrar, até o próximo dia 16, temperaturas 5°C acima da média histórica desta época do ano.
O alerta laranja emitido pelo instituto vale para praticamente todo o Rio Grande do Sul, para as regiões oeste e sul de Santa Catarina e para as regiões oeste, sudeste, sudoeste, centro-ocidental e centro-sul do Paraná.
Os efeitos da estiagem na Região Sul vêm se agravando desde o fim do ano passado, causando prejuízos econômicos e ameaçando o abastecimento hídrico. No Rio Grande do Sul, 200 cidades já tinham decretado situação de emergência até esta quarta-feira (12). Levantamento feito pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS) aponta que, até sexta-feira (7), mais de 195 mil propriedades rurais já contabilizavam perdas na produção.
Uma das regiões gaúchas mais castigadas pela falta de chuvas é a do Alto da Serra do Botucaraí, onde, desde meados de novembro, o volume de chuvas é insuficiente para recuperar a condição dos rios e do sistema freático, o que prejudicou o plantio de soja e milho.
“A soja teve que ser replantada e ainda ficou uns 30% a 35% por semear. Então, nesses 16 municípios [do Alto da Serra do Botucaraí], só na soja se chega a algo em torno de R$ 750 milhões de perdas. Somadas às perdas do milho e leite, [o prejuízo, na região] chega a R$ 850 milhões”, informou, em nota, o extensionista rural agropecuário da Emater-RS em Soledade Josemar Parise.
Em Santa Catarina, além de irregulares, as chuvas do fim do ano passado ficaram abaixo do esperado durante o mês de dezembro, deixando ao menos 17 dos 295 municípios em estado de alerta e outros nove em estado crítico no que diz respeito às condições para garantir o abastecimento hídrico urbano, principalmente nas regiões oeste e extremo oeste do estado.
“Neste momento é importante que a população das regiões onde a estiagem se intensificou usem a água com consciência e evitem o desperdício. Além disso, é acompanhar as orientações e alertas dos órgãos competentes”, alertou, em nota, o secretário-executivo de Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira.
No Paraná, no último dia 30, o governo estadual decretou situação de emergência em função da estiagem. O objetivo da medida é agilizar a execução de medidas de apoio aos agricultores e a outros setores afetados pela falta de chuvas.
Hoje (13), a secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento divulgou um relatório no qual aponta que a situação já causou ao menos R$ 25,6 bilhões de prejuízos para os produtores rurais. O levantamento foi entregue à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, que, desde ontem, está visitando áreas rurais atingidas pela crise hídrica nos três estados da Região Sul, além do Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste.
Em Cascavel (PR), a ministra explicou que, de posse de um diagnóstico da situação das lavouras nos quatro estados visitados, os técnicos do Mapa e do Ministério da Economia elaborarão um plano de ajuda aos produtores. O foco, neste primeiro momento, é garantir que os agricultores atingidos pela seca tenham condições de plantar.
“Nossa preocupação é agilidade nessas ações, para que a gente possa plantar com segurança. Para que o agricultor possa saber o que vai acontecer na segunda safra, que é a safrinha, que é muito importante, pois é quando se tem a maior parte do plantio de milho nesses estados”, destacou Teresa Cristina.
Por - Agência Brasil
Prevista para começar a ser paga na próxima terça-feira (18), a terceira parcela do Auxílio Brasil incluirá 3 milhões de famílias, anunciou hoje (13) o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Com a medida, o total de famílias atendidas aumentará para 17,5 milhões.
Com a promulgação da emenda constitucional que permitiu o parcelamento de precatórios (dívidas reconhecidas definitivamente pela Justiça), o valor da parcela passou para R$ 400. As famílias incluídas no programa receberão o Auxílio Brasil por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite a movimentação de depósitos em contas poupança digitais, até o recebimento do cartão.
As novas famílias não precisarão ir às agências para validarem o cadastro no Auxílio Brasil. Isso porque a inclusão no programa baseou-se em pedidos antigos processados pelo Ministério da Cidadania. “Esse cadastramento foi realizado, no mesmo modo que no auxílio emergencial lá atrás. Então, a validação já foi realizada”, explicou.
Auxílio Gás
O presidente da Caixa também anunciou que o pagamento do Auxílio Gás, que fornecerá uma ajuda temporária para famílias mais pobres comparem gás de cozinha, ocorrerá nos mesmos dias que o do Auxílio Brasil. As famílias foram escolhidas conforme as regras definidas pelo Ministério da Cidadania.
O Auxílio Brasil seguirá o calendário do antigo Bolsa Família e pagará as parcelas nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O pagamento da parcela de janeiro começará no próximo dia 18, para beneficiários com NIS 1, e terminará no dia 31, para beneficiários com NIS de final 0.
Confira o calendário:
Final do NIS | Dia do pagamento |
1 | 18 de janeiro |
2 | 19 de janeiro |
3 | 20 de janeiro |
4 | 21 de janeiro |
5 | 24 de janeiro |
6 | 25 de janeiro |
7 | 26 de janeiro |
8 | 27 de janeiro |
9 | 28 de janeiro |
0 | 31 de janeiro |
Cerca de 108,3 mil famílias de municípios do norte de Minas Gerais e do sul da Bahia atingidas pelas enchentes em dezembro começaram a receber o Auxílio Gás no mês passado. Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026 com o pagamento de 50% do preço médio do botijão de 13 quilos a cada dois meses. Atualmente, a parcela equivale a R$ 56.
Para este ano, o Auxílio Gás tem orçamento de R$ 1,9 bilhão. Só pode fazer parte do programa quem está incluído no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), tem pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Pedro Guimarães também anunciou o depósito do retroativo da cota adicional do auxílio emergencial de 2020 para cerca de 823,4 mil pais solteiros. O crédito será feito por meio do aplicativo Caixa Tem na mesma conta poupança digital usada para receber o auxílio emergencial.
Por - Agência Brasil
A vacina brasileira contra a covid-19 deu um importante passo hoje (13), data em que inicia o primeiro estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários com idades entre 18 e 55 anos de idade.
A fase 1 do estudo escolherá, de forma randomizada, a dose mais segura e o regime de dose que estimula resposta durável de anticorpos que neutralizam o organismo contra o novo coronavírus.
“Vamos agora medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes”, explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina, em cerimônia ocorrida na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Salvador.
A expectativa do pesquisador é de que a primeira fase do estudo seja concluída em três meses, e que, se tudo der certo, em um ano ou pouco mais a vacina já esteja disponível.
Na fase 2, que terá a participação de 400 voluntários, será testada a eficiência da vacina; e a fase 3 é a da administração em larga escala.
Primeira aplicação
O primeiro a receber a dose da vacina brasileira foi o técnico de segurança patrimonial Wenderson Nascimento Souza, de 34 anos de idade. A aplicação do imunizante foi feita pelo secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Sepef/MCTI), Marcelo Morales.
Presente na cerimônia, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que o 13 de janeiro de 2022 é um “dia histórico” tanto para a ciência no Brasil como para os brasileiros. “Neste ano do bicentenário da independência do Brasil, damos partida na independência do Brasil na produção de vacinas. Estamos em um ponto de inflexão na história do Brasil”, disse, ao destacar o papel de resgate que a ciência teve em vários momentos difíceis da humanidade.
Pontes lembrou que existem três tipos de vacinas, as importadas, as licenciadas e as nacionais, aquelas feitas por cientistas brasileiros. “É importante para o país ter soberania, autossuficiência e independência na produção de itens tão importantes para a vida dos brasileiros”, disse.
“Daqui para a frente, a gente pode dizer, de forma reduzida, que se o planeta não pode vender vacinas para o Brasil, o Brasil pode vender vacinas para o planeta”, acrescentou.
Vacina
A vacina RNA MCTI CIMATEC HDT é composta de duas partes, que são misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA) e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion, que ajuda a proteger a molécula do repRNA e faz o transporte até as células alvo.
Uma vez dentro das células, o repRNA é reconhecido como RNA mensageiros pelos ribossomos, que são estruturas que produzem as proteínas, com as instruções trazidas pelo RNA. Os ribossomos fabricam inicialmente o replicon, que gera várias cópias de si mesmo e, depois, as proteínas do coronavírus, que são quebradas em pequenos pedaços e expostas a nosso sistema imunológico. O organismo então identifica os fragmentos como algo estranho e passa a produzir anticorpos contra o novo coronavírus.
Segundo o infectologista Roberto Badaró, a vacina brasileira, que é de terceira geração, apresenta alguns benefícios específicos, como o uso de um número menor de componentes, podendo ser aplicada em doses mais baixas e sem a necessidade de imunizações seguidas. “Poderemos, em um sequenciamento e com a capacidade de sintetizar em uma única proteína as cinco variantes, ter uma vacina com as cinco variantes, no futuro. Portanto, podemos ter a vacina que rotineiramente será utilizada”, explicou o médico infectologista.
O desenvolvimento pré-clínico e clínico da vacina tem a participação dos Estados Unidos, Brasil e Índia, por meio de parceria entre as empresas HDT BioCorp. (Estados Unidos), Senai Cimatec (Brasil) e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). No Brasil, a parceria conta com o apoio da RedeVírus e com o financiamento do MCTI.
Por - Agência Brasil
O técnico Tite realizou nesta quinta-feira (13) a primeira convocação da seleção brasileira de futebol em 2022.
O escrete canarinho terá dois jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo pela frente: Equador, no próximo dia 27, no estádio Casa Blanca, em Quito; e Paraguai, no dia 1º de fevereiro, no Mineirão, em Belo Horizonte.
Na lista de 26 jogadores, o destaque é o desfalque do atacante Neymar, do Paris Saint-Germain (França), que se recupera de uma lesão no tornozelo. O lateral-direito Danilo, da Juventus (Itália), que recentemente voltou a treinar após um mês e meio tratando uma contusão na coxa, também ficou fora. Na comparação com a última convocação de 2021, outra ausência é a do lateral-esquerdo Renan Lodi, do Atlético de Madrid (Espanha).
"O Renan Lodi não pôde ser convocado pela não vacinação [contra a covid-19]. Ele perdeu a oportunidade de concorrer. O Renan não poderia entrar no Equador, pois tomou a primeira dose no dia 10. Respeitamos as leis do país", explicou Tite, em entrevista coletiva.
Os substitutos do trio são os laterais Daniel Alves e Alex Telles - de Barcelona (Espanha) e Manchester United (Inglaterra), respectivamente - e o atacante Rodrygo, do Real Madrid (Espanha). Além deles, voltaram a ser chamados o goleiro Weverton (Palmeiras) e o meia Bruno Guimarães, do Lyon (França).
"Temos um radar de cerca de 46 atletas. O Bruno Guimarães é um deles. Checamos o momento do atleta. Iniciou muito bem no Lyon, teve uma queda, que é normal de adaptação. Em um segundo momento, ele já se comunica e entende melhor o clube e o país. O Telles da mesma forma. Existe a concorrência no setor", argumentou, também em coletiva, o auxiliar Cesar Sampaio.
O Brasil já está classificado para o Mundial deste ano, no Catar, mas ainda tem cinco compromissos das Eliminatórias pela frente ocupando as datas-Fifa, que são os períodos voltados a jogos entre seleções. Por enquanto, não há duelos previstos contra equipes de outros continentes - em especial as europeias - na trajetória até a Copa. Apesar disso, Tite vê o Brasil entre os favoritos ao título.
"Eu cito que Brasil, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Argentina, Itália e Espanha estão entre os postulantes. Nenhum deles eu vejo se destacando. É justamente por não jogarmos contra europeus que não dá para dizer se é favorito ou não, pois não há referência. Eu gostaria que jogássemos, mas não dá pelo calendário", finalizou o treinador.
Os convocados
Goleiros: Alisson (Liverpool-ING), Ederson (Manchester City-ING) e Weverton (Palmeiras);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona-ESP), Emerson (Tottenham-ING), Alex Sandro (Juventus-ITA) e Alex Telles (Manchester United-ING);
Zagueiros: Éder Militão (Real Madrid-ESP), Gabriel Magalhães (Arsenal-ING), Marquinhos (PSG-FRA) e Thiago Silva (Chelsea-ING);
Meias: Bruno Guimarães (Lyon-FRA), Casemiro (Real Madrid-ESP), Fabinho (Liverpool-ING), Fred (Manchester United-ING), Gerson (Olympique de Marselha-FRA), Everton Ribeiro (Flamengo), Lucas Paquetá (Lyon-FRA) e Philippe Coutinho (Aston Villa-ING);
Atacantes: Antony (Ajax-HOL), Vinícius Júnior (Real Madrid-ESP), Rodrygo (Real Madrid-ESP), Gabriel Jesus (Manchester City-ING), Matheus Cunha (Atlético de Madrid-ESP), Raphinha (Leeds United-ING) e Gabriel Barbosa (Flamengo)
Fabinho e Lucas Paquetá estão suspensos do jogo contra o Equador.
Por - Agência Brasil





















