Paraná receberá mais 182,1 mil doses de vacinas contra a Covid-19 nesta segunda-feira

O Ministério da Saúde confirmou o envio de mais 182.100 doses de vacinas contra a Covid-19 ao Paraná nesta segunda-feira (30). São 64.350 doses da Pfizer/BioNTech e 117.750 doses da AstraZeneca/Fiocruz. A pauta de distribuição foi divulgada neste domingo (29).

 

As vacinas da Pfizer devem desembarcar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 19h10 no voo LA 4721. Já os imunizantes da AstraZeneca, chegam às 20h05 no voo AD 4078. De lá, as doses serão enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), para conferência e armazenamento até que sejam distribuídas.

 

O governo federal ainda não confirmou se os imunizantes serão destinados à primeira ou à segunda doses. A Secretaria de Estado da Saúde aguarda a divulgação do Informe Técnico para definir a distribuição das vacinas.

 

Até a manhã deste domingo (29), o Paraná já aplicou 10.634.474 doses, sendo 7.361.122 primeiras (D1), 317.810 doses únicas (DU) e 2.955.542 segundas doses (D2). De acordo com a estimativa do Ministério da Saúde, o Estado possui 8.720.953 pessoas acima de 18 anos. Dentre primeiras doses e doses únicas, o Paraná aplicou 7.678.932 vacinas, atingindo 88% da população adulta com, pelo menos, uma dose.

 

MAIS LOTES – Na sexta-feira (27) a secretaria estadual da Saúde iniciou a distribuição de 529.607 doses–sendo 125.820 para primeiras (D1) e 403.787 para segunda aplicação (D2). Os imunizantes eram parte da 42ª e 43ª remessas do Ministério da Saúde. Foram enviados, ainda, 26.940 medicamentos do chamado “kit de intubação” para serviços de saúde que estão atendendo pacientes com a doença. Destes, 24.830 são de compra própria da secretaria e 2.110 enviados pelo Ministério da Saúde. (Com AEN)

 

 

 

Saúde promove live que alerta sobre o perigo do tabagismo

A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta sexta-feira (27) uma ação educativa e de prevenção sobre os riscos do tabagismo para a saúde. Especialistas debaterão o tema em uma live que acontece das 14h às 16h por este LINK  e será aberta ao público em geral. Entre os assuntos estão: Um breve histórico da Luta contra o Tabagismo no Paraná, Doenças Pulmonares relacionadas ao tabagismo e o Programa Estadual de Controle do Tabagismo – diagnóstico dos impactos da COVID-19, ações e perspectivas.

 

No próximo domingo (29) é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O evento tem como objetivo chamar a atenção para a importância em alertar a população da dependência e riscos do tabaco. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a principal causa de morte evitável no mundo.

 

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que 443 pessoas morrem todos os dias por causa da dependência da nicotina. Desse total, 37.686 correspondem à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), 33.179 a doenças cardíacas, 25.683 a outros cânceres, 24.443 ao câncer de pulmão, 18.620 ao tabagismo passivo e outras causas, 12.201 à pneumonia e 10.041 ao acidente vascular cerebral (AVC).

 

Única no país com estudo da Pfizer, Toledo dá início à vacinação na faixa de 12 a 17 anos

 

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, as iniciativas que alertam e combatem o uso do tabaco, mostrando os efeitos nocivos que o hábito pode proporcionar à vida, pode ser um grande incentivo para aqueles que querem deixar de fumar.

 

O Paraná é o único Estado que incluiu na Ficha de Notificação da Covid-19, a comorbidade tabagismo. Dados preliminares do Notifica Covid-PR apontam que, dos 30.452 óbitos, 3,5% apresentavam a comorbidade do tabagismo. Sendo 70% homens e 30% mulheres. A faixa etária mais acometida foi a de 60 a 69 anos, com 28% dos casos, seguida da faixa de 70 a 79 anos.

 

TRATAMENTO – Na rede de saúde pública do Paraná, o atendimento à pessoa tabagista é realizado por equipes multiprofissionais de saúde, prioritariamente na atenção primária, que estão localizadas em todo o Estado. São 1.726 estabelecimentos com serviço de controle de tabagismo. A metodologia é a mesma preconizada pelo Inca e Ministério da Saúde, priorizando o estímulo à mudança de comportamentos e escolha de hábitos saudáveis de vida. Os grupos, de 10 a 15 fumantes, participam de sessões que incluem avaliação clínica e abordagem intensiva, individual ou em grupo, que estimulam a alteração do comportamento.

 

Quando necessário, utiliza-se também terapia medicamentosa após avaliação médica. Porém, por conta da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde orientou a suspensão das atividades em grupos para cessação do tabagismo, adiou o início de novos tratamentos e indicou a adoção de estratégias à distância para garantir o acesso das pessoas que procuravam as Unidades de Saúde. Em 95% dos estabelecimentos que ofertam o programa houve impacto nos atendimentos, desde 2020. Foram implementadas outras estratégias, como atendimento individual, por meio de chamadas on line e até grupos por aplicativos de mensagens.

 

3 milhões de paranaenses estão completamente imunizados contra a Covid-19

 

DOENÇA – O tabagismo é uma doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o tabagismo como a dependência da droga nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco, seja cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé. Após ser absorvida, a nicotina atinge o cérebro entre 7 e 19 segundos, liberando substâncias químicas para a corrente sanguínea que levam a uma sensação de prazer e bem-estar. Essa sensação faz com que os fumantes usem o cigarro várias vezes ao dia.

 

LEI – O Brasil instituiu o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo em 1986. A data foi promulgada pela Lei Federal nº 7.488 em 1.996 e tem como objetivo a sensibilização e mobilização da população brasileira para o reconhecimento dos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco, que é um problema de saúde coletiva. Desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e a governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde através do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o que inclui um conjunto de ações nacionais que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Estado recebe mais 175,5 mil vacinas contra a Covid-19

O Paraná recebeu na noite desta quinta-feira (26) mais 175.500 vacinas contra a Covid-19, todas da Pfizer/BioNTech. Este é o segundo lote do dia entregue ao Estado. Pela manhã, foram 190.800 doses de CoronaVac, somando hoje 366.300. Os imunizantes fazem parte da 43ª remessa de distribuição do Ministério da Saúde.

 

As vacinas foram enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e posterior logística de distribuição para as 22 Regionais de Saúde do Paraná. O envio será já nesta sexta-feira (27).

 

Dentre as vacinas da Pfizer, 145.080 doses são destinadas à segunda aplicação e 30.420 para primeira dose. Já os imunizantes da CoronaVac, metade (95.400) deve ser para D1 e metade para D2.

 

Segundo os dados do Vacinômetro Nacional, até agora o Paraná aplicou 10.268.975 vacinas contra a Covid-19, sendo 7.179.203 primeiras doses e 3.089.772 segundas doses ou doses únicas.

 

ESTUDO – Toledo, na Região Oeste, será a primeira cidade do Brasil a receber um estudo da Pfizer sobre a imunização de toda a população a partir dos 12 anos. Para a pesquisa, a cidade recebeu uma remessa exclusiva de 35.173 doses do imunizante, nesta quarta-feira (25), para completar a aplicação da primeira dose tanto na população adulta, acima de 18 anos, como em adolescentes de 12 a 17 anos.

 

O estudo é de natureza observacional e busca analisar o comportamento do Sars-Cov-2. O cronograma do município prevê que toda a remessa adicional seja administrada na população a partir de 12 anos até a próxima terça-feira (31). (Com AEN)

 

 

 

Deral prevê produção de 5,9 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2020/21

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, reduziu novamente a previsão de produção de milho da segunda safra 2020/21. A nova estimativa é de que sejam produzidos 5,9 milhões de toneladas, queda de 186 mil toneladas em relação ao que se previa em julho.

 

Se fosse uma safra normal e seguisse a previsão inicial, os produtores estariam colhendo 14,6 milhões de toneladas. A redução é consequência da longa estiagem enfrentada pelo Paraná, das duas geadas mais fortes deste ano e da incidência de pragas, sobretudo a cigarrinha, que provoca a doença conhecida como enfezamento.

 

“A perda no campo é de 8,7 milhões de toneladas e isso está impactando o mercado em termos de abastecimento”, disse o técnico do Deral, Edmar Gervásio. Segundo ele, o Estado pode precisar buscar fora em torno de 5 milhões de toneladas, o que já começa a ocorrer com milho vindo até do Nordeste do País e de países como Paraguai e Argentina.

 

TRIGO – Entre as culturas de inverno, o Deral reduziu também a estimativa de produção do trigo. Em julho, projetava-se 3,9 milhões de toneladas. Agora, foi rebaixado para 3,7 milhões, mas ainda assim superior à anterior, de 3,2 milhões de toneladas. Também houve correção de área, passando de 1.136 mil hectares para 1.213 mil. “A produção chegaria a 4 milhões de toneladas se não tivessem perdas”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho.

 

Por enquanto, as perdas são de 7% em relação ao potencial, principalmente por causa das geadas no Oeste e pela manutenção da seca no Norte do Estado. No entanto, há previsão de chuvas para os próximos dias. “Caso se confirmem, dão condição bastante favorável para não perder mais, e aquelas que ainda têm possibilidades, de se desenvolverem muito bem”, afirmou Godinho.

 

CEVADA – Ainda em relação às culturas de inverno, apesar das duas geadas mais fortes, ainda se mantém a previsão de colheita de 355 mil toneladas, o que representa aumento de 31% em relação ao ano passado. “Vamos manter safra cheia nos núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa”, confirmou o agrônomo Rogério Nogueira.

 

Segundo ele, em Ponta Grossa a qualidade do produto é muito boa, com 87% em desenvolvimento, ainda que as geadas tenham atingido áreas mais baixas. “Ainda não está quantificada a perda, mas podemos ter prejuízo de 5%”, disse Nogueira. Em Guarapuava, cuja produção corresponde a 60% da área do Estado, a cevada está boa e deve ter safra cheia.

 

CAFÉ – O Estado tem área de 35 mil hectares com cafeicultura e previsão de colher próximo de 870 mil sacas. Por enquanto, 89% da safra já estão colhidos e 19%, comercializados. Segundo o agrônomo Paulo Sergio Franzini, a venda está um pouco abaixo do percentual médio das últimas safras. “Isso se justifica por conta do atraso na colheita, e pela recuperação dos preços, o que leva os cafeicultores a segurar um pouco para comercializar”, disse.

 

A geada afetou bastante a cultura, que é perene e pode demorar mais para se recuperar. Pelos dados preliminares, 20% das lavouras não foram atingidas. Das 80% prejudicadas, 40% foram de forma leve, com queima de folhas laterais e ponteiros; 25% também tiveram os ramos atingidos; e para 15% os danos foram severos, com queima também do tronco.

 

A Câmara Setorial do Café do Paraná tem feito reuniões para discutir medidas que possam ajudar os cafeicultores. “O Paraná já foi o grande produtor nacional de café e hoje, mesmo não tendo uma área territorial expressiva, é uma cultura muito importante do ponto de vista socioeconômico para dezenas de municípios”, afirmou Franzini. “Analisamos alternativas de políticas públicas para pelo menos manter os produtores na atividade, pois se sair é difícil retornar.”

 

MANDIOCA – O levantamento de previsão da safra de verão para a mandioca será apresentado em setembro, mas o plantio já começou. No ano passado, o produtor teve problemas tanto na produção quanto na comercialização, sobretudo em razão das mudanças de hábitos e dos isolamentos provocados pela pandemia, que levaram à quase paralisação das indústrias de fécula.

 

Segundo o economista Methodio Groxko, uma preocupação adicional, sobretudo na região Noroeste do Estado, é o preço do arrendamento de terras. Como a mandioca concorre com o milho e a soja, o preço teve grande elevação. “O produtor de mandioca não está conseguindo mais manter a cultura nessas regiões, principalmente em Paranavaí, e está havendo deslocamento para São Paulo e Mato Grosso”, disse.

 

BOLETIM – O Deral também divulgou nesta quinta-feira (26) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. Além de acrescentar informações em relação às previsões para a safra de inverno 2020/21 e a de verão 2021/22, ele fala de outros produtos agropecuários paranaenses.

 

Entre os destaques, há uma análise sobre o papel da floricultura no valor de produção agropecuária. Também é abordada a situação da apicultura, que teve crescimento de 34,5% este ano. O Paraná mantém-se como o terceiro maior exportador. O boletim trata ainda da situação da cultura da cebola no Paraná e da evolução dos preços de carne bovina. (Com AEN)

 

 

 

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