Não pretendo jamais disputar uma eleição, diz Moro

O juiz federal Sergio Moro afirmou nesta segunda dia 05, que não descumpriu a promessa que fez de não ingressar na política ao aceitar o cargo de ministro da Justiça do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e que considera que este será um posto predominantemente técnico.

 

"Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo", afirmou numa palestra em Curitiba na noite desta segunda, primeira participação dele em um evento público depois de aceitar o convite de Bolsonaro.

 

Moro também disse que fará parte do governo de Bolsonaro porque percebeu que há uma série de receios "infundados" em relação à gestão do próximo presidente e que poderia colaborar para "desanuviar" essas dúvidas.

 

"Eu sou um homem da lei. Também achei que minha participação poderia contribuir para afastar esses receios infundados", afirmou, ressaltando não acreditar que Bolsonaro fará um governo autoritário.

 

Ao lamentar sua saída da magistratura, que ocupa há 22 anos, Moro disse que aceitou a indicação para o cargo no Executivo porque considera que poderá avançar em pautas anticorrupção e contra o crime organizado.

 

Afirmou ainda que já está elaborando projetos nesse sentido para encaminhar ao Legislativo a partir de janeiro. (Com FolhaPress)

 

 

 

Hashtag: |
Moradores decidirão futuro de distritos atingidos pela lama em Mariana

Os antigos moradores dos distritos atingidos pelo desastre ambiental em Mariana (MG) se dividem entre a tristeza e a sensação de pertencimento ao visitarem os locais da tragédia.

 

José do Nascimento de Jesus, conhecido como Zezinho do Bento, diz que só vai quando há necessidade. "Me recorda muito. É muito difícil ficar relembrando como era Bento Rodrigues". Já Romeu Geraldo de Oliveira diz que, em Paracatu, ele está de fato em seu lugar. "Eu me sinto outra pessoa, mesmo vendo tudo destruído. Eu vou na minha casa e passa um filme na minha cabeça", diz.

 

Mesmo após o reassentamento nos distritos reconstruídos, previsto para começar em 2020, os atingidos manterão a propriedade dos antigos terrenos, mas o que será feito do local onde um dia eles moraram ainda será debatido com a prefeitura e com o Conselho do Patrimônio de Mariana (Compat). As comunidades devastadas de Bento Rodrigues e Paracatu, atualmente, estão interditadas pela Defesa Civil. O acesso só é permitido com autorização. Os atingidos têm passe livre.

 

A Fundação Renova, criada para gerir o processo de reassentamento e as demais ações de reparação dos danos causados na tragédia, chegou a avaliar a possibilidade de estabelecer uma permuta entre os terrenos novos e antigos. O promotor do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Guilherme Meneghin, diz que já foi firmado um acordo judicial que afasta qualquer receio desta natureza.

 

"O fato do atingido receber um terreno no reassentamento não quer dizer que ele abre mão do terreno original, ainda que esteja em ruínas. Ele vai ser dono de duas propriedades. E quem vai decidir o que vai ser feito no antigo distrito são os próprios proprietários, junto com o município", diz o promotor.

 

Há uma ideia, ainda incipiente, de se fazer um memorial no local, mas não há uma definição clara do que isso significa. Desde 2016, o Compat, que é composto por representantes da sociedade civil, dá andamento a um processo de tombamento. As prioridades dos atingidos - o reassentamento e a indenização - deixam a questão em segundo plano.

 

Até o momento, foram tombadas a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Bento Rodrigues, e a Igreja de Santo Antônio, em Paracatu. "No caso das igrejas, temos apenas um proprietário a ser notificado, que é a Arquidiocese de Mariana. Para tombar um distrito inteiro, é um processo mais complexo que precisa de muita discussão. Demanda um inventário que relacione o que foi destruído, o que remanesceu. E precisa discutir o destino. Isso está caminhando", conta Ana Cristina de Souza Maia, presidente do Compat.

 

De acordo com ela, mestrandos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenados pelo professor Leonardo Castriota, apresentaram uma proposta de tombamento. Além disso, a empresa Pólen, contratada pela comissão dos atingidos, fez um inventário dos bens culturais que existiam nos distritos. Também há um levantamento do patrimônio cultural realizado pela Fundação Renova. O Compat analisa os três documentos.

 

Zezinho do Bento tem receios com o tombamento. "Se futuramente acharmos coisas que nós perdemos, fica mais complicado para tirar. Vai precisar de autorização", avalia. Para Ana Cristina, esse tipo de preocupação é natural, mas pode ser dissipada ao longo do processo. "É importante destacar que todo o limite, alcance e restrição do tombamento será definido pelo conselho a partir da oitiva dos atingidos".

 

Ela explica ainda que o tombamento requer um dossiê que deverá ser produzido por uma empresa terceirizada contratada pelo Compat e apontar as diretrizes. "É um trabalho que envolve historiadores, museólogos, geógrafos, arquitetos, entre outros profissionais. Eles deverão conduzir um processo participativo", acrescenta.

 

A discussão deverá envolver ainda o debate acerca da necessidade de preservação da história do rompimento da barragem. Há iniciativas semelhantes no mundo como o Memorial do Holocausto erguido em Berlim, na Alemanha, que busca lançar um alerta para que tragédia similar não se repita. Também com esse intuito, foi inaugurado, em agosto, no centro de Mariana, a Casa Jardim. Trata-se de um pequeno museu informativo e audiovisual cuja estruturação foi um dos compromissos assumidos pela Fundação Renova, entidade criada para reparar todos os danos causados.

 

No local, o visitante pode conhecer a história da mineração em Mariana, ouvir depoimentos de atingidos e ver um documentário sobre a tragédia. Os principais atrativos ficam por conta da maquete interativa que mostra o percurso da lama pela bacia do Rio Doce e da sala que projeta imagens da região nas quatro paredes. A Casa Jardim tem recebido uma média de 300 visitantes por mês, incluindo estudantes que vão ao local em excursões organizadas pelas escolas da região. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Hashtag:
Vacinação contra febre aftosa deve ser feita 20 dias antes ou depois da IATF

Começou na semana passada, na quinta, dia 1º, a segunda etapa da campanha anual de vacinação do rebanho brasileiro contra a febre aftosa. Todos os estados da Federação, exceto Santa Catarina, estão mobilizados para imunizar o rebanho contra esta doença.

 

Para destacar os pontos de atenção para o pecuarista proteger o rebanho adequadamente e garantir sua produtividade, o Giro do Boi levou ao ar nesta segunda, dia 05, entrevista com o médico veterinário Roulber Silva, gerente da Boehringer Saúde Animal.

 

O especialista afirmou que é necessário um período de espera entre a vacinação e a IATF, ou vice-versa. “Teve um estudo feito no Mato Grosso do Sul que demonstrou indícios de que pode acontecer uma reabsorção embrionária se você ficar a vacinação até o vigésimo dia após a IATF. Porém esse mesmo estudo demonstrou que se você fizer vinte dias antes da IATF, não teria impacto nenhum. Quer dizer que se você fez a inseminação, está naquele momento de concepção, que a fêmea está concebendo, está começando a ter a implantação do embrião no seu útero, você pode ter um problema de reabsorção embrionária e acabar tendo uma diminuição de fertilidade. Este estudo demonstrou isto. […] E muitos estados decidiram modificar a campanha de vacinação, fazer com que somente animais com até 24 meses de idade fossem vacinados em novembro”, detalhou.

 

O veterinário afirmou ainda que para os bezerros, a agulha tem tamanho diferente. Ao invés da 15×18, utilizada para animais adultos, a bezerrada deve ser vacinada com agulha 12×18 pela espessura do couro ser menos grossa.

 

Outra indicação de Roulber foi para o modo correto de fazer a prega no couro para aplicar a vacina subcutânea e evitar a formação de abscesso intramuscular por reação ao produto e também recomendações de higienização dos equipamentos para evitar infecções e deterioração de agulhas e pistolas. (Com Canal Rural)

 

 

 

Hashtag:
Saúde alerta sobre importância da vacina contra febre amarela

O último boletim do Ministério da Saúde aponta que, em 2018, já foram notificados 7 mil e 718 casos suspeitos e mil e 376 casos confirmados de febre amarela no Brasil, a maioria na Região Sudeste do País.

 

Diante do quadro, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a necessidade de as pessoas se imunizarem contra a doença. Desde julho deste ano o Paraná é considerado uma área com recomendação de vacinação. A vacina contra febre amarela está disponível na rede pública de saúde e basta uma única dose para se imunizar. É indicada para pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos que nunca tomaram a vacina.

 

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Estadual da Saúde, João Luis Gallego Crivellaro, o Paraná teve o último caso confirmado de febre amarela com transmissão dentro do Estado em 2008. Desde então, houve reforço das ações para aumentar a cobertura vacinal da população e manter a vigilância de mortes de macacos que podem ser sinal da presença da doença.

 

A febre amarela silvestre é uma doença febril aguda transmitida por mosquitos a pessoas não vacinadas que transitam por áreas de matas ou áreas rurais com registro de casos da doença, com macacos doentes ou mosquitos infectados pelo vírus. Clinicamente, a doença pode variar desde infecções assintomáticas até quadros graves. Pessoas infectadas podem desenvolver sintomas como febre, náusea, vômito e dor abdominal, que pode progredir para icterícia, a pele com aspecto amarelado, insuficiência renal, hepática e hemorragia, podendo causar a morte do paciente. Segundo João Luis, a febre amarela é uma doença grave, que pode matar. Por isso a Secretaria está trabalhando fortemente para reforçar a importância da vacina em todo o Paraná.

 

A vacina contra a febre amarela existe desde 1937 e fornece alta taxa de proteção, acima de 95%. A imunização consiste em uma única dose que protege a pessoa pelo resto da vida. No caso de pessoas fora da faixa etária recomendada ou mulheres grávidas, um médico deve ser consultado para avaliar se a vacina é recomendada. Pacientes que fazem tratamento com quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas, pessoas com alergia grave a ovo, e pacientes com história de doenças do timo não devem receber a vacina. (Com AEN)

 

 

 

 

Enem aborda direitos humanos, racismo e manipulação na internet

No primeiro domingo do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), foram aplicadas as provas de linguagem, ciências humanas e redação. Alguns temas abordados foram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, racismo, ditadura militar e violência contra a mulher.

 

Logo na sexta questão, a prova citou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Audrey Azoulay, em uma fala sobre a existência da discriminação e do ódio na sociedade. "A Declaração Universal dos Direitos Humanos está completando 70 anos em tempos de desafios crescentes, quando o ódio, a discriminação e a violência permanecem vivos".

 

Racismo


O exame também incluiu o trecho de uma matéria de jornal que cita a "intolerância do internauta" brasileiro, traduzida em mensagens de racismo, posicionamento político e homofobia. O racismo também foi abordado em um poema que aborda o discurso racista internalizado na sociedade. O racismo apareceu ainda na prova de ciências humanas, através da ativista Rosa Parks.

 

Rosa Parks foi uma costureira negra norte-americana que entrou para a história da luta pela igualdade de direitos civis ao recusar-se a ceder seu lugar no ônibus a uma pessoa branca. Parks foi presa por um dia, mas seu gesto deu início a um boicote ao transporte público local e culminou, meses depois, com o fim da lei que determinava a separação de negros em assentos separados dos brancos nos Estados Unidos. O episódio envolvendo Rosa Parks foi incluído na prova.

 

Violência contra a mulher


A violência contra a mulher foi outro tema levantado nas provas de hoje. Na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, uma campanha publicitária contra o assédio a mulheres em trens de Porto Alegre foi tema de uma questão.

 

Uma peça publicitária da década de 1940 foi tema de outra questão na prova de ciências humanas e suas tecnologias. A peça reforça os estereótipos de mulher submissa e a prova questionou o estudante sobre essas distorções da visão, predominante à época, que se tinha da mulher.

 

Ditadura militar


A ditadura militar foi tema na prova de ciências humanas. O exame reproduziu a carta do cartunista Henfil ao presidente Ernesto Geisel escrita em 1979. Na carta, Henfil declara a devolução do seu passaporte, uma vez que os passaportes de outras oito pessoas, dentre elas Leonel Brizola e Miguel Arraes, tinham sido negados.

 

"Considerando que, desde que nasci, me identifico plenamente com a pele, a cor dos cabelos, a cultura, o sorriso, as aspirações, a história e o sangue destes oito senhores. [?] venho por meio desta devolver o passaporte que, negado a eles, me foi concedido pelos órgãos competentes do seu governo", diz um trecho da carta reproduzida no exame.

 

Redação


Hoje, os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. O tema da redação foi Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet. O exame segue no dia 11 de novembro, quando os estudantes farão provas de ciências da natureza e matemática.

 

Prova mais conteudista


Para o professor de redação, sócio e vice-presidente de educação do curso online Descomplica, Rafael Cunha, o Enem manteve o padrão das provas dos últimos anos. "Muita leitura, uma variedade bastante grande de textos, desde técnicos, passando por literários, gráficos, ilustrações, fotografias e obras de arte".

 

Segundo Cunha, a prova foi essencialmente de leitura e interpretação. Foi uma prova de diversos textos ligados a questões sociais bastante relevantes como imagem da mulher, preconceito em relação à mulher, racismo. Uma prova com preocupação social bastante forte.

 

O professor de filosofia e sociologia do curso pré-vestibular online ProEnem Leandro Vieira concorda que o Enem 2018 seguiu tendência de anos anteriores e estava mais complexa. "A prova estava mais complexa, mais conteudista. Os participantes precisavam de mais conteúdo e menos interpretação para resolver questões", diz e acrescenta: "A prova estava extremamente cansativa, muitos textos longos. Exigiu do aluno atenção e cuidado, exigiu que se mantivesse calmo."

 

De acordo com o professor, as questões sociais foram mantidas e havia mais questões de história. Geografia perdeu um pouco o espaço, na avaliação de Vieira.

 

A tendência conteudista, para Vieira, pode excluir estudantes menos preparados. ?Eu acho que o Enem quando iniciou lá atrás tinha a proposta de ser uma prova mais abrangente, que possibilitava abranger o Brasil em maior escala. Está perdendo um pouco esse viés. Distanciando alunos que não tem acesso a cursinho e a educação de maior qualidade".

 

Segundo domingo de provas

 

O segundo domingo de provas será dia 11 de novembro, quando os estudantes farão provas de ciências da natureza e matemática.

 

A estrutura para aplicação do Enem envolve 10.718 locais de aplicação, 155.254 salas e mais de meio milhão de colaboradores. Foram impressas 11,5 milhões de provas de doze Cadernos de Questões diferentes. Haverá ainda uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, são quase 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do exame.

 

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

Gabarito

 

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Inep até 14 de novembro. Já o resultado deverá ser divulgado no dia 18 de janeiro de 2019.

 

Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos para fazer o exame em 1,7 mil cidades. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Hashtag: |
feed-image
SICREDI 02