ÚIltimos dias de fevereiro devem ser chuvosos e ‘frios’

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, no fim de semana, e em sua página na internet ,um alerta para chuva forte em quase todo o Sul do País.

 

O alerta engloba todo o Paraná e Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. O grau de severidade é de perigo. A chuva é provocada pelo avanço de uma frente fria que deve atuar sobre o Estado nestes últimos dias de fevereiro.

 

Em Curitiba além da chuva, as temperaturas máximas devem sofrer uma queda e os termômetros podem cair até os 19ºC de máxima na quarta-feira, com sensação de frio na Capital. As mínimas não sofrem tantas alterações e ficam na casa dos 17 a 19 graus nos próximos dias.

 

A previsão de longo prazo do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) mostra que os primeiros dias do Carnaval devem ter tempo variando de sol entre nuvens a nublado na Capital.
Temporal

 

O alerta do Inmet abrange no Paraná a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e o Litoral, onde a chuva deve chegar na parte da tarde. No Oeste, na região de Foz do Iguaçu, já chove desde a manhã. No Sudoeste e Sul do Paraná a chuva deve começar entre o final da manhã e início da tarde. No Norte e Noroeste Paranaense chove de tarde.
A mensagem do Inmet fala em possibilidade de chuva volumosa entre 30 e 60 mm/hora ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 Km/h), e até queda de granizo. Já o Simepar aponta que as chuvas mais significativas estão previstas para a metade Sul do Estado. “São esperadas rajadas de vento forte, grande volume de chuva e possível incidência de granizo”, diz a previsão do
Simepar. Curitiba já foi atingida por um forte temporal na quinta-feira passada.

 


Para quem ligar em emergências?

 

A Central 156 de Atendimento ao Cidadão teve trabalho dobrado na semana passada por causa da forte chuva que atingiu a cidade na tarde de quinta-feira. Dobrou o número de solicitações feitas ao 156 pelo portal e via telefone, comparativamente aos dias considerados normais. Uma equipe de dez atendentes teve a jornada de trabalho antecipada para garantir a atenção aos pedidos emergenciais. O 156 é o principal canal de comunicação do cidadão com a Prefeitura. Em situações fora do normal como das ocorrências de quinta, a orientação é que os pedidos sejam direcionados à Central 156 para que o atendimento às demandas possa ser organizado. Mas outros canais podem ser usados pela população em casos de emergência.

 

Outros números

 

Defesa Civil 199
Bombeiros 193
Samu 192
Siate 193
Defesa Social 153
Copel 0800 51 00 116
Ocorrências em
rodovias federais 191 (Com Bem Paraná)

 

 

 

Paraná quer ser referência mundial em tecnologia no agronegócio

Durante o lançamento da 59ª edição da Expolondrina, na noite de sexta dia 22, o governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que o Estado deve, a médio prazo, exportar tecnologia e conhecimento em agronegócio para o mundo. “A ideia é fazer com que o Paraná possa ser competitivo também na área de tecnologia para o agronegócio. O Estado é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do mundo e tem que se preparar tecnologicamente para o setor”, disse.

 

A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina se consagra como uma das mais completas exposições do agronegócio do Paraná. Nesta edição, o evento, que movimenta a economia de Londrina e região, alia inovação tecnológica à tradição da produção rural e disponibiliza agenda técnica que valoriza a excelência e estimula o desenvolvimento do agronegócio nacional.

 

Ratinho Junior ressaltou que ela é uma das maiores feiras da América Latina e motiva empresários. “O agronegócio do Paraná vem melhorando a cada dia e a ideia é fomentar cada vez mais esse tipo de exposição”, afirmou. “O Brasil vive um bom momento, mas o Paraná em especial, vive um clima de otimismo na área econômica, pois existe uma tranquilidade política”, disse o governador, ao lembrar que três ministros visitaram o Estado em menos de 40 dias.

 

“Já estive sete vezes em Brasília para reuniões com os ministros e já tivemos agenda com senadores do Estado no Palácio Iguaçu, então quando todos caminham para o mesmo norte, existe um reflexo na segurança do empresário para investir”, completou.   

 

AGROTECH - No pronunciamento para empresários e patrocinadores, Ratinho Junior lembrou que viaja para o Vale do Silício neste sábado (23). Acompanham o governador na viagem o secretário do Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge; o presidente da Celepar, Allan Costa; e o presidente da Paraná Desenvolvimento, Eduardo Bekin.

 

A comitiva busca conhecer e entender como funciona o Vale do Silício, com o desafio de instalar um escritório do Paraná na região, para que as startups que produzem tecnologia no Estado possam vender para os Estados Unidos e para outros lugares do mundo. “Nós queremos fazer com que o Paraná possa ser o Estado com a maior capacidade do mundo de gerar startups na área de agrotecnologia e a Expolondrina é um importante canal de conhecimento, que mostra a força do agronegócio paranaense”, destacou o governador.

 

VALOR AGREGADO - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que o Paraná tem uma grande e diversificada produção e é preciso continuar o processo de agregação de valor, em qualquer escala de tamanho. Ele salientou que o governo vai lançar, em breve, um programa de fortalecimento das mais de 200 pequenas cooperativas do Estado. “Elas serão apoiadas para produzir, processar e entregar. O governo será um cliente comprador para fornecer a pessoas em situação de vulnerabilidade, para a alimentação escolar e para o mercado", explicou.

 

EVENTO - Com o tema “O Agro nos Move”, a edição deste ano da ExpoLondrina será realizada de 5 a 14 de abril, no Parque Ney Braga. “As pessoas voltaram a acreditar em investir nos seus negócios e é esse clima que deve dominar a exposição”, ressaltou Antonio Sampaio, presidente da Sociedade Rural do Paraná, entidade organizadora da ExpoLondrina.

 

Com público médio de 550 mil visitantes por edição, a feira tem três objetivos: informação técnica, venda de maquinários e diversão. Gera 9 mil empregos e movimenta em torno de R$ 680 milhões em negócios. A programação inclui exposições, palestras, cursos, debates, oficinas, gastronomia e entretenimento. Ao todo, serão mais de cem eventos técnicos.

 

O Governo do Paraná, através do Instituto Emater, Iapar, UEL e Secretaria da Agricultura e Abastecimento, promove a Fazendinha, espaço com diversas unidades didáticas expositivas, como cultivo de cogumelos, avicultura de corte, produção de hortaliças, café qualidade, produção de palmáceas, aquicultura, ervas medicinais, entre outros.

 

SEDE DO GOVERNO - O governador anunciou que, assim como fez em Cascavel, durante a Coopavel, em fevereiro, a sede do Governo do Estado será transferida para a Expolondrina. “Vamos trazer toda a estrutura do governo, com os secretários em agenda de trabalho, em todas as áreas”, disse.

 

IMPACTO ECONÔMICO - O prefeito de Londrina, Marcelo Belinatti salientou que a Expolondrina movimenta toda a economia da região. "A rede hoteleira, por exemplo, fica cheia de Londrina a Maringá durante o evento, atingindo lanchonetes, restaurantes, táxis, aeroporto e rodoviária, gerando emprego e renda do pequeno ao grande empresário", comentou.

 

O prefeito agradeceu o apoio do Governo do Estado e lembrou que os recursos para a construção da cidade industrial de Londrina estão garantidos. Ele destacou que, em janeiro, o Paraná teve 14% de aumento na abertura de empresas e 244% nas exportações de caminhões de cargas. "Isso representa a valorização do empresariado e dos trabalhadores, além do espírito de prosperidade do novo Paraná", avaliou.

 

PRESENÇAS - Também participaram do evento os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega e da Segurança Pública, Luiz Felipe Carbonell; o deputado estadual Tiago Amaral; os deputados federais Diego Garcia; Felipe Barros e Luiza Canziani; o presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Nestor Batista; o reitor da UEL, Sérgio Carvalho; os prefeitos de Cambé, José do Carmo Garcia, de Ibiporã, João Coloniezi, de Bela Vista do Paraíso, Edson Vieira Brene; presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins; diretor do Detran Paraná, Cesar Vinicius Kogut; e gerente regional da Emater Londrina, Sergio Luiz Carneiro. (Com AEN)

 

 

 

Deputado quer aplicação da lei que proíbe a cobrança da taxa mínima de água e luz

O deputado estadual Luiz Fernando Guerra (PSL) apresentou requerimento pedindo informações aos presidentes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura (AGepar), Claudio Stabile e Omar Akel, sobre o cumprimento da Lei Estadual 13755, de 9 de setembro de 2002, que proíbe a cobrança de tarifa mínima pelas concessionárias de serviços públicos do Estado.

 

A tarifa mínima da Sanepar e da Copel foi criada para beneficiar as famílias que tem um consumo mínimo. No caso da água, de até 10 metros cúbicos por mês. No entanto, o ex-governador Beto Richa (PSDB) aprovou uma mudança, reduziu o volume para cinco metros cúbicos por mês, alegando que muitas famílias estavam pagando por água que não usavam, e reduziu um percentual muito baixo do valor da tarifa.

 

Com isto, as famílias que consomem acima de cinco mil metros cúbicos por mês, acabam tendo pesadas taxas para pagar a cada mês. No requerimento, Guerra levou em consideração que muitos municípios, através das Câmaras de Vereadores, estão propondo e discutindo projetos de leis que versam sobre a proibição da cobrança de tarifa mínima pela Sanepar.A lista inclui as cidades de Maringá, Apucarana, Campo Mourão e Pinhais, dentre outras.

 

“Os consumidores paranaenses, sob a fiscalização e homologação da Agepar, estão arcando indevidamente e irregularmente com o pagamento de R$ 62,25 mensais, à título de taxa mínima pelo uso residencial de água tratada da Sanepar, para ter direito a gastar até cinco metros cúbicos, independente de consumo inferior ou não uso”, ressaltou Guerra, em sua justificativa.

 

O parlamentar lembra que, em Nota Técnica, a Sanepar informa que segue normas de composição tarifária determinadas pela Agepar, conforme Lei Complementar Estadual 94/2002 e Lei Federal 11.445/2007, que regulamenta o saneamento no Brasil.

 

“Nesse sentido, torna-se imperioso, por parte da Sanepar e da Agepar, o imediato cumprimento da Lei 13755, que veda a cobrança de tarifa mínima pelas concessionárias de serviços públicos no Paraná, sem a correspondente prestação de serviços objetivamente medidos”, conclui Guerra.

 

A lei é vigente, segundo o deputado, porém nunca foi cumprida por parte da Copel e Sanepar. “Uma ação questiona a constitucionalidade no STF desde a edição, mas não tem liminar. O relator é o magistrado Gilmar Mendes e, até não ser declarada inconstitucional deve ser cumprida”, concluiu Guerra.

 

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