Apar do açúcar, o sal é um dos principais inimigos da saúde humana nos dias de hoje.
Esta substância usada como tempero deve fazer parte de uma alimentação saudável e equilibrada, mas a verdade é que as pessoas estão longe de ter moderação. E é aqui que está o grande ‘pecado’.
O consumo elevado de sal é uma das questões que mais inquieta os médicos, não fosse este ingrediente a causa número um do aumento dos casos de hipertensão – patologia que, por si só, é capaz de promover o aparecimento de outros problemas de saúde.
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Mas há um outro efeito colateral associado ao consumo elevado de sal e que foi agora descoberto pela ciência. Diz um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que o consumo elevado de sal – seja sob a forma de tempero ou já incluído na composição de alimentos processados – está associado a um maior risco de demência.
Em causa, explica o site VivaBem, do UOL, estão as mudanças no sistema imunológico que o sal provoca, mudanças essas que têm um impacto direto no intestino e que, por isso, podem causar carências na função cognitiva.
Publicado na revista "Nature", o estudo contou com experiências feitas em ratos de laboratório e conclui que o consumo elevado de sal suprime o fluxo sanguíneo cerebral quando a mente está em repouso e atrofia ainda a função endotelial, dois fatores que promovem o declínio cognitivo.
Apesar do estudo ter sido feito em animais, os cientistas norte-americanos apresentaram também dados do impacto semelhante que o consumo elevado de sal tem nos humanos. Embora não tenham avançado com quantidades concretas, é sabido que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Direção-Geral da Saúde é de cinco gramas de sal de cozinha por dia.
Imagine todos os emojis que usa diariamente nas suas conversas digitais.
Agora tente imitá-los com o próprio rosto. Pronto! Tem aqui tudo o que precisa para conseguir uma aparência mais jovem.
Segundo um recente estudo da Universidade Northwstern (nos Estados Unidos), publicado na revista científica "JAMA Dermatology", as mulheres de meia-idade que fazem alguns exercícios faciais com regularidade – exercícios esses que pedem a movimentação de vários músculos do rosto, algo que se consegue ao imitar os ditos emojis – apresentam uma aparência até três anos mais jovem.
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De acordo com o site do "New York Times", o estudo contou com a participação de 27 mulheres com idades entre os 40 e os 45 anos. Numa primeira fase do estudo, as mulheres realizaram um plano diário de exercícios faciais de 30 minutos ao longo de oito semanas. Esse plano de treino foi o Happy Face Yoga, um conjunto de exercícios que simulam várias expressões de emojis, ajudando a trabalhar os mais variados músculos do rosto de uma só vez.
Antes desta nova rotina de treino tiraram uma fotografia e repetiram a sessão passadas as oito semanas. Após esta segunda fotografia, as mulheres – que seguiram um plano de treino facial com 32 exercícios – voltaram a ser fotografadas passadas mais 12 semanas de treino, tendo tirado uma quarta e última fotografia no final.
Depois de terem reunido todas as fotografias tiradas pelas mulheres, os cientistas norte-americanos convidaram um conjunto de dermatologistas independentes do estudo para avaliarem a evolução da aparência e da pele das participantes… e foi aqui todas elas rejuvenesceram cerca de três anos, tanto aos olhos das próprias, como também depois de serem avaliadas pelos especialistas.
Uma barriga lisa e tonificada é o objetivo de muitos que praticam exercício físico e o treino de abdominais é sem dúvida o mais comum para o conseguir.
Além de tonificar, ajuda a prevenir dores nos rins, melhora a postura e aumenta o equilíbrio, pois fortalece o tronco.
Apesar disso, fazer abdominais todos os dias não é aconselhado, pelo contrário, poderá estar negando os efeitos do seu próprio treino.
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Em qualquer exercício que trabalhe os músculos, a recuperação faz parte do processo, e nos abdominais não é diferente. Depois do esforço, importa que o tecido recupere, sendo que é nesta fase que se está definindo. Ao praticar o mesmo exercício diariamente, não dá tempo para que o tecido recupere, o que significa que está a contrariar os efeitos pretendidos com o exercício.
Segundo o site The Health, três a quatro treinos de abdominais por semana, em dias alternados, é o ideal. Nos dias de treino, não se foque num só tipo de abdominal: flexões com as pernas na vertical ou abdominais laterais são variações que vão complementar o seu treino (e garantir uma barriga mais definida, que pode chegar ao famoso six pack).
Além disso, exercícios complementares também ajudam na tonificação e perda de gordura na zona abdominal. Tente juntar ao seu treino 20 minutos de sprint, quanto ao treino de força, será mais eficaz fazer menos repetições com mais pesos, do que o contrário, pois o esforço do músculo será maior.
O risco de diabetes do tipo 2 nestas mulheres cai para 47% quando comparado com o de mulheres que nunca amamentaram.
As mulheres que amamentaram por um período inferior a seis meses têm menos 25% de probabilidade de vir a ter diabetes.
O estudo, publicado na revista médica JAMA Internal Medicine e realizado por uma equipe científica da organização de cuidados médicos norte-americana Kaiser Permanente, partiu de uma amostra de 1.238 mulheres que não tinham inicialmente diabetes.
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A investigação, ao contrário de outras, acompanhou as mulheres durante a sua idade fértil, procurando sinais de diabetes antes e depois da gravidez.
A equipe científica teve em consideração fatores de risco, como obesidade, estilos de vida ou antecedentes familiares de diabetes, e resultados perinatais.
Vários processos biológicos podem explicar os efeitos protetores da amamentação no organismo, como a influência dos hormônios associadas à lactação nas células do pâncreas que controlam os níveis de insulina no sangue.
De acordo com os autores do estudo, a incidência da diabetes diminuiu de forma gradual, à medida que a duração da amamentação aumentou, independentemente da raça da mulher, da diabetes gestacional, dos hábitos de vida, do tamanho corporal e de outros fatores de risco metabólicos medidos antes da gravidez.
A dor em membros, também conhecida popularmente por “dor de crescimento”, é uma queixa muito comum no consultório pediátrico.
Apesar de comum, o termo “dor de crescimento” está errado, já que a maioria dos especialistas concorda que o processo é indolor.
A faixa etária acometida por essa condição está entre 6 e 13 anos, com prevalência entre 4% a 37%, dependendo da população estudada, e a causa do surgimento dela é desconhecida.
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Segundo Tania Castro, reumatologista pediátrica, essa é uma dor crônica, com história de, no mínimo, três meses. “A dor acontece, geralmente, em coxas, região anterior das pernas, atrás do joelho e panturrilhas, mas muitas vezes a criança não consegue definir o local. Além disso, não é constante, ela aparece com intervalos onde a criança pode ficar livre das dores por dias e até meses”.
As crianças costumam apresentar queixas de uma dor muito forte que, por muitas vezes, até as impede de dormir. “É comum que ela ocorra mais no final do dia ou à noite, podendo até despertar a criança do sono. O exame físico, os exames laboratoriais e de raios-x não apresentam alterações, mas a dor é real e pode afetar a qualidade de vida desses pacientes”, explica a reumatologista.
O quadro clínico costuma ter duração de 10 a 15 minutos, mas diminui de forma espontânea nas próximas horas. Segundo a médica, quando a dor é muito intensa ou não cede com medidas como bolsa de água quente e massagem, é preciso procurar um especialista. “O pediatra é o profissional habilitado para avaliar a criança com dor em membros. Ele é capaz de diferenciar as causas de dores que necessitam de um médico especialista ou de um atendimento urgente. Sintomas gerais como febre, perda de peso, cansaço e claudicação (mancar) não fazem parte do quadro clínico de dor em membros, devendo-se investigar outras doenças. Além disso, em alguns casos, a avaliação do psicólogo também é necessária.”
Segundo a Dra. Tânia, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o atendimento eficiente e a participação dos pais junto à equipe médica é muito importante para aliviar o desconforto dessa fase. “É importante acalmar os pais quanto à natureza benigna do quadro clínico e explicar que, apesar de não existir uma doença orgânica, a dor é real e talvez essa seja a forma da criança expressar seus conflitos, medos e ansiedades. Geralmente a criança já foi examinada por vários profissionais, fazendo com que a família sinta-se cansada e confusa. O estabelecimento de um vínculo médico-paciente na primeira consulta é muito importante para garantir a confiança do paciente e de seus familiares e, consequentemente, o sucesso do tratamento.”
A investigação abre caminho para o desenvolvimento de "novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquêmicos, como a retinopatia diabética e glaucoma, duas das principais causas de cegueira a nível mundial", afirma a Universidade de Coimbra (UC) numa nota enviada à agência Lusa.
A isquemia da retina é uma complicação associada às doenças degenerativas da retina, contribuindo para a perda de visão e cegueira, refere a UC, indicando que esta "patologia ocorre por oclusão de vasos sanguíneos, maioritariamente da artéria central da retina, de um ramo da artéria da retina ou por oclusão venosa".
Liderado por Ana Raquel Santiago, pesquisadora no laboratório Retinal Dysfunction and Neuroinflammation da Faculdade Medicina da UC, o estudo, já publicado na Cell Death and Disease, foi realizado em modelos animais (ratos) e desenvolvido em duas fases.
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Primeiro, relata a UC, foram "avaliados os efeitos da cafeína nas células da microglia, células imunitárias que funcionam como os macrófagos da retina, mas que em situação de isquemia libertam substâncias nocivas que contribuem para o processo degenerativo".
Os ratos começaram por consumir cafeína durante duas semanas ininterruptamente, tendo sido posteriormente sujeitos a um período transitório de isquemia ocular e, após recuperação, voltaram a beber cafeína.
As análises mostraram que "a cafeína controla a reatividade das células da microglia de forma a conferir proteção à retina, quando comparado com animais que bebiam água (animais controle)", acrescenta a UC. "Nas primeiras 24 horas assistiu-se a uma ativação exacerbada das células da microglia, indicando que, de alguma forma, a cafeína estava a promover um ambiente pró-inflamatório para depois garantir proteção e travar a progressão da doença", refere a coordenadora do estudo, citada pela UC.
Perante estes resultados, e sabendo que a cafeína é um antagonista dos receptores de adenosina (envolvidos na comunicação do sistema nervoso central), a segunda fase do estudo centrou-se em testar o potencial terapêutico de um remédio, a istradefilina, no controle do ambiente inflamatório após um episódio isquêmico da retina.
Trata-se de um remédio capaz de bloquear a ação dos receptores A2A de adenosina e que tem sido avaliado em outras doenças neurodegenerativas. "Neste grupo de experiências, observou-se que a administração de istradefilina diminui a reatividade das células da microglia, atenuando o ambiente pró-inflamatório e o dano causado pela isquemia transiente", descreve Ana Raquel Santiago.
Este medicamento foi testado pela primeira vez na retina, tendo sido administrado após o insulto isquêmico da retina. Os resultados da investigação abrem portas para "a identificação de novos remédios que possam tratar ou atenuar as alterações visuais inerentes a estas doenças", sustenta a pesquisadora.
"Os receptores A2A de adenosina podem vir a ser um alvo interessante para travar a perda de visão causada por doenças como o glaucoma ou a retinopatia diabética, duas das principais causas de cegueira a nível mundial", salienta ainda Ana Raquel Santiago.
Atualmente, "não há cura para estas doenças e os tratamentos disponíveis não são eficazes, sendo crucial identificar novas estratégias terapêuticas", conclui. Desenvolvido ao longo de três anos, o estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro.