A Caixa lançou nesta quinta dia 23, uma nova linha de crédito que antecipa o saque-aniversário do FGTS. A linha irá incluir até três saques, que seriam recebido apenas após três anos, e terá taxa de juros fixas de 0,99% ao mês.
O banco é a primeira instituição financeira a lançar essa modalidade de crédito, anunciou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em live transmitida nesta quinta-feira. “A linha de crédito é muito barata, até mais do que a do crédito consignado. Chega a cobrar 75% menos juros em relação às demais”.
Há um valor mínimo para contratar o crédito, de R$ 2 mil. A contratação é 100% digital, sem consulta aos órgãos de proteção de crédito. A linha estará disponível a partir de segunda-feira, 27.
Para contratação da linha, o trabalhador deve indicar a Caixa como instituição financeira para recebimento do crédito do FGTS quando aderir ao saque-aniversário ou a qualquer momento.
A liquidação da operação de empréstimo será feita de uma só vez, diretamente na conta FGTS do trabalhador no dia do pagamento do saque-aniversário, sem impactar sua capacidade de pagamento.
A nova linha de crédito da Caixa tem um público potencial de 61 milhões, quantidade de trabalhadores vinculados ao FGTS. Deles, 6,1 milhões já aderiram ao saque-aniversário. Hoje, existem R$ 390 bilhões depositados em contas do FGTS.
Como solicitar o crédito
Após optar pelo saque-aniversário e informar a Caixa como instituição financeira, o cliente deverá acessar o internet banking do banco, clicar na opção “Crédito” e em seguida na opção “Antecipação Saque Aniversário-FGTS”.
Será gerado um pré-contrato e o valor do saldo utilizado como base para o cálculo do crédito será bloqueado no FGTS, como garantia da operação. Aqueles que ainda não forem clientes do banco poderão solicitar a antecipação do saque-aniversário em qualquer agência da Caixa.
Como funciona o saque-aniversário
O saque-aniversário concede ao trabalhador a possibilidade de sacar, todo ano, um percentual de seu saldo. O cotista tem três meses em cada ano para sacar seu dinheiro. Caso o trabalhador não saque o recurso, ele volta automaticamente para a conta no FGTS.
O trabalhador que quiser sacar anualmente um porcentual de recursos do fundo deve informar a decisão ao banco. É importante informar ao banco a decisão antes do mês de aniversário para que seja possível sacar parte do dinheiro já neste ano.
Quem tem até R$ 500 pode sacar metade do valor. Ou seja, caso tenha R$ 500 depositados, poderá sacar R$ 250.
Já quem tem mais de R$ 500 poderá sacar um porcentual do saldo mais um valor adicional, de acordo com o valor que tem depositado. Quem tiver entre R$ 500,1 a R$ 1 mil no fundo poderá sacar 40% do valor mais R$ 50. (Com Exame.com)
Desde que o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio foi anunciado, em 24 de março, a postura das autoridades ligadas aos Comitês Olímpico Internacional (COI) e Organizador dos Jogos, e ao governo japonês, tem sido diferente daquela que antecedeu a alteração das datas. Até dois dias antes da mudança, o discurso era de que o evento seria realizado em 2020, apesar de manifestações contrárias de atletas e comitês nacionais, preocupados com o avanço da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e o impacto em torneios qualificatórios e treinos. A partir da remarcação, um tom de incerteza passou a despontar nas declarações.Até o cancelamento da competição não é mais descartado.
Para Katia Rúbio, professora da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP) e Coordenadora do Grupo de Estudos Olímpicos, a mudança no discurso começa com a pressão de alguns comitês olímpicos nacionais, como os da Austrália e Canadá, que ameaçaram não enviar atletas ao Japão se os Jogos não fossem adiados.
"A palavra boicote, no meio olímpico, remete a ações políticas de 1980 e 1984, quando foram boicotados os Jogos de Moscou (Rússia) e Los Angeles (Estados Unidos). Tudo que o COI não quer é dar ao cancelamento, ou ao adiamento, essa conotação política. No momento em que dirigentes utilizam essa expressão, o COI anuncia o adiamento e altera sua atitude de comunicação. Desde então, o que assistimos é a construção de um discurso que envolve também autoridades japonesas, que, no meu entendimento, caminha mais para o cancelamento, não apenas para o adiamento", analisa, à Agência Brasil. "Mas veja, é uma situação inédita. Nunca antes se viveu, no movimento olímpico, algo parecido. A não realização dos Jogos, até hoje, tinha se dado por conta de guerras", pondera.
O vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta, porém, entende que o cenário já foi de mais desconfiança. "Tivemos momentos em que eu diria que a sensação foi pior. Hoje, a sensação é de muita confiança. Se fosse colocar em percentual, talvez há um mês era de 60%. Hoje, digo que é de 90% de chances de acontecer. O mundo está caminhando para resolver o problema da pandemia. A mensagem que o COI quer passar, a gente confia nisso, é que os Jogos sejam um grande congraçamento da raça humana, para que a gente vença o problema sério da pandemia, e que a gente possa, com segurança, realizar os Jogos e brindar o mundo com as competições", avaliou o dirigente durante entrevista ao repórter Igor Santos, da TV Brasil.
O COB foi um dos primeiros comitês a pedir mudança na data do evento. Apesar disso, La Porta disse compreender a demora para a confirmação dos Jogos em 2021. "O COI teve muito cuidado antes de tomar a decisão, porque ela envolve questão financeira, de planejamento da cidade. Não é simplesmente adiar. [O país] Pode receber o evento no ano seguinte? E os contratos com patrocinadores? Tudo isso não se resolve de um dia para o outro", explicou. "Talvez, uma decisão de cancelar os Jogos seria até economicamente mais fácil. Mas, você imagina... Quando se fala em Olimpíada, você mexe com o sonho da carreira de um atleta. Se não tem, você acaba com o sonho de milhares de atletas", completou o dirigente.
A hipótese de não realização da Olimpíada, antes fora de cogitação, não é mais absurda. Em abril, o presidente do Comitê Organizador, Yoshiro Mori, admitiu ao jornal japonês Nikkan Sports que os Jogos poderiam ser descartados se a covid-19 não estiver controlada em nível global. Em maio, foi a vez de Thomas Bach, dirigente máximo do COI, reconhecer, em entrevista à rede britânica BBC, a perspectiva de cancelamento do evento pela mesma razão.
A possibilidade de as competições serem disputadas com portões fechados, ao menos por enquanto, é rejeitada. No fim de março, o Comitê Olímpico informou que os ingressos adquiridos para os Jogos em 2020 valeriam para 2021, com garantia de devolução a quem não puder comparecer.
A estimativa do diário japonês Nikkei, especializado em economia, é que o adiamento dos Jogos tenha um custo extra de US$ 2,7 bilhões - aproximadamente R$ 13 bilhões - entre manutenção de estruturas e revisão de contratos. "Está acontecendo uma grande negociação de bastidores para adequar o calendário [de competições] que aconteceria no ano que vem para acomodar os Jogos, mas, não só. Há todo um calendário que antecede o evento, inclusive classificatório", destaca Rubio. "Há, ainda, atletas que tinham se planejado para se aposentar neste ano e que terão que se replanejar. E há todo o custo do calendário não preenchido. Os custos materiais são enormes, mas, o imaterial é impossível de dimensionar", conclui.
Se nada mudar, a Olimpíada de Tóquio será disputada entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Já a Paralimpíada ocorrerá entre 24 de agosto e 5 de setembro, também do ano que vem. Para isso, porém, será preciso um maior controle da pandemia de covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são quase 15 milhões de casos confirmados da doença no mundo, com recorde em 24 horas atingido há cinco dias: quase 260 mil novos infectados. São mais de 618 mil mortes no planeta. O próprio Japão, sede dos Jogos, vive a segunda onda da pandemia. Nesta quinta-feira (23), o país teve 726 novos casos, número mais elevado desde 12 de abril. (Com Agência Brasil)
O Tesouro Nacional e a B3 (Bolsa de Valores) reduziram de 0,25% para 0% ao ano a taxa de custódia para os investimentos no Tesouro Selic até o estoque de R$ 10 mil.
O Tesouro Direto tem hoje dia 23, quase 1,3 milhão de investidores ativos. Com a zeragem da taxa, um terço deles ficaria completamente isento de tarifa, informou o Tesouro Nacional.
Entretanto, segundo o Tesouro, como a medida isenta o pagamento para todos os investidores em Tesouro Selic até o limite de R$ 10 mil em estoque, todos que possuem esse título, e que respondem por 53% da base de investidores ativos do programa, acabarão de alguma maneira sendo beneficiados.
Para ilustrar o efeito da alteração, o Tesouro divulgou uma simulação, considerando três investidores: um com R$ 9 mil, outro com R$ 11 mil e um terceiro com R$ 20 mil aplicados em Tesouro Selic.
O primeiro ficará totalmente isento de taxa. O segundo só terá custo referente à taxa de custódia sobre o valor de R$ 1 mil que excede os R$ 10 mil. E o terceiro pagará taxa referente aos R$ 10 mil excedentes.
A tabela exemplifica os ganhos de acordo com o montante investido.
Investidor Montante investido no Tesouro Selic (estoque) Quanto paga ao ano? Quanto passará a pagar? Taxa efetiva ao ano (regra anterior) Taxa efetiva ao ano (nova regra)
Investidor A R$ 5.000 R$ 12,50 R$ 0,00 0,25% 0,000%
Investidor B R$ 11.000 R$ 27,50 R$ 2,50 0,25% 0,023%
Investidor C R$ 20.000 R$ 50,00 R$ 25,00 0,25% 0,125%
Investidor D R$ 30.000 R$ 75,00 R$ 50,00 0,25% 0,167%
Investidor E R$ 50.000 R$ 125,00 R$ 100,00 0,25% 0,200%
A mudança entrará em vigor em 1º de agosto. A taxa de custódia havia diminuído pela última vez de 0,30% para 0,25% para todos os títulos, em 1º de janeiro de 2019.
“Nesse sentido, o Tesouro e a B3 reafirmam o seu compromisso de monitorar constantemente as oportunidades de reduções estruturais na taxa de custódia cobrada pela B3”, concluiu o Tesouro, em nota. (Com Agência Brasil)
O Parlamento Europeu pressionará para seja gasto mais do pacote de recuperação da União Europeia (UE) em pesquisa e desenvolvimento e saúde e educação, além de buscar um vínculo mais claro entre a ajuda econômica e o cumprimento do Estado de Direito, disseram parlamentares nesta quinta dia 23.
Em seu primeiro debate sobre o acordo alcançado pelos líderes da UE para um estímulo de resposta à pandemia do novo coronavírus, de 750 bilhões de euros, e um orçamento comum para 2021 a 2027 de 1,074 trilhão de euros, muitos membros da assembleia da UE disseram que vão lutar por mudanças.
O Parlamento Europeu precisa aprovar o plano de gastos nos próximos meses, antes que ele se torne realidade e ajude a tirar a economia da UE da recessão.
"Estou feliz com o acordo, mas não com os termos", disse Manfred Weber, que lidera o maior grupo parlamentar de centro-direita, o Partido Popular Europeu (PPE).
"Achamos que o orçamento de longo prazo não está dando respostas adequadas aos desafios dos próximos sete anos. Ele deve ser mais orientado para o futuro", afirmou.
Weber e líderes de outros grupos parlamentares disseram que é necessário mais dinheiro para desenvolver uma guarda costeira europeia mais forte, proteger a saúde, pesquisa e desenvolvimento e fornecer auxílio e desenvolvimento para a África e outros vizinhos da UE.
Eles também pediram um vínculo mais claro entre os governos que respeitam o Estado de Direito - a divisão do poder entre parlamentares, o Poder Executivo e o Judiciário - e o desembolso de dinheiro europeu. (Com Agência Brasil)
O número de casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus no sistema prisional brasileiro chegou a 13.778 até ontem dia 22, com um aumento de 99,3% em 30 dias, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número de mortos chegou a 136.
Os dados somam os 5.113 casos e 65 mortes confirmadas entre servidores do sistema prisional, com 8.665 casos e 71 mortes de presos confirmadas. O levantamento feito pelo CNJ leva em conta informações dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, de boletins das secretarias estaduais de Saúde e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Entre os presos, o maior número de casos foi registrado no Distrito Federal (DF), onde 1.620 pessoas já contraíram o vírus, com três mortes. Em seguida vem Pernambuco, com 1.033 casos e seis mortes. Entre os servidores, o Pará lidera o número de casos, com 588, dos quais cinco morreram.
De acordo com o CNJ, os dados devem ser lidos levando em consideração as diferentes políticas de testagem adotadas em cada unidade da federação. O levantamento mostra que, em todo país, foram realizados até o momento 18.607 testes em pessoas presas e 19.132 em servidores. Há hoje mais de 700 mil presos no sistema penitenciário.
No sistema socioeducativo, com internos menores de idade, foram registros 2.356 casos de covid-19 (alta de 80,2% em 30 dias) e 16 mortes. (Com Agência Brasil)
A partir de hoje dia 23, os usuários do Caixa Tem, usado no recebimento do auxílio emergencial, que tiveram contas bloqueadas preventivamente por inconsistência cadastral poderão realizar o envio de documentos por meio do aplicativo para realizar o desbloqueio em até 24 horas. O Caixa Tem apresentará as orientações necessárias que o beneficiário deverá seguir no próprio aplicativo.
No caso de contas bloqueadas por indícios de fraudes, os usuários serão informados por meio do aplicativo Caixa Tem para que se dirijam a uma agência de acordo com calendário escalonado por mês de aniversário. Segundo o banco, o objetivo é evitar filas nas agências e aglomerações.
Caixa Econômica Federal
Combate a fraudes
O banco disse ainda atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública para mitigar riscos de fraudes e garantir nível adequado de segurança no pagamento do auxílio emergencial e demais benefícios sociais.
A Caixa reforça que o aplicativo tem” múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro”. “Recomenda-se aos usuários utilizar apenas os aplicativos oficiais da Caixa e jamais compartilhar informações pessoais”, diz o banco. (Com Agência Brasil)














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