Uva-passa no arroz? Frutas secas fortalecem os ossos e aumentam massa muscular; saiba como inserir na dieta

As passas, uma fruta desidratada derivada de uvas secas, são consideradas um superalimento.

Segundo a Fundação Espanhola de Nutrição (FEN), são ricas em carboidratos, fibras, cálcio, fósforo, sódio, ferro e vitaminas K, B3 e B1. Além disso, alguns especialistas destacam que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, melhorar a circulação e eliminar toxinas.

 

Avaliação nutricional de passas (por 100 g)

  • Valor energético: 1223 kJul/289 Kcal.
  • Gordura: 1,17g.
  • Gordura saturada: 0,56 g.
  • Gorduras monoinsaturadas: 0,56 g.
  • Gorduras poliinsaturadas: 0,41 g.
  • Ácidos graxos trans: 0,005 g.
  • Colesterol: 1,99 mg.
  • Carboidratos: 65,5 g.
  • Açúcares: 60,16 g.
  • Proteína: 1,84g.
  • Umidade: 25,68%.
  • Fibra alimentar: 4,38 g.
  • Sódio: 0,010g.
  • Sal: 0,01g.

 

Benefícios das passas

As passas destacam-se pelas propriedades diuréticas, digestivas e antioxidantes, bem como pela riqueza em cálcio, ferro e fibras. Além disso, o seu baixo índice glicêmico torna-os um lanche saudável, enquanto a sua capacidade antioxidante melhora a saúde cardiovascular e oral.

Um estudo da Universidade Estadual de Oklahoma mostrou que esta fruta também traz benefícios significativos para a saúde e o crescimento ósseo. Isso ocorre porque fortalece os ossos e aumenta os níveis de IGF-1, uma proteína crucial para regular o hormônio do crescimento. Da mesma forma, é um aliado perfeito em dietas para aumentar a massa muscular ou perder peso, gerando sensação de saciedade.

Outros benefícios:

  • Combate a prisão de ventre: a presença de fibras como pectina, celulose e hemicelulose regula o intestino e alivia a prisão de ventre, facilitando a eliminação das fezes.
  • Protege contra doenças cardiovasculares: seu conteúdo em vitamina C e vitamina K evita a calcificação das artérias, mantendo a saúde vascular. Suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes auxiliam no controle da pressão arterial.
  • Reduz o colesterol: a fibra de pectina reduz a absorção da gordura dos alimentos, reduzindo os níveis de colesterol no organismo.
  • Promove a perda de peso: seu alto teor de fibras acelera a digestão e aumenta a sensação de saciedade, contribuindo para a redução de peso.

 

Como consumir?

Graças às suas propriedades, como resveratrol, potássio, vitamina K, flavonoides, clorofila e ácidos fenólicos, as passas são uma opção saudável ideal para consumir a qualquer hora do dia. Segundo especialistas em saúde, para aproveitar todos os seus benefícios, deve ser consumido inteiro, com casca e sementes. É importante mastigar bem para não ficar preso.

A recomendação de ingestão é de 2 a 3 porções, o que corresponde a 200 gramas de uva. Vale ressaltar que se você consumir em suco e for adicionar algum tipo de adoçante artificial, poderá aumentar o nível de glicose no sangue.

Você pode consumi-los sozinhos ou incorporá-los a outras nozes. Você pode incluí-los em saladas ou preparações de carne. Graças à sua fonte de ferro, ajudam a reduzir o desejo por comida. Lembre-se que é sempre importante consultar o seu médico de família se for incluir um novo alimento. Cada corpo age de maneira diferente e pode ter uma reação contraproducente.

 

 

 

 

 

 

Por - O Globo

Dia do Meio Ambiente destaca ações de enfrentamento à desertificação

Há mais de 40 anos, o ambientalista Nereu Rios dedica sua vida em tempo integral a coletar sementes por onde passa, gerar mudas e, finalmente, contemplar as árvores que fornecerão mais matéria-prima para que o ciclo recomece.

Mas nos últimos anos, essa rotina tem mudado desde que o pesquisador de campo percebeu que multiplicar algumas espécies começou a ficar mais difícil.

“No Mato Grosso do Sul, há uns dez anos tenho coletado amostras de pau-ferro [Libidibia ferrea] que dá a vagem, mas não dá a semente”, diz. Nascido em Dourados (MS) e atualmente vivendo em Campo Grande (MS), Nereu se divide entre as mudas do viveiro em que trabalha e os caminhos que percorre por todo o Cerrado para acompanhar de perto a diversidade fruto de seu trabalho. Junto com a mudança das plantas, ele também percebe a mudança no cenário.

“Passando por Olhos D´Água, próximo de Alexânia (GO), eu estava mostrando para o meu filho uns ipês-roxos [Handroanthus impetiginosus] que a gente coletava há uns oito anos e que agora eles estão morrendo, porque virou monocultura margeando a estrada e quando eles pulverizam o milharal sai matando tudo”, destaca.

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Andrade, explica que para produzir semente, a planta precisa de muita energia, que adquire pela fotossíntese e exige muita água e luz solar, mas com a mudança climática, o ciclo natural sofre um distúrbio. “O que acontece com a mudança climática é que quando a gente tem períodos de estiagem muito grande, combinado com um ano de El Niño, como no final de 2023, tem muito sol, mas falta água, então, a planta para a fotossíntese que precisa, senão ela morre rápido, e como isso não consegue produzir a energia para gerar sementes”, explica.

A advertência também foi reforçada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que trouxe como tema para este 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o enfrentamento à desertificação e o desenvolvimento da resiliência à seca, alinhados com a declarada Década da Restauração de Ecossistemas. No centro da campanha está a frase: “Não podemos retroceder no tempo, mas podemos restaurar florestas, restabelecer os recursos hídricos e trazer o solo de volta. Nós somos a geração que pode fazer as pazes com a terra”. 

Desertificação

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), bilhões de hectares de terra estão degradados em todo o planeta, o que causa desertificação e mais seca. A organização alerta ainda que isso já afeta metade da população mundial, especialmente comunidades rurais e pequenos agricultores, o que põe em risco metade do Produto Interno Bruto (PIB) global e pode gerar insegurança alimentar em todo o planeta.

Andrade explica que a restauração de ecossistemas é tão importante porque tem se mostrado a solução mais rápida e efetiva para equilibrar tanto o ciclo da água, quanto o ciclo do carbono e evitar que o planeta aqueça ainda mais e que piorem as consequências, como secas e chuvas extremas.

“A restauração de grandes áreas é uma estratégia que a gente consegue fazer agora, em 20, 30 anos é possível investir pesado nisso, para que no futuro a gente alcance a transição de energia, porque existe um limite para o carbono que as florestas conseguem armazenar, existe um limite que a gente vai conseguir segurar essas mudanças a partir da vegetação nativa”, conclui.

Missão de vida

Nereu Rios conhece o Cerrado desde jovem, se criou no campo em uma família de moveleiros e nas proximidades do então chamado arco do desmatamento, mas o convívio com a terra o fez admirar mais uma bela árvore florida do que a madeira tombada. E nessa “missão de vida”, como ele mesmo diz, aprendeu na prática que as escolhas de cada pessoa afetam o clima, a vegetação e até os insetos, que em um ambiente desequilibrado viram pragas.

“Sei que tem o bicho que come a seiva na vagem do pau-ferro e não deixa a semente se desenvolver, mas não é só ele o problema. O angelim-amargo [Andira anthelmia] faz uns quatro anos que eu não consigo coletar e tinha muito, assim como a guavira [Campomanesia adamantium], ano passado deu pouca. As coisas que produziam todos os anos, agora produzem ano sim, ano não, às vezes ficam dois três anos sem produzir”, explica.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 A fruta que ajuda a produzir colágeno (e é considerada a 'rainha da vitamina C')

A acerola pode ser consumida em sua forma natural, em pó ou em suco. Em qualquer formato, traz grandes benefícios para a saúde.

A cor pode variar dependendo do grau de maturação. Tem tons de laranja, avermelhada ou amarelada. Quanto às suas origens, remonta ao sul do México, especificamente à área onde começa o mar do Caribe mas é farta no Brasil.

— A acerola tem alto nível de vitamina C, antioxidantes, fibras, vitaminas, reguladores intestinais e baixas calorias — explicou María Julia Fagiani, técnica de pesquisa em culturas tropicais da estação experimental. Ela também destacou que, como alimento imunoestimulante, ajuda a combater a gripe, as alergias e o estresse..

Matías Marchetti, nutricionista e autor de livros sobre vida saudável, acrescenta que também é mais difícil encontrá-la in natura, pois se danifica facilmente durante o transporte ou armazenamento.

— Possui alto teor de água e oxida rapidamente ao entrar em contato com o ar, o que faz com que perca parte de seu conteúdo de vitamina C. Por isso, costuma-se processá-la para preservar suas propriedades e facilitar seu consumo — explica.

 

Mais vitamina C do que a laranja

Um estudo publicado no Journal of Food Science and Technology destaca que a fruta tem gerado burburinho entre a comunidade científica e as empresas farmacêuticas nos últimos anos devido aos seus alegados benefícios.

 

Rica em vitamina C

O Conselho Geral de Farmácias argentino afirma que a principal característica nutricional da acerola é seu altíssimo teor de vitamina C.

— É uma das frutas mais ricas em vitamina C oferecidas pela natureza. Embora a concentração dessa vitamina nas frutas varie de acordo com o clima, a maturação e a estação do ano. Assim, os maiores níveis são alcançados quando a fruta ainda está verde e diminuem durante a maturação — estabelece a instituição.

— A alta quantidade de vitamina C se deve a sua adaptação natural para produzir e armazenar essa vitamina na polpa, algo como uma forma de se proteger das condições climáticas adversas e dos insetos que a atacam — enfatiza Marchetti.

 

Proteção cerebral

Pode proteger o cérebro, especificamente o hipocampo, do estresse oxidativo causado pela má alimentação e obesidade, afirma a pesquisa "Efeitos da ingestão de suco de acerola no metabolismo energético cerebral".

Após observar por semanas diferentes grupos de roedores que foram alimentados com suco de acerola madura, imatura e industrial, os pesquisadores constataram que as alterações no metabolismo energético causadas pela obesidade podem ser parcialmente revertidas com qualquer uma das três opções de acerola.

 

Melhora a digestão

Os especialistas afirmam que a acerola tem a capacidade de melhorar a função metabólica e a digestão. Um estudo científico publicado na revista Bioscience, Biotechnology, and Biochemistry constatou que a fruta tem sido utilizada em sistemas de medicina tradicional para tratar desconfortos como diarreia, dores de estômago e disfunção hepática, uma vez que seu consumo promove uma resposta positiva à inflamação no intestino.

 

Produção de colágeno e cuidados com a pele

Uma análise realizada pelo Laboratório de Biologia Celular da marca de cosméticos Clarins evidencia que o extrato de acerola colabora com a redução da superprodução de melanina — principal pigmento responsável pela cor normal da pele e do cabelo — que é a causa de muitos problemas de pigmentação da pele e que, caso não funcione corretamente, não pode proteger a derme dos efeitos da radiação ultravioleta.

Em seguida, a marca cosmética detalha que o extrato de sua semente favorece a oxigenação cutânea, o que evita o aparecimento de sinais de envelhecimento precoce e ajuda a purificar e descongestionar a derme. 

Segundo Marchetti, outros benefícios incluem: regeneração de tecidos danificados por queimaduras ou lesões, promoção da cicatrização de feridas e formação de colágeno.

 

 

Contraindicações

— Pode ser consumida por qualquer pessoa, desde que não tenha alergia ou intolerância a esta fruta ou a algum de seus componentes — diz Marchetti.

Ele acrescenta que alguns casos específicos em que se deve ter precaução ou consultar um médico antes de consumi-la são:

  • Se você tem alguma doença renal ou hepática, pois o excesso de vitamina C pode sobrecarregar esses órgãos e causar problemas;
  • Em caso de tomar medicamentos anticoagulantes, pois a vitamina C pode aumentar o risco de sangramento;
  • Pessoas com diabetes ou que tomam medicamentos para controlar o açúcar no sangue, pois a fruta pode alterar os níveis de glicose e causar hipoglicemia ou hiperglicemia;
  • Se estiver grávida ou amamentando, pois não há evidências suficientes sobre a segurança de seu consumo nessas fases.

 

 

 

 

 

por - O Globo

Em carta, cientistas brasileiros pedem união e esforços para lidar com extremos climáticos

Cientistas brasileiros divulgaram uma carta pedindo esforços para lidar com as mudanças climáticas e pressionar as autoridades públicas a garantir assistência de saúde à população afetada pelo novo cenário global.

O manifesto foi divulgado na semana em que completa um mês que o Rio Grande do Sul foi atingido pelas fortes chuvas.

Assinam a carta representantes da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

O documento afirma que os extremos climáticos serão cada vez mais comuns e "afetarão mais e mais as águas das bacias do RS, nossos mananciais, nossas matas e outros biomas. No Brasil e no mundo".

 "O futuro dos eventos climáticos extremos já chegou. Estejamos atentos ao que a ciência tem a dizer para preservar vidas e evitar futuras catástrofes", afirmam.

 Os cientistas dizem que é preocupante o avanço no número de casos de pessoas com leptospirose que tiveram contato com a água suja no RS.

 

Segundo eles, também é necessária muita atenção aos impactos na saúde mental, tendo em vista que muitos ainda se recuperam dos traumas vividos durante a pandemia de Covid-19.

"Lidar com o estresse pós-traumático e a depressão são desafios crescentes. A solidariedade e empatia não serão suficientes e procedimentos eficazes testados à luz da ciência devem ser implementados para atender a população em tempo hábil", dizem.

Os especialistas defendem que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve pensar em inovações tecnológicas de atendimento e de saúde digital para a população afetada pelo novo cenário climático.

"Esse momento de crise é também a oportunidade de adequar o próprio conceito de saúde, que deve englobar o cuidado com o ambiente e considerar as alterações do clima".

A carta alerta que cientistas brasileiros já têm estudos avançados dos impactos de desastres naturais e oferecem modelos preditivos para compartilhar estratégias de prevenção. "As ações para atender as vítimas estão a caminho e o mundo Acadêmico tem muito a contribuir para que a ciência ilumine as ações de saúde e auxilie no cálculo da retaguarda necessária", completa.

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Pornô para cegos e surdos: Como são gravados os filmes adultos com 'narração' e 'legenda'

"Eles estão frente a frente. E tocam as mãos. Antônio aproxima o rosto, e Tereza fecha os olhos."

A narração (voz de mulher) conta um trecho de "Desejo proibido" – e não vem ao caso descrever as interações futuras do casal: o filme é uma das produções do Sexy Hot, canal adulto brasileiro. O conteúdo a oferece recurso de audiodescrição (para cegos) e legendas descritivas (para surdos).

As versões adaptadas de "Desejo proibido" ("o primeiro filme de época" da produtora) e de "Sugar daddy" estão disponíveis desde 2020. A locução que abre este texto, por exemplo, é audiodescrição – trata-se da tradução das imagens em palavras. Já a legenda descritiva sinaliza – em texto – ruídos, sons, música, falas (ou sussurros e gemidos).

 

Erra quem pensa que a escassez de diálogos e a abundância de gemidos e onomatopeias facilitam as coisas. E é preciso este cuidado elementar: a narradora não pode se animar demais, a ponto de – pecado talvez mais grave aqui – queimar a largada cometendo spoilers. Palavrão é do jogo. Mas, às vezes, escapa um sinônimo encabulado, tipo "membro".

Adaptação sem spoiler

 

A atriz Mia Linz e Oscar Luz, que estrelam o filme pornô de época 'Desejo proibido' — Foto: Divulgação

A atriz Mia Linz e Oscar Luz, que estrelam o filme pornô de época 'Desejo proibido' — Foto: Divulgação

 

Diretora da Conecta Acessibilidade, que produz e adapta conteúdos audiovisuais , Joana Peregrino conta que nunca tinha feito audiodescrição ou legenda descritiva na indústria pornô. No catálogo da empresa, estão produções convencionais, como "Chacrinha: O Velho Guerreiro", "De pernas pro ar 3" e "Minha mãe é uma peça 3".

"Filme pornô tem menos diálogos que filme de qualquer outro gênero. É muito mais visual. Mas, na audiodescrição, tomamos cuidado para não descrever demais e deixa o som das cenas. A audição do cego é muito mais potente, isso é comprovado pela neurociência", conta a diretora. "Essa audiodescrição vai introduzindo o conteúdo sem ficar dando spoiler."

Ela explica que um consultor cego acompanha o processo de adaptação do roteiro à gravação. "E, nesse caso, foi um consultor cego que tinha feito um trabalho de conclusão de curso sobre audiodescrição em filmes eróticos."

Com relação à legenda descritiva, a precaução foi outra. "Filme pornô tem, digamos, muito mais onomatopeias. Mas não dá para colocar demais, senão fica chato. Surdo tem muita acuidade visual, o que também é comprovado cientificamente, então não ficamos o tempo todo inserindo legenda, para não atrapalhar a visualidade da cena."

Mas houve algum constrangimento? "Não pode fazer juízo de valor, tem de dizer o que tá acontecendo. Se você tem vergonha de falar P., B., não pode fazer esse tipo de trabalho. Às vezes, alguém ri olhando aquelas cenas. Mas, se você está constrangido ou não, tem de guardar para você."

"Estamos promovendo acessibilidade. O que fazemos é 'acessibilizar' os conteúdos. Não importa se é pornô, documentário, ficção, animação..."
Por - G1