Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em maio podem sacar, a partir de hoje (9), a quarta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 22 de julho.
Os recursos também podem ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.
O saque originalmente estava previsto para ocorrer em 25 de agosto, mas foi antecipado em cerca de duas semanas por decisão da Caixa. Segundo o banco, a adaptação dos sistemas tecnológicos e dos beneficiários ao sistema de pagamento do auxílio emergencial permitiu o adiantamento do calendário.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício. (Com Agência Brasil)
Será necessário se vacinar todo ano contra a covid-19? Quem tomou duas doses precisará de um reforço? As variantes vão exigir novas vacinas? Essas perguntas continuam sem uma resposta definitiva da comunidade científica, mas pesquisadores brasileiros já trabalham em novos projetos de vacinas que poderão suprir possíveis demandas futuras e dar maior independência ao país para manter sua população imunizada.
É o caso da vacina SpiN-Tec contra a covid-19, que teve seu pedido de testes em humanos protocolado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de julho, por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A vacina começou a ser desenvolvida em março do ano passado pelo CTVacinas da UFMG, em parceria com a Fiocruz Minas, e recebeu apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações. Como o Brasil já encomendou mais de 600 milhões doses de outras vacinas contra covid-19 para o ano de 2021, a conclusão dos testes da SpiNtec, em 2022, deve ocorrer com a população já amplamente vacinada. Mesmo assim, a pesquisa segue com a perspectiva de que a vacina mineira possa ser usada como reforço para pessoas já imunizadas.
Dose de reforço
Um dos pesquisadores responsáveis pela SpiN-Tec, o professor Flávio da Fonseca explicou, em entrevista coletiva no início deste mês, que os testes em humanos vão buscar calibrar um esquema de doses para que a vacina seja aplicada em quem já se vacinou.
Nos testes em laboratório, em animais, os pesquisadores usaram um esquema de duas doses, com intervalo de 21 dias, mas, para os estudos clínicos, haverá a avaliação se uma dose basta para reforçar a imunização.
Outra preocupação dos pesquisadores ao planejar o desenvolvimento da vacina foi com as mutações do novo coronavírus. Desde o início da pandemia, já foram identificadas inúmeras novas cepas do SARS-CoV-2, entre elas as variantes de preocupação Alfa, Beta, Gama e Delta, mais transmissíveis e com possíveis impactos na efetividade das vacinas.
Integrante da equipe de pesquisadores, Santuza Teixeira esclareceu que é impossível fazer uma previsão de efetividade contra as variantes. A cientista explicou que uma das estratégias para enfrentar esse problema foi escolher uma proteína viral que tem sofrido menos mutações para compor a combinação de proteínas contida na vacina.
Sempre que os vírus se multiplicam, eles podem sofrer mudanças em sua estrutura. Quando essas alterações passam a representar uma vantagem na replicação, essa nova estrutura tende a se multiplicar mais que as outras, tornando-se dominante. Foi isso o que ocorreu no Brasil com a disseminação da variante Gama (P.1), no início de 2021, e novamente pode ocorrer com a variante Delta.
Como nossas células de defesa são produzidas "sob medida" para atacar formas específicas do vírus, essas mudanças, em alguns casos, também podem permitir que o microorganismo escape. Por isso, a escolha de uma proteína mais estável, como a proteína N, é uma estratégia para minimizar esse risco.
Proteína recombinante
A plataforma tecnológica da SpiN-Tec é chamada de proteína recombinante e difere das quatro vacinas contra covid-19 usadas no Brasil até o momento. Para produzir a vacina da UFMG, os pesquisadores desenvolveram um processo em que informações genéticas do novo coronavírus são inseridas em uma bactéria E.coli, e essa, por sua vez, produz uma proteína fusionada, uma mistura com pedaços das proteínas S e N.
A proteína S tem sido o principal alvo das vacinas genéticas contra a covid-19, sejam elas de RNAm (Pfizer/BioNTec) ou vetor viral (AstraZeneca e Janssen), por despertar uma forte resposta do corpo humano. A pesquisa da SpiN-Tec aproveitou esse potencial e o combinou ao da proteína N, que é menos propensa a mutações e também estimula a produção de anticorpos no organismo humano. Por isso, o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) dessa vacina usa as duas proteínas na mistura proteica chamada pelos cientistas de proteína quimérica ou "quimera". O nome é uma referência ao monstro da mitologia grega que tinha o corpo formado por partes de diferentes animais, como cabeça de leão e cauda de serpente.
O projeto com a tecnologia de proteína recombinante foi o escolhido pelos pesquisadores, entre outras opções pensadas ao longo da pesquisa. Os motivos foram as razões citadas e também os resultados positivos verificados em testes com animais. Além disso, os pesquisadores ressaltam que o custo dessa tecnologia é menor se comparado a plataformas como as de vetor viral ou RNA.
Testes
Quando houver aprovação da Anvisa, os testes dos pesquisadores em humanos vão começar pelas fases 1 e 2, em que conclusões importantes sobre eventos adversos e esquema de dose são avaliadas. Na fase 1, serão recrutados 40 voluntários, e na 2, entre 150 e 300. Como a vacina deve ser utilizada como dose de reforço, os participantes do estudo precisarão ter sido imunizados com as duas doses da CoronaVac há, no mínimo, seis meses.
As fases 1 e 2 de testes clínicos contam com recursos da prefeitura de Belo Horizonte, que vai repassar R$ 30 milhões até o fim do ano, e de emendas parlamentares, que viabilizaram mais R$ 3 milhões.
Apesar de o pedido para a realização dos testes já ter sido entregue à Anvisa no último dia 30, a agência ainda não havia recebido até semana passada o Dossiê Específico de Ensaio Clínico (DEEC), que é o protocolo clínico do estudo, propriamente dito. A Anvisa afirma que já começou a análise, mas precisa desse documento para concluí-la.
Procurada pela Agência Brasil, a UFMG informou que todas as exigências da Anvisa estão sendo cumpridas. "Nesse processo, é natural que alguns documentos não sejam entregues ao mesmo tempo e que sejam acrescidos à solicitação inicial ao longo de todo o procedimento", diz nota divulgada à imprensa.
O ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para as doses que serão usadas nas duas primeiras fases de testes clínicos já está em produção na Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Segundo a UFMG, não há empresa que desenvolva esse tipo de material no Brasil. Os lotes-piloto do insumo, contendo as proteínas quiméricas, devem chegar ao país em setembro, quando está previsto o início dos testes clínicos.
As fases 1 e 2 devem ter duração de três a quatro meses, com conclusão prevista para os primeiros meses de 2022. Caso sejam bem-sucedidas, um novo pedido de autorização deverá ser feito à Anvisa para os testes de fase 3, em que é calculada a eficácia da vacina em um estudo com número maior de voluntários.
Mais ampla, essa etapa pode demandar investimento de R$ 300 milhões. Segundo a universidade mineira, no entanto, a necessidade de recursos ainda está sendo dimensionada, porque, como a vacina será usada como dose de reforço, a abrangência da fase 3 ainda está sendo examinada pelos pesquisadores da UFMG e os técnicos da Anvisa. (Com Agência Brasil)
O concurso de número 2.397 da Mega-Sena não teve nenhum acertador das 6 dezenas sorteadas na noite deste sábado (24), em São Paulo. O prêmio acumulou e a estimativa é de que o próximo sorteio pague R$ 65 milhões.
As dezenas sorteadas foram:
06 - 14 - 20 - 39 - 46 - 48
Setenta e nove apostas acertaram a quina (cinco das seis dezenas sorteadas) e vão receber prêmio de R$ 60.862,18 cada uma. Já a quadra - quando o apostador acerta quatro, das seis dezenas sorteadas -, teve 6.058 apostas ganhadoras, que receberão prêmio de R$ 1.133,82.
O próximo sorteio será na quarta-feira (11), e está programado para as 20h. O evento tem transmissão ao vivo pelo YouTube, e pode ser acessado no canal da Caixa.(Com Ag. Brasil).
A Mega-Sena poderá pagar R$ 55 milhões neste sábado dia 07, no concurso 2.397.
O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais das loterias Caixa (perfil @LoteriasCAIXAOficial no Facebook e canal CAIXA no Youtube).
As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país, no portal Loterias Caixa www.loteriasonline.caixa.gov.br e no aplicativo Loterias Caixa, além do Internet Banking Caixa para clientes do banco.
O valor de uma aposta simples na Mega é de R$ 4,50. Caso apenas um apostador leve o prêmio da faixa principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 134,5 mil de rendimento no primeiro mês. Se preferir investir em automóveis, o valor seria suficiente para comprar 200 veículos do tipo SUV ao preço de R$ 275 mil cada. As informações são do site da Caixa.(Com Ag.Brasil).
O Paraná ultrapassou a marca das 8,5 milhões de vacinas contra Covid-19 aplicadas no Estado nesta sexta-feira (6). Em cerca de seis meses e meio, foram 8.521.967 doses aplicadas, das quais 6.061.602 primeiras doses, 2.152.959 segundas doses e 307.406 doses únicas.
Atualmente, 73,03% dos paranaenses adultos já iniciaram sua imunização e receberam pelo menos uma dose (D1 ou dose única). São 6.369.008 pessoas já alcançadas pela vacinação. Além disso, 28,21% da população já está completamente imunizada (seja com a segunda dose ou com dose única), somando quase 2,5 milhões de pessoas. São 2.460.365 paranaenses que já finalizaram seu ciclo de imunização.
Dos imunizantes utilizados no período, 49,2% são da Covishield (AstraZeneca/Oxford), 33% da Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac), 14,2% da Cominarty (Pfizer/BioNTech) e 3,6% da Janssen (Johnson & Johnson).
Com o avanço da vacinação, o Paraná se aproxima das metas estabelecidas pela Secretaria Estadual de Saúde: chegar a 80% dos adultos vacinados com pelo menos uma dose até o final de agosto, e 100% até setembro.
“Temos um cronograma que aponta para alcançar 100% da população acima de 18 anos no próximo mês, e vamos continuar atingindo nossos objetivos. Mas o cuidado precisa continuar: estamos com a variante delta em transmissão comunitária no Paraná. Temos uma grande necessidade de que todos os paranaenses tomem a primeira dose e lembrem de tomar a segunda dose na data correta. É um esforço coletivo”, afirma Beto Preto, secretário da pasta.
POPULAÇÃO GERAL – Em números absolutos, o Paraná é o quinto estado que mais vacinou no Brasil – atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Quando o recorte é apenas nas doses aplicadas na população geral, a posição sobe para terceiro (atrás de São Paulo e Rio de Janeiro).
No grupo de adultos de 18 a 59 anos, foram 2.877.654 doses aplicadas. Na sequência, entre os grupos prioritários, os que mais receberam vacinas foram as pessoas de 60 a 64 anos (926.091), as de 65 a 69 anos (829.910), os trabalhadores de saúde (804.508) e os idosos de 70 a 74 anos (609.601).
Além disso, as mulheres são maioria entre os vacinados: elas correspondem a 55% de todos os imunizados.
MUNICÍPIOS – Em doses absolutas, os municípios que mais aplicaram vacinas foram Curitiba (1.504.377); Londrina (422.417), Maringá (395.618), Cascavel (243.044), Ponta Grossa (221.463), Foz do Iguaçu (206.137), São José dos Pinhais (184.344), Colombo (154.122), Guarapuava (129.344) e Paranaguá (126.537).
Proporcionalmente à população, o Ranking da Vacinação destaca, entre os municípios que mais aplicaram a primeira dose, Pontal do Paraná (79,74%), Maringá (78,56%), Barra do Jacaré (75,21%), Floresta (74,81%) e Arapongas (74,33%).
Na segunda dose, lideram o ranking Bom Jesus do Sul (34,04%), Pontal do Paraná (33,99%), Kalore (32,73%), Esperança Nova e Santo Antônio do Caiuá (ambos com 31,32%). Já na dose única, os destaques são Porto Vitória (10,1%), Siqueira Campos (9,45%), Itaperuçu (8,82%), Sertanópolis (8,42%) e Imbaú (7,82%).
MAIS DOSES – O Paraná recebe, nesta sexta-feira, mais 415.790 vacinas contra a Covid-19. O envio da nova remessa foi confirmado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (5). O lote inclui 177.840 doses da Pfizer/BioNTech e 233.800 AstraZeneca (ainda não especificadas entre primeira ou segunda dose), além de 4.150 da Janssen (dose única). Nesta semana, o Paraná já distribuiu 158.670 vacinas para D1 na população em geral acima de 18 anos. (Com AEN)
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) sinalizou hoje (5) com a possibilidade de votar diretamente no plenário a Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 153/19 que torna obrigatório o voto impresso. A proposta atualmente em uma comissão especial que analisa o tema.
Segundo Lira, o regimento da Casa prevê a possibilidade de que a proposta seja votada diretamente no plenário, caso a comissão especial não consiga aprovar um parecer até o final do seu funcionamento, que é de 40 sessões da Câmara.
“Regimentalmente tem [condição de votar diretamente no plenário. As comissões especiais funcionam de maneira opinativa, elas não são terminativas, elas sugerem o texto, mas qualquer recurso ao Plenário pode ser feito”, afirmou.
Ontem (4), o relator da proposta, Filipe Barros (PSL-PR), apresentou novo parecer ao texto. A nova versão determina que o voto seja “conferível em meio impresso pelo eleitor e apurado em sessão pública”.
Lira disse ainda que a sinalização também vale para outra proposta que altera regras eleitorais, a PEC 125/11 que impõe a adoção do voto majoritário para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores, o chamado "distritão puro".
“Todas as duas [comissões estão perto do prazo. Uma está com 30 sessões e a outra está com 35, todas bem perto de estourar o prazo”, disse.
Uma reunião para analisar a matéria chegou a ser convocada para hoje (5), mas foi adiada em razão de impasse sobre a votação. Em razão da polêmica, a comissão especial que analisa o tema tem três reuniões marcadas para esta sexta-feira (6). (Com Agência Brasil)





















