Instituto Ambiental do Paraná proíbe pesca na bacia do Rio Piquiri

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) proibiu a pesca de qualquer modalidade, por tempo indeterminado, em todos os rios que compreendem a Bacia Hidrográfica do Rio Piquiri. A Portaria nº 025, publicada na sexta dia 22, é uma medida de precaução e prevenção em razão da mortandade de peixes nos últimos dias.

 

A proibição vale para toda e extensão do Piquiri. Com 660 quilômetros, o rio nasce na Serra de São João, entre Turvo e Guarapuava, e segue até desaguar no Rio Paraná, entre Terra Roxa e Altônia. Com o número elevado de peixes mortos em vários pontos do Rio Piquiri, a proibição da pesca é uma forma de proteger as espécies nativas, garantindo a recuperação e manutenção de estoques para evolução da espécie, além de evitar a contaminação de pessoas que praticam a pesca e consomem estes peixes.

 

Serão feitos estudos científicos nas águas e peixes da Bacia do Rio Piquiri, com a finalidade de avaliar sua qualidade ambiental e sanitária. Os trabalhos vão ocorrer por um período de seis meses e podem ser estendidos, dependendo dos resultados obtidos nas avaliações.

 

FISCALIZAÇÃO

 

Foi montada uma equipe que inclui as regionais do IAP de Campo Mourão, Umuarama, Cianorte e a Polícia Ambiental para desenvolver ações de fiscalização durante três dias, com o objetivo de identificar os pontos em que há mortandade e suas possíveis causas.

 

O número de peixes mortos é bem representativo – aproximadamente 50 mil toneladas – e as espécies encontradas se restringiam à piapara, piau e mandi, apesar de haver alguns relatos de outras menos significativas.

 

Embora não tenha sido possível identificar a causa exata da mortandade, há suspeitas de que o problema se iniciou nas imediações da confluência do Rio Cantu com o Piquiri.

 

Fiscais ainda trabalham na identificação de irregularidades nas mediações do rio que podem estar causando a mortandade.

 

PENALIDADES

 

O exercício da pesca em desacordo com o estabelecido nesta portaria sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605) e no Decreto nº 6.514, de demais regulamentações pertinentes. Estão previstas multa de R$ 700 a R$ 100 mil e apreensão do material de pesca. (Com RSN)

 

 

 

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Assassinato de empresário foi motivado por dívida de mais de R$ 1,5 milhão

Durante entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (25), na sede da 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP), o delegado, Antônio Donizete Botelho confirmou a motivação do assassinato do empresário, Diogo Alexandre Philippsen de 39 anos, ocorrido no dia 11 de fevereiro, em uma empresa às margens da BR-467.

 

De acordo com o delegado o crime foi motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 1,5 milhão do mandante para com as vítimas. Diogo e o seu pai Valdir Philippsen seriam agiotas e teriam emprestado dinheiro para o mandante, que com medo da reação dos dois, quanto a dívida, decidiu cometer o crime.

 

O mandante do crime e os outros três envolvidos foram presos na última sexta-feira (22), e estão encarcerados na Penitenciária da cidade de Cascavel. O delegado enfatizou o bom trabalho realizado pela Polícia Civil de Toledo em parceria com a 15ª Subdivisão Policial de Cascavel e a 6ª SDP de Foz do Iguaçu.

 

Ainda de acordo com o delegado, o mandante contratou uma pessoa para cometer o crime pelo valor de R$ 40 mil. Esta pessoa contratou um atirador pelo valor de R$ 20 mil e um motorista de fuga pela quantia de R$ 4 mil. Os dois atiradores se evadiram do local com o motorista em um veículo, que foi queimado posteriormente no distrito de Bom Princípio do Oeste.

 

O delegado adjunto da 20ª SDP, Ilso Campaner, informou que o mandante esteve no local do crime logo após o acontecido. Segundo ele, o mandante esteve no local para conferir se o crime teria sido mesmo realizado.

 

O pai da vítima fatal, Valdir Philippsen, encontra-se internado, em um hospital na cidade de Cascavel. Ele está incomunicável e seu estado de saúde é grave.(Com CGN)

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