MDA lança programa de gestão para cooperativas da agricultura familiar

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) vai lançar, no dia 1º de setembro, o Programa Nacional de Apoio à Qualificação da Gestão dos Empreendimentos da Agricultura Familiar (Mais Gestão). A medida foi publicada nesta sexta-feira (11), no Diário Oficial da União

De acordo com o documento, o principal objetivo do programa é qualificar o sistema de gestão das cooperativas, associações e agroindústrias da agricultura familiar, além de facilitar o acesso aos mercados para esses empreendimentos. Para isso, serão oferecidos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). 

O Mais Gestão também prevê oferta de formação e capacitação técnicas, articulação de investimentos, além de fomento, por meio de termos, acordos e convênios com instituições públicas e privadas. 

O programa busca melhorar a eficiência econômica, facilitar o acesso a produtos e serviços de apoio gerencial e ao crédito, por meio do cooperativismo e do associativismo. Também pretende  consolidar redes e centrais de comercialização de produtos da agricultura familiar. 

Para ter acesso ao Mais Gestão, é necessário que a cooperativa ou associação esteja com documentação ativa e tenha Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. 

A Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA será responsável por coordenar, definir metas e resultados. 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Ministro diz que governo quer paz no campo e retomará reforma agrária

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST nesta quinta-feira (10), na Câmara dos Deputados, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, citou o que chamou de retomada da reforma agrária no país e disse que o governo quer “paz no campo”. 

“Devemos lançar o programa de reforma agrária com três componentes. O primeiro componente é a disponibilidade de terra para novos assentamentos. Há oito anos que não temos assentamentos no Brasil.” 

Durante a fala, Paulo Teixeira fez críticas à atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2015, quando suspendeu a execução de 500 mil processos de assentamento do programa reforma agrária apontando irregularidades. 

“O programa de reforma agrária começou, a meu ver, por uma equivocada atuação de uma parcela do Tribunal de Contas da União, que fez um trabalho que é digno de ser reprovado por esta Casa”, disse Teixeira. “O Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] já reviu 300 processos. [Há] 1% de irregularidades. Mas isso paralisou o programa de reforma agrária e congelou a vida dos assentados”, completou. 

De acordo com o ministro, o país conta, atualmente, com um total de 57 mil famílias em acampamentos de “beira de estrada”. “Vivendo nas piores condições de vida que se possa viver. E é por isso que queremos retomar [o programa de reforma agrária], para pacificar o Brasil”. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

PF faz ação contra suspeitos de aliciar menores para Estado Islâmico

Policiais federais cumpriram, na manhã desta quinta-feira (10), três mandados judiciais de busca e apreensão contra suspeitos de recrutar jovens adolescentes para a organização terrorista Estado Islâmico.

Expedidos pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte (MG), os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo (2) e Rio de Janeiro (1). A identidade dos alvos da ação policial não foi divulgada.

Segundo a Polícia Federal (PF), a suspeita de corrupção de menores e promoção de organização terrorista começou a ser investigada em junho deste ano, após um homem, brasileiro, ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O homem, cujo nome não foi revelado, estava prestes a viajar para o exterior a fim de se juntar ao Estado Islâmico. Segundo os investigadores, ele costumava usar aplicativos de mensagens para conversar com adolescentes, tentando convencê-los a promover e integrar a organização terrorista.

Na ocasião, além de deter o suspeito quando ele tentava embarcar em um voo internacional, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, a PF cumpriu a mandados de busca e apreensão nas cidades de São José dos Campos (SP) e Barbacena (MG).

Em vigor desde 2016, a chamada Lei Antiterrorismo estabelece pena de reclusão de cinco a oito anos e multa para quem integrar e promover organização terrorista – crime classificado como hediondo. Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê uma pena de um a quatro anos de reclusão para quem incorra no crime de corrupção de menores. Pena que pode ser aumentada em um terço por envolver infrações previstas na Lei Antiterrorismo.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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