Rio inicia pesquisa sobre imunidade da população ao novo coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) iniciou hoje dia 30, uma pesquisa sobre imunidade da população para o novo coronavírus, que causa a covid-19. Serão testados pacientes assintomáticos da doença que forem atendidos na rede estadual de saúde da região metropolitana.


Os testes rápidos serão feitos com amostra de sangue, para verificar a presença de anticorpos desenvolvidos em resposta à infecção. O teste permite identificar tanto os anticorpos da fase aguda da doença, o IgM, como o de memória, o IgG, presente em pessoas que tiveram uma infecção prévia pelo vírus.


Serão testadas um total de 1.800 pessoas. De acordo com a SES, a presença do IgG indica que o paciente já teve Covid-19 e possivelmente está protegido. Quem testar positivo para IgM não é considerado imunizado e deve estar com o vírus ainda ativo no organismo.


O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, afirma que a pesquisa é importante para nortear as políticas públicas de combate do coronavírus, já que as pessoas que são contaminadas pelo vírus não desenvolvem os sintomas da covid-19 são "uma realidade difícil de dimensionar". Porém, a informação é fundamental para identificar o perfil epidemiológico da doença no estado.


"Os indicadores também vão reforçar nossa recomendação de isolamento social. Pessoas saudáveis em áreas epidêmicas podem estar infectadas e contaminando outras, mesmo sem saberem. Num segundo momento, vamos correlacionar a prevalência do vírus no estado com fatores demográficos e socioeconômicos para direcionar estratégias personalizadas para cada região", disse o secretário.


A coleta de amostras será feita até o dia 15 de maio, mediante autorização dos pacientes. Eles receberão o resultado dos exames ainda durante o atendimento nas unidades de saúde. Segundo a SES, estima-se que a maior parte das pessoas contaminadas pelo coronavírus em todo o mundo não apresenta sintomas. (Com Agência Brasil)
 
 
 
 
Saúde CFM estabelece critérios e condições para uso da cloroquina

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu parecer no dia 23, em que reforça o entendimento de que não existem "evidências sólidas" da confirmaçaõ do efeito da cloroquina e a hidroxicloroquina na prevenção e tratamento da covid-19. O presidente da autarquia, Mauro Ribeiro, esteve hoje em reunião com o presidente Jair Bolsonaro e, na saída, disse que ainda asssim é possível a prescrição do medicamento em situações específicas. “O que estamos fazendo é dando ao médico brasileiro, dentro da sua autonomia profissional, o direito de utilizar a droga, em decisão compartilhada com o paciente. É uma autorização, mas não recomendação”, destacou o médico.

 

Ribeiro esteve em reunião com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Nelson Teich, nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, para apresentar o parecer do CFM e os critérios e condições para a prescrição da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus. Segundo ele, a entidade é guiada pela ciência e não há nenhum ensaio clínico ou evidência científica forte que aponte o benefício ou sustente o uso da droga para o tratamento de covid-19. A droga é indicada para doenças como malária, lúpus e artrite.

 

“No entanto, existem estudos observacionais, que tem pouco valor científico, mas são importantes. E baseado nisso, o CFM liberou o uso da hidroxicloroquina para os médicos brasileiros”, disse. “Não podemos desprezar essa informação nesse momento. Diante dessa doença devastadora a opção foi dar um pouco mais de valor ao aspecto observacional de vários médicos sérios, que tem usado essa droga e relatado bons resultados. Em outra situação, o CFM não liberaria o uso da droga, a não ser em caráter experimental”, explicou.

 

De acordo com o médico, a droga pode ser administrada em três situações de casos confirmados de covid-19: para o paciente com sintomas leves, na fase inicial da doença, desde que descartada influenza, H1N1 ou dengue; na segunda fase, com sintomas mais severos, quando o paciente procura o hospital; e para o paciente em situação crítica, já entubado e internado em terapia intensiva, com lesão pulmonar e inflamação sistêmica. Nesse último caso, o uso é compassivo, “por compaixão”, quando não há possibilidade terapêutica.

 

Pesquisas


Riberio destaca que não há indicação da cloroquina para uso preventivo e que, em todas as situações apresentadas, deve haver autorização do paciente ou da família para o seu uso. “É uma decisão compartilhada e o médico é obrigado a explicar para o paciente que não existe nenhuma evidência de benefício do uso da droga e que a droga pode também ter efeitos colaterais importantes”, disse.

 

A expectativa do conselho é que em cerca de dois meses já haja algo “mais palpável” para o tratamento de covid-19, já que, segundo Ribeiro, há mais de 500 ensaios clínicos sendo estudados hoje por grandes cientistas em todo mundo. “E o CFM, junto com algumas entidades médicas e sociedades de especialidades, vamos estar atentos e a qualquer momento podemos modificar as nossas orientações para os médicos do Brasil”, disse.

 

Segundo o presidente do CFM, o que existe hoje no mundo para o enfrentamento ao novo coronavírus, baseado nas experiências de diversos países, é a prevenção por meio da higienização e do afastamento social das pessoas. O médico frisou, entretanto, que não compete ao CFM estabelecer o momento ideal de se acabar com o afastamento social.

 

Protocolo


O presidente Bolsonaro vem defendendo a possibilidade de tratamento da covid-19 com hidroxicloroquina desde a fase inicial da doença, segundo ele, após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado. O governo federal chegou a zerar o imposto de importação cobrado pelo medicamento.

 

No final de março, o Ministério da Saúde passou a adotar a prescrição da droga para casos graves de pacientes internados com o novo coronavírus. Entretanto, na época, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a indicação da hidroxicloroquina como protocolo de tratamento para covid-19 deveria partir das entidades médicas.

 

Hoje, Ribeiro explicou que compete ao CFM deliberar sobre as drogas e procedimentos para uso no Brasil. Os protocolos clínicos de atendimento ficam a cargo das sociedades de especialidades e da Associação Médica Brasileira.

 

O Parecer nº 4/2020 do CFM, sobre o uso da hidroxicloroquina está disponível na página da entidade. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Guedes diz que economia brasileira não passa por choque externo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje dia 30, que o Brasil não está passando por choque externo por causa da pandemia da covid-19. Guedes participa de audiência pública virtual na Comissão Mista do Congresso de Acompanhamento das Medidas Relacionadas à Covid-19.

 

Segundo Guedes, as previsões iniciais de queda da economia neste ano eram de 6%, sendo que desse percentual um terço viria de impacto externo, gerado por queda das exportações e interrupção de comércio, entre outras. “E dois terços seriam da disrupção interna, pelo fato de fazermos o isolamento social, interrupção de cadeias de pagamento e desaquecimento”, explicou.

 

O ministro disse, no entanto, que o choque externo não está acontecendo. “As exportações para os Estados Unidos e para a Argentina, os dois maiores parceiros depois da China, caíram acima 30%. Para União Europeia caíram 2% [ou] 3%. Mas para a China, [as exportações] subiram 25%, 26%. Como a China é mais do que a soma de Estados Unidos, Argentina e União europeia, as exportações brasileiras estão inalteradas".

 

O ministro disse que se a queda da economia prevista inicialmente que era de 6% agora está em 4%. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Produtos na saída das fábricas têm aumento de 1,32% em março

Os produtos industrializados registraram aumento de 1,32% na saída das fábricas, em março. A taxa é superior à observada em fevereiro, de 0,81%, mas inferior à registrada em março de 2019, de 1,59%. O dado, do Índice de Preços ao Produtor (IPP), foi divulgado hoje dia 30,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O IPP acumula taxa de inflação de 2,50% no ano e de 6,45% em 12 meses, de acordo com o IBGE.

 

Das 24 atividades industriais pesquisadas, 21 registraram inflação em seus produtos em março. Os maiores impactos foram registrados nos alimentos, 6,16%, e outros produtos químicos, 5,49%.

 

Em março, três atividades registraram deflação (queda de preços) e ajudaram a frear a inflação: refino de petróleo e produtos de álcool, 9,79%; indústrias extrativas, 17,12%, e impressão, queda de 0,44%.

 

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a maior taxa de inflação foi observada nos bens de capital (máquinas e equipamentos), de 2,71%. Os outros grupos também tiveram inflação: bens de consumo semi e não duráveis, 2,25%; os bens de consumo duráveis, 0,41%, e os bens intermediários (insumos industrializados usados no setor produtivo), de 0,69%. ( Com Agência Brasil)

 

 

 

Tratamento de covid-19 com plasma sanguíneo avança no Brasil

Com a falta de tratamentos e vacinas concretas para amenizar os sintomas do coronavírus, diversas clínicas, hospitais e institutos vêm desenvolvendo métodos para encontrar uma cura da covid-19, surto que ainda não evidenciou padrões de contágio e que vem dificultando a vida de pesquisadores quanto às tratativas em potencial.

 

Dessa forma, estudos à base de infusão de plasma sanguíneo de pacientes já curados do novo vírus vem ganhando cada vez mais espaço entre contaminados em estado grave, na tentativa de transplantar os anticorpos já desenvolvidos nos organismos curados e fortalecer o sistema imunológico das vítimas em situação de risco, com suas aplicações sendo observadas pelo Ministério da Saúde, a fim de obter respostas concretas sobre o possível sucesso da metodologia em questão.

 

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, já iniciou o tratamento com plasma sanguíneo há mais de duas semanas, em 17 pacientes com quadros graves de infecção, agravada ou não por outros problemas de saúde. Apesar dos resultados, até o momento, terem sido relativamente satisfatórios para a equipe médica local, muito há a ser concluído sobre a relevância da transfusão de anticorpos, já que é aplicada em consonância com diversos outros medicamentos, ou seja, não há certeza sobre qual deles possa estar suavizando os sintomas dos pacientes.

 

“O objetivo do estudo é saber se há efeitos desfavoráveis com essa prática, se o uso do plasma é seguro em um convalescente de risco grave da covid”, disse José Mauro Kutner, médico coordenador da pesquisa no Albert Einstein.

 

Recentemente, outros centros clínicos também passaram a experimentar tratamento de infusão sanguínea em outros pacientes internados, como foi o caso do Instituto Estadual do Cérebro que, em parceria com o IEC, o Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ e o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, o Hemorio, iniciou os testes em três contaminados pelo novo coronavírus e vem observando os resultados nos últimos 10 dias.

 

Atualmente, já conta com mais de 620 cadastrados como doadores de plasma que estão curados da covid-19 e entre a faixa etária de 18 a 60 anos, indicando que a expansão do experimento para outros hospitais e outras redes de atendimento poderão iniciar nas próximas semanas, quando os primeiros resultados começam a ser mais concretos. (Com Mega Curioso)

 

 

 

Hashtag:
Vacina contra COVID-19 pode estar pronta até Dezembro, Diz Pfizer

A farmacêutica Pfizer anunciou que uma vacina eficaz contra a covid-19 pode estar pronta até o final de 2020 para uso emergencial nos Estados Unidos. A produção em larga escala, disponibilizando-a para o público em geral, dependeria da aprovação do produto em testes de segurança.

 

De acordo com o CEO da Pfizer Albert Bourla, os testes da nova vacina já tiveram início na Alemanha. O passo seguinte é a realização de testes no território norte-americano, a partir da próxima semana, caso as autoridades reguladoras locais permitam. Ele informou ainda que os resultados devem sair já no mês de maio.

 

Essa potencial vacina contra o novo coronavírus está sendo desenvolvida pela Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech. Intitulado BNT162, o composto baseado em mRNA (RNA mensageiro) foi aplicado em 12 participantes de um estudo clínico no último dia 23.

 

Há ainda a previsão de aplicação de doses que variam de 1 a 100 microgramas em 200 voluntários saudáveis, com idade entre 18 e 55 anos, para testar a eficiência e a segurança da imunização. Nos Estados Unidos, os testes dependem de liberação da agência reguladora Food and Drug Association (FDA).

 

Produção em massa

 

Caso os testes com a vacina BNT162 sejam bem-sucedidos, a distribuição do composto imunizante para uso emergencial poderia acontecer no próximo outono nos EUA, entre os meses de setembro e novembro, conforme Bourla. Já a autorização para uso geral ocorreria até o final de dezembro, com o fornecimento de milhões de doses ainda em 2020.

 

A Pfizer e a BioNTech estimam que há potencial para aumentar rapidamente a capacidade de produção para centenas de milhões de doses em 2021, dependendo do sucesso técnico do programa de desenvolvimento e da aprovação das autoridades de saúde. (Com TecMundo)

 

 

 

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02