O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar nesta terça feira (30) pela manhã, em Brasília, em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carre
Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.
O presidente eleito deve passar esta segunda (29) em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.
Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.
O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).
A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro. Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.
Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.
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A Presidência da República aguarda o envio dos 50 nomes que vão compor a equipe de transição por parte do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A assessoria do Palácio do Planalto confirmou na segunda dia 29, que representantes do presidente Michel Temer já se reuniram, por duas vezes, para tratar de transição, em Brasília.
De acordo com o Planalto, as reuniões ocorreram nas duas últimas semanas. O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para a Casa Civil, confirmou ter participado de reuniões em Brasília.
O governo de transição vai trabalhar em uma estrutura já organizada, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), localizado a 4 quilômetros do Palácio do Planalto. Pelo atual governo, o coordenador da equipe será o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
A equipe completa deverá ser nomeada nos próximos dias por meio de decreto presidencial.
De acordo com o Planalto, não há por enquanto solicitações, por parte de assessores de Bolsonaro, para disponibilizar a residência oficial da Granja do Torto.
Até a posse do presidente eleito, em 1º de janeiro de 2019, a segurança de Bolsonaro ficará sob responsabilidade da Polícia Federal. Só depois de empossado, ele terá sua segurança sob a responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
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A vitória de Bolsonaro é a maior mudança de rumo na política brasileira desde a redemocratização, em 1985. Representa a volta dos militares ao centro do poder e a ascensão da “nova direita”, liberal na economia e conservadora nos costumes.
Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente do Brasil. A vitória de Bolsonaro não é apenas uma derrota do PT – partido vitorioso nas últimas quatro eleições presidenciais, desde 2002. Ele representa a chegada ao poder da “nova direita” brasileira (também chamada por muitos de extrema-direita): liberal na economia e conservadora nos costumes.
Trata-se da maior mudança de rumo na política brasileira desde o fim da ditadura e a redemocratização, em 1985. Essa percepção é reforçada pela volta dos militares ao centro da política. Bolsonaro, um admirador do regime militar (1964-1985), é capitão da reserva; seu vice é o general Hamilton Mourão; e o futuro governo possivelmente terá vários outros oficiais das Forças Armadas em seu primeiro escalão.
Há controvérsia, dependendo da ideologia de quem faz a análise, se o Brasil teve governos efetivamente de direita desde a redemocratização. A esquerda costuma colocar no outro lado do espectro ideológico os governos de José Sarney (1985-1990), Fernando Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1994), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Michel Temer (2016-2018). Muitos analistas dizem que esses foram governos centristas – pois, embora tenham adotado políticas de direita, não abriram mão de uma boa dose de intervencionismo econômico e de estatismo. E há, dentro da nova direita, quem diga que esses governos foram de esquerda.
Um dos elementos para definir a posição de um governo no espectro político-ideológico é a economia. Bolsonaro se converteu ao liberalismo às vésperas da campanha eleitoral, apesar de ter tido posições nacional-desenvolvimentistas (associadas à esquerda) em matéria econômica durante toda a sua trajetória como deputado federal. Mas agora ele promete “tirar o Estado do cangote do produtor”. Seu futuro ministro da Economia, o ultraliberal Paulo Guedes, defende privatizar estatais num ritmo nunca antes visto.
A grande novidade do governo de Bolsonaro, nesse sentido, tende a ser a introdução do conservadorismo de costumes nas políticas públicas, numa reação à agenda “progressista” associada à esquerda. O conservadorismo é uma pauta de direita que não era articulada como agora e que tampouco teve um governo deliberadamente favorável a ela desde a redemocratização.
Bolsonaro conseguiu captar um sentimento popular de rejeição ao “progressismo” da esquerda – associado a pautas como a defesa do direito ao aborto, a valorização de minorias, a ampliação dos direitos dos homossexuais, a defesa da teoria de que os gêneros masculino e feminino são construções sociais e não imposições da natureza (a chamada ideologia de gênero), a defesa dos direitos humanos (vistos pela nova direita como uma defesa de criminosos).
Por Fernando Martins (Gazeta do Povo)
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Entre os dias 26 e 28 de outubro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizará a 2ª Etapa da Operação Eleições 2018 em todo o Brasil.
Durante o período, a fiscalização será reforçada com o objetivo de garantir a segurança dos eleitores que utilizarão as rodovias federais do país. Outra vertente da operação são as ações de policiamento para prevenir e coibir a ocorrência de crimes eleitorais no dia da votação, bem como no período que antecede o pleito, com intuito de garantir aos eleitores o direito ao voto livre e imparcial.
A PRF realizará ações em conjunto com outros órgãos de Segurança Pública, como garantir segurança viária e controle de tráfego nas rodovias federais, participar do acompanhamento no período da Operação Eleição nos Centros Integrados de Comando e Controle, realizar escoltas demandadas pela Justiça Eleitoral, entre outras. Os crimes eleitorais como boca de urna, corrupção, transporte irregular de eleitores, compra de votos, entre outros que porventura possam ocorrer em trechos de rodovias federais, serão evitados.
Além disso, no trânsito, infrações como o transporte irregular de passageiros, excesso de velocidade, embriaguez ao volante e ultrapassagens indevidas estarão no foco da PRF para evitar a ocorrência de acidentes durante o período de maior movimentação nas estradas.
Durante o primeiro turno das eleições diversas ocorrências de crimes eleitorais foram flagradas em todo o país. Como exemplo, em apenas uma ocorrência no Mato Grosso em que a PRF prendeu três homens transportando uma quantia de R$ 96,4 mil para compra de votos.
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A Netflix revelou em um teaser publicado nesta quinta-feira, 25, no YouTube, que as gravações da terceira temporada de La Casa de Papel já começaram.
A série conta a história de um grupo de bandidos profissionais, que se une em torno do Professor (Álvaro Morte), para assaltar a Casa da Moeda espanhola.
Com o fundo musical Bella Ciao, símbolo italiano da resistência antifascista e que marcou o seriado, o vídeo mostra os atores do seriado se reunindo para a leitura do roteiro. Tóquio (Úrsula Corberó) aparece com o cabelo mais curto do que o das duas primeiras temporadas e com uma feição mais adulta.
Para a surpresa dos admiradores, Berlim (Pedro Alonso) aparece no final dos vídeo. Ele, supostamente, foi morto pela polícia no final da segunda temporada para evitar que as autoridades capturassem os outros assaltantes durante a fuga. Assim, levantou-se a hipótese de que ele possa estar vivo e retornará ao elenco. (Com Estadão Conteúdo)
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Até o dia 22 de outubro, 2.425 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 2 mil no Amazonas e 332 em Roraima.
Os dois estados registram ainda um total de 7.674 casos em investigação. De acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados da doença foram confirmados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (19), no Rio Grande do Sul (43), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), no Distrito Federal (1) e em Sergipe (4).
O levantamento mostra que, até o momento, 12 mortes por sarampo foram confirmadas no país, incluindo quatro em Roraima (três estrangeiros e um brasileiro), seis no Amazonas (todos brasileiros, sendo três de Manaus, dois do município de Autazes e um do município de Manacapuru) e duas no Pará (indígenas venezuelanos).
Em nota, o ministério informou que, de janeiro a outubro, encaminhou o quantitativo de 13,2 milhões de doses da vacina tríplice viral – que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – para os seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Sergipe e o Distrito Federal. O objetivo, segundo o ministério, é atender à demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio, intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos da doença. (Com Agência Brasil)
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