Diretor da OMS pede que países forneçam mais vacinas a países pobres

A pandemia de Covid-19 está sendo perpetuada por uma "escandalosa desigualdade" na distribuição de vacinas, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (24).

 

O diretor-geral da OMS pediu, na assembleia ministerial anual da organização, que os países doem vacinas ao programa Covax para imunizar 10% da população de todos os países até setembro e 30% até o fim do ano.

 

O programa, das Nações Unidas, tem o objetivo de garantir que todos os países tenham acesso à vacinação.

 

Tedros também pediu aos fabricantes de vacinas que comprometam 50% de seus volumes com o programa este ano. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Museu Paranaense reflete sobre curadorias compartilhadas entre indígenas e instituições

O Museu Paranaense promoverá uma série de encontros online com pesquisadores, profissionais de museus e indígenas no ciclo "Curadoria Compartilhada em Foco: Museus Experientes". Os convidados vão dividir com o público suas vivências, impressões e reflexões a partir de curadorias compartilhadas em diferentes instituições brasileiras, como o Museu de Arte do Rio (MAR-RJ), Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR) e Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE UFSC).

 

A proposta integra o plano do Museu Paranaense de repensar a exposição de longa duração Indígenas do Paraná, por meio de uma curadoria compartilhada com indígenas das etnias Guarani, Kaingang e Xetá, trazendo ao público temáticas definidas pelos membros das comunidades a partir do acervo etnográfico do próprio museu.

 

"Além de colocar os indígenas no papel central quanto à escolha do que querem que seja informado ao visitante sobre suas concepções do mundo e modos de vida, essa ação reforça o conceito do museu enquanto lugar de escuta e de diálogo intercultural", afirma a diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega.

 

Os encontros do Ciclo “Curadoria Compartilhada em Foco” ocorrerão uma vez ao mês, transmitidos online e gratuitamente, sem necessidade de inscrição prévia. Os participantes poderão solicitar uma declaração de participação após o evento.

 

As transmissões acontecerão pelo canal do YouTube do Museu Paranaense e contarão com intérpretes de libras.

 

CONVIDADOS E TEMAS – A primeira conversa acontece no dia 25 de maio (terça-feira), às 17h, com a antropóloga Laura Pérez Gil, diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR, e a cacique Mbyá-Guarani Juliana Kerexu, sobre a exposição Nhande Mbyá reko – Nosso jeito de ser Mbyá-Guarani.

 

A mostra foi resultado da colaboração do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR e cinco comunidades da região litorânea do Paraná: Pindoty (Terra Indígena Ilha da Cotinga/Paranaguá), Kuaray Guata Porã (TI Cerco Grande-Guaraqueçaba), Guaviraty e Karaguata Poty (TI Sambaqui/Pontal do Paraná) e Kuaray Haxa (Morretes).

 

Já o segundo encontro, marcado para o dia 7 de junho, às 20h, discutirá a exposição Dja Guata Porã, realizada no Museu de Arte do Rio, entre 2017 e 2018. Participarão do encontro o curador-chefe do Museu de Arte, Marcelo Campos, e as curadoras da mostra e pesquisadoras Clarissa Diniz e Sandra Benites. Essa foi uma mostra sobre a perspectiva indígena da história do estado do Rio de Janeiro.

 

Concebida de modo participativo, a partir da colaboração de povos, aldeias e indígenas que residem no estado ou na Capital, a exposição é fruto de um processo de diálogo e foi construída como uma plataforma de colaboração entre práticas museológicas e indígena.

 

O terceiro e último encontro será com o diretor e a antropóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Lucas Bueno e Dorothea Darella, que dividem as experiências de curadoria compartilhada com os povos Guarani, Kaingang, Xokleng e Tikuna, em diferentes mostras realizadas no Museu. O evento ocorrerá no dia 6 de julho.

 

INCENTIVO – O Ciclo “Curadoria Compartilhada em Foco: Museus Experientes" foi viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Compagas, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Sanepar e Copel.

 

Serviço

 

Ciclo "Curadoria Compartilhada em Foco: Museus Experientes"

 

Conversa sobre a exposição Nhande Mbyá reko – Nosso jeito de ser Mbyá-Guarani (MAE-UFPR)
Convidadas: Laura Pérez Gil, antropóloga e diretora do MAE-UFPR, e cacica Mbyá-Guarani Juliana Kerexu
Data: terça-feira, 25 de maio
Horário: 17h

 

Conversa sobre a exposição Dja Guata Porã (MAR-RJ)
Convidados: curador-chefe do MAR, Marcelo Campos, e as curadoras da mostra e pesquisadoras Clarissa Diniz e Sandra Benites
Data: segunda-feira, 07 de junho
Horário: 20h

 

Conversa sobre experiências de curadorias compartilhadas com os povos Guarani, Kaingang, Xokleng e Tikuna em diferentes mostras realizadas no MArquE
Convidados: diretor e antropóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE), Lucas Bueno e Dorothea Darella
Data: terça-feira, 06 de julho
Horário: 19h (Com AEN)

 

 

 

Fiocruz recebe nova remessa de insumo para produção de vacina

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu mais uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo mais importante para a produção da vacina contra a covid-19. O carregamento desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, no final da tarde de sábado dia 22. Com a nova entrega, poderão ser fabricadas aproximadamente 12 milhões de doses, o que assegura os repasses previstos ao Programa Nacional de Imunização (PNI) até a terceira semana de junho.

 

Segundo a Fiocruz, a produção, que foi interrompida na última quinta feira (20), será retomada na próxima terça-feira (25).

 

Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz é responsável pela produção da vacina Oxford-AstraZeneca, a Covishield. A vacina foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica inglesa AstraZeneca. Ainda no ano passado, elas firmaram com a instituição brasileira um acordo para transferência de tecnologia.

 

A vacina já possui o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está sendo usada no controle da pandemia, seguindo os critérios do PNI. Os primeiros lotes da vacina que chegaram em janeiro ao país foram importados da Índia.

 

A fabricação em larga escala no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) teve início em março. No entanto, o IFA ainda está sendo importado. No início desse mês, a Anvisa deu aval para que a Fiocruz também possa fabricar o insumo. Assim, a expectativa é de que, nos próximos meses, a produção da Covishield esteja 100% nacionalizada.

 

Até o momento, a Fiocruz já entregou ao PNI mais de 41 milhões de vacinas para distribuição aos estados e municípios. A última remessa, de 6,1 milhões de doses, foi repassada sexta dia 21. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Cerca de 320 mil participam de concurso público para a Polícia Federal

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) realizou neste domingo dia 23, concurso público para os cargos de delegado, agente, escrivão e papiloscopista da Polícia Federal. As provas escritas serão realizadas em todo o país para o preenchimento de 1,5 mil vagas. Cerca de 320 mil pessoas estão inscritas para o certame.

 

Os candidatos aprovados nessa primeira fase ainda deverão passar por exames de aptidão física e mental para serem aprovados. Quem passar na seleção escrita para o cargo de delegado ainda precisará realizar prova oral e de avaliação de títulos para entrar na corporação.

 

O salário inicial para o cargo de delegado é de R$ 23,6 mil. Para os demais cargos, o vencimento no começo da carreira é de R$ 12,5 mil. Os aprovados deverão ser lotados, preferencialmente, nos estados localizados em regiões de fronteira, como Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima.

 

A realização do concurso estava indefinida e foi liberada na sexta-feira (21) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao julgar um pedido de uma candidata para suspender a aplicação das provas devido à pandemia de covid-19, a maioria dos ministros entendeu que a autonomia dos estados e municípios para tomar decisões de contenção da pandemia não pode interferir em questões relacionadas à administração pública federal.

 

Pelas regras estabelecidas pela organizadora para evitar o contágio pela covid-19, os candidatos devem comparecer aos locais de prova usando máscaras, deverão fazer a higienização das mãos com álcool em gel e se submeterem a aferição de temperatura. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

Mega-Sena acumula e próximo sorteio pode pagar R$ 80 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.374 da Mega-Sena, sorteadas no sábado dia 22, e o prêmio acumulou.

 

Para o próximo concurso, que será sorteado na quarta-feira (26), o prêmio previsto é de R$ 80 milhões.

 

Veja as dezenas sorteadas: 12 - 13 - 25 - 37 - 39 - 41.

 

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 4,50. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Pessoas que tiveram dengue são propensas a ter sintomas da covid-19

Estudo feito por pesquisadores brasileiros mostrou que pessoas que tiveram dengue têm mais propensão a desenvolverem sintomas da covid-19, caso sejam contaminadas pela doença. A pesquisa, divulgada no último dia 6, é baseada na análise de amostras sanguíneas de 1.285 moradores da cidade de Mâncio Lima (AC), na região amazônica.

 

O trabalho, coordenado pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Urbano Ferreira, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp), foi publicado na revista Clinical Infectious Diseases.

 

“Relatamos um risco aumentado de covid-19 clinicamente aparente entre as pessoas da região amazônica com infecção prévia por dengue, com importantes implicações para a saúde pública”, diz a conclusão da pesquisa publicada.

 

As amostras de sangue utilizadas no estudo foram coletadas em dois momentos e comparadas: em novembro de 2019 e novembro de 2020. O material foi submetido a testes capazes de detectar anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue e também contra o novo coronavírus.

 

“Por meio de análises estatísticas, concluímos que a infecção prévia pelo vírus da dengue não altera o risco de um indivíduo ser contaminado pelo SARS-CoV-2. Por outro lado, ficou claro que quem teve dengue no passado apresentou mais chance de ter sintomas uma vez infectado pelo novo coronavírus”, disse à Agência Fapesp, Vanessa Nicolete, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e uma das autoras do artigo. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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