Descongelamento de IFA para vacina 100% nacional começa nesta sexta

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou hoje (13) que inicia nesta sexta-feira (14) o descongelamento do primeiro lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional a ser usado na formulação de vacinas contra covid-19 no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Desde o ano passado, a Fiocruz produz a vacina AstraZeneca contra covid-19, mas com IFA importado do laboratório chinês WuXi Biologics.

O IFA é o ingrediente mais importante da vacina, pois contém as informações necessárias para que o corpo produza defesas contra o SARS-CoV-2. Após um processo que começou em meados do ano passado, Bio-Manguinhos conseguiu nacionalizar a produção deste insumo, mediante um acordo de transferência de tecnologia com a AstraZeneca, tornando a instituição autossuficiente na produção da vacina contra covid-19.

Depois de descongelado, o IFA vai passar pela formulação, quando é misturado a outros ingredientes, e pelo envase, quando é acondicionado nos frascos. A vacina, então, é revisada, rotulada e embalada para ser enviada ao Ministério da Saúde, e esse processo é submetido a um controle de qualidade que dura cerca de duas semanas.

A previsão de Bio-Manguinhos é que o primeiro lote da vacina AstraZeneca/Fiocruz 100% nacional seja entregue ao Programa Nacional de Imunizações em fevereiro. O instituto já tem material suficiente para produzir 21 milhões de doses.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Saúde: sistemas de dados serão normalizados até sexta

O Ministério da Saúde informou que os sistemas de dados do órgão que ainda não estão disponíveis serão normalizados até sexta-feira (14). O anúncio ocorre pouco mais de um mês após um ataque hacker à base de dados da pasta. 

Em entrevista coletiva, o secretário executivo do ministério, Rodrigo Cruz, detalhou que, até o final desta semana, devem ser disponibilizados dados sobre vacinação contra a covid-19, além de outras informações que ainda não estão plenamente acessíveis ao público. “Expectativa é que, até sexta-feira, então, se resolva grande parte desses painéis e desses dados para a disseminação do público em geral”, disse Cruz.

ConecteSUS

Segundo Cruz, o download do certificado de vacinação pelo aplicativo ConecteSUS já está regularizado. O uso do app vem sendo altamente demandado depois que alguns estados passaram a exigir o documento para o acesso a determinados eventos e estabelecimentos, como restaurantes, bares e festas.

O secretário negou afirmações de que haveria um apagão de dados da pasta desde a invasão hacker. Ele confirmou apenas que a pessoa responsável pelo acesso indevido, ocorrido em dezembro, deletou dados de bases do ministério, o que gerou prejuízos.

Dados preservados

O primeiro trabalho da pasta, segundo Cruz, foi assegurar que os dados estavam preservados. Como havia cópia de tudo, não houve perda. A etapa seguinte foi restabelecer o sistema para voltar a receber informações de estados e municípios.

A terceira medida, de acordo com Cruz, foi viabilizar que os sistemas pudessem retomar as funcionalidades que permitem o acesso de gestores estaduais e municipais a diferentes bases de dados, o que ocorreu no fim de dezembro.

Open DataSUS

O trabalho que ainda não foi concluído, segundo ele, é a disponibilização de dados ao público. Alguns painéis de informações seguem indisponíveis ou com dificuldades na atualização, como o Open DataSUS.

“O Open DataSUS é o grande desafio. A expectativa é que casos de covid-19 já estejam disponibilizados até sexta-feira. Os sistemas LocalizaSUS e o painel coronavírus também devem ser resolvidos em grande parte para disseminação do público em geral.”

Prevenção

Ainda de acordo com o secretário, a pasta já começou a adotar medidas para evitar outro tipo de incidente. Entre as ações estão a atualização das credenciais de quem pode acessar as bases; o aprimoramento do controle de acessos; análises de risco mais aprofundadas; e a implementação de um comitê de gestão.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.106,08 após reajuste

Desde ontem (11), o trabalhador demitido sem justa causa está recebendo um valor maior de seguro-desemprego.

A tabela das faixas salariais usadas para calcular o valor da parcela seguiu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2021 e foi reajustada em 10,16%.

Com a correção, o valor máximo do seguro-desemprego subirá de R$ 1.911,84 para R$ 2.106,08, diferença de R$ 194,24. O piso segue a variação do salário mínimo e aumenta de R$ 1,1 mil para R$ 1.212.

Os novos valores estão sendo pagos para as parcelas emitidas para saque desde ontem (11) e vale tanto para quem recebe o seguro-desemprego como para quem ainda dará entrada no pedido.

A parcela do seguro-desemprego é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Após a correção das faixas salariais, o benefício será definido da seguinte forma.       
       

Salário médio

       Valor da parcela

Até R$ 1.858,17  

 80% do salário médio ou salário mínimo, prevalecendo o maior valor

De R$ 1.858,18 até R$ 3.097,26  

50% sobre o que ultrapassar R$ 1.858,17, mais valor fixo de R$ 1.486,53

Acima de R$ 3.097,26

parcela invariável de R$ 2.106,08

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

 

 

Direitos

Pago ao trabalhador com carteira assinada dispensado sem justa causa, o seguro-desemprego tem de três a cinco parcelas, que dependem do número de meses trabalhados no emprego anterior e do número de pedidos do benefício. O benefício pode ser pedido por meio do Portal Emprega Brasil, do Ministério do Trabalho e Previdência.

O trabalhador não pode ter outro vínculo empregatício. O prazo para fazer o pedido varia entre o 7º e o 120º dia da demissão, para trabalhadores formais, e entre o 7º e o 90º dia, para empregados domésticos.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Anvisa confirma novo caso do superfungo Candida auris

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que foi notificada sobre a terceira infecção pelo fungo Candida auris.

O caso foi diagnosticado em um hospital da cidade do Recife, em Pernambuco. O fungo foi identificado por análise do laboratório central Gonçalo Moniz, da Bahia.

Segundo a Anvisa, foram adotadas ações pelas autoridades de saúde para prevenção e combate à disseminação do organismo, como protocolos de segurança no hospital onde estava internado o paciente infectado.

A Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco realizou uma visita técnica ao hospital e conforme a Anvisa está monitorando o caso e as ações para controle de novas infecções.

Candida Auris

O organismo é chamado de superfungo pela resistência que possui a antibióticos e outras formas de tratamento. De acordo com a Anvisa, o fungo também permanece no ambiente por longos períodos, que podem chegar a meses, e resiste a diversos tipos de desinfetantes.

Por essas razões, casos de infecções pelo fungo trazem risco de surto e demandam monitoramento e medidas de prevenção e controle para impedir a disseminação em outros pacientes.

Conforme nota de alerta da agência, o Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.”

O primeiro caso foi registrado em dezembro de 2020, da Bahia. Após ser notificada, a Anvisa emitiu uma nota de alerta destacando que o fungo significa uma ameaça à saúde global.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Petrobras bate recorde de importação de gás natural liquefeito em 2021

Com a compra de 23 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) por dia, a Petrobras atingiu, no ano passado, o recorde histórico de importação do insumo, superando o recorde anterior de 20 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia), registrado em 2014.

O recorde diário ocorreu no dia 1º de outubro do ano passado, quando foram importados mais de 40 milhões de metros cúbicos. A informação foi dada hoje (12), pela Petrobras.

Em 2021, o GNL representou cerca de 30% do total da oferta de gás natural da empresa, sendo considerado fundamental para suprir as demandas contratadas pelos clientes.

De acordo com a Petrobras, a marca alcançada representa volume 200% superior ao montante adquirido em 2020, de 7,5 milhões m³/dia. “O recorde de 2021 é resultado das iniciativas adotadas pela companhia para ampliar a oferta de gás natural ao mercado, como, por exemplo, o aumento de capacidade do terminal de regaseificação do Rio de Janeiro”, externou a empresa.

A Petrobras importa o GNL de países como Estados Unidos, Trinidad & Tobago e Catar, por meio de navios especiais, que transportam o gás na forma líquida. O insumo volta ao estado gasoso nos terminais de regaseificação e, em seguida, é enviado aos clientes que possuem contratos de comercialização de gás natural celebrados com a Petrobras. A importação de GNL para atendimento às demandas do mercado nacional de gás também pode ser realizada por outros fornecedores, observou a companhia.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 

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