O primeiro turno das eleições foi realizado ontem (2) em todo Brasil. Já o segundo turno está marcado para o próximo dia 30.
E mesmo aqueles que não votaram no primeiro turno têm direito de votar no segundo. Ou seja, o eleitor que deixou de votar ontem poderá votar no dia 30, desde que o título de eleitor esteja regularizado.

Isso ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trata cada turno como uma eleição independente. Dessa forma, o eleitor poderá votar se estiver em situação regular com a Justiça Eleitoral, ou seja, o título eleitoral não pode estar cancelado ou suspenso.
O título é cancelado quando o eleitor falta às urnas por três eleições seguidas e não justifica a ausência nem paga a multa. Já a suspensão ocorre quando não há cumprimento do serviço militar obrigatório, condenação criminal transitada em julgado ou condenação por improbidade administrativa.
Justificativa
Caso o eleitor não tenha votado no primeiro turno, deverá apresentar justificativa à Justiça Eleitoral em até 60 dias. Ou seja, como o segundo turno é ainda este mês, a menos de 30 dias do primeiro turno, será possível votar antes mesmo de justificar a ausência na zona eleitoral no último domingo. O prazo para justificar ausência no primeiro turno é 1º de dezembro de 2022. Já a ausência no segundo turno deve ser justificada até 9 de janeiro de 2023.
Mesmo passada a eleição, é importante apresentar a justificativa de ausência. Existem algumas formas de fazê-lo: pelo aplicativo e-Título; pelo Sistema Justifica, nos portais da Justiça Eleitoral; ou preenchendo um formulário de justificativa eleitoral.
Cada justificativa é válida somente para o turno ao qual a pessoa não tenha comparecido por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, caso tenha deixado de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência a cada um, separadamente, obedecendo aos requisitos e prazos de cada turno.
O acesso ao aplicativo e-Título está disponível somente para quem está com o título eleitoral regular ou suspenso.
Para justificar a ausência no Sistema Justifica, o eleitor deverá informar os dados pessoais exatamente como registrados no cadastro eleitoral. Em seguida, deve declarar o motivo da ausência às urnas e anexar a documentação comprobatória digitalizada. Em seguida será gerado um código de protocolo para acompanhamento e o requerimento será transmitido à zona eleitoral responsável pelo título do eleitor ou da eleitora para análise. Após a decisão, a pessoa será notificada.
Se a opção for pela entrega do Requerimento de Justificativa Eleitoral. O formulário deve ser impresso e preenchido com os dados pessoais e a justificativa da ausência, anexando os documentos comprobatórios. O requerimento deverá ser entregue em qualquer cartório eleitoral ou ser enviado via postal à autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.
Caso não justifique dentro do prazo, além de pagar uma multa de R$ 3,51, a pessoa fica impedida de retirar documentos como passaporte e RG; receber salário ou proventos de função em emprego público; prestar concurso público; renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; entre outras consequências. O site do TSE traz a lista completa dos efeitos ao eleitor da ausência e da não justificativa.
Por - Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse hoje (2) que o primeiro turno das eleições foi marcado pela redução do número de votos brancos e nulos.
Os dados foram divulgados durante coletiva de imprensa para apresentação do balanço final do dia de votação. 

De acordo com tribunal, entre os 80% dos eleitores que compareceram às urnas foi registrado um número de 4,20% de votos brancos e nulos. Nas eleições de 2018, o índice foi 8,8%.
“Aproximadamente 7,5 milhões de pessoas compareceram a mais para votar em candidatos, deixando de votar nulo e em branco. Talvez porque é uma eleição acirrada, mais polarizada. Isso pode ter sido um dos motivos concorrentes para que tenham ocorrido filas. É diferente uma pessoa anular o voto, votar em branco do que escolher as cinco opções, leva um tempo a mais. É um dado interessantíssimo, porque representa uma maior participação efetiva na escolha dos dirigentes do país”, avaliou.
O presidente também confirmou que o índice de abstenção ficou em 20,89%, número considerado pelo ministro na média de pleitos anteriores, que costuma ficar em torno de 20%. Nas eleições municipais de 2020, realizadas durante o auge da pandemia de covid-19, o número de eleitores faltosos foi 23,15%.
Sobre o dia de votação, o presidente do TSE considerou que a Justiça Eleitoral cumpriu a missão de garantir a segurança e transparências das eleições.
“A sociedade brasileira demonstrou grande maturidade democrática. Os eleitores se dirigiram às seções eleitorais, votaram, escolheram seus candidatos em absoluta paz e segurança”, afirmou.
Filas
Sobre as filas de eleitores registradas em diversos pontos do país, Moraes disse que o problema pode ter sido causado pelo acréscimo dos 7,5 milhões de eleitores que passaram a escolher um candidato, a mudança que permitiu que o eleitor tenha um segundo a mais na tela de urna para confirmar o candidato de sua preferência antes de confirmar o voto e falhas no reconhecimento da leitura biométrica.
“São causas que serão analisadas para o segundo turno”, completou.
Por - Agência Brasil
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h25, quando 96,93% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 47,85% dos votos válidos, e Bolsonaro 43,7% .
No momento em que o segundo turno foi confirmado pelo sistema de totalização de votos, a candidata Simone Tebet (MDB) tinha 4,22% dos votos válidos, e o candidato Ciro Gomes (PDT), 3,06%.
Com o resultado, daqui a quatro semanas, no dia 30, eleitores de todo o país vão definir entre a volta do PT – que governou o país por 14 anos, somando os governos Lula e Dilma Rousseff – e a continuidade do governo Bolsonaro iniciado em 2018.
O candidato eleito em segundo turno toma posse no cargo no próximo dia 1º de janeiro, em cerimônia no Congresso Nacional. Desta vez, o mandato presidencial terá quatro dias a mais: uma reforma eleitoral aprovada em 2021 definiu que, em 2027, a posse presidencial será em 5 de janeiro.
Ritmo da apuração
Lula começou liderando assim que o TSE iniciou a apuração nas primeiras urnas. O candidato do PT perdeu a dianteira para Bolsonaro às 17h13. Bolsonaro, então, ficou na frente por quase duas horas. Ele voltou à segunda posição às 20h02. Desde então, o petista aumentou a diferença para o atual presidente.
Ciro Gomes (PDT) apareceu em terceiro lugar entre 17h04 e 17h10, quando perdeu o posto para Simone Tebet (MDB).
O dia dos candidatos
Lula e Bolsonaro chegaram cedo às seções eleitorais para registrar seus votos neste domingo. Ambos votaram antes das 9h, ainda durante a primeira hora de votação.
Lula votou na escola estadual João Firmino em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Após votar, ele beijou o comprovante e disse ser a eleição mais importante do país.
“Há quatro anos eu não pude votar porque eu tinha sido vítima de uma mentira nesse país. Eu estava detido na polícia federal exatamente no dia da eleição. Tentei fazer com que a urna fosse até a cela para eu votar, não levaram. E quatro anos depois, eu estou aqui, votando com reconhecimento da minha total liberdade e com a possibilidade de voltar a ser presidente da república desse país, para tentar fazer esse país voltar à normalidade", disse Lula.
Já Bolsonaro registrou seu voto na Vila Militar, Zona Oeste do Rio. Ao ser questionado por jornalistas estrangeiros se respeitaria o resultado das eleições, Bolsonaro disse que: "Eleições limpas têm que ser respeitadas".
Antes de deixar a zona eleitoral, o atual presidente chegou a virar as costas para outro grupo de jornalistas ao ser novamente perguntado sobre o processo eleitoral. "Eleições limpas, sem problema nenhum. Que vença o melhor", disse ele antes de ir embora.
"Nesses 45 dias, fui praticamente em todos os estados do Brasil. Ontem [sábado] em Joinville, algo nunca visto no Brasil. Tanta gente na rua nos apoiando. Infelizmente eu não vi isso na imprensa. Mas tudo bem, faz parte da regra do jogo. O que vale é o 'datapovo'”, disse o candidato do PL à presidência da República. Lula acompanhou a votação em um hotel no centro de São Paulo. Bolsonaro, na residência oficial do Palácio da Alvorada, em Brasília.
TSE: Eleição 'tranquila e harmoniosa'
No início da tarde, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, afirmou em entrevista que a votação vinha sendo realizada de forma "tranquila e harmoniosa". Moraes citou a ocorrência de problemas comuns em dias de votação, como filas um pouco maiores no horário do almoço.
O presidente do TSE também afirmou que a Justiça Eleitoral não registrou ocorrências específicas relacionadas ao descumprimento ou questionamento das medidas de segurança implementadas este ano – como a proibição de levar o celular para a cabine de votação e a proibição de portar armas nas imediações da seção eleitoral.
"Dia de eleição não é dia de arma. Eu digo, disse e repito, a arma do eleitor é o voto. Não se justifica que no dia de eleição, quando há uma aglomeração maior de pessoas, as pessoas saiam para praticar tiro. Tem outros dias para isso", disse Moraes.
Até o fim da manhã, o Ministério da Justiça e Segurança Pública contabilizava 200 registros de crimes eleitorais, incluindo 75 ocorrências de boca de urna e nove violações do sigilo do voto. Os números definitivos devem ser divulgados no início da semana.
As chapas na disputa
A chapa que recebeu o maior número de votos no primeiro turno é formada pelo ex-presidente Lula e pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) – candidatos a presidente e vice, respectivamente.
A antes improvável aliança entre Lula e Alckmin foi confirmada em abril, poucos meses após o ex-governador deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiado por 34 anos. Ao longo da campanha, Alckmin agiu para reduzir a resistência de empresários e investidores à campanha de Lula.
Do outro lado da disputa, estão o presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa de 2020 até março deste ano.
Mais sintonizado com o presidente, Braga Netto é também um vice mais próximo da cúpula das Forças Armadas – o que serve aos propósitos de Bolsonaro de usar os militares como um elemento de manifestação de poder e autoridade nas negociações políticas.
Campanha polarizada
Em 2022, o Brasil teve a campanha mais curta no primeiro turno das eleições presidenciais desde 1994: foram 46 dias até este domingo.
Desde o princípio, em 15 de agosto, Lula e Bolsonaro já despontavam como os únicos candidatos com chances reais, reeditando a polarização de 2018.
Ao longo dos últimos quase 50 dias, o candidato do PT e o do PL centraram esforços em consolidar as suas bases e buscar votos dos indecisos e da chamada terceira via. As estratégias das duas campanhas passaram por ataques mútuos nas propagandas de rádio e TV, nos comícios e nos debates.
Até este sábado (1º), no entanto, os principais institutos de pesquisa – IPEC e Datafolha – não conseguiam cravar se haveria, ou não, um segundo turno na eleição presidencial. Lula oscilou em torno dos 50% de votos válidos na maioria dos levantamentos nacionais ao longo da campanha, enquanto Bolsonaro gravitava em torno dos 30%.
Reta final do 1º turno
Nos últimos dias, conforme as principais pesquisas de intenção de voto apontavam a candidatura da Lula com cerca de 50% dos votos válidos – ou seja, próxima ao limite para uma vitória em primeiro turno –, as equipes de Lula e Bolsonaro se basearam nesses dados para redirecionar os esforços de campanha.
No caso de Lula, a campanha buscou conquistar o chamado "voto útil" – quando o eleitor decide votar no candidato mais bem classificado para ajudar a encerrar a disputa mais rapidamente. A intenção era atrair simpatizantes de candidatos como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) que, ao votar em Lula, estariam ajudando a evitar um segundo turno com Bolsonaro.
Já a campanha de Bolsonaro intensificou as críticas aos 14 anos de gestão do PT, com foco nos escândalos de corrupção e na crise enfrentada por países governados pela esquerda na América Latina. O principal objetivo, nesse caso, era reduzir a intenção de voto em Lula no primeiro turno, colocando-o abaixo dos "50% + 1" necessários para uma vitória nessa rodada de votação.
Por - G1
Após nove horas de votação, as seções eleitorais foram fechadas em todo o país. Quem ainda está na fila não precisa se preocupar. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante o direito a votação de quem chegou à fila antes das 17h (horário de Brasília) e está dentro das seções.

Segundo o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, os eleitores que ainda estiverem na fila no horário limite estão recebendo senhas que garantirão o direito ao voto. “Obviamente, está tudo na normalidade para todos os eleitores e eleitoras que chegarem até as 17h. Serão distribuídas senhas para que se completem normalmente as eleições", disse o ministro em entrevista coletiva no início da tarde.
Neste ano, o horário de votação em todo o Brasil foi unificado. Os eleitores das áreas sob o horário oficial de Brasília votaram das 8h às 17h. Esse horário vale para as Regiões Sul, Sudeste Nordeste, parte do Centro-Oeste (Goiás e Distrito Federal) e do Norte (Tocantins, Pará e Amapá).
Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia e na maior parte do Amazonas, que estão uma hora atrás do fuso horário de Brasília, a votação ocorreu das 7h às 16h, horário local. Os eleitores do Acre e de alguns municípios do oeste do Amazonas votaram das 6h às 15h, horário local. Em Fernando de Noronha, uma hora à frente de Brasília, as seções funcionaram das 9h às 18h.
Anteriormente, cada município seguia o horário local e realizava a votação entre as 8h e as 17h. Com a unificação dos horários em território nacional, os resultados podem começar a ser divulgados imediatamente após o fim da votação.
Até 2018, os resultados das eleições estaduais começavam a ser apresentados às 17h locais, mas os resultados das eleições presidenciais só eram divulgados a partir das 19h no horário de Brasília, porque era necessário esperar o Acre concluir a votação.
Apuração
Em sua página na internet, o TSE esclarece como se dá o processo de totalização. Quando a votação nas seções é finalizada, os dados são assinados digitalmente e gravados em uma mídia de resultado. O boletim de urna (BU), além de assinado, é criptografado. Em seguida, as mídias de resultado são encaminhadas ao local próprio para transmissão.
No caso das localidades de difícil acesso, como aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, a transmissão é feita via satélite para o respectivo tribunal ou zona. Depois de receber os dados, os Tribunais Regionais Eleitorais iniciam a totalização dos votos (soma de todos os boletins de urna) e a divulgação dos resultados.
Por - Agência Brasil
O número de crimes eleitorais contabilizados pela Operação Eleições 2022 aumentou para 339. Segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o momento 130 pessoas foram presas. Autoridades apreenderam R$ 1,911 milhão.

Rio de Janeiro e Amapá são os estados com mais registros: 28 e 27 casos, respectivamente. Acre e Sergipe anotaram 23 cada, seguidos de Goiás (22) e Roraima (21).
Entre os crimes, o mais comum é o de compra de votos/corrupção eleitoral: 106 registros, dos quais 19 foram no Amapá, 18 em Roraima e 9 no Rio de Janeiro.
O Ministério da Justiça contabiliza 19 flagrantes de boca de urna, sete casos de transporte irregular de eleitores e três ocorrências de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
O Paraná foi o estado em que foi feita a maior apreensão de dinheiro: R$ 700 mil. O total apreendido no país é superior a R$ 1,9 milhão. Foi apreendido também dinheiro suspeito no Piauí (R$ 383,8 mil); Roraima (R$ 205,8 mil) e Paraíba (R$ 95,6 mil).
Mais números
A maior parte dos 58 crimes praticados contra candidatos ocorreu no estado do Rio de Janeiro, com 24 casos. Em segundo, aparece Goiás, com seis registros.
Segundo o ministério, até o momento 65 incidentes de segurança pública e defesa civil foram anotados. A maior parte está concentrada em Minas Gerais (35). Houve também 10 registros de falta de energia elétrica, sendo cinco em Minas Gerais.
A Operação Eleições conta com a participação de representantes das 27 unidades federativas; do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); das Polícias Civis e Militar; da Polícia Federal; da Polícia Rodoviária Federal (PRF); dos Corpos de Bombeiros Militares; do Ministério da Defesa; da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); das Secretarias de Segurança Pública e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Por - Agência Brasil
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Zâmbia

Por - Agência Brasil




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