O aplicativo, ou app, Whatsapp foi o que apresentou o maior número de usuários no mundo e no Brasil. A informação é do relatório “Estado do Mundo Móvel 2020”, da consultoria App Annie, levantamento mais renomado sobre o mercado de aplicativos. O documento mostrou também que os brasileiros estão em terceiro no ranking de quem mais passa tempo utilizando esses programas.
No ranking mundial de mais usuários mensais, o Whatsapp ficou no topo. A lista evidencia a manutenção do domínio do Facebook, empresa que controla o app de mesmo nome, o FB Messenger, o Instagram e o próprio Whatsapp. Tomando números absolutos, o ranking é completado por apps chineses, em um mercado turbinado pela grande população do país.
Já no ranking de receitas obtidas em apps pagos, o grupo mostra a força dos apps de entretenimento e dos serviços de relacionamento. Neste último grupo está o Tinder, que encabeça a lista. Em seguida vêm aplicações de vídeo, como Netflix, Youtube e a chinesa Tencent Video.
No Brasil, o app com mais usuários mensais em 2019 foi o Whatsapp. O ranking é parecido com o global, com predomínio dos aplicativos do Facebook. Entram aí programas de mobilidade, como o Uber e Waze, de compras, como o Mercadolibre, e de instituições financeiras, como o do banco Caixa.
Já no ranking de downloads, as posições invertem-se entre os apps do Facebook. Na comparação com o número de usuários mensais, entra o app de mobilidade da 99Taxis e o editor de vídeos para o Whatsapp Kwai.
Na lista de gastos com apps, o Tinder também figura em primeiro, para além da presença de outro programa de relacionamentos, o Happn. Os serviços de streaming também aparecem com força, com a diferença da presença do maior conglomerado de mídia do país, com o GloboPlay, e do Hbo Go e o produto voltado ao público infantil PlayKids.
Funcionários públicos deveriam ter seu trabalho avaliado constantemente e ser recompensados de acordo com o desempenho, como em empresas privadas.
Essa é a avaliação feita por 91% dos entrevistados na pesquisa “Os brasileiros e a percepção sobre a qualidade do gestor público”, realizada pelo Datafolha e encomendada pela Aliança, formada pela Fundação Lemann, Fundação Brava, Instituto Humanize e República.org.
O mesmo percentual (91%) afirma que os servidores públicos precisam de apoio para se desenvolverem como profissionais e realizarem melhor seu trabalho. Para 88%, é importante demitir aqueles que, constantemente, não têm feito um bom trabalho.
O percentual dos que concordam que esses servidores precisam ter garantia de estabilidade é de 58%. Discordam da afirmação outros 39%.
A pesquisa foi realizada de 8 a 14 de maio de 2019, com 2.086 pessoas em todo território nacional, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Questionados se gostariam de trabalhar em cargos de liderança no governo de suas cidades, 43% demonstraram interesse, percentual considerado relevante pela Aliança, responsável por ações com o governo federal, estados e municípios na área de gestão pública. Entre elas estão programas de atração, pré-seleção, avaliação de desempenho e apoio para desenvolvimento.
Para 39% dos entrevistados, as vagas para cargos de confiança no serviço público não são bem divulgadas. Ainda segundo a pesquisa, 72% concordam que pessoas bem preparadas em cargos importantes do governo podem melhorar suas vidas, independente da simpatia dos entrevistados pelas ações do governante.
“Todas as grandes transformações no serviço público ao redor do mundo se deram a partir de você estabelecer um grupo bem preparado de liderança e com capacidade de transformação. A gente queria ver como as pessoas percebiam isso, independentemente das afinidades com o governo. Elas acreditam que avaliação constante é fundamental”, afirma Weber Sutti, diretor de projetos da Fundação Lemann.
“Nosso trabalho está muito focado em cargos de liderança, de livre nomeação. Você tem de ter uma avaliação constante a partir de resultados pactuados, e ela tem de ser feita sempre levando em conta o apoio necessário ao cumprimento desses objetivos”, afirma Weber.
Em geral, cargos de liderança em governos não têm avaliação de desempenho. Ou essa avaliação tem como objetivo apenas a bonificação, sem resultar em perda do cargo.
Weber Sutti dá como exemplo as vagas de livre nomeação no governo federal, como os chamados DAS (Grupo-Direção e Assessoramento Superiores), nas quais os ocupantes têm avaliação 100%, independentemente dos resultados.
“É [necessária] uma avaliação das competências frente aos desafios. Você mede resultado e potencial. Há pessoas que têm muito potencial, mas não conseguem entregar, e também o contrário. A questão das competências não é uma questão de opinião. Você tem índices e critérios que ajudam a medir.”
O sistema de pré-seleção, com elaboração de uma lista que será submetida a um prefeito ou secretário, por exemplo, tem como base sistemas desenvolvidos em países como Austrália, Inglaterra e Chile. No país latino-americano, o modelo foi desenvolvido a partir de 2003, com apoio de partidos de governo e oposição, e mantido mesmo com a alternância de poder.
“O Chile passou o Brasil no ranking de qualidade do serviço público. Uma das transformações foi um sistema de seleção para a alta direção pública, que tem processo seletivo por competência”, diz Weber.
“Essa lógica de que para cargos de confiança você precisa atrair pessoas com mais aptidão é realidade na maior parte dos países, não só da OCDE. No Brasil, há experiências desde o início de 2000 nesse sentindo, mas como iniciativa de governos específicos, não como política pública. A gente está longe de disso.”
SP e Minas testam processo de seleção por competência
Um em cada quatro dirigentes regionais de Educação do estado de São Paulo foram escolhidos a partir da metodologia de seleção por competência desenvolvida pela Aliança.
Em 2019, a Secretaria de Educação do Estado iniciou o processo para selecionar 34 dos 91 profissionais responsáveis por uma rede de mais de 5.000 escolas. 25 já estão trabalhando.
Mais de 1.000 servidores da rede paulista de ensino se candidataram. Para participar do processo é necessário ser profissional concursado da rede.
Após as etapas iniciais, foram selecionados três profissionais por vaga, posteriormente entrevistados pelo secretário e secretários executivos da pasta.
Os responsáveis pela área de recursos humanos da secretaria também receberam treinamento para aplicar a metodologia. Nas novas seleções, a ideia é que a participação dos profissionais da secretaria ganhe espaço, com acompanhamento à distância da Aliança.
Está previsto novo processo seletivo para outras regionais. Supervisores e diretores das escolas também serão escolhidos dessa forma.
“Ter bons líderes é essencial quando a gente pensa em melhorar o resultado. Se fossemos uma empresa, seríamos a maior do Brasil [em funcionários]. São 250 mil. É claro que vou encontrar [entre eles] 91 bons dirigentes, 5.100 bons diretores”, diz Haroldo Corrêa Rocha, secretário-executivo da Educação do governo de São Paulo.
Ele afirma que a educação brasileira necessita de recursos, mas precisa também melhorar a gestão, principalmente nos cargos de alto escalão.
“A gente aposta nessa metodologia de dar oportunidade a todos. Os que chegaram ao final chegaram por mérito, não tiveram de pedir a político nenhum. Os liderados sabem que eles vieram por mérito. Faz uma enorme diferença. É uma turma com alto estima, respeitada pelos colegas.”
Passada a fase de seleção, a secretaria trabalha agora na metodologia para avaliação de desempenho e desenvolvimento dos profissionais. Muitos são professores que, embora tenham demonstrado aptidão para cargos de liderança, não estão acostumados com todas as obrigações burocráticas das novas funções, como a necessidade de realizar compras e executar outras despesas públicas.
A Aliança também trabalha no programa Transforma Minas, que selecionou 165 profissionais, entre 9.000 inscritos, para vagas em várias secretarias e órgãos de governo, incluindo subsecretários.
Entre os selecionados, 80% são servidores de carreira e 20% vieram do setor privado, de acordo com o Secretário de Planejamento e Gestão de Minas, Otto Levy. “Do ponto de vista do funcionário público, isso mostra que estamos reconhecendo o talento.”
O secretário afirma que muitos desses cargos de confiança eram normalmente ocupados por funcionários não-concursados. Diz ainda que, com o sistema consolidado, poderá haver indicações políticas, desde que o indicado consiga passar pelo processo seletivo.
“O objetivo é fazer uma mudança de cultura no serviço público, caminhar para a profissionalização, para que cargos de chefia sejam ocupados baseados na meritocracia. O que a gente espera é uma melhora na gestão do estado e que isso se reflita em melhores resultados e serviços.”
Em novembro, foi iniciada a segunda etapa do programa, de desenvolvimento de habilidades de liderança, aplicada a subsecretários e outros gestores com cargos equivalentes.
Entre os cargos de maior nível hierárquico está o de subsecretário de Planejamento e Orçamento, que passou a ser ocupado por Felipe Magno, 32, funcionário de carreira desde 2010, que irá liderar uma equipe de cerca de 50 servidores.
Ele passou pelo processo de seleção e, posteriormente, definição de metas junto ao secretário e ao governador Participa agora da fase de desenvolvimento de competências e identificação de necessidades de aprimoramento, junto aos demais gestores.
“É um processo que dá oportunidade para que todos possam participar. Na seleção é feita entrevista técnica, análise de currículo, de competência e isso possibilita uma escolha mais alinhada com a vaga”, afirma Magno.
A previsão é que o Transforma Minas preencha 325 vagas até 2022, em processo realizado pela própria secretaria com a metodologia do programa.
Segundo estimativas da Fundação Lemann, há mais de 23 mil cargos de livre nomeação no governo federal e 120 mil em governos estaduais.
O concurso 2226 da Mega-Sena, na próxima terça-feira, poderá pagar R$ 32 milhões a quem acertar as seis dezenas.
É que o concurso 2225 deste sábado (18) acumulou. Eis as dezenas sorteadas: 01, 32, 37, 44, 46 e 47.
A Quina, com cinco números acertados, teve 34 apostas ganhadoras, cabendo a cada uma R$ 81.317,28
Já a Quadra, com quatro 4 números acertados, registrou 3.100 apostas ganhadoras, com R$ 1.274,09 para cada uma delas.
informações são do site da Caixa Econômica Federal.(Com Agência Brasil)
Os 2.153 bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam do novo relatório da organização não governamental Oxfam, Tempo de Cuidar – O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, lançado nesse domingo dia 19, às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo detém mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilhões de pessoas.
O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em boa medida em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo, os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.
“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.
“Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.
Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.
Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial. “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África, que é em torno de 650 milhões”.
Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.
Alerta
A organização alerta que o problema deve se agravar na próxima década à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas, entre idosos e crianças, vão precisar de cuidado em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.
De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas que vão depender de cuidado, o que representa pouco mais de um terço da população estimada entre idosos e crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O mundo enfrenta uma crise de prestação de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da população, a cortes em serviços públicos e sistemas de proteção social e aos efeitos das mudanças climáticas – ameaçando piorar a situação e aumentar o ônus que recai sobre trabalhadoras de cuidado”, diz o documento.
O relatório também aponta que governos vêm cobrando alíquotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corporações, “abandonando a opção de levantar os recursos necessários para reduzir a pobreza e as desigualdades”.
De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.
“Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na prestação de cuidado e combater a desigualdade, os países estão aumentando a tributação de pessoas em situação de pobreza, reduzindo gastos públicos e privatizando a educação e a saúde, muitas vezes seguindo o conselho de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, diz o documento.
Recomendações
A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de prestação de cuidados para solucionar a questão da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.
Outra recomendação é valorizar o cuidado em políticas e práticas empresariais. “As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, devem apoiar a redistribuição do cuidado oferecendo benefícios e serviços como creches e vales-creche e garantir salários dignos para prestadores de cuidado”, afirma o documento. (Com Banda B)
Estudantes que querem revisão em suas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até as 10h desta segunda, para enviar a solicitação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o órgão, o participante deve encaminhar e-mail, contendo nome completo e CPF, para o endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Em comunicado no Twitter, o Inep explica que o canal irá expirar às 10h, para que a equipe técnica tenha tempo hábil de fazer toda a conferência necessária até o fim do dia, quando os resultados finais serão divulgados.
No sábado (18), a autarquia do Ministério da Educação, responsável pela aplicação do Enem, informou que foram encontrados quatro casos de inconsistências na correção da segunda prova do exame.
Os resultados do Enem 2019 foramdivulgados na sexta-feira (17).A equipe técnica do instituto identificou que se tratava de inconsistência na transmissão de dados que a gráfica envia ao Inep para processamento das notas e que era restrita a um grupo de participantes. A ocorrência gera contradições naassociação entre o participante e a cor de sua prova, o que causa impacto na média de proficiência.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta sexta dia 17, que 53 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 obtiveram nota máxima na prova de redação, enquanto outros 143.736 zeraram a avaliação. As notas individuais do exame foram disponibilizadas nesta sexta no portal do Enem (enem inep.gov.br). A nota média das redações ficou em 592,9.
Também foram anunciadas as médias gerais de desempenho nas quatro áreas de conhecimento exigidas na prova. Em Matemática e suas tecnologias, a média geral foi de 523,1 pontos. Na área de linguagens, códigos e suas tecnologias, 520,9. Em Ciências Humanas e suas tecnologias, 508. A média em Ciências da Natureza foi 477,8.
“Entregamos o melhor Enem analógico de todos os tempos, e agora vamos fazer o Enem digital”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Agora os estudantes terão acesso apenas à nota que obtiveram na redação. O espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos, será divulgado em março, 60 dias após a divulgação do resultado individual. As notas não cabem recurso.
Os chamados treineiros, aqueles que fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos, terão que esperar mais um pouco, as notas desses participantes serão divulgadas também em março. Esses candidatos não poderão usar o Enem para concorrer a vagas no ensino superior pelos programas federais. (Com Agência Brasil)





















