Sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados, o eSocial agora só pode ser acessado por meio de contas Gov.br, usadas no Portal Único de Serviços do Governo Federal, dos níveis prata ou ouro. A mudança foi concluída nesta segunda-feira (12).

Tanto pessoas físicas como empresas precisam se ajustar às novas regras. Em dezembro do ano passado, o login tradicional, por meio de códigos de acesso, começou a ser descontinuado. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pelo eSocial, o login por meio da conta gov.br garante mais segurança para empregadores e trabalhadores.
A folha de pagamentos de junho, que vence em 7 de julho, só poderá ser elaborada e fechada por usuários com login Gov.br.
Níveis de segurança
Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta Gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite o acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite o acesso a todos os serviços digitais.
As contas cadastradas exclusivamente com informações do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são consideradas nível bronze. Também tem esse nível o cadastro feito presencialmente nas unidades do INSS ou do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
As contas nível prata têm validação de uma dessas três fontes: biometria facial da carteira de motorista, cadastro Sigepe (no caso de servidores públicos) ou dados bancários de um dos sete bancos conveniados ao Portal Gov.br (Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob).
Por fim, as contas validadas com biometria facial da Justiça Eleitoral ou por certificado digital compatível com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) passam a ter nível ouro de segurança.
Os contribuintes com contas nível bronze podem elevar o nível de segurança do login, ao fazer as validações que conferem níveis superiores. Clique aqui para obter mais informações sobre o procedimento.
Por - Agência Brasil
Pesquisa realizada pela plataforma online Kantar, no primeiro trimestre deste ano com 3.800 pessoas, revela que o consumo de proteínas tem caído na mesa dos brasileiros, à exceção da carne de porco. Em consequência da inflação, o consumo de proteínas caiu 9% no período, contra -6% do segmento de alimentos e bebidas.

“As proteínas, de forma geral, vêm caindo, algumas com mais intensidade, caso da carne bovina. Mas a gente vê, desde o início do cenário inflacionário mais alto, que o consumo de proteínas é menor desde o ano passado”, disse nesta segunda-feira (12) à Agência Brasil a diretora do Painel de Uso da Kantar, Divisão Worldpanel, Aurelia Vicente.
A carne bovina, que tinha participação de 43,1% no primeiro trimestre de 2021, agora está com 39%. A trajetória de queda já era sinalizada em igual período de 2022, quando o consumo caiu para 40,5%. Já a carne suína fez o caminho inverso, subindo de 4,6%, entre janeiro e março de 2021, para 7,6%, no mesmo período de 2022 e, neste ano, para 9,1%.
Aurelia Vicente destacou que mesmo as proteínas mais baratas, como salsichas e linguiças, que se destacaram em 2022, perderam importância na mesa dos brasileiros na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O consumo de linguiças caiu de 15,4% para 14,9% e o de salsichas, de 4,8% para 3,8%. No curto prazo, o consumo de carne de aves também apresenta recuperação e, após alta de preços em 2022, a participação passa de 25,9% para 28,6% no primeiro trimestre de 2023.
Peixes e frutos do mar demonstraram estabilidade nos três primeiros meses deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2022, com 4,3% de share, embora apresentando retração em relação a 2021 (6%).
Cenário futuro
Segundo Aurelia Vicente, até pelo início do cenário de queda da inflação mais recente, já se começa a ver uma retomada do consumo de carne de frango, por exemplo. “É um cenário que vem muito pela necessidade de equilíbrio do bolso [do consumidor] mesmo. As pessoas querem continuar com alguma proteína no prato e acabam indo para algo que caiba dentro do bolso. A gente vê o movimento dessas proteínas mais baratas (salsichas e linguiças) ganhando esse espaço, não só em classes mais baixas, mas principalmente nessas classes, virando justamente a principal proteína. Ou seja, ganhando esse espaço que antes era muito forte de bovinos e aves.”
Para a diretora da Kantar, no curto e no médio prazos, a questão vai depender do comportamento dos preços. “O Brasil tem preferência pelas carnes bovina e de frango e, quando as pessoas tiverem possibilidade, vão voltar a comprar com mais intensidade”, disse Aurelia. Ela ressaltou que isso será um reflexo do comportamento de preços, não só da carne, mas de outras categorias que são commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo), como arroz e feijão”. O brasileiro tem intenção de consumir, mas existe o impeditivo dos preços altos hoje em dia, ressaltou.
Desde 2020, a plataforma Kantar realiza semanalmente pesquisas semelhantes, ouvindo 3.800 pessoas.
Por - Agência Brasil
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terminam na próxima sexta-feira (16). Interessados em participar do certame, que será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro, podem fazer o cadastro na Página do Participante. O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e deve ser pago até 21 de junho.

O edital com o cronograma e as regras para o Enem 2023 foi publicado no início do mês. Além de apresentar as datas e os horários do exame, o texto detalha os documentos necessários e as obrigações do participante, incluindo situações em que o candidato pode ser eliminado.
A publicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) traz também critérios para correção das provas e procedimentos para pessoas que precisam de cuidados especiais durante o concurso.
Os gabaritos das provas objetivas serão publicados no dia 24 de novembro no portal do Inep. Já os resultados individuais serão divulgados no dia 16 de janeiro de 2024 no mesmo site.
Por - Agência Brasil
Não é só na hora da prova que você precisa ficar atento.
Ao se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, até 16 de junho, é preciso ler as instruções com cuidado (ninguém quer escolher a cidade errada e ter de viajar no dia do teste, certo?). Veja abaixo erros que devem ser evitados:
1- Deixar de fazer a inscrição porque já está isento da taxa
Todo ano, estudantes da rede pública ou pessoas em vulnerabilidade socioeconômica (entre outros grupos) podem pedir a isenção da taxa de inscrição do Enem. Para a edição de 2023, o Inep divulgou os resultados dessas solicitações em 8 de maio. Se você conseguiu o benefício, não precisará pagar os R$ 85 para participar do Enem, mas terá de se inscrever da mesma forma. A isenção não garante sua participação!
2- Informar e-mail e celular errados
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Comunicados são enviados para e-mail e celular cadastrados pelo candidato — Foto: Reprodução
É importante preencher os campos de telefone e e-mail corretamente, para receber todos os avisos do Inep referentes ao exame. No edital, o órgão diz que não se responsabiliza pelo envio de informações a terceiros (quando, sem querer, você dá o contato que pertence a outra pessoa).
3- Informar o município de nascença, em vez de dizer o lugar onde fará a prova
Em certa etapa da inscrição, o Inep pergunta em que município você deseja prestar o Enem. Fique atento para não confundir com sua cidade natal. Já pensou se alguém nascido em Porto Alegre, mas residente em Fortaleza, faz essa confusão? Vai acabar tendo de viajar no dia da prova...
Se você cometeu esse erro, ainda dá para editar a informação na Página do Participante até 16 de junho, às 23h59.
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Formulário do Enem pergunta em que município o candidato deseja fazer a prova — Foto: Reprodução
4- Perder o prazo de pagamento da taxa
Seja qual for a forma de pagamento escolhida por você (PIX, boleto ou cartão de crédito), o prazo final é 21 de junho. Segundo o edital, mesmo que seja feriado em algum município e as instituições bancárias estejam fechadas, não haverá prorrogação da data.
5- Errar a língua estrangeira escolhida
Na prova de Linguagens, das 45 questões, 5 são na língua estrangeira escolhida pelo candidato na inscrição (inglês ou espanhol). Por isso, fique atento ao preencher essa etapa do formulário — não dá para alterá-la depois.
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Atenção ao escolher a língua estrangeira no momento da inscrição — Foto: Reprodução
Tira-dúvidas do Enem
💻 Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante, até 16 de junho.
💰Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 e deverá ser quitada até 21 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada (veja passo a passo mais abaixo).
💲Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.
❗Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.
🖊️ Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.
🗓️ Quando as provas serão aplicadas? Em 5 e 12 de novembro.
Cronograma do Enem 2023
- Inscrições: 5/6 a 16/06/2023
- Pagamento da taxa de inscrição: 5/6 a 21/6/2023
- Atendimento Especializado e Tratamento pelo Nome Social: Solicitação- 5/6 a 16/6/2023; Resultado - 26/06/2023; Recurso - 26/6 a 30/6/2023; Resultado do recurso - 05/07/2023
- Aplicação Enem 2023: 05 e 12/11/2023
- Aplicação Enem PPL 2023/Reaplicação: 12 e 13/12/2023
- Divulgação do Gabarito: 24/11/2023
- Resultados: 16/01/2024
Dados necessários e etapas da inscrição
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Página do Participante do Enem 2023 — Foto: Inep/Reprodução
Os principais passos para realizar a inscrição no Enem são:
- Informe seus dados pessoais: Durante a inscrição, você deverá informar o número do CPF e a data de nascimento.
- Preencha seus dados de contato: Forneça um endereço de e-mail único e válido, assim como um número de telefone fixo e/ou celular válido. O Inep poderá utilizar o e-mail cadastrado para enviar informações sobre o exame.
- Escolha onde quer fazer a prova: Indique o estado e município onde deseja realizar o exame.
- Língua estrangeira: Selecione a língua estrangeira (inglês ou espanhol) na qual realizará a prova.
- Crie seu cadastro e senha: Utilize o endereço https://sso.acesso.gov.br/ para criar um cadastro e senha de acesso que irá utilizar na Página do Participante.
- Anote a senha em um local seguro, pois você precisará dela para: gerar o boleto com a taxa, que o Inep chama de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança); realizar alterações nos dados cadastrais; acompanhar a inscrição e obter resultados e outras funcionalidades.
- Verifique seus dados e anexe sua foto: Certifique-se de preencher corretamente todas as informações solicitadas, incluindo o Questionário Socioeconômico. Você também terá a opção de anexar uma foto atual, nítida e individual, seguindo as orientações fornecidas.
- Confirme os dados e acompanhe a situação da inscrição: Após concluir a inscrição, verifique se todos os dados estão corretos.
Disciplinas e horários
Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.
5 de novembro
O candidato deverá fazer:
- 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
- 45 questões de ciências humanas;
- redação.
20 de novembro
A prova trará:
- 45 questões de matemática;
- 45 questões de ciências da natureza.
Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
- Abertura dos portões: 12h
- Fechamento dos portões: 13h
- Início das provas: 13h30
- Término das provas no 1º dia: 19h
- Término das provas no 2º dia: 18h30
Por - G
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (12), decreto que institui o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, a nova política para subsidiar ações para a promoção da alfabetização na idade certa das crianças do país.
Segundo o Ministério da Educação, serão investidos R$ 1 bilhão em 2023 e mais R$ 2 bilhões entre 2024 e 2026.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula destacou que a política é uma construção coletiva, tanto na formulação, quanto na execução.
“O compromisso não é uma ideia que o Ministério da Educação [MEC] tirou do seu chapéu, pelo contrário, foi construída após muito diálogo com especialistas e gestores dos demais níveis federativos. Ele nasceu da colaboração e com a cooperação sairá do papel e fará diferença nas salas de aula”, disse, afirmando que espera a adesão de todos os 27 governadores ao compromisso.
Para Lula, ainda, nos últimos anos, o Estado “falhou miseravelmente” com a educação infantil.
A política prevê o protagonismo dos estados, municípios e Distrito Federal, que deverão elaborar suas próprias políticas locais de alfabetização, de acordo com suas especificidades. A União atuará na indução, coordenação e assistência técnica e financeira. Com isso, o governo reconhece as diversidades territoriais do Brasil e não propõe uma resposta única.
Falando em nome dos governadores, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, elogiou a iniciativa federativa e destacou que o esforço para que a alfabetização aconteça no tempo certo, “seguramente, será uma das boas e grandes estratégias para recuperarmos a qualidade da educação pública” no país.
“Aqui nós temos muitos políticos e eu diria, sem medo de errar, que a maior parte da classe política brasileira são filhos da escola pública brasileira, mas que a maior parte dos filhos desses políticos estudam hoje nas escolas particulares em todos os cantos do Brasil. Só esta triste real constatação, mostra que ao longo de muitos anos deixamos de fazer aquilo que precisava ser feito para que a educação tivesse a importância que ela tem, de entregar os resultados que ela precisa entregar para nação brasileira”, disse o governador.
O presidente Lula concordou com Mendes e acrescentou que a classe média “fugiu” do ensino público pois a qualidade da educação da escola pública não acompanhou as necessidades da população. “Então, é normal que um advogado, o prefeito, um deputado, o pequeno empresário procurem escola particular para o filho. Ou seja, tem gente que gasta quase metade do salário que ganha para garantir o seu filho numa escola particular porque a escola pública não atingiu ainda esse grau educacional que a gente entende que seja perfeito para o nosso povo”, disse.
Para ele, o compromisso instituído hoje é um passo para que a escola pública volte a ter qualidade.
O objetivo da política é garantir que todas as crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, com 6 e 7 anos, como prevê a Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). Nesse contexto, antes, na educação infantil, quando as crianças têm até 5 anos, o compromisso prevê o fomento à oralidade, leitura e escrita.
Além disso, o governo quer garantir a recomposição das aprendizagens do público impactado pelas restrições da pandemia de covid-19. Para os estudantes matriculados do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, na faixa dos 8 a 10 anos de idade, haverá foco na consolidação da alfabetização.
Perdas sociais
De acordo com o governo, 2,8 milhões de crianças concluíram o 2º ano do ensino fundamental em 2021. Dados da pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para subsidiar a nova política, revelam que 56,4% dos alunos foram considerados não alfabetizados pelo seu desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2021.
Em outro estudo internacional conduzido pelo Inep no Brasil, o Estudo Internacional de Progresso em Leitura, divulgado no mês passado, o Brasil ficou à frente de apenas cinco países em avaliação internacional de alfabetização, aplicada em 65 nações.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a não alfabetização leva a perdas do potencial econômico e social da população e do país.
“Os estudos mostram que, quando o cidadão se alfabetiza, ele tem a chance de ter uma renda duas vezes maior; ainda, ele tem 26% condições de ter um trabalho formal e ele tem, inclusive, a condição de ter uma situação de saúde melhor quando ele é alfabetizado”, disse Santana, convocando toda a classe política para se engajar na iniciativa.
Segundo Santana, a meta de 100% das crianças alfabetizadas não será alcançada em quatro anos, mas é um processo que será definido conjuntamente com os estados, de acordo com cada realidade.
Adesão à participação
Após a publicação do decreto no Diário Oficial da União, os entes federados poderão fazer a adesão à política, via Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), do MEC.
A adesão será voluntária e implica aos estados, municípios e Distrito Federal a responsabilidade de promover a melhoria da qualidade do processo e dos resultados da alfabetização, com atenção à redução das desigualdades de aprendizagem entre os estudantes em sua esfera de competência.
Outras premissas são a mobilização e o engajamento da sociedade, com comunicação, acompanhamento e controle social; e o enfrentamento das desigualdades educacionais regionais, socioeconômicas, raciais e de gênero. Nos 90 dias seguintes à adesão, o governo espera que os entes colaborem para a formulação da política territorial, por meio de seminários, escutas e audiências públicas, de forma a contar com as múltiplas perspectivas do território brasileiro.
Para a distribuição dos recursos, o governo federal adotará como critérios a proporção de crianças não alfabetizadas; as características socioeconômicas, étnico-raciais e de gênero; e a presença de crianças que compõem o público-alvo da educação especial inclusiva.
Cinco eixos
O compromisso defende o foco nas necessidades da sala de aula, do professor e do estudante, com políticas sistêmicas, nitidez das demandas e corresponsabilização dos agentes de gestão. A nova política é baseada em cinco eixos.
- Gestão e Governança: oferta de mais de 7 mil bolsas para articuladores da política nos territórios, para a implementação local das iniciativas e para garantir que todas as redes de ensino elaborem e publiquem sua política territorial em até 90 dias após a adesão ao compromisso;
- Formação: recursos para viabilização de formações locais, para que as redes de ensino implementem sua Política de Formação de Gestores Escolares e sua Política de Formação de Professores Alfabetizadores;
- Infraestrutura Física e Pedagógica: recursos para que as redes de ensino disponham de material didático complementar para a alfabetização, material pedagógico de apoio aos docentes da educação infantil e espaços de incentivo a práticas da leitura apropriados à faixa etária e ao contexto sociocultural, ao gênero e ao pertencimento étnico-racial dos educandos;
- Reconhecimento de Boas Práticas: prêmio para gestores que trabalham com práticas pedagógicas e de gestão exitosas no campo da garantia do direito à alfabetização e na diminuição das desigualdades educacionais, sociais e raciais;
- Sistema de Avaliação: produção de parâmetros técnicos e articulação entre os sistemas de avaliação educacional da educação básica, para a tomada de decisões de gestão no âmbito da rede de ensino, da escola e do processo de ensino-aprendizagem e disponibilização de instrumentos diversificados de avaliação da aprendizagem dos educandos.
Governança
O MEC reforça que oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, mas propõe um modelo de governança e gestão da política de alfabetização baseado na liderança política, na pactuação federativa e em definições estratégicas no âmbito do compromisso, na coordenação executiva e na realização das ações de natureza técnica.
Serão instituídos o Comitê Estratégico Nacional do Compromisso (Cenac) e o Comitê Estratégico Estadual do Compromisso (Ceec), para atuar na primeira frente; e a Rede Nacional de Articulação de Gestão e Formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (Renalfa).
O Cenac será presidido pelo ministro da Educação e incluirá representantes do MEC, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais (Consec). Já o Ceec será composto pelo respectivo secretário estadual/distrital e pelos secretários municipais de Educação. A Renalfa terá instâncias estaduais e municipais, subsidiando, tecnicamente, as discussões e tomadas de decisão do Cenac e do Ceec, respectivamente.
Progressivamente, o governo espera que os sistemas de ensino possam avançar e estruturar três pilares para a sustentabilidade e institucionalização do compromisso, tendo: equipe técnica dedicada à política de alfabetização; normas consolidadas no sistema de ensino, com ação articulada com os conselhos de educação e órgãos legislativos; e priorização do orçamento local para a alfabetização.
Por - Agência Brasil
Durante o feriado de Corpus Christi de 2023, três pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais brasileiras.
Em 2022 foram registradas duas mortes no mesmo período. De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (12) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Já o número de acidentes ofoi 45% menor, totalizando 11.

O número de pessoas feridas ficou em 11, o que representa uma redução de 41% em relação a 2022. As ações da PRF resultaram na abordagem de 2.726 veículos e de 2.984 pessoas, além de “diversas situações de risco e infrações” que resultaram em 1.232 autuações.
As infrações mais comuns destacadas pela PRF foram ultrapassagens proibidas (106); falta de uso de cinto de segurança (58 casos); e falta de capacete em condutores de motocicletas (50 ocorrências).
Foram feitos 1.878 testes de bafômetro, que resultaram na autuação de 14 motoristas por dirigirem “sob influência de álcool”. Em diversas partes do país, as equipes de policiais fizeram apreensões de drogas; e de veículos roubados e adulterados.
A PRF destaca, entre os casos, o ocorrido durante a fiscalização de um ônibus que ia da Região Norte para Fortaleza (CE). Nele, os agentes encontraram, “escondidos na bagagem de uma passageira de 26 anos, natural do Pará e sem antecedentes criminais, cerca de 6 quilos de maconha do tipo ‘skunk’ e aproximadamente 1 quilo de cocaína pura”.
Por - Agência Brasil





















