Vendas do varejo no Paraná crescem 5,6% de janeiro a novembro de 2024

O volume de vendas do comércio varejista do Paraná cresceu 5,6% entre janeiro e novembro de 2024, em relação ao mesmo período de 2023.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é superior à média nacional, que ficou em 4,4% no período.

O resultado positivo foi puxado, principalmente, pelo aumento nas vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, com crescimento de 18,9% no período. Em seguida vem eletrodomésticos (15,9%), móveis e eletrodomésticos (14,9%), materiais de construção (14,2%) e móveis (14,1%).

Esse crescimento do varejo tem explicação clara: investimentos. O Paraná é o segundo maior polo automotivo do Brasil e tem recebido grandes aportes de montadoras como a Volkswagen, que está investindo R$ 3 bilhões na fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e da Renault, que de 2021 até 2025 destina mais de R$ 5 bilhões a sua linha de produção, também em São José dos Pinhais.

O Estado também tem despontado como um importante centro produtor de eletroeletrônicos no Brasil. Desde 2021, três grandes empresas ligadas à indústria da linha branca – que inclui eletrodomésticos e eletrônicos em geral – instalaram-se ou ampliaram as suas atividades no Estado, totalizando mais de R$ 2 bilhões em novos investimentos para este setor.

RECEITA - A alta no volume de vendas resultou em um crescimento de 8,2% na receita nominal do varejo paranaense de janeiro a novembro de 2024, na comparação com o período anterior. Os números referem-se ao comércio varejista ampliado, que inclui todos os segmentos do varejo, acrescidos da construção civil, do setor de automóveis e do atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.

OUTROS RECORTES — No acumulado dos últimos 12 meses (de dezembro de 2023 a novembro de 2024) que estão no escopo da pesquisa do IBGE, o comércio também teve resultados expressivos, com crescimento de 4,5% na comparação com o mesmo período anterior. Assim como o recorte do acumulado de 2024, o índice é superior à média nacional, que registrou aumento de 4% no mesmo período. Já quando comparado novembro de 2024 com o mesmo mês de 2023, o crescimento foi de 1,7%.

PESQUISA — A PMC acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país com indicadores de volume de vendas e de receita das empresas do setor com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Os dados completos podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Sem despesa extra: alunos da rede estadual vão receber material escolar em 2025

Enquanto muitas famílias começam o ano preocupadas com a compra de material escolar, o Governo do Paraná promove um alívio significativo para o orçamento doméstico a partir de 2025: a distribuição gratuita de kits escolares para todos os alunos da rede estadual de ensino.

A iniciativa, inédita no Estado, será conduzida pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e beneficiará mais de 910 mil estudantes, com um investimento superior a R$ 43 milhões.

Os kits serão enviados diretamente às escolas, sendo entregues aos alunos a partir do início das aulas, em 5 de fevereiro. A proposta abrange alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), além das escolas indígenas que oferecem o Ensino Fundamental I, que são de responsabilidade do Estado. Vale ressaltar que os kits destinados ao Fundamental I não serão destinados às escolas municipais, uma vez que estas não são geridas pelo Governo do Estado.

“Nosso objetivo é garantir que todos os alunos tenham acesso ao que precisam para aprender, independentemente de onde estejam. Essa medida não apenas alivia os pais de um custo significativo, mas também promove equidade no acesso à educação”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. Ele destacou ainda que a iniciativa é uma forma de incluir e valorizar os estudantes das redes urbanas e rurais, nivelando as condições de aprendizado desde o primeiro dia letivo.

Cada kit foi planejado para atender às necessidades pedagógicas específicas de cada etapa escolar. Alunos do Fundamental II receberão itens como cadernos universitários, régua e lápis de cor. Já os estudantes do Ensino Médio e EJA terão materiais que incluem cadernos universitários, canetas esferográficas e réguas. Nas escolas indígenas do Fundamental I, os kits foram adaptados para estimular a criatividade, com itens como giz de cera, canetinhas hidrográficas e tesoura sem ponta.

“O Paraná é referência nacional em educação, e esta é mais uma prova do nosso compromisso com as famílias e os estudantes da rede pública. Para muitas famílias, especialmente as com vários filhos, a compra do material escolar é um peso significativo no orçamento. Entregando os kits, damos um suporte essencial e garantimos que todos os alunos comecem o ano com igualdade de condições”, completou o secretário Roni Miranda.

Confira a composição e distribuição dos kits:

Ensino Fundamental I (apenas para escolas indígenas): 7.773 kits contendo itens como cadernos, lápis de cor, giz de cera, tesoura sem ponta e canetinhas hidrográficas, voltados para estimular a criatividade e o desenvolvimento motor dos alunos.

Ensino Fundamental II: 550.000 kits equipados com materiais como cadernos universitários, régua, transferidor, esquadros e lápis de cor, essenciais para atividades acadêmicas mais avançadas.

Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA): 352.206 kits com cadernos universitários, canetas esferográficas, réguas e lápis grafite, garantindo suporte adequado às demandas dessa etapa escolar.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Primato: uma marca premium de tilápia

A Primato Cooperativa, uma das principais do Brasil no setor agroindustrial, dá um passo significativo em sua trajetória e começa o ano de 2025 expandindo sua atuação no mercado de tilápia. Para isso, consolida-se na aquicultura, alinhando-se com seu propósito de alimentar o mundo saudável.

Desde 2020, a Primato já vem atuando no segmento de tilápia, por meio de integração e abate com terceiros. No entanto, dá um novo passo ao lançar sua própria marca de tilápia no mercado, ampliando a oferta de produtos com o selo de qualidade Primato.

Conforme Daniel Girardello, gerente de logística integrada, essa é mais uma ação estratégica da Primato para diversificar sua atuação e fortalecer seu compromisso com a saúde e o desenvolvimento sustentável. "Nosso objetivo é levar aos consumidores um produto de excelência, com a garantia de que ele está alinhado com os valores e o compromisso da cooperativa, promovendo a saúde e o bem-estar dos nossos clientes, por meio de alimentos saudáveis", ressalta.

De acordo com Anderson Léo Sabadin, presidente da Primato, “ampliamos a produção e o abate iniciado ontem (08) é de 25 mil tilápias por dia, podendo ser duplicado com o segundo turno. Novos investimentos serão realizados para a produção de alevinos, fabricação de ração e abate”.

A Primato se consolida no segmento e projeta um futuro promissor par a piscicultura, com mais esta opção de renda aos seus cooperados e um produto premium, oferecido ao consumidor de todo o Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Assessoria

 Com 5º melhor resultado de exportações em 2024, Paraná tem superávit de US$ 3,7 bilhões

O Paraná terminou o ano de 2024 com um saldo comercial internacional positivo de US$ 3,7 bilhões, obtendo o maior superávit financeiro da região Sul do Brasil no mercado mundial.

O valor é o resultado de uma receita de US$ 23,3 bilhões obtida com exportações de produtos paranaenses e da aquisição de US$ 19,6 bilhões em produtos de outros países. Foi o quinto melhor resultado do País no período e o segundo melhor da série histórica recente, atrás apenas de 2023.

As informações foram levantadas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) a partir de dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e disponibilizadas em um relatório .

Nas exportações, os principais destaques foram a soja em grão, a carne de frango in natura, o farelo de soja e o açúcar bruto, que geraram receitas de US$ 5,3 bilhões, US$ 3,9 bilhões, US$ 1,5 bilhão e US$ 1,3 bilhão, respectivamente. Juntos, esses quatro produtos responderam por 51% do total das vendas paranaenses para o Exterior em 2024. No complexo alimentar, o Paraná também vendeu US$ 404 milhões em carne suína in natura, US$ 326 milhões em café e US$ 124 milhões de carne bovina in natura.

O Paraná ainda exportou em grande escala automóveis, com aumento de 22,3% em relação a 2023, chegando a US$ 666 milhões, madeira compensada ou contraplacada, com 20,7%, e cereais.

O maior mercado consumidor dos produtos estaduais foi novamente a China, que representou US$ 5,8 bilhões em receitas para as empresas instaladas no Estado no último ano. Depois, aparecem os Estados Unidos, com US$ 1,6 bilhão, seguidos pela vizinha Argentina (US$ 1,2 bilhão) e o México (US$ 1 bilhão). Paraguai, Chile, Emirados Árabes Unidos, Peru, Holanda e Irã completam o top 10. 

No sentido oposto, os adubos e fertilizantes representaram a maior fatia das importações, com US$ 2,2 bilhões, influenciada diretamente pela grande e crescente demanda do setor agropecuário paranaense. O agronegócio, ao lado da indústria, também foi o responsável por grande parte dos outros produtos mais importados, como os óleos e combustíveis (US$ 1,6 bilhão), os produtos químicos orgânicos (US$ 1,2 bilhão) e as autopeças (US$ 1,2 bilhão).

Os maiores fornecedores de mercadorias ao Paraná foram a China, com vendas de US$ 4,6 bilhões, a Rússia (US$ 2,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 1,5 bilhão) e a Argentina (US$ 1,4 bilhão), demonstrando um equilíbrio na balança comercial.

Segundo o presidente do Ipardes, Jorge Callado, ao exportar mais do que importa, o Estado contribui para a geração de mais reservas cambiais em moeda estrangeira, ajudando o Brasil a manter uma economia estável frente ao mercado internacional.

“Nos últimos meses, o Banco Central realizou várias operações de venda de dólares, objetivando controlar a desvalorização do real, e o Paraná, com seus saldos comerciais positivos, contribui para que o País tenha reservas cambiais suficientes para essas ações”, avalia.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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