500 mil com Fies em atraso terão renegociação; dívida é de R$ 10 bilhões

Estudantes com contratos de Financiamento Estudantil (Fies) atrasado agora poderão renegociar a dívida. A mudança, aprovada na quarta-feira, 31, pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies), deve entrar em vigor no ano que vem. No modelo atual, quem deixa de pagar alguma parcela do financiamento só tem a opção de quitar à vista.

 

A alteração valerá para contratos em fase de amortização com atraso superior a 90 dias, o que corresponde a 500 mil alunos e um saldo devedor de mais de R$ 10 bilhões, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

 

A resolução aprovada prevê duas possibilidades de renegociação. O reparcelamento da dívida, voltado para estudantes com contratos próximos ao fim, vai ampliar o prazo de pagamento em, no máximo, 48 parcelas mensais. Já o reescalonamento, vai distribuir os valores em atraso nas parcelas que ainda irão vencer. Como contrapartida será exigida uma entrada de 10% do valor total das parcelas em atraso ou R$ 1 mil. (Com Jornal O Estado de S. Paulo)

 

 

 

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Saúde alerta sobre importância da vacina contra febre amarela

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, em 2018 já foram notificados 7.718 casos suspeitos e 1.376 casos confirmados de febre amarela no Brasil, a maioria na Região Sudeste. Diante do quadro, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a necessidade de as pessoas se imunizarem contra a doença. Desde julho o Paraná é considerado uma área com recomendação de vacinação.

 

A vacina contra febre amarela está disponível na rede pública de saúde e basta uma única dose para se imunizar. É indicada para pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos que nunca tomaram a vacina.

 

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Nardi, o Paraná teve o último caso confirmado de febre amarela com transmissão dentro do Estado em 2008. Desde então, houve reforço das ações para aumentar a cobertura vacinal da população e manter a vigilância de mortes de macacos que podem ser sinal da presença da doença.

"Dentro das ações de prevenção, a vacina não pode ser negligenciada. Basta uma única dose para se proteger pelo resto da vida. Quem está dentro do público-alvo da vacina não deve deixar de se proteger", ressalta o secretário.

 

Cuidados

 

A febre amarela silvestre é uma doença febril aguda transmitida por mosquitos a pessoas não vacinadas que transitam por áreas de matas ou áreas rurais com registro de casos da doença, com macacos doentes ou mosquitos infectados pelo vírus.

 

Clinicamente, a doença pode variar desde infecções assintomáticas até quadros graves. Pessoas infectadas podem desenvolver sintomas como febre, náusea, vômito e dor abdominal, que pode progredir para icterícia (pele com aspecto amarelado), insuficiência renal, hepática e hemorragia, podendo causar a morte do paciente.

 

A febre amarela é uma doença grave, que pode matar. Por isso estamos trabalhando junto com nossas equipes de saúde para reforçar a importância da vacina em todo o Paraná, além de apoiar as ações de vigilância, diz Nardi.

 

Vacina

 

A vacina contra a febre amarela existe desde 1937 e fornece alta taxa de proteção, acima de 95%. A imunização consiste em uma única dose que protege a pessoa pelo resto da vida. No caso de pessoas fora da faixa etária recomendada ou que possuam comorbidades, ou mulheres grávidas, um médico deve ser consultado para avaliar se a vacina é recomendada.

 

Pacientes imunodeprimidos por doença ou medicação (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas, uso de imunobiológicos), pessoas com alergia grave a ovo, e pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timona) não devem receber a vacina.

 

Não estamos fazendo uma campanha de vacinação contra a febre amarela, mas sim orientando a população a se prevenir através da vacina, que está disponível em todos os municípios nas Unidades Básicas de Saúde?, ressalta o secretário. Ele chama a atenção principalmente de pessoas que moram ou frequentam áreas rurais, de matas e rios, que fazem ecoturismo ou que viajam a regiões com circulação da doença.

 

Não temos registro de casos de febre amarela no Paraná, nem de macacos mortos em decorrência da doença, mas é preciso estar imunizado para se prevenir, pois estamos próximos de regiões que registram casos, completa Nardi. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Sergio Moro acaba de aceitar convite de Bolsonaro e será ministro da Justiça

O juiz Sérgio Moro aceitou o convite para assumir a superpasta da Justiça no futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). A informação é do Estadão.

 

Os dois se reuniram na manhã desta quinta-feira, 1º, no Rio de Janeiro. Na saída, o juiz estava acompanhado de Paulo Guedes, guru econômico do próximo presidente e futuro ministro da Economia. 

 

O ministério pensado pelo próximo chefe do Executivo nacional prevê pasta mais abrangente, incluindo a área de Segurança Pública - que tem sob seu comando a Polícia Federal -, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

 

 

 

Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 5,5 milhões

Mega-Sena pode pagar hoje dia 31, o prêmio de R$ 5,5 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2.093. O sorteio será realizado às 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Arapiraca, em Alagoas.

 

Segundo a Caixa, o valor do prêmio principal, aplicado na poupança, renderia cerca de R$ 20,4 mil por mês.

 

As pessoas poderão fazer suas apostas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Bolsonaro diz que vai chamar Moro para Ministério da Justiça ou STF

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou na segunda dia 29, que pretende convidar o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo julgamento de casos da Operação Lava Jato, para ser ministro da Justiça ou para ocupar, quando surgir, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele informou que em breve vai conversar com o magistrado, que mora em Curitiba. Não disse quando será o encontro.

 

Em entrevista o presidente eleito destacou que seu governo terá uma “conversa harmônica” com o Judiciário. Bolsonaro contou que conversou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, neste domingo dia 28, e terá novo encontro. “Todos nós somos responsáveis pela nação”. Ele afirmou que não pensa mais em ampliar o número de ministros da Corte.

 

Bolsonaro afirmou que irá visitar o presidente Michel Temer para agradecer as felicitações que recebeu. “Será a primeira pessoa que irei procurar”, disse. De acordo com ele, os dois meses finais do governo Temer vão ser da “mais perfeita harmonia”.

 

A seguir, os principais trechos da entrevista:

 

Nomes de governo
Nos próximos dias, ele disse que deve confirmar o nome do astronauta e major da reserva Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Já foram confirmados os nomes do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil, o general da reserva Augusto Heleno para Defesa e o economista Paulo Guedes para a Economia.

Minorias
Segundo o presidente eleito, é preciso buscar meios para que todos tenham as mesmas condições econômicas e financeiras e, não tratar determinados grupos como minorias. “Certas minorias podem achar que tem superpoderes por serem diferentes dos demais”, disse. “Somos iguais, Artigo 5º da Constituição: sem diferença de gênero, cor da pele e região onde nasceu. O que se tem de fazer é procurar a igualdade de patrimônio para todos e aí todos ficam satisfeitos”.

Mercosul
Bolsonaro afirmou que o Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, que está suspensa temporariamente) foi supervalorizado e que tal tratamento tem de ser modificado. De acordo com ele, isso ocorreu por questões ideológicas, que protegiam determinados países que, na sua opinião, “burlavam” regras. “Nós queremos nos livrar de algumas amarras do Mercosul”, disse.

Venezuela e imigrantes
O presidente eleito disse que vários líderes estrangeiros pediram que o Brasil mantenha a ajuda à Venezuela e também aos imigrantes. Ele negou a possibilidade de intervenção externa, apoiada por seu governo, na Venezuela. “O PT não fez a lição de casa com a Venezuela, sempre admirou o [o ex-presidente Hugo] Chávez e [o atual presidente Nicolás] Maduro e agora estamos vendo os mais pobres vindo a pé para o Brasil, sem ter o que comer”.

Estados Unidos e Trump
Bolsonaro confirmou que sua conversa com o presidente norte-americano, Donald Trump, foi mais longa do que a que teve com os demais líderes - e trataram de iniciativas comerciais e militares. “Pretendo ir aos Estados Unidos para ampliar a pauta sobre comércio e área militar”, disse o presidente eleito, informando que deverá viajar na companhia do general Heleno e o economista Paulo Guedes.

Líderes estrangeiros
O presidente eleito disse ter conversado com líderes da América Latina e da Europa, o que para ele indica a importância do Brasil. “Estou muito feliz porque, apesar de protocolares, essas conversas mostram que nós podemos estar juntos com esses países”.

Vice-presidente da República
Segundo ele, o general Hamilton Mourão, seu vice, é um homem “muito qualificado e preparado”. “Nem eu quero um vice decorativo. Agora não sou capitão, nem ele general. Eu disse para ele: ‘General, nós somos soldados do Brasil’”, disse o presidente eleito, negando atritos com o oficial. “Será um conselheiro de primeira hora”.

Governo de transição
De acordo com o presidente eleito, os dados “são estarrecedores”, como a quantidade de funcionários e os gastos. “Não vamos fazer maldade com servidores. Não vamos simplesmente desfazer deste capital”.

Cargos na Câmara
Bolsonaro disse que não irá interferir no processo de sucessão na Mesa Diretora da Câmara, que inclui a presidência da Casa. Ele disse que se o presidente da República interfere “ganha um inimigo para o resto da vida”. O atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado de Bolsonaro, tenta a reeleição e aguardava seu apoio. Para o presidente eleito, é preciso que os partidos políticos definam os cargos, não ele. “Eu gostaria que nós [o PSL] não lutássemos pela presidência da Câmara. Seria um início de gesto de humildade. Pela governabilidade, seria bom diversificarmos os partidos”.

Homens honestos
Lembrando que tem 28 anos de Parlamento, Bolsonaro disse que se relaciona bem com 95% dos parlamentares. “Eles têm consciência do que foi essa campanha e acreditam em mim. Eu acredito que a maioria quer o bem do Brasil. A maioria é de pessoas honestas e decentes”.

Estatuto do Desarmamento
Ele defendeu o direito de um cidadão acima de 21 anos - e não mais 25 anos - comprar arma de fogo, sem ter de renovar o porte rotineiramente. O presidente eleito disse ser favorável ao porte definitivo.

“Há um estado de guerra. A efetiva necessidade está comprovada pela violência”. Também afirmou que é preciso flexibilizar o porte de arma para que as pessoas possam se proteger melhor da insegurança presente em todos os locais. “Quem tiver uma arma vai ser responsabilizado por ela. Quem quer fazer a maldade não precisa comprar a arma, é fácil comprar a arma de fogo. Temos de abandonar o politicamente correto. Achar que não ter armas melhora o país, não é isso. Arma de fogo garante a liberdade de uma pessoa”.

Pacotão de Medidas
Sem detalhar, o presidente eleito mencionou que uma série de medidas específicas para o agronegócio, homem do campo e a segurança serão encaminhadas na sua gestão. “Todos se beneficiarão”.

Faxina e MST
Bolsonaro prometeu fazer uma “faxina” no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo ele, os integrantes da entidade desrespeitam a lei e não podem por isso querer dialogar.

“Eu vou fazer a faxina. A faxina será em cima dos que não respeitam a lei, como o pessoal do MST”, afirmou. “O movimento social que invade, depreda e faz barbaridade não tem conversar. Por isso eu quero armar o fazendeiro”.

Adversários políticos
Bolsonaro afirmou que está “pronto para conversar” com os candidatos à Presidência Ciro Gomes, Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), derrotados nas eleições. “Converso com eles apesar da campanha que fizeram para me desconstruir”.

Mais Médicos
Ele defendeu que os profissionais estrangeiros que quiserem atuar no Brasil se submetam à revalidação do diploma, fazendo provas para verificar suas habilidades. O presidente eleito afirmou que vai mudar o programa como está. Na sua opinião, o programa foi criado para favorecer os médicos cubanos.

Controle da Imprensa
O presidente eleito negou que pretenda controlar a mídia. Segundo ele, é favorável à liberdade de expressão. “Quem vai impor limite é o leitor. O controle é o controle remoto, nada além disso. O cidadão na ponta da linha é quem vai decidir”.

TV "Oficial"
Bolsonaro disse que pensa em privatizar ou extinguir a TV "oficial". “Não queremos propaganda, não vamos usar TV oficial. Não podemos gastar R$ 1 bilhão para audiência traço; prefiro contar com a mídia tradicional”. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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